sexta-feira, 19 de abril de 2013
Procurando uma Igreja?
Você sente um vazio em seu coração. Sabe que precisa mudar de vida. Quer conhecer melhor a Deus? E aí surge uma dúvida: Existe tantas igrejas. Qual está certa? Deixe-me dar-lhe duas diretrizes para encontrar uma boa igreja: Em primeiro lugar veja se ela adota a Bíblia como única regra de fé e conduta. A Bíblia é a Palavra de Deus e expressa a sua vontade para com o ser humano. Quando a estudamos e praticamos estamos na verdade. Cuidado com modismos, tradições e imposições humanas. Verifique se tudo que se ensina e pratica em determinada igreja está de acordo com os ensinamentos das Escrituras Sagradas. O próprio Jesus afirmou: PORVENTURA NÃO ERRAIS VÓS EM RAZÃO DE NÃO SABERDES AS ESCRITURAS NEM O PODER DE DEUS? (MARCOS 12:24) Em segundo lugar esteja certo de que esta igreja proclama a Jesus como o Filho de Deus e o único e Suficiente Salvador. Lemos em Atos 4:12 que "E EM NENHUM OUTRO HÁ SALVAÇÃO, PORQUE TAMBÉM DEBAIXO DO CÉU NENHUM OUTRO NOME HÁ, DADO ENTRE OS HOMENS, PELO QUAL DEVAMOS SER SALVOS". (Ninguém chega a Deus através de religiosidade, boas obras, pessoas ou "santos" ). Jesus Cristo é o único caminho para Deus. Amém !!!
terça-feira, 2 de abril de 2013
Nosso credo
Nosso credo -
As afirmações que se seguem, especificam claramente a posição do nosso ensino quanto às principais Doutrinas Bíblicas. Esta declaração de fé oferece também um modelo e escudo protetor que visa preservar contra desvios teológicos. A base do nosso Credo e Ensino são a Bíblia Sagrada e as doutrinas cridas e postuladas pela Igreja Evangélica Assembléia de Deus no Brasil.
A Bíblia
Nós ensinamos que as Sagradas Escrituras são a revelação escrita de Deus para o homem e assim, os sessenta e seis livros da Bíblia que nos foi dado pelo Espírito Santo, constituem a plena Palavra de Deus ( I CO 2.7-14; II Pe 1.20,21).
Ensinamos que a Bíblia é verbalmente inspirada em cada palavra (II Tm 3.16) e absolutamente inerrante e inspirada e infalível.Ensinamos que a interpretação das Escrituras deve ser feita sob ótica literal, gramática-histórica, com exceção dos trechos que clara e irrefutavelmente indicam ser simbólicos.Ensinamos que a Bíblia constitui a única regra infalível de fé e prática (Mateus 5.18; 24,35; JO 10.35; 16.12,13; 17.17; I CO 2.13; II Tm 3.15-17; Hb 4.12: II Pe 1.20,21).
Ensinamos que Deus falou em Sua Palavra escrita por um processo de dupla autoria. O Espírito Santo deste modo inspirou e supervisionou os autores humanos que, apesar de suas personalidades individuais e estilos diferentes de escrita, compuseram e registraram a Palavra de Deus para o homem (II Pe 1.20,21), sem erros na sua totalidade ou até mesmo parciais (Mt 5.18; II Tm 3.16).
Ensinamos que, apesar da possibilidade de se haver muitas aplicações sobre um determinado texto das Escrituras, há, contudo, uma única e verdadeira interpretação, a “Hermenêutica de Deus” e este significado singular das Escrituras é encontrado à medida que alguém se aplica no método de interpretação literal (gramática-histórica) sob a iluminação do Espírito Santo (Jo 7.17; 16.12-15; I Co 2.7-15; I Jo 2.20), cuidando de explicar corretamente qualquer linguagem figurativa ou retórica. É responsabilidade do crente descobrir qual é o significado e a verdade pretendida pelas Escrituras, reconhecendo que qualquer que for a “descoberta”, esta deve ser idêntica a todos os homens, de todas as gerações ou de qualquer contexto cultural, econômico, social, educacional, etc.
Deus
Nós ensinamos que há um só Deus vivo e verdadeiro (Dt 6.4; Is 45.5-7; I Co 8.4), um Ser Infinito e Conhecedor de todas as coisas. Perfeito em todos os seus atributos; Um em essência, mas eternamente existente em três pessoas – Pai, Filho e Espírito Santo (Mt 28.19; II Co 13.14), cada um merecedor igualmente de adoração e obediência.
Deus Pai
Nós ensinamos que Deus Pai, a primeira pessoa da Trindade, ordena e dispõe todas as coisas de acordo com o seu propósito e graça (Sl 145. 8-9: I Co 8.6). Ele é o Criador de todas as coisas (Gn 1.1-31; Ef 3.9). Como o Único, o Absoluto e Onipotente Regente do universo, Ele é Soberano na criação, na providência e redenção (Sl 103.19; Rm 11.36). Ele continuamente sustenta, dirige e governa todas as criaturas e eventos (I Cr 29.11). Em sua Soberania Ele não é, contudo, o autor do pecado (Hb 1.13; Jo 8.38-47), nem deixará de exigir a contabilidade moral das criaturas inteligentes (I Pe 1.17). Ele salva do pecado todo aquele que vai a Ele através de Jesus Cristo, que tornam-se seus filhos através da fé em Jesus. (I Jo 1.12; Rm 8.15; Gl 4.5; Hb 12.5-9).
Deus Filho
Nós ensinamos que Jesus Cristo, a segunda pessoa da Trindade, possui todas as prerrogativas divinas, sendo Co-igual, Consubstancial e Co-Eterno com o Pai (Jo 14.9). Nós ensinamos que o Deus Pai criou os Céus e a terra e tudo o que neles há, de acordo com a Sua vontade, através de Seu Filho, Jesus Cristo, por quem todas as coisas continuam a existir e a operar (Jô 1.3; Cl 1.15,17; Hb 1.2).
Ensinamos que na encarnação Deus tornou-se homem. Ele colocou de lado todas as prerrogativas da sua Deidade, tomando a forma de servo, mas sem deixar de possuir, em Sua vida terrena, a totalidade da essência Divina. Isto é, Ele não perdeu nada, em grau ou substância, a plenitude da divindade, ao deixar de usar os atributos inerentes a Ele como Deus, pois Ele é Deus Eterno (Is 9.6), e a qualidade do eterno é inextinguível.Na encarnação, a segunda pessoa eternamente existente da Trindade, incorporou todas as características da humanidade e tornou-se Deus-homem (Fp 2.5-8; Cl 2.4).
Ensinamos, portanto, que Jesus Cristo representa a Humanidade e a Divindade em uma unidade indivisível (Mq 5.2; Jo 5.23; Cl 2.9). Nós ensinamos que o Senhor Jesus Cristo nasceu de uma virgem (Is 7.14; Mt 1.23; Lc 1.26-35), que foi o Deus encarnado (Jo 1.1,14) e que o propósito da encarnação foi revelar Deus (Jo 1.18; 14.9,10), redimir o homem e governar sobre o Reino de Deus (Sl 2.7-9; Is 9.6; Jo 1.29; Fl 2.9-11; Hb 7.25,26; I Pe 1.18,19).
Ensinamos que o ministério terreno efetuado por Jesus, foi executado sob a unção do Espírito Santo: “Pois o Espírito do Senhor é sobre mim, porque Ele tem me ungido para pregar o Evangelho aos pobres, Ele tem me enviado para curar os quebrantados de coração, para pregar libertação aos cativos, dar vista aos cegos e colocar em liberdade os que estão presos” (Lc 4.18). “Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem, e curando a todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com Ele” (Atos 10.38).
Ensinamos que o Senhor Jesus Cristo efetuou nossa redenção através do sangue derramado na sua morte sacrificial sobre a cruz; e que esta morte foi voluntária, vicária, propiciatória e redentiva (Jo 10.15; Rm 3.24,25; 5.8; I Pe 2.24). Ele viveu uma vida irrepreensível, totalmente sem pecado, a qual satisfez plenamente a justiça de Deus.Ensinamos que baseados na eficácia da morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, o pecador crente é livre da punição, da penalidade e do poder do pecado; sendo declarado justo, possuidor da vida eterna e adotado na família de Deus (Rm 3.25; 5.8,9; II Co 5.14,15; I Pe 2.24; 3.18) .Ensinamos que a nossa justificação foi garantida por sua literal ressurreição física da morte e que está agora assentado do lado direto do Pai, de onde intercede por nós como nosso Advogado e Sumo Sacerdote (Mt 28.6; lc 24.38-39; At 2.30,31; Rm 4.25; 8.34; I Tm 2.5; Hb 7.25; 9.24; I Jo 2.1) .
Ensinamos que a ressurreição de Jesus Cristo foi mais uma confirmação da sua Deidade e através dele Deus deu provas de que havia aceitado a obra expiatória de Jesus na cruz. Sendo que a ressurreição corporal de Jesus é também uma garantia da ressurreição futura de todos os crentes (Jo 5.26-29; 14.19; Rm 1.4; 4.25; 6.5-10; I Co 15.20,23).
Ensinamos que Jesus retornará para arrebatar a Igreja e que posteriormente implantará seu reino Milenar sobre a terra (At 1.9-11; I Ts 4.13-18; Ap 20).Ensinamos que o Senhor Jesus Cristo é Aquele pelo qual Deus julgará a humanidade (Jo 5.22,23).
Deus, Espírito Santo
Ensinamos que o Espírito Santo é uma pessoa Divina, eterna, infinita, possuindo todos os atributos de uma personalidade da Deidade, incluindo intelecto (I Co 2.10,13), emoção (Ez 4.30), vontade (I Co 12.11); eternidade (Hb 9.14); onipresença (Sl 139.7-10); onisciência (Is 40.13,14); onipotência (Rm 15.13); e verdade (Jo 16.13). Em todos os divinos atributos, Ele é Co-igual e Consubstancial com o Pai e o Filho (Mt 28.25,26; I Co 12.4-6; 2Co 13.14; Hb 10.15-17), que Ele é Deus (At 5.3,4).
Ensinamos que um trabalho singular do Espírito Santo começou no Pentecostes, quando Ele veio do Pai como uma promessa de Cristo (Jo 14.16,17; 15.26) para iniciar e completar a edificação do Corpo de Cristo (I Co 12.13). O campo de ação da Sua divina atividade inclui convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo; glorificar o Senhor Jesus Cristo e transformar os crentes à imagem do Filho de Deus (Jo 16.7-9; At 1.5; 2.4; Rm 8.29; II Co 3.18; Ef 2.22).
Ensinamos que o Espírito Santo é uma pessoa sobrenatural e soberana, na regeneração, batizando todos os crentes no corpo de Cristo (I Co 12.13). O Espírito Santo também é Aquele que santifica, instrui, dirige e os enche de poder para o serviço; e sela os crentes para o dia da redenção (Rm 8.9; II Co 3.6; Ef 1.13). Ensinamos que o Espírito Santo é o Instrutor Divino, que guiou, os apóstolos e profetas em toda a verdade quando eles estavam escrevendo a revelação de Deus, a Bíblia. Cada crente possuí em seu ser, a presença do Espírito Santo desde o momento da salvação, e que é obrigação de todo nascido de novo ser cheio do Espírito Santo (Jo 16.13; Rm 8.9; Ef 5.18; II Pe 1.21; I Jo 2.20,27). Como membros da igreja evangélica Assembléia de Deus, pioneira na prática pentecostal, ensinamos a atualidade e a necessidade, para o serviço, do batismo no Espírito Santo , operação dos dons espirituais, e a evidência do fruto do Espírito na vida do obreiro. Cremos ser línguas estranhas a evidência inicial de que a pessoa foi batizada no Espírito Santo.
Defendemos também o direito, baseadas na tradição histórica e pioneira da nossa denominação e também por entender que possuímos base bíblica, de continuar a chamar esta segunda experiência de batismo no Espírito Santo, em vez de “plenitude”, “enchimento”, “santificação” ou qualquer outra nomenclatura usada por grupos recentes pentecostais, por carismáticos, por neo-pentecostais ou por não pentecostais.Ensinamos também que a manifestação do Espírito Santo através das línguas, profecia, interpretação, dons de cura, palavra de sabedoria, discernimento de espíritos ou outros dons, são essenciais ao serviço ministerial.
O Homem
Ensinamos que o homem foi criado por Deus em sua imagem e semelhança. O homem foi criado livre do pecado, com uma natureza racional, intelectual, volitiva e moralmente responsável perante Deus. (Gn 2.7; 15.25; Tg 3.9).Ensinamos que a intenção de Deus na criação do homem foi que este pudesse glorificá-lo, mantendo comunhão com Ele e fazendo a Sua vontade (Is 43.7; Cl 1.16; Ap 4.11).
Ensinamos que no pecado de desobediência de Adão, o homem perdeu sua inocência, trazendo a penalidade da morte física e espiritual, tornando-se merecedor da ira de Deus. Assim a queda de Adão deixou o homem totalmente incapaz de escolher ou fazer o que é aceitável diante de Deus. Com a natureza pecaminosa e sem poder que o capacite a recuperar-se por si só, o homem ficou irremediavelmente perdido. A sua salvação é unicamente através do trabalho redentivo de Jesus Cristo (Gn 2.16,17; 3.1; Jo 3.36; Rm 3.23; 6.23; I Co 2.14; Ef 2.1-3; I Tm 2.13-14; I Jo 1.8).
Ensinamos que pelo fato de todos os homens procederem de Adão, todos herdaram a sua natureza corrompida, sendo Jesus a única exceção. Todos os homens são pecadores por natureza, escolha e ação individual ( Sl 14.1-3; Jr. 17.9; Rm 3.9-18,23; 5.10-12).
Salvação
Ensinamos que a salvação é totalmente pela graça de Deus, fundamentada na redenção de Jesus Cristo, no mérito do seu sangue derramado, e não por méritos pessoais ou obras (Jo 1.12; Ef 1.7; 2.8-10; I Pe 1.18,19). Ensinamos que a justificação (Rm 8.33) é um ato pelo qual Deus declara justos todos aqueles que através da fé em Jesus arrependeram-se dos seus pecados (Lc 13.3; At 2.38; 3.19; 11.18; Rm 2.4; II Co 7.10; Is 55.6,7) e confessam-no como Soberano Senhor (Rm 10.9,10; I Co 12.3; II Co 4.5; Fp 2.11). Esta justiça é separada de qualquer virtude ou obra humana (Rm 3.20; 4.6), e consiste em aceitar o sacrifício vicário de Jesus para a redenção dos nossos pecados (Cl 2.14; I Pe. 2.24) e imputar a justiça de Cristo a nós (I Co 1.30; II Co 5.21).
Ensinamos que a regeneração é um trabalho sobrenatural do Espírito Santo através do qual uma natureza e uma vida divina é dada (Jo 3.3-7; Tt 3.5). É instantânea e executada unicamente pelo poder do Espírito Santo através da instrumentalidade da Palavra de Deus (Jo 5.24), quando o pecador arrependido, responde em fé à divina provisão da salvação. A genuína regeneração é manifestada por frutos dignos de arrependimento ao se demonstrar atitudes e condutas condizentes com o testemunho cristão. É através da regeneração, ao receber uma nova natureza, que o homem se habilita a viver uma vida que vença ao pecado e agrade a Deus (Jo 3. 3-7; I Co 6.19-20; Ef 2.10; 5.17-21; Fp 2.12; Cl 3.16; II Pe 1.4-10).
Ensinamos de acordo com as Assembléias de Deus no Brasil, a doutrina da eleição condicional, a qual é baseada no exercício individual do livre arbítrio de cada homem. Entendemos ser a eleição um ato baseado na presciência de Deus, pelo qual Ele escolheu em Jesus Cristo para a salvação todos aqueles que de antemão sabia que O aceitariam, isto é, somos eleitos em Cristo, porque decidimos aceitá-lo (Ef 1.4; I Pe 1.1,2; II Tm 1.9).
Ensinamos ser a eleição baseada na presciência divina, sendo conseqüência de uma fé prevista por Deus. (Discordamos da eleição incondicional do Calvinismo, onde a fé é fruto e vidência da eleição – os indivíduos são eleitos para crer, e não porque hão de crer). De acordo com o nosso ensino, a eleição incondicional fere o senso de justiça de Deus e a responsabilidade do homem. Como falar em julgamento onde não houve exercício da liberdade? Além do mais vemos na Bíblia que Cristo morreu por todos os Homens, (I Tm 2.4,6; Hb 2.9; I Jo 2.2; II Pe 3.9), sendo a vontade divina que todos sejam salvos (Mt 11.28; Rm 10.13). Estes convites seriam hipocrisia divina se a aceitação deles dependesse unicamente de uma assistência eficaz por parte de Deus. E o que fazer com exortações que inspiram a atividade missionária e a pregação do Evangelho a todas os perdidos? Retiraríamos da nossa Bíblia Mc 16.15,16?Assim sendo, na eleição condicional Deus e o homem cooperam mutuamente no processo de salvação (que o homem é ativo na conversão podemos ver pelas seguintes passagens: Is 55.7; Jr 18.11; Ez 18.23-32; 33.11; At 2.38; 3.19; 17.30).As seguintes referências sustentam a nossa posição da eleição condicional: Mt 7.24; Mt 25.34-40; I Sm 2.30; Jo 3.10; Mt 10.32; 11.28; Mc 8.38; 11.3,6; Lc 9.23; At 2.21; 10.43; 17.30; Rm 1.16; 10.13,14; I Tm 2.3,4; Ap 3.20; 22.17.
Ensinamos que cada crente, no mesmo instante em que aceita a Jesus é declarado posicionalmente santo. Esta santidade não poderá ser confundida com a santificação progressiva, mas é uma posição, não tendo nada a ver com a sua presente condição (At 20.32; I Co 1.2,30; 6.11; II Ts 2.13; Hb 2.11; 3.1; 10.10,14; 13.12; I Pe 1.2).
Ensinamos também que através da operação do Espírito Santo, há uma santificação progressiva, pela qual se procura igualar o padrão presente de comportamento ao do estado posicional de santidade. Através da obediência à Palavra de Deus e através do poder do Espírito Santo, o crente é capaz de viver uma vida de santificação progressiva, na qual vai crescendo mais e mais, até a estatura de varão perfeito (Ef 4.13; Jo 17.17,19; Rm 6.1-22; II Co 3.18; I Ts 9.3-4; 5.23).
Ensinamos que cada pessoa salva está envolvida em um conflito diário (a nova criação em Cristo guerreia contra a carne). Ressaltamos que a provisão para a vitória é conseguida através do domínio do Espírito Santo (Rm caps. 7 e 8). O conflito contudo, entre a carne e o espírito, estará sempre presente (a menos que o crente morra ou seja arrebatado). Não aceitamos, portanto, a Teologia da erradicação do pecado da natureza humana, após a pessoa haver aceitado a Jesus, por entender que a mesma não tem fundamento escriturístico. O que o Espírito Santo faz não é a erradicação do pecado mas é providenciar vitória sobre o poder do pecado (Gl 5.16-25; Ef 4.22-24; Fp 3.12; Cl 3.9,10; I Pe 1.14-16; I Jo 3.5-9).
A Igreja
Ensinamos que todo aquele que colocar sua fé em Jesus Cristo, fará parte imediatamente da unidade do seu Corpo Espiritual, a Igreja (I Co 12.12,13), a qual é também chamada sua noiva (II Co 11.2; Ef 5.23-32; Ap 19.7,8); e da qual Cristo é a cabeça (Ef 1.22; 4.15; Cl 1.18). Ensinamos que a Igreja, o Corpo de Cristo, começou formalmente no dia de Pentecostes (At 2.1-21, 38-47) e Ela estará de pé (Mt 16.18) até que Cristo venha, e haja o seu rapto (I Co 15.51,52; I Ts 4.13-18).
Ensinamos que a Igreja é um organismo espiritual designado por Cristo, formada por todos os nascidos de novo na presente época (Ef 2.11 – 3.6). Entendemos que o estabelecimento e a continuidade das Igrejas locais é ensinada no Novo Testamento (At 14.23,27; 20.17,28; Cl 1.2; Fp 1.1; I Ts 1.1; II Ts 1.1). Ensinamos que os líderes devem dirigir a Igreja como servos de Cristo (ITm 5.17-22). E como eles tem a autoridade divina na direção da Igreja, espera-se que a congregação se submeta à sua liderança (Hb 13.7,17).
Ensinamos como padrão o sistema eclesiástico hierárquico utilizado pela Assembléia de Deus no Brasil. Os vínculos organizacionais se articulam a partir do nível municipal (igreja local – sede e suas congregações), nível estadual (Convenção Estadual), nível nacional (C.G.A.D.B.), nível internacional. Concílio Geral das Assembléias de Deus.Ensinamos que a igreja visível de Cristo é uma congregação de crentes batizados nas águas, que se associam por um pacto na fé e comunhão do Evangelho; que observam as ordenanças de Cristo e são governados por suas leis; que usam os dons, direitos e privilégios a eles concedidos pela Palavra (Mt 18.17; I Co 1.1-13; At 5.11; 8.11; At 11.21; I Co 4.17; 14.23; III Jo; I Tm 3.5; At 2.41,42; II Co 8.5; At 2.17; I Co 5.12; Ef 4).
Ensinamos que as duas ordenanças básicas da Igreja são o Batismo nas Águas, que deve ser ministrado por imersão total (Mc 16.16; Mt 28.19; At 2.38; 4.31; 8.12,16; 9.18; 16.15,33; Rm 6.3; Gl 3.27) e a Santa Ceia, que foi instituída pelo Senhor Jesus (Mt 26.17-19; Lc 22.14-23; Jo 13.30; I Co 11.23-26; I Co 5.7). Ensinamos que o propósito fundamental da Igreja se identifica com o de Deus, o qual é: procurar e salvar o perdido. Deste modo entendemos a razão prioritária de ser da Igreja, é de servir como agência de Deus na evangelização do mundo (At 1.8; Mt 28.19,20; Mc 16.15,16), e ser um canal na edificação de vidas que estão sendo aperfeiçoadas à imagem de Cristo (Ef 4.11-16; I Co 12.28; 14.12). Ensinamos que a igreja Assembléia de Deus procura se assemelhar em tudo aos padrões apostólicos do Novo Testamento, enfatizando tanto uma vida cheia do fruto como dons do Espírito. Por isto, ressaltamos a importância na Igreja local, de um aprofundamento na Palavra, balanceando com a procura dos dons, encorajando a todos os crentes que sejam batizados no Espírito Santo e falem em outras línguas (Gl 5.16-26; I Co 12-14).
Os Anjos
Ensinamos que os anjos são seres criados, não devem portanto ser adorados. Foram criados para servir e adorar a Deus (Lc 2.9-14; Hb 1.6,7,14; 2.6,7; Ap 5.11-14; 19.10; 22.9).Ensinamos que Satanás também é um anjo criado e autor do pecado. Ele mereceu o julgamento de Deus por rebelar-se contra seu Criador (Is 14.12-17; Ez 28.11-19). Na ocasião da sua queda levou consigo muitos anjos (Mt 25.4; Ap 12.1-14) e foi responsável direto quando tentou Eva e o pecado foi introduzido na raça humana (Gn 3.1-15).
Ensinamos que Satanás e seus anjos são inimigos declarados de Deus e dos homens (Is 14.13,14; Mt 4. 1-11; Ap 12.9-10). Que ele é o Príncipe deste mundo, mas que tem sido derrotado através da morte e ressurreição de Jesus (Rm 16.20), e que será eternamente punido no lago de fogo (Is 14.12-17; Ez 28.11; Mt 25.41; Ap 20.10).
O Inferno
Ensinamos que o inferno é um lugar real e que é a habitação e a condição final dos pecadores. Assim como o céu é um lugar, tendo sua localização difinida, assim também é o inferno. Isso é visto pelo fato que é representado como possuidor de habitantes. Seus habitantes possuem alma e corpo (Lc 16,28; Ap 20.14; 21.8).O inferno é apresentado como lugar de tristeza e desespero (Lc 13.28; Mt 25.30)., lugar de infortúnio e tormento (Ap. 14.11; 20.10), lugar de trevas e degradação (Mt 25.30; Ap 22.11a) .Ensinamos que quem vai para o inferno: Satanás e seus anjos (Mt 25.41), o anticristo e o falto profeta (Ap 20.10), os ímpios e incrédulos (Ap 21.8). Neste lugar, o castigo tem um caráter eterno (Mt 25.46; Mc 3.29; II Tes 1.9).
Doutrinas Escatológicas
A Morte
Ensinamos que a morte é a separação entre a alma e o corpo (Fp 1.23), e nela não está envolvida a perda da consciência imaterial (Ap 6.9-11), pois a alma do redimido passa imediatamente à presença de Cristo (Lc 23.4; Fp 1.23; II Co 5.8). Esta separação continuará até o rapto da igreja (I Ts 4.13-17), onde se dará a primeira ressurreição e onde ocorrerá a reunificação da nossa alma e corpo, os quais serão glorificados para sempre (Fp 3.21; I Co 15.35-44,50-54). Até aquele momento da glorificação, as almas dos redimidos em Cristo estarão gozando da comunhão com Ele (II Co 5.8).
Ensinamos a ressurreição corporal de todos os homens; os salvos para a vida eterna (Jo 6.39; Rm 8.10-11, 19-23; II Co 4.14); e os não-salvos para o julgamento e punição eterna (Dn 12.2; Jo 5.29; At 20.13-15).
Ensinamos que as almas dos não salvos, são guardadas sob punição até a segunda ressurreição (Lc 16.19-26; Ap 20.13-15), quando a alma e o corpo ressurretos serão unidos (Jo 5.28,29). Eles comparecerão então para julgamento diante do grande Trono Branco (Ap 20.11-15), e serão lançados ao inferno, no Lago de Fogo (Mt 25.41-46), e cortados da vida e da presença de Deus para sempre (Dn 12.2; Mt 25.41-46; II Ts 1.7-9).
O Rápto da Igreja
Ensinamos o retorno pessoal e corporal do Senhor Jesus Cristo antes dos sete anos da tribulação (I Ts 4.16; Tt 2.13), para transladar Sua Igreja da Terra (Jo 14.1-3; I Co 15.51-53; I Ts 4.15; 5.11), é entre esse evento de Seu retorno glorioso com os Santos, no fim do período da tribulação, que haverá o galardoamento dos crentes de acordo com suas obras, no evento que chamamos de “Bodas do Cordeiro” (I Co 3.11-15; II Co 5.10).
A TRIBULAÇÃO – Ensinamos que imediatamente após a remoção da Igreja da Terra (Jo 14.1-3; I Ts 4.13-18), iniciará um período de julgamento divino sobre o mundo descrente (Jr 30.7; Dn 9.23;12.1; II Ts 2.7-12; Ap 16). Este julgamento findará com o retorno de Cristo em glória (Mt 24.27-31; 25.31-46).
A Segunda Vinda e o Milênio
Ensinamos que, após o período da Tribulação, Cristo retornará à Terra e ocupará o trono de Davi (Mt 25.31; Lc 1.31-33; At 1.10-11; 2.29-30) e estabelecerá Seu Reino Messiânico por mil anos (Ap 20.1-7). Durante esse tempo, os Santos ressurretos reinarão com Ele sobre as nações (Ez 37.21-28; Dn 7.17-22; Ap 19.11,16). Este Reino será precedido pela vitória do Cordeiro sobre o Anticristo e o Falso Profeta, e pela remoção de Satanás do mundo (Dn 7.17-27; Ap 20.1-7). Enfatizamos que o Reino Milenar do Senhor será caracterizado por harmonia, justiça, paz, retidão e longa vida (Is 11; 65.17-25; Ez 36. 33-38). Este reino findará com a libertação de Satanás (Ap 20.7)
O Julgamento dos Perdidos
Ensinamos que após o Milênio, Satanás será solto (Ap 20.7), e enganará as nações da terra e as arregimentará à guerrearem contra os santos e a cidade amada. Neste ponto, Satanás e seu exército serão destruídos por fogo vindo do céu (Ap 20.9). A seguir Satanás será lançado no lago de fogo e enxofre (Mt 25.41; Ap 20.10). E então Cristo, que é o juiz de todos os homens (Jo 5.22), julgará no Grande Trono Branco, os grandes e pequenos que ressuscitarão para serem julgados.Esclarecemos que esta é a ressurreição para julgamento dos que morreram sem salvação (Rm 14.10-13). Todos os ressurretos aqui serão julgados e condenados a uma punição consciente e eterna no lago de fogo (Mt 25.41; Ap 20.11-15).
A Eternidade
Ensinamos que, após o julgamento dos não salvos (Ap 20.7-15), os elementos desta terra serão destruídos (II Pe 3.10) e aparecerá um novo céu e uma nova terra onde habita a justiça (Ef 5.5; Ap 20.15, 21,22). A seguir, a Nova Jerusalém descerá dos céus (Ap 21.2) e será o local de habitação dos santos, onde gozarão a eterna comunhão com Deus (Jo 17.3; Ap 21.22).
sexta-feira, 8 de março de 2013
Manifesto da Sociedade Brasileira de Genética acaba apoiando Pr. Silas
Manifesto da Sociedade Brasileira de Genética acaba apoiando Pr. Silas
Vejamos o manifesto da SBG:
7 de março de 2013
A Sociedade Brasileira de Genética endossa as informações fornecidas pelo biólogo Eli Vieira em resposta ao pastor e psicólogo Silas Malafaia acerca das bases genéticas da orientação sexual.
A orientação sexual humana é uma característica multifatorial, influenciada tanto pelos genes como também pelo ambiente. Há fortes evidências (grifo nosso) de que o substrato neurobiológico para a orientação sexual já está presente nos primeiros anos de vida. Não há evidência de nenhuma variável ambiental controlável capaz de modificar de maneira permanente a orientação sexual de um indivíduo. Assim, essa faceta do comportamento humano é resultado de uma interação complexa entre genes e ambiente, em que nenhum dos dois tem efeito determinante por si só (grifo nosso). Alegar que a genética nada tem a contribuir na compreensão da origem deste comportamento é ignorar meio século de avanços na nossa área.
Entendemos, também, que os fatos acerca dessa questão são desvinculados do debate ético sobre os direitos das pessoas que manifestam orientações sexuais e identidades de gênero.
No entanto, neste momento histórico em que o físico Stephen Hawking faz campanha para que o governo britânico se retrate pelos males que causou a Alan Turing, homossexual e pai do computador, expressamos que nós, como cientistas, desejamos um mundo mais igualitário, em que as pessoas não sejam julgadas pela sua orientação sexual ou identidade de gênero, mas apenas pela firmeza de seu caráter. Um mundo assim é um mundo mais receptivo ao pensamento científico, que se constrói de forma humilde e tentativa, em vez de dogmática e impositiva.
Voltei:
“A ciência não comporta achismos, e aqui, incapaz, se cala”.
A segunda afirmativa da SBG, “de que o comportameno humano é resultado de uma interação complexa entre genes e ambiente, em que nenhum dos dois tem efeito determinante por si só”, eles com esta afirmação não estão comprovando absolutamente nada, cientificamente falando. Não existe prova de gene que produz o comportamento homossexual. A afirmação que faço, eu desafio a SBG a me contraditar cientificamente falando, sobre o que é o homossexualismo:
UM HOMEM OU UMA MULHER POR DETERMINAÇÃO GENÉTICA, E HOMOSSEXUAL POR PREFERÊNCIA APRENDIDA OU IMPOSTA.
O restante do documento da SBG não tem haver com genética, e sim com filosofia e direitos humanos, e me parece que quem escreveu este documento está legislando em causa própria.
Mais uma para encerrar, o Doutor Francis Collins, considerado um dos maiores geneticista do mundo, declara que não há prova científica na genética de que um gene determine o homossexualismo. A SBG perdeu uma bela oportunidade de se manter isenta, e apenas fazer afirmações cientificamente comprovadas, ao invés de fazer afirmações teóricas e filosóficas, afim de ser simpática a causa gay. Que vergonha!
O ATEÍSMO: a loucura dos que não creem.
O ATEÍSMO: a loucura dos que não creem.
“Diz o néscio no seu coração: Não há Deus” (Sl 14.1) -
Pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), realizada em 2000, dá conta de que aumentou o número dos ateus, pessoas que afirmam abertamente não crer na existência de algum deus ou de um mundo sobrenatural.
A maioria desse contingente é atéia na prática, ou seja, não apresenta nenhum tipo de fé religiosa e não “perde” tempo refletindo sobre a existência de Deus. São pessoas que, de fato, assumiram um modus vivendi em que não há espaço para a religião. Mas, apesar de suas convicções, não apresentam argumentos sólidos para o seu ateísmo.
Um número mais reduzido desse grupo, tanto no Brasil quanto no exterior, pode ser classificado como ateus filosóficos, isto é, pessoas racionalmente preparadas para justificar sua descrença, pois se ocupam em formular argumentos lógicos que justifiquem a sua posição. Poderíamos, ainda, chamar os ateus filosóficos de “incrédulos conscientes”.
Também, vale destacar um outro tipo de ateu, mais agressivo, detectado pela pesquisa em pauta: o militante. Esses ateus não somente não crêem na existência de Deus como também são contra aos que crêem. Tanto é que procuram persuadir os outros para a sua “fé sem deus”. Então, criaram o site Sociedade da Terra Redonda, cujo objetivo é reunir todos os ateus em sua militância. O site possui 820 colaboradores e recebe cerca de 75.000 visitas por mês.
Salientamos que os ateus militantes parecem dirigir toda a sua animosidade principalmente aos cristãos. Seus sites estão repletos de refutações à Bíblia e, entre eles, existem pessoas que se ocupam em desmentir os milagres de cura que ocorrem nas igrejas evangélicas e também em apontar as falhas da Igreja Cristã através da História, entre outras coisas. Além de negarem a existência de Deus de forma geral (pois ateu significa “sem Deus”), acabam se tornando, na maioria das vezes, antideus, isto é, contra Deus, ou, mais precisamente, anticristãos.
O ateísmo hoje
O ateísmo, como vem sendo propagado atualmente, não se contenta apenas em não crer na existência de Deus. Prega que a religião não é só inútil, mas também é má. E, ao lado de sua crítica à religião, divulga uma crença que dá possibilidade ao homem de resolver seus próprios problemas sem necessitar de uma força exterior. Em verdade, é um humanismo, não um humanismo que valoriza o ser humano, mas um humanismo que opõe Deus e homem, colocando este último como senhor e salvador de si mesmo.
O Credo Americano Ateísta corrente declara:
“Um ateísta ama a si mesmo e ao seu próximo ao invés de amar um deus. Um ateísta aceita que céu é uma coisa pela qual nós devemos trabalhar agora, aqui na terra, para que todos os homens possam desfrutar juntos. Um ateísta admite que ele não pode conseguir ajuda pela oração, mas que devemos encontrar em nós mesmos a convicção interior e a força para achar a vida, para resolver seus problemas, para subjugá-la e para desfrutá-la. Um ateísta aceita que somente no conhecimento de si mesmo e de seu próximo os homens podem encontrar o entendimento que o ajudará em uma vida de plenitude”.
Um aspecto importante que precisa ser mencionado: os ateus não negam apenas a existência de Deus, mas de qualquer realidade que não seja material, isto é, que não possa ser percebida pelos cinco sentidos. Para eles, não existe uma dimensão espiritual, habitada por anjos ou demônios. A única coisa que existe é o mundo físico, tangível, e nada mais além disso.
O impacto do pensamento científico
“A fundação indestrutível do edifício inteiro do ateísmo é a sua filosofia: o materialismo, ou naturalismo, como também é conhecido. Essa filosofia considera o mundo como ele é na verdade, visto na luz dos dados providos pela ciência progressiva e experiência social. Materialismo ateísta é o resultado lógico de conhecimento científico ganho durante os séculos” (grifo do autor).
A colocação acima pertence ao artigo “Materialismo versus idealismo”, de Madalyn Murray O’Hair, fundadora da organização American atheists (“Ateístas americanos”), que serve de inspiração para os ateus brasileiros. Com essa afirmação, a autoria lança uma das pedras de toque do pensamento ateísta: o conhecimento científico.
Embora não signifique que todos os envolvidos com o pensamento científico sejam ateus, o contrário geralmente é verdade. Os ateus atribuem sua incredulidade quanto às coisas divinas e espirituais alegando que as mesmas não podem ser comprovadas cientificamente. Basta lembrar que Yuri Gagarin, o primeiro russo a andar no espaço, fez questão de dizer “Não vi nenhum Deus”.
Desde o período do Iluminismo1, o conhecimento científico foi adquirindo mais e mais prestígio. Os benefícios trazidos pela tecnologia criaram um sentimento geral de que o homem poderia, sozinho, resolver seus próprios problemas, bastando, para isso, ter o conhecimento necessário. De repente, o Universo não era mais um objeto misterioso movido pelas mãos do Altíssimo, mas uma máquina perfeita regida por leis que podiam ser medidas e utilizadas em proveito próprio. O século XVIII viu surgir a filosofia materialista de Hume2, na qual não havia lugar para quaisquer coisas que não fossem tangíveis, palpáveis. A física de Newton e a química eram ciências suficientes para explicar todos os fenômenos.
É óbvio que a descoberta das leis da física e da química não é um fundamento aceitável para negar a existência de Deus. Toda lei tem seu legislador e a coisa mais fácil de concluir é um Universo regido por leis estabelecidas pelo Criador. Mas muitos, no afã de menosprezar a fé, lançaram mão desse instrumento para afirmações ateístas.
Há um site americano que divulga uma lista de “celebridades ateístas” que inclui filósofos (Thomas J. Altizer, Paul e Patrícia Churchland, Paul Edwards, Antony Flew, Michael Martin e Kai Nielsen), cientistas (Francis Crick, Richard Leakey e Stephen J. Gould), políticos (Fidel Castro e Tom Metzger), famosos (Woody Allen, Ingmar Berman, Bill Blass, Marlon Brando,Warren Buffett, George Carlin, Dick Cavett, George Clooney, Patrick Duffy, Katherine Hapburn, Arthur Miller, Jack Nicholson e Penn and Teller) e homens de negócio (Bill Gates, entre outros também conhecidos).
Todavia, ser cientista não obriga ninguém a ser ateu. Se isso fosse verdade, todos os cientistas seriam ateus, o que não é um fato. Inclusive, um dos maiores pensadores do século XX, autor do best-seller Uma breve história do tempo, não vê qualquer dificuldade em crer na existência de Deus. Muito pelo contrário: “O pai da cosmologia moderna, o inglês Stephen Hawking, acha fascinante a chamada hipótese teológica, a idéia de que entender Deus seria o alvo supremo da física, mas alega que o caminho para chegar lá é a ciência, e não a metafísica ou o misticismo. Quando lhe perguntam se Deus teve um papel no Universo antes do Big Bang, a suposta explosão primordial que teria criado o cosmo, Hawking admite que sim: acho que só Ele pode responder porque o universo existe” (grifo do autor).3
Sobre este assunto, uma citação do teólogo Charles Hodge, que deveria ser observada por aqueles que defendem o pensamento científico:
“Desde os primórdios da ciência moderna, vêm emergindo constantemente aparentes discrepâncias entre a natureza e a revelação, o que, por algum tempo, tem ocasionado grande escândalo a crentes zelosos; em cada exemplo, porém, sem a menor exceção, tem sido descoberto que o erro se encontra ou na generalização apressada da ciência, devido ao conhecimento imperfeito dos fatos, ou na interpretação tendenciosa das Escrituras”.4
O efeito Darwin
“Após ter lido A origem das espécies, de Charles Darwin, Marx escreveu uma carta ao seu amigo Lassalle na qual exulta porque Deus - ao menos nas ciências naturais - recebeu o golpe de misericórdia”.5
Não que essa fosse a intenção do naturalista Charles Darwin, mas suas idéias foram e ainda são utilizadas pelos ateus do mundo inteiro como argumento para provar que o simples fato de o mundo existir não demanda a existência de um Criador. Segundo a teoria da Evolução das Espécies, o mundo é o resultado de bilhões de anos de evolução, pela qual as formas de vida mais simples evoluíram para as formas de vidas mais complexas, até chegarem no homem.
Essa questão ferveu na Inglaterra do século XIX e, depois, no mundo inteiro. Conceber o Universo em termos evolutivos foi o padrão que, desde então, serviu para considerar a evolução como algo inerente à natureza de todas as coisas. Assim, não havia a necessidade de um agente externo, ou seja, Deus. Com sua teoria, Darwin proporcionou aos incrédulos aquilo que ainda lhes faltava: uma “base científica” para a negação de Deus.
Isso, no entanto, não significa que Darwin estava negando a existência de Deus. Em verdade, ele estava atribuindo o fato biológico ao Criador. Mas aqueles que buscavam ensejo para anular o argumento da criação como prova da existência de Deus usaram sua teoria como base. Logo, ser ateu por causa da evolução era uma opção de crença, e não uma conseqüência da teoria de Darwin. Até porque havia muitos teístas (pessoas que admitem a existência de um Deus pessoal como causa do mundo) entre aqueles que acreditaram na evolução.
Nosso propósito aqui não é discutir sobre a teoria da Evolução das Espécies. Mas é importante saber que, mais de cem anos depois, muitas dúvidas ainda pairam sobre essa teoria, insuficiente para explicar a origem do homem. Embora admita a evolução, o historiador sueco Karl Grimberg, no princípio de sua História Universal, comenta o seguinte: “se (conjunção condicional) a estrutura anatômica do homem é o culminar de uma longa evolução, foi, no entanto, repentino o nascimento da sua inteligência. Tudo faz supor que o limiar por onde se ascendeu diretamente o pensamento foi transposto de uma só vez” (grifo do autor).6
Grimberg fez essa declaração em 1941. Mas é impressionante a recente observação da revista Veja sobre o comentário de um dos maiores neodarwinistas da atualidade: “... o biólogo Ernst Mayr, da Universidade de Harvard, também concorda que apenas o desenrolar das leis naturais talvez explique o surgimento da vida na Terra – mas isso certamente não pode ser invocado para explicar o aparecimento de seres inteligentes. Lendário pelo ceticismo, Mayr não fala em milagre. Nem pode. Ele é considerado o maior neodarwinista vivo. Mas seu cálculo sobre a possibilidade de a natureza produzir seres inteligentes pelos processos evolutivos conhecidos é quase uma sugestão de que os seres humanos são mesmo produtos sobrenaturais” (grifo do autor).7
A espada de Karl Marx
De todos os movimentos que se rebelaram contra a crença em Deus, o marxismo foi o mais relevante. Toda a ideologia marxista e as demais que dele se originaram (comunismo, socialismo, leninismo e maoísmo) apresentavam uma aversão profunda contra toda e qualquer religião, principalmente o cristianismo. O ateísmo foi ensinado nas escolas e inculcado nos cidadãos que viviam sob essa orientação ideológica desde a mais tenra idade e em todo lugar. Muitos dos argumentos que os ateus atuais lançam contra Deus eram comumente utilizados pelos países comunistas/socialistas.
“O ateísmo de Marx certamente era de uma espécie extremamente militante. Ruge escreveu a um amigo: Bruno Bauer, Karl Marx, Christiansen e Feuerbach estão formando uma nova ‘Montagne’8 e fazendo do ateísmo o seu lema. Deus, religião e imortalidade são derrubados de seu trono e o homem proclamado Deus”. E George Jung, um jovem próspero, advogado de Colônia e partidário do movimento radical, escreveu a Ruge: “Se Marx, Bruno Bauer e Feuerbach, juntos, fundarem uma revista teológico-filosófica, Deus faria bem em cercar-se de todos os seus anjos e se entregar à autopiedade, pois estes certamente o tirarão de seu céu [...] Para Marx, de qualquer forma, a religião cristã é uma das mais imorais que existe” (grifo do autor).9
Como vemos, nem sempre o ateísmo existiu como uma crença passiva, como uma indiferença à religião. Dentro do conceito marxista, o ateísmo deveria substituir a crença em Deus, nem que para isto fosse necessário usar de violência. Não precisamos registrar aqui os milhares de mártires resultantes da implantação da ideologia comunista. Como escreveu Richard Wurmbrand, fundador da Missão a Voz dos Mártires: “Poso entender que os comunistas prendam padres e pastores como contra-revolucionários. Mas por que os padres foram forçados a dizer a missa sobre excrementos e urina, na prisão romena de Piteshti? Por que cristãos foram torturados para tomarem a comunhão com esses mesmos elementos? Por que a obscena zombaria da religião?”.10
O ateísmo militante no Ocidente
O atual movimento ateísta pode não ser algo tão inofensivo quanto se imagina. Marx foi um filósofo, não um carrasco. Mas não podemos dizer o mesmo de muitos de seus filhos ideológicos, como, por exemplo, Lênin e Stalin, na ex-URSS, e Mao Tse Tung, na china. A perseguição religiosa durante os seus governos, e também depois, mostra claramente que o ateísmo pode tornar-se tão intolerante quanto qualquer religião.
O ateísmo morreu com a queda da cortina de ferro para, agora, renascer no Ocidente, apoiado pela liberdade democrática, com o risco de tornar-se uma crença intolerante e agressiva.
A postura acadêmica de muitos ateus ocidentais da atualidade está em agudo contraste com alguns dos mais coloridos ateístas dos tempos passados. A fundadora da organização American atheists (“Ateístas americanos”), Madalyn Murray o’Hair, ficou conhecida mais por sua linguagem grosseira e ultrajes explosivos contra manifestações públicas de religião do que por suas proezas intelectuais. Ela veio a público em 1963, mas foi em 1959 que sua causa judicial, envolvendo seu filho, chegou à Suprema Corte. No caso Murray versus Curlett, a Corte declarou ilegal a oração obrigatória nas escolas públicas e, com isso, incentivou Murray, com uma carreia de mais de 30 anos, a criar uma América livre de religião.
Murray, freqüentemente, debatia em público, denunciando, de forma voraz, o cristianismo e lutando em favor do ateísmo. Iniciou muitos processos para que a sociedade americana ficasse livre de qualquer religião. Em um deles, a solicitação para que as notas e moedas americanas não trouxessem a frase “Em Deus nós confiamos”.
Chegou a afirmar, algumas vezes, que a American atheists tinha mais de 75.000 adeptos, porém, o mais exato é que tivesse apenas cerca de 5.000.
Em 1995, ela e sua família desapareceram com grandes porções dos fundos de suas várias organizações, exceto seu filho William Murray (objeto de seu processo judicial inicial), isolado por ela por ter-se convertido a Cristo. Os desaparecidos foram considerados assassinados.
Bases históricas dos ateus
Alguns sites, como o www.oateufeliz.com.br, por exemplo, fazem menção das mortes efetuadas pela Inquisição católica e pela colonização protestante na América para combater a crença em Deus. Todavia, querer provar que Deus não existe por esse motivo é um tanto quanto sem fundamento. Os ateus não podem esquecer que Stálin, Lênin e Mao Tse Tung mataram milhões de pessoas inspirados no socialismo ateu, conforme divulgado por Karl Marx.
Da mesma forma, o Nazismo dizimou a raça judaica e milhares de outras minorias por conta de suas teorias racistas, baseadas no darwinismo e no filósofo ateu Friederich Nietzsche.11 Mas não podemos negar a existência de Marx, Darwin e Nietzsche pelo fato de seus escritos terem sido utilizados de forma perversa.
Na verdade, as guerras e os massacres ocorrem motivados pelo desejo de poder e pela ambição por riquezas. A religião apenas serve de justificativa para tais atos, assim como o ateísmo serviu de motivo para que milhares de cristãos fossem massacrados em países comunistas. Assim, se a religião, por motivos históricos, pode ser classificada como nociva, o ateísmo também pode. Se, porém, separarmos os frutos bons dos ruins, veremos que a fé em Deus produziu os melhores.
Se os homens erraram dentro da História do Cristianismo, isso apenas indica que eles estavam fora dos padrões de Deus, e não um fundamento que sirva para provar que Deus não existe. Uma coisa é dizer que Deus não existe. Outra bem diferente é mostrar que o homem não tem obedecido a Deus como deveria.
Deus realmente existe
As Escrituras não procuram, em nenhum ponto, provar a existência de Deus. Ela apenas o admite. Os santos do Antigo e do Novo Testamento que falaram inspirados por Deus não diziam que acreditavam em sua existência, mas que o conheciam – o que depreende bem mais. Com certeza, o conhecimento de Deus, conforme a Bíblia, é algo diferente do conhecimento científico baseado nos sentidos.
Mas, então, para que tentar provar a realidade de Deus?
Em primeiro lugar, porque muitos são sinceros em suas dúvidas.
É verdade que alguns não querem crer e, por isso, procuram desculpas para sua atitude. Outros querem acreditar sim, mas, infelizmente, encontraram diversos motivos para não fazê-lo. É aí que entramos com a evidência.
Em segundo, porque tudo aquilo que fortalece a nossa fé é útil. É por isso que muitos buscam provas, não para crerem, mas porque já crêem.
E em terceiro, porque esta é uma maneira de estarmos conhecendo um pouco mais da natureza de Deus e, com certeza, isso é algo bom e recomendável.
1. A criação
Alguém que ainda não tenha lido a complicada teoria de Darwin achará óbvio a existência de um Criador. Toda criação pressupõe um criador. Esta maravilha toda não pode ter surgido por acaso. Como já disse alguém: “Faz tanto sentido concluir que o cosmo é o mero resultado de uma explosão quanto achar que um livro pode surgir da explosão de uma gráfica”. Independente do que digam os ateus ou os cientistas, a criação é uma prova inegável da existência de Deus. “Pois os atributos invisíveis de Deus, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder quanto a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis” (Rm 1.20).
2. Desígnio e ordem
O Universo não apenas existe, mas existe com ordem, com desígnio, com evidências de uma inteligência criadora. A ordem no Universo mostra que ele fora criado com inteligência e com propósito, não surgiu e se tornou o que é por mero acaso. “Ele fez a terra pelo seu poder; ele estabeleceu o mundo pela sua sabedoria e com a sua inteligência estendeu os céus” (Jr 10.12). Um mero sacerdote do século VII a.C. percebeu e registrou isto de forma poética e inspirada, mas os céticos modernos se recusam a aceitar o óbvio.
“Galeno, célebre médico de inclinações ateísticas, depois de ter feito a anatomia do corpo humano, examinando cuidadosamente seu arcabouço, visto quão adequada e útil é cada parte, percebido as diversas intenções de cada pequenino vaso, músculos e ossos, e a beleza do todo, viu-se tomado pelo espírito da devoção e escreveu um hino ao seu Criador”.12
3. Senso comum
“Visto que o que de Deus se pode conhecer, neles (nos homens) se manifesta, porque Deus lhes manifestou” (Rm 1.19).
Desde o Iluminismo, a “crença” dos incrédulos era que, à medida que o conhecimento científico fosse aumentando entre a população, a religião entraria em decadência. Engano. O contrário sim, é verdade. E isso é testemunhado pelas próprias estatísticas.
Embora um ateu rejeite isso como prova, a verdade é que a própria natureza humana é um inegável testemunho a favor da existência de um ser supremo. Em todos os povos e em todas as épocas, a idéia de um Ser supremo sempre esteve presente, independente do grau de desenvolvimento. Mas não havia ateus materialistas? Sim, mas em um grau tão pequeno que não passavam de exceções confirmando a regra. Podemos até afirmar que o ateísmo é antinatural, é contra o comportamento e a noção comum do ser humano.
“No início do século XX acreditava-se que quanto mais o mundo absorvesse ciência e erudição menor seria o papel da religião. De lá para cá, a tecnologia moderna se tornou parte essencial do cotidiano da maioria dos habitantes do planeta e permitiu que até os mais pobres tivessem um grau de informação inimaginável 100 anos atrás. Apesar de todas essas mudanças, no início do século XXI o mundo continua inesperadamente místico. O fenômeno é global...” (grifo do autor).13
Os ateístas apresentam páginas e páginas de teorias para negar a existência de Deus. Mas todas elas despedaçam-se diante dos fatos. A crença do homem em Deus pode até ser confundida, mas a realidade mostra que jamais pôde ser apagada. Sobre isso se pronunciou o teólogo Evans:
“O homem, em toda parte, acredita em um Ser supremo ou seres a quem é moralmente responsável e a quem necessita oferecer propiciação. Tal crença pode ser crua ou grotescamente representada e manifestada, mas a realidade do fato não é mais inválida por tal crença do que a existência de um pai é invalidada pelas cruas tentativas de uma criança para desenhar o retrato de seu pai”.14
Raciocínios fúteis e corações insensatos
No decorrer da história cristã, os teólogos desenvolveram enormes argumentos filosóficos e naturais para provar a existência de Deus. Muitos desses argumentos apresentam uma profundidade de pensamento impressionante. Só por esse aspecto é fácil concluir que o conhecimento natural não é, de forma nenhuma, inimigo do conhecimento de Deus. O que impede muitos eruditos de admitir esta verdade é o orgulho e a presunção, pois, em verdade, não existem barreiras intelectuais reais que os impeçam de admitir-se a existência de Deus. Sobre isso, deixamos a palavra de Paulo, o sábio e erudito apóstolo que lançou os fundamentos da teologia cristã.
“Pois tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes seus raciocínios se tornaram fúteis, e seus corações insensatos se obscureceram. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos” (Rm 1.21,22).
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Lo Debar não é mais o seu lugar !
Lo-Debar é uma cidade biblica, (no antigo testamento) - Referencia II Samuel no capítulo 9.
LO DEBAR - Uma cidade em Manassés, em Gileade, ao leste do Jordão
Samuel 20:42 “Disse Jônatas a Davi: Vai-te em paz, porquanto juramos ambos em nome do SENHOR, dizendo: O SENHOR seja para sempre entre mim e ti e entre a minha descendência e a tua”.
Após a “casa” de Saul exterminada, Davi lembrou-se do juramento que havia feito ao seu amigo Jônatas, e resolveu procurar um descendente para poder restituir os bens. Encontrou ZIBA, um servo de Saul que agora trabalhava para Davi, administrando as terras que outrora eram do rei. Após inteirar-se da existência de um filho de Jônatas, Davi ordena que o tragam para ele imediatamente.
MEFIBOSETE - Destruidor da Vergonha. Filho de Jônatas, neto do Rei Saul.
Mefibosete era o único descendente real direto, da casa de Saul, e Davi resolve o tirar de sua morada e fazê-lo morar consigo, no palácio, como um filho.
Era manco:
1. Não podia se locomover com facilidade - precisava de alguém que o guiasse;
2. Não podia correr para se salvar - necessitava de quem o salvasse;
3. Não podia subir sozinho - precisava de alguém que o levasse para o alto...
Estava morando com Maquir?
1. Maquir significa “vendido”
2. Vem de uma raiz etmiológica de MAKAR, que significa “ser entregue à morte”.
Salmos 44:22 Mas, por amor de ti, somos ENTREGUES À MORTE continuamente, somos considerados como ovelhas para o matadouro.
LO = Não
Debar = raiz léxica: dibber - palavra, fala
Idioma Antigo: Dabar = falar, declarar, conversar, comandar, prometer, avisar, ameaçar, cantar.
Ou seja
LO DEBAR = Não abra a boca! Não Fale! Não Cante! Não Pregue! Não Ore! Não Louve!
LO DEBAR NUNCA MAIS!!! EU ABRIREI A MINHA BOCA E...
- FALAREI DO SENHOR
- CANTAREI AO SENHOR
- PREGAREI A SUA PALAVRA
- ORAREI AO SENHOR
- LOUVAREI AO SENHOR!!
Mefibosete estava enclausurado em LO DEBAR, sem poder abrir a sua boca e REQUERER os seus DIREITOS de HERDEIRO REAL.
Lo Debar não é mais o seu lugar! - Muitas vezes somos expostos a sentimentos, emoções e situações que geram feridas profundas em nossa alma e acabam por influenciar nossas atitudes, a forma como nos relacionamos com outras pessoas e até mesmo nossa condição de vida.
Em I Samuel 18:1-4, vemos o estabelecimento de um pacto de amor entre Jonatas, filho do rei Saul e príncipe herdeiro do trono, e Davi, ungido por Deus para ser o próximo rei de Israel. No capítulo 31:2 vemos a morte de Jonatas e, em II Samuel 1:26 vemos Davi chorando a morte de Jonatas.
Em II Samuel 4:4 somos apresentados a Mefibosete, filho de Jonatas que, aos cinco anos de idade, tornou-se aleijado devido a uma queda quando sua ama saiu às pressas, após receber a notícia da morte de Saul e Jonatas.
Esse menino, neto do rei e filho do príncipe herdeiro, estaria destinado à sucessão do trono de Israel, caso seu pai não tivesse morrido. Agora, aleijado, já não teria mais o direito de pleitear ao trono. Não teve uma infância normal. Não correu com as outras crianças. Foi levado a Lo Debar, e lá ficou e foi levando sua vida. Já não possuía mais a riqueza de Saul e Jonatas. No esquecimento, na obscuridade, vivia em Lo Debar.
Porém, muitos anos depois, Davi lembrou-se daquela aliança com Jonatas e procurou saber se havia algum descendente vivo, para que pudesse usar de bondade para com ele (II Samuel 9:1-13). Falaram-lhe sobre Mefibosete. Imediatamente, pediu que o trouxessem à sua presença. Mefibosete apresenta-se como “um cão morto”. Aqui vemos a auto-estima de um homem que não tinha mais perspectiva alguma na vida. Um cão morto. Nem se considerava mais gente. Simplesmente um cão morto.
Naquele momento, por amor a Jonatas, Davi lhe restitui tudo que pertencia à sua família, ao seu pai e ao seu avô. Davi também determina que, daquele dia em diante, ele comeria todos os dias à sua mesa e seria tratado como um de seus próprios filhos.
De cão morto em Lo Debar a filho do rei em Jerusalém.
Assim Deus faz conosco. Por amor a Jesus, que morreu por nossos pecados, Deus nos chama de Lo Debar, aquele mundinho que criamos para nos escondermos das circunstâncias adversas da vida e acabamos nos acostumando à miséria, auto-comiseração, mediocridade, inércia, medo, frustração, falta de perspectiva.
Deus nos chama de Lo Debar para o Seu palácio onde, por amor de seu filho, ele nos oferece sua mesa, para que dela comamos todos os dias, em sua presença. Na mesa do rei está todo o suprimento que necessitamos. E está lá, à nossa disposição. Somos tratados como filhos e já não temos mais nada a ver com Lo Debar. A única coisa que temos que fazer é comer da mesa do rei. Nos alimentarmos da Sua Palavra, em sua presença, todos os dias de nossas vidas.
Nesse momento, tudo o que vivemos em Lo Debar já não conta.
Entretanto, muitas vezes nós saímos de Jerusalém e retornamos a Lo Debar. Quando não damos ouvidos à Palavra de Deus, quando não entramos em sua presença em oração e permitimos que os velhos medos, frustrações, desesperos, falta de perspectiva ocupem novamente nossas mentes.
A boa notícia do evangelho é clara: LO DEBAR NÃO É MAIS O SEU LUGAR! Você foi chamado pelo rei para comer da sua mesa. Deixe Lo Debar para trás e nunca mais retorne para lá, você não precisa mais disso. Jesus já pagou o preço, sofreu em nosso lugar, para que agora tenhamos acesso ao trono do Pai.
(Jonas 2:7) - (Isaías 41:8-13)
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