quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Como perdoar quem não demonstra arrependimento?
Como perdoar quem não demonstra arrependimento? -
A morte vicária e expiatória de Jesus foi o preço que Ele pagou para que o ser humano fosse perdoado e restaurado à comunhão com Deus.
Perdoar implica cancelar ou remir uma dívida. O sacrifício de Jesus na cruz foi o preço pago por Deus para perdoar-nos; a cédula, o escrito da dívida, que era contra nós foi cancelada (Colossenses 2.14).
Uma vez que recebemos o perdão de Deus, quando merecíamos a morte, devemos demonstrar gratidão e disposição para perdoar aquele que nos ofendeu, até porque, na oração modelo do Pai-Nosso, Jesus pediu que Deus perdoasse as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores (Mateus 6.12), e advertiu-nos de que, se perdoarmos nossos ofensores, seremos perdoados pelo Pai celestial; se não os perdoarmos não seremos perdoados (v. 14,15).
Contudo, quem já foi ofendido ou injustiçado sabe que não é fácil perdoar. Aliás, quanto maior for o dano a nós causado e a nossa proximidade com aquele que pecou contra nós, mais difícil será perdoá-lo. Nessas horas, devemos lembrar o quanto somos pecadores, quão bondoso e misericordioso o nosso Deus é para conosco, perdoando nossas transgressões e restaurando a nossa comunhão com Ele. Devemos, pois, demonstrar misericórdia e graça aos nossos ofensores, perdoando-os.
É indispensável que entendamos e pratiquemos o perdão, cancelando a dívida que nosso próximo tem para conosco, a fim de que a nossa dívida com Deus também seja cancelada, não haja resquício de ódio e amargura em nosso coração, tenhamos paz, equilíbrio, alegria, e vivamos em harmonia com o Senhor, com nós mesmos e com nossos semelhantes.
Ainda que alguém não reconheça o erro e não demonstre arrependimento genuíno pelo mal que nos causou, devemos perdoá-lo. Devemos fazer a nossa parte, e deixar o resto com Deus.
Há pessoas que não perdoam porque quem as ofendeu não pediu perdão formalmente, reconhecendo seu erro, e há aquelas que não perdoam por acreditarem que a ofensa é grande e grave demais para ser apagada ou esquecida após um simples pedido de perdão. É difícil perdoar gente assim, mas devemos perdoar e saber pedir perdão.
Em alguns casos a ofensa é patente; em outros, é uma questão de pontos de vista diferentes. Independente da situação, ainda que o ofensor não dê o braço a torcer, façamos a nossa parte, a fim de que a paz e a harmonia em nosso relacionamento com ele e com nós mesmos sejam restabelecidas. Se for preciso, deveremos até tomar a iniciativa de pedir perdão ao outro, mesmo que estejamos com a razão.
O perdão é algo tão sério, que pode causar enfermidades emocionais, destruir relacionamentos e até impedir que Deus atenda às nossas orações e abençoe as nossas ofertas. Foi isso que Cristo ensinou em Mateus 5.23,24:
Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem, e apresenta a tua oferta.
Em suma, como cristãos obedientes à Palavra de Deus, devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos e perdoá-lo diariamente, quantas vezes for necessário, em qualquer situação. Só assim, estaremos aptos a desfrutar de todas as bênçãos espirituais em Cristo.
SUGESTÕES DE LEITURA:
Mateus 18.21,22; Marcos 11.25,26; Lucas 11.4; 17.3,4; 2 Coríntios 2.10; Efésios 4.32; Colossenses 3.13
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
"... Meu Deus! Estou confuso e envergonhado ! para levantar a ti a minha face..."
"... Meu Deus! Estou confuso e envergonhado !
para levantar a ti a minha face..." (Esdras 9.6)-
Estimado leitor, é com grande prazer que vos escrevo mais uma vez, na intenção de adverti-lo e abrir seus olhos.
Estamos vivendo dias escuros e sombrios: os perigos nos rondam por todos os lados, inseguranças e incertezas nos apavoram; a sociedade pós-moderna, com sua imprevisibilidade, nos espanta; o governo e sua indiferença nos causa pavor; a cristandade naufraga em um caos espiritual e teológico, nos deixando quase sem esperança. Entretanto a vida continua, devemos em detrimento a tudo isso, continuar firmes “olhando para o autor e consumador da fé” (Hb 12.2).
Creio ser urgente e oportuno falar de algo que está latente no coração de muitos: apesar de cristãos, não estamos imunes aos combates e intempéries da vida, que trazem aflições, dores e apertos no coração, que vão de problemas no casamento a crises financeiras e ministeriais, bem como tantas outras áreas, nos deixando perturbados.
Mesmo diante desse quadro, hoje quero escrever sobre um assunto que talvez não seja muito comentado – mas que a maioria de nós vivencia – quero falar para aqueles que “estão em falta com Deus”, que estão aflitos e com o coração apertado por causa de Deus, me dirijo àqueles que estão com vergonha de Deus! Pois, é exatamente isso que Esdras enfaticamente retrata nesse versículo.
Essa declaração de Esdras foi feita após o exilio babilônico. Os judeus haviam retornado a Israel depois de décadas de cativeiro na Babilônia. O objetivo deles era a reconstrução do Templo bem como dos muros da cidade sob a égide de Esdras e Neemias. Eles deveriam também restaurar o sacerdócio, o culto ao Senhor e a observância da Lei, trazendo assim paz e harmonia à nação.
Porém, não foi bem isso que aconteceu: eles estavam negligenciando todos esses afazeres, desprezando a Lei, retardando a reconstrução do Templo, promovendo casamentos mistos (com mulheres não judias), enfim, estavam andando em total desacordo com a vontade de Deus, ignorando assim o próprio Deus!
É nesse cenário que aparece Esdras, um dos seus líderes, que apesar de não participar diretamente desses pecados, fazia parte dessa nação, eram seus familiares, por isso Esdras se pronuncia – diante de Deus – em oração representando o seu povo e a si próprio dizendo: Meu Deus! Estou confuso e envergonhado, para levantar a ti a minha face…
Por causa daquelas inúmeras transgressões – que o seu povo havia cometido – Esdras estava profundamente envergonhado e não conseguia nem levantar a cabeça diante de Deus!
É disso que trata esse devocional. Esse é – para mim – o maior fardo que um homem pode ter no coração, a maior angústia da alma, o terrível dilema da mente: “estar em falta com Deus”!
Acredito sinceramente que muitos de nós estamos vivendo essa realidade: quantos erros temos cometido? Quantas faltas, pecados, rebeldias, desleixo e omissão nas coisas de Deus e para com o próprio Deus temos cometido? O que nos leva a uma profunda vergonha. Por tudo isso nos tornamos como Esdras, são tantas decepções que damos a Deus, que não conseguimos levantar o próprio rosto para os céus.
Assim como um filho que sempre dá desgosto para o seu pai, tirando notas baixas na escola, desobedecendo à ordens simples, desonrando-o em público e não respeitando o investimento que o pai faz. Assim nós temos feito com o nosso Deus e Pai – e como dói e constrange saber isso. Esse era o sentimento de Esdras ao ver aquela situação e o caos que se tornou Israel.
Veja irmão, a mesma coisa está acontecendo conosco! No que estamos nos tornando? Por quais caminhos temos andado? Estamos deixando nosso primeiro amor, o zelo pela casa de Deus, a santidade e o temor a Deus. A preguiça tem sido nossa marca, vivemos num tempo de indiferença espiritual, frieza e descaso para com a santa palavra de Deus! Por causa disso tudo, quando chega a hora da oração – o momento da comunhão com Deus e de estar a sós com Ele – o corar do rosto é o que ocorre, pois inevitavelmente diante Dele ficamos envergonhados pelo que estamos fazendo!
Como dói olhar para trás e ver o rastro desastroso que estamos deixando e concluirmos que temos sido filhos desgostosos ao nosso Pai!
Veja o quanto Deus investiu em nós, do que estamos nos queixando? O que nós temos a dizer a Deus, a não ser expressar nossa eterna gratidão? O simples fato – se é que posso chamar de simples – de ter nos salvado, não é suficiente? Cobriu-nos com sua Graça e Misericórdia, nos abençoou com tantas bênçãos celestes, nos concedeu a dádiva de pregar o seu santo Evangelho, nos amou com eterno amor, nos chamou de filhos, depositando em nós tamanha confiança!
É por isso que ficamos com vergonha: é a vergonha de Davi, quando foi repreendido por Natan. Quanto Deus fez por Davi? Quanto demonstrou amor, graça e misericórdia, e Davi, retribuiu com tanta lambança! Atente no estado que Davi estava quando escreveu o Salmo 51: ele estava profundamente envergonhado pelo que fizera com Deus.
Sansão foi coberto de poder e confiança ao ser levado ao ofício de juiz – com poderes nunca vistos até hoje – mas veja o que Sansão fez, os delitos hediondos que cometeu! Lá estava Sansão – na cela dos filisteus – cego, preso, sem forças e com muita, muita vergonha de Deus.
Pedro – um dos discípulos mais próximos de Jesus – tinha intimidade, foi tratado com tanto carinho, respeito e zelo por seu Mestre – tanto que foi-lhe conferido um grande chamado – e o que ele fez? Negou o seu Senhor três vezes! Depois a Bíblia diz que ele chorou amargamente. Aquele era o choro da vergonha por ter decepcionado tanto o seu Senhor.
E assim também temos feito uma bateria de violações contra Deus!
Nós sabemos que Deus é perfeito e eterno – mas bem no fundo, pelo bom senso que possuímos – dizemos: “Deus não merece isso que estou fazendo, que desgosto estou dando a Ele, que tolo e estúpido tenho sido. Meu Deus! Quanta falha. Tenho vergonha de dirigir minhas palavras ao Senhor, tenho vergonha de fazer qualquer oração diante da Sua santidade, não consigo nem levantar minha cabeça, tem misericórdia de mim”!
Na verdade, o que estou tentando lhe dizer, é que nós fazemos como o filho pródigo: passamos uma fase da vida sem dar contas do lamaçal que estamos envolvidos – passando muitos dias, meses e até anos – convivendo nesse estado precário, sem nos darmos conta do mesmo, mas, de súbito, somos tomados por um choque de realidade: onde estou? O que estou fazendo? Aonde isso vai parar? Então, um profundo pesar vem ao nosso coração!
Tenho convicção que o remédio para tudo isso é o arrependimento sincero e recorrermos a Deus através de muita oração!
“Ah Deus! perdoe-nos por fazer tanto contra o Senhor, nos perdoe no mais profundo do nosso coração. Não é nossa causa que está em jogo e sim a Sua, não é o nosso nome, o nosso reino, a nossa reputação, e sim os Sua! Quanta omissão da nossa parte, quantos crimes feitos contra o Senhor, quanto desleixo!
Senhor, estamos quebrantados, consternados, arrependidos, nos perdoe segundo a multidão das Suas misericórdias e, se os teus servos tem achado graça aos Seus olhos, nos dê mais uma chance, mais uma oportunidade de te honrar novamente. Nos dê também os recursos necessários para que isso aconteça, renove as nossas forcas, nossa esperança, nossa fé, levante nossa cabeça porque nem isso conseguimos fazer… Para que assim honremos o Seu precioso Nome e não venhamos mais depreciá-Lo.
Tire nossa vergonha, ó Deus, para que de novo tenhamos a alegria da sua salvação. Em nome do teu Filho Jesus, te peço todas essas coisas. Amém”!
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Laicismo
O que é Laico:
Laico significa o que ou quem não pertence ou não está sujeito a uma religião. O termo “laico” tem sua origem etimológica no Grego “laikós” que significa “do povo”. Está relacionado com a vida secular (mundana) e com atitudes profanas que não se conjugam com a vida religiosa. Um comportamento secular é o oposto de um comportamento eclesiástico,direcionado para atividades da Igreja.
Laico é a forma erudita de leigo, cujo significado no meio religioso se refere ao membro ativo da Igreja que não exerce funções específicas do clérigo.
O laicismo é uma doutrina que defende a ausência de qualquer obrigação de caráter religioso nas instituições governamentais. É uma posição que visa a laicidade, ou seja, a não intervenção da religião no Estado.
A qualidade de ser laico pressupõe a não interferência da igreja em assuntos políticos e culturais. Quando se fala em Estado laico, existe a ideia de neutralidade sobre questões religiosas. Deve haver liberdade para os cidadãos manifestarem a sua fé religiosa, qualquer que ela seja, sem haver controle ou imposição de uma religião específica.
22 marcas de uma possível falsa igreja
22 marcas de uma possível falsa igreja -
Sabemos que muitos dos leitores foram despertados para o Evangelho, mas se encontram em igrejas onde o mesmo não aconteceu. Falemos sobre os seguintes temas:
1.Porque Você Não Pode Mudar Sua Igreja
2.Quando você pode mudar sua igreja?
3.Como Mudar Sua Igreja
4.Como Viver Com o Que Você Não Consegue Mudar
Agora queremos pensar naquilo que você deve procurar em uma nova igreja, caso você tenha optado por sair de sua igreja ou esteja sem uma. Hoje, passaremos alguns avisos sobre marcas de uma possível falsa igreja. Assim, você pode ficar atento ao entrar em uma “igreja”.
Sua igreja talvez não seja uma igreja se…
1.Seu pastor raramente fala sobre Jesus. (Essa é fácil).
2.Seu pastor fala sobre Jesus, mas somente no estilo “siga seu exemplo”. (Você poderia ser um Mórmon ou mesmo muçulmano e pregar desse jeito).
3.As músicas de “adoração” são mais sobre como você se sente e o que você pode fazer, em oposição a quem Deus é e o que Ele fez.
4.A extensão do envolvimento de quase todos na igreja está limitada ao culto semanal.
5.Seu pastor não pastoreia as pessoas cara a cara, mas gerencia “sistemas” em seu escritório, 40 horas por semana.
6.Alguns desses sistemas são projetados para que o pastor interaja com o menor número de pessoas possível.
7.Você não se lembra da última vez que participou da Ceia do Senhor.
8.Muito do planejamento e foco na organização gira em torno de fazer um culto sensacional.
9.Você nunca ouve a palavra “pecado” por lá.
10.Você ouve a palavra “pecado”, mas apenas brevemente ou redefinida como “falhas”.
11.Você não se lembra a última vez que ouviu o nome de Jesus em uma mensagem.
12.A mensagem de Páscoa não é sobre a ressurreição, mas “novas oportunidades” na sua vida ou virar uma nova página.
13.Em feriados patrióticos, a mensagem é sobre quão grande nosso país é.
14.Nos outros fins de semana, a mensagem é sobre quão grande você é.
15.Há mais vídeos que orações.
16.Pessoas não cantam durante o culto de “adoração”, mas assistem.
17.As responsabilidades principais do pastor são coisas estranhas à Escritura.
18.Existe mais dinheiro investido em propaganda que em missões.
19.A maioria dos pequenos grupos gira em torno de esportes ou lazer, e não estudo ou serviço.
20.Você sempre se sente confortável lá.
21.Ser membro da igreja parece apenas um sistema de recrutamento de voluntários.
22.Você só encontra outras pessoas da igreja nos cultos de domingo.
Se sua igreja parece com uma ou mais dessas coisas, talvez seja uma torcida espiritual, um teatro religioso, um clube social cristão, ou alguma coisa totalmente diferente, mas, provavelmente, biblicamente falando, não é uma reunião da igreja bíblica.
Como Fazer Uso dos Meios de Graça
Como Fazer Uso dos Meios de Graça -
Exercita-te, pessoalmente, na piedade. [...] Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza. Até à minha chegada, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino. Não te faças negligente para com o dom que há em ti, o qual te foi concedido mediante profecia, com a imposição das mãos do presbitério. Medita estas coisas e nelas sê diligente, para que o teu progresso a todos seja manifesto. Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes. (1 Tm 4.7.12-16)
Os meios da graça são frutos de uma noiva que deseja ter maior comunhão com seu Noivo e não de uma tentativa de sermos aceitos por Cristo. Somos aceitos com base em sua graça, e essa graça nos leva a buscarmos ativamente o Amado de nossas almas.
Consideraremos meios de graça como qualquer exercício pessoal através do qual Deus possa nos aproximar de Cristo. Quero destacar três âmbitos dos meios da graça: o particular, o corporativo e o interpessoal.
Meios particulares da graça
Ler as Escrituras
É nosso dever diário ler Palavra de Deus. Para o crente a bíblia é uma carta de amor que Deus o envia diariamente. Um puritano enumerou oito formas de lermos as Escrituras:
1.Com diligência – como um homem cavando em busca de um tesouro;
2.Com sabedoria – não ficar demasiado tempo em um só livro, etc;
3.Com preparação – prepararmo-nos espiritualmente e logisticamente para ler a Palavra (buscar um local tranquilo, etc.);
4.Com meditação – ler a bíblia, meditar e depois orar com base na meditação;
5.Com conversas piedosas – conversar com outros sobre o que lemos;
6.Com fé – fé é a chave. Outros livros podem informá-lo ou reforma-lo, mas só a bíblia pode transformá-lo.
7.Com prática.
8.Com oração.
A leitura da bíblia não só transforma você, mas impacta as pessoas a sua volta. Então, saiba que você não irá crescer muito em santidade e a sua vida não irá impactar outras pessoas se você não estiver diariamente buscando, amando, vivendo as Escrituras.
Meditar nas Escrituras
A diferença entre ler e meditar é na meditação você se concentra em um assunto ou texto específico. Os puritanos faziam muito isso, contudo a nossa geração perdeu essa prática. Os puritanos apresentavam sete passos para a meditação:
1.Ore para que o Espírito Santo foque a sua mente na meditação;
2.Leia uma parte das Escrituras e medite em um ou dois versículos ou em uma doutrina específica contida no texto.
3.Memorize este versículo para ajuda-lo em sua meditação;
4.Medite em tudo o que sabe sobre aquele verso, usando o livro da Escritura, o livro da Consciência e da Memória e o livro da Natureza e buscando aplicar tais coisas em sua vida.
5.Estimule suas afeições enquanto medita, tais como amor, alegria, zelo.
6.Faça uma resolução espiritual – os puritanos normalmente escreviam essa resolução em seus diários e oravam
7.Termine sua meditação com ações de graças ou cantando os salmos, pois isto ajudará a memorizar a Palavra.
Oração e Prática
Os reformadores diziam “Orare et labutare” – ore e labute. Se você ora, mas não pratica, você está andando em círculos. A prática é importante, mas a oração deve ter prioridade. John Bunyan já dizia: “Você pode fazer mais do que orar depois de ter orado, mas você não pode fazer nada mais do que orar até ter orado”. Quanto mais oramos, mais saberemos quão pouco temos dessa graça. Por isso, priorize a oração; entregue a sua vida à oração.
Um dos nossos problemas, mesmo sendo reformados e conservadores em nossa teologia, é marginalizar a oração, tratando-a como um apêndice de um livro. Martinho Lutero em meio a suas ocupações disse: “Tenho tanto para fazer hoje que acho que passarei as primeiras três horas em oração”.
Quando você orar, a melhor maneira de orar a Deus é orar Palavra para Ele. Deus gosta de ouvir sua própria Palavra. Mostre para Ele as promessas e diga “Senhor, faça como dissestes”.
Manter um diário espiritual
Os puritanos mantinham um registro de suas alegrias e problemas espirituais e isso os encorajava a contemplar a ação de Deus em suas vidas.
Meios coorporativos da graça
Faça melhor uso da pregação
Os puritanos chamavam o Sabbath de o mercado da alma – assim como eles iam ao mercado para comprarem sua comida natural, eles, no domingo, alimentavam a sua alma. Um determinado puritano aconselhou inclusive sobre como ouvir sermões, dizendo: “antes de ir ao culto, vista a sua alma com oração; venha com um santo apetite; esteja atento a palavra pregada; receba-a com fé e mansidão; e, então, lute para mantê-la, meditando nela; ore sobre ela depois do fim do sermão.”
Além disso, precisamos conversar sobre o sermão com nossos irmãos e filhos.
Faça melhor uso dos sacramentos
Os sacramentos trazem a Palavra de forma mais sensorial. Não temos um Cristo melhor nos sacramentos do que na Palavra, mas muitas vezes percebemos a Cristo de forma mais clara.
Faça melhor uso da comunhão dos santos
Precisamos compartilhar nossas experiências espirituais uns com os outros. Aconselhar, exortar e edificar um aos outros. Cristãos mais maduros tem o dever de edificar cristãos mais novos. Você, provavelmente, se tornará semelhante aos amigos (e livros) com os quais você se associa.
Meios interpessoais da graça
Deveríamos nos ocupar com evangelismo e com o serviço cristão, sendo exemplares e fugindo do mundanismo.
Em todos esses meios de graça devemos buscar a Jesus Cristo. Toda a nossa santidade está em Cristo. E usamos esses meios de graça para nos preparar para o nosso casamento, onde o nosso Noivo nos tornará perfeitos e seremos totalmente santos, como uma Noiva sem mácula, nem ruga
Depravação Radical
Depravação radical -
As doutrinas da graça são verdades fundamentais que exaltam a graça de Deus em nossas vidas. Cada doutrina diz com sua própria voz: Deus salva pecadores. A forma? O Pai, o Filho e o Espírito trabalham para salvar pecadores. Os cinco pontos das doutrinas da graça são:
•Depravação radical
•Eleição soberana
•Expiação definitiva
•Chamado eficaz
•Graça Perseverante
A importância de sabermos o estado espiritual do homem é que se pensarmos que o homem está somente doente espiritualmente, então a graça salvadora de Deus não será apropriadamente exaltada; mas, se crermos que o homem está radicalmente morto em pecado e que não há nada que ele possa fazer para contribuir para a sua salvação, então contemplaremos a grandeza da salvação de Deus.
O testemunho da Escritura é que todo ser humano que nasce neste mundo, nasce perdido no pecado, com uma natureza pecaminosa e uma inclinação maligna para o pecado. É por isso que Deus tem que ser aquele que busca e salva o pecador. “Não há ninguém que busque a Deus” é a declaração de Paulo. Nenhum pecador busca a Deus. Deus é quem busca o pecador.
Vejamos quatro características do homem pecador: Ignorância, Ódio, Rebelião e Surdez Espirituais
Ignorância Espiritual
A primeira característica da depravação radical do homem é que ele se encontra em um estado de ignorância espiritual.
A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra [entenderam, o original permite este sentido também] ela. [...] O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. (Jo 1:5,10)
O Senhor Jesus é a luz que vem ao mundo, mas o mundo não o compreendeu. O criador do mundo veio ao mundo, mas o mundo não o conheceu. Ele disse claramente que era o caminho, a verdade e a vida, a ressurreição e a vida, mas o mundo não o entendeu, pois está debaixo da praga chamada pecado. Quão cego eles podem ser ao ponto de não verem a luz do mundo?
os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. (Jo 1:13)
Não é por esforço humano, nem por características étnicas que alguém nasce de novo. Se alguém é salvo o é somente pela vontade de Deus que ativa a vontade de um homem morto em pecado.
A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. (Jo 3:3)
Um pecador precisa primeiro nascer de novo para poder ver, compreender, discernir o reino de Deus. Ele não pode fazer isso no estado que está. Apesar de o homem ter a permissão para ver o reino ou vir a Cristo, ele é incapaz de fazer tais coisas.
Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus. (2Co 4:3.4)
O homem natural não pode entender as coisas de Deus, pois o evangelho está encoberto para eles, pois o diabo o cegou.
Ódio espiritual
Contudo, o homem não é somente ignorante. Não é só uma questão do intelecto, mas também uma questão do coração, pois o homem odeia a luz.
O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras. (Jo 3:19-20)
Todo aquele que pratica o mal (e a bíblia diz que são todos os homens naturais) odeia a luz e ama as trevas. Sendo assim, o coração do problema humano é o problema do coração humano. O problema está no coração!
Rebelião espiritual
Outra característica da depravação radical do homem é sua rebelião espiritual contra Deus.
Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus. (Jo 3:36)
O Evangelho não é uma sugestão ou opção. O Evangelho é um mandamento. Vem como um imperativo divino. Jesus pregou: “Arrependei-vos, pois o Reino de Deus está próximo”. Você obedece ou desobedece. Portanto, toda forma de incredulidade é uma rebeldia espiritual contra Deus e seu Cristo.
Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão. (Jo 5:25)
Este versículo não se refere somente a ressurreição final, pois o tempo também “já chegou”. Este texto fala sobre o novo nascimento espiritual daqueles que ouvem a voz do Filho de Deus. Logo, Jesus enfatiza que quem ouve a voz do Filho é os mortos.
Um médico sempre tem que chegar ao diagnóstico correto se deseja dar um tratamento correto. No mundo, há três diagnósticos para aqueles que estão fora de Cristo:
1.A humanidade está bem e não há nada errado com ela. Ela apenas sobre de más influências.
2.A humanidade está doente no seu pecado. Por estar doente, ainda conserva alguma capacidade em si mesmo para responder ao medicamento.
3.A humanidade está morta espiritualmente em pecados; e, sem qualquer vida espiritual, nem sequer uma centelha, não há forma nenhuma para reagir por si só ao Evangelho. Este é o diagnóstico de Jesus e dos apóstolos da condição humana.
Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia. (Jo 6:44)
Esta é a contundente verdade de que a menos que o Pai arraste (o “trouxer” tem este sentido no original) alguém até Cristo, ninguém virá. O ser humano não pode se achegar a Cristo sem a intervenção divina.
Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado. (Jo 8:34)
Todo pecador, que vive deliberadamente sob o pecado, está debaixo do terrível senhorio do pecado para fazer o que seu senhor comanda.
Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. (Jo 8:44)
Jesus olhou nos olhos das pessoas religiosas daquela época e disse: seu pai é o diabo. Há somente duas famílias sobre a terra, os filhos de Deus e os filhos do diabo. A menos que Deus faça alguém nascer de novo e, assim, fazer parte da família divina, todo ser humano é filho do diabo, praticando as obras de seu pai e andando segundo o príncipe da potestade do ar (Ef 2:2)
Surdez espiritual
Outra característica é que o incrédulo pode até ouvir a voz do pregador, mas não poderá ouvir a voz de Deus, a menos que Deus leve a verdade pregada do ouvido até o coração.
Qual a razão por que não compreendeis a minha linguagem? É porque sois incapazes de ouvir a minha palavra. (Jo 8:43)
Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso, não me dais ouvidos, porque não sois de Deus. (Jo 8:47)
Aqueles que não são de deus não dão ouvidos a Cristo e são incapazes de ouvir as palavras dele.
Este é o testemunho da depravação radical do homem. Isso não significa que todo homem é tão mal quanto ele pode ser, mas sim que a totalidade do ser humano está contaminada pelo pecado – a mente, o coração e a vontade estão escravizados pelo pecado, para fazer a vontade de Satanás.
Esta verdade da depravação total, da total incapacidade de aceitar a Cristo, não é algo difícil de entender, é algo difícil d engolir! Isso porque fere nosso precioso orgulho do livre-arbítrio e nos deixa na condição de pecadores perdidos totalmente dependentes de Deus.
Contudo, a importância de nos atentarmos a essa doutrina é que se não entendermos as más notícias, não iremos nos regozijar nas boas notícias. A glória da graça de Deus brilha mais forte sob o pano escuro da nossa depravação. Se entendermos quão grande era nossa miséria espiritual, poderemos perceber quão grande salvação recebemos em Cristo Jesus
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Perante à lei somos livres para pregar o evangelho em lugares públicos, qual a sua desculpa?
TÍTULO II
Dos Direitos e Garantias Fundamentais
CAPÍTULO I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva;
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial;
XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal; (Vide Lei nº 9.296, de 1996)
XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;
XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional;
XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;
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