terça-feira, 7 de maio de 2013

CONHECENDO OS MÁRTIRES DA IGREJA


CONHECENDO OS MÁRTIRES DA IGREJA -
INTRODUÇÃO - Tertuliano, um dos Pais da Igreja dizia que o sangue dos mártires era o adubo para o crescimento da igreja. Quanto mais os crentes eram massacrados, mais eles cresciam em número. Quanto mais se proibia o cristianismo, mas as pessoas reconheciam a Cristo como Senhor e Salvador, vindo com isso a morrer por sua fé. Segundo o escritor e pastor James Kennedy houve até os nossos dias cerca de 40 milhões de mártires cristão. A maioria dessas mortes acorreu neste século. Vejamos os martírios mais marcantes da história:
OS APOSTOLOS E DISCIPULOS PRIMITIVOS
1) ESTEVÃO
 Foi o primeiro mártir da igreja cristã, e de acordo com a Bíblia ele foi apedrejado (At 7.54-60). Ele morreu orando e suas últimas palavras foram "Senhor Jesus, recebe o meu espírito". João Calvino, reformador do século XVI, comenta essa oração de Estevão dizendo: "A nós convém, juntamente com Davi (Sl 31.1), entregar as nossas almas nas mãos de Deus diariamente, enquanto estivermos nesse mundo, visto que somos cercados por um milhar de mortes, a fim de que Deus possa livra-nos de todos os perigos; porém, quando tivermos realmente de morrer, e formos chamados para o outro lado da existência, então teremos que voar apoiados nessa oração - Que Cristo receba o nosso espírito. Pois ele entregou o seu próprio nas mãos do Pai, com esse propósito, o de guardar-nos para sempre. Isso serve de consolo inestimável. Essa esperança deve encorajar-nos a sofrer a morte com paciência".

2) TIAGO O MAIOR, IRMÃO DE JOÃO
 Tiago, irmão de João, foi o primeiro dos apóstolos a ser morto por causa da Palavra de Deus. Ato 12.2 nos informa que ele foi decapitado, a mando do rei Herodes Agripa I. Clemente de Alexandria, um dos pais apostólicos, conta-nos detalhes de sua morte. Diz ele que ao ser conduzido ao local de seu martírio, seu acusador foi levado ao arrependimento e, caindo aos pés de Tiago, pediu-lhe perdão. Logo após, confessou-se cristão e foi morto juntamente com aquele que antes o havia acusado. Juntos foram decapitados.

3) TIAGO IRMÃO DO SENHOR E BISPO DE JERUSALÉM
 Tiago, irmão do Senhor e autor da carta que leva o seu nome, com 99 anos foi espancado e apedrejado pelos judeus até a morte. Isso se deu no ano de 63 d.C. Os judeus lhe ordenaram que de uma das galerias do templo clamasse que Jesus de Nazaré não era o Messias. Mas em vez de falar assim, ele anunciou à multidão que Cristo era o Filho de Deus, e juiz do mundo. Então os seus inimigos enraivecidos o lançaram ao chão, e o moeram com pancadas. Não estando ainda completamente morto, acabaram de matá-lo com pedradas, enquanto ele orava pelos seus inimigos.

4) SIMÃO PEDRO
Pedro foi condenado em Roma a ser crucificado. Hegésipo, um escritor primitivo, conta que o povo, ao perceber que Nero procurava razões contra Pedro para matá-lo, rogou insistentemente ao apóstolo que fugisse da cidade. Persuadido pela insistência deles, ele dispôs-se a fugir. Ao chegar, porém, à porta, viu o Senhor Jesus Cristo que vinha ao seu encontro. Adorando-o, Pedro indagou: "Senhor, aonde vais? Ao que ele respondeu: "Vou ser crucificado de novo".  Pedro, ao dar-se conta de que era de seu sofrimento que o Senhor falava, voltou a cidade. Jerônimo afirma que ele foi crucificado de cabeça para baixo, por petição própria, por julgar-se indigno de ser crucificado da mesma maneira que o seu Senhor.

5) PAULO DE TARSO
O apóstolo Paulo também foi martirizado em Roma. Abidias, um historiador primitivo, conta-nos que quando foi dada a ordem de execução de Paulo, o imperador enviou dois soldados para dar-lhe a notícia que ele seria morto. Diz esse historiador que o nome desses soldados eram Ferege e Partemio. Ao chegarem a Paulo pediram oração para que também cressem. Paulo garantiu-lhes que em breve creriam e seriam batizados diante de seu túmulo. De acordo com a maioria dos historiadores cristãos, Paulo foi retirado de um calabouço em Roma para a execução.  2º Tm 4.13, nos mostra que o apóstolo Paulo estava em um lugar úmido e sentia muito frio, por isso Pediu que lhe enviassem sua capa de inverno.

6) ANDRÉ, IRMÃO DE SIMÃO PEDRO
André, irmão de Simão Pedro, pregou o evangelho  a muitas nações da Ásia. Em Édesa foi crucificado de forma transversal. As extremidades de sua cruz foram fixadas transversalmente no solo. Daí o nome de cruz de santo André.

7) BARTOLOMEU
Era natural de Caná da Galiléia, homem de bom caráter, recebendo por isso o elogio de Jesus Cristo. foi um pregador que viajou para vários paises e por último, foi cruelmente açoitado e crucificado pelos idólatras da Armênia.

8) APÓSTOLO JOÃO
Por ordem do imperador Tirano, foi lançado numa caldeira de azeite fervendo e por um milagre saiu ileso. Depois disso foi desterrado para a ilha de Patmos a fim de trabalhar nas minas de carvão. Em Patmos lhe foi revelado as profecias dos últimos dias: o Apocalipse. Depois da morte do imperador, João foi solto e voltou para Éfeso de onde escreveu o evangelho que leva o seu nome e as três cartas que também levam o seu nome. Morreu de forma natural em avançada idade.

9) TIMÓTEO
Segundo a tradição eclesiástica Timóteo foi o primeiro bispo de Éfeso e diz que ele morreu ali martirizado quando João estava exilado na ilha de Patmos. Ele foi morto a pauladas por uma turba de idolatras que se encaminhavam para o templo para oferecerem sacrifícios aos deuses.
Você sabe qual era o crime ou o erro dos cristãos primitivos?
 Uma carta do governador Plínio ao imperador Trajano, nos primórdios do Cristianismo, mostrando o crime dos cristãos, responde a essa pergunta:
 "Todo o crime ou erro dos cristãos se resume nisto: têm por costume reunirem-se num certo dia, antes do romper da aurora, e cantarem juntos um hino a Cristo, como se fosse um Deus, e se ligarem por um juramento de não cometerem qualquer iniqüidade, de não serem culpados de roubo ou adultério, de nunca desmentirem a sua palavra, nem negarem qualquer penhor que lhes fosse confiado, quando fossem chamados a restitui-los. Depois disso feito, costumavam-se separar-se e em seguida reunirem-se de novo, sem a menor deserdem. Depois dessas informações julguei muito necessário examinar, mesmo por meio de tortura, duas diaconisas, mas nada descobri a não ser uma superstição má e excessiva."

10) INÁCIO DE ANTIOQUIA
 A tradição diz que ele conheceu Pedro e foi ordenado bispo de Antioquia pelo apóstolo João. Foi condenado pelo imperador Trajano a ser lançado as feras em Roma. Enquanto atravessava a Síria a caminho de Roma, ele escreveu várias cartas. Em uma delas ele diz: "Desde a Síria até Roma estou lutando com feras por terra e por mar, de noite e de dia sendo levado preso por dez soldados cuja ferocidade iguala a dos leopardos, e os quais, mesmo quando tratados com brandura, só mostram crueldade. Mas no meio destas iniqüidades, estou aprendendo... Coisa alguma, quer seja visível ou invisível, desperta a minha ambição, a não ser a esperança de ganhar a Cristo. Se o ganhar, pouco me importará que todas as torturas do demônio me acometam, quer seja por meio do fogo ou da cruz, ou pelo assalto das feras ou que os meus ossos sejam separados uns dos outros e meus membros dilacerados, ou todo o meu corpo esmagado.". Quando chegou em Roma o lançaram na arena com os leões, e ele disse: "Sou, como o trigo debulhado de Cristo, que precisa de ser moído pelos dentes das feras antes de se tornar em pão.". Depois disso foi comido pelos leões e recebido na glória pelo leão da tribo de Judá.

11) POLICARPO, BISPO DE ESMIRNA
Policarpo foi o discípulo pessoal do apostolo João, era homem muito consagrado e foi o principal pastor da Igreja de Esmirna. Nasceu em 69 d.C. e morreu em 159 d.C. Escreveu Duas cartas à igreja de Filipos conservadas até o dia de hoje.
 Diz a história que ele ao entrar na arena para ser morto ouviu uma voz do céu que dizia: "Sê forte Policarpo! Se homem". Ele foi condenado à fogueira e quando o fogo acendeu não teve poder de queima-lo, por fim o mataram a golpes de espada.Depois de preso por pregar o evangelho, foi inquirido a amaldiçoar à Cristo no que ele respondeu: "Por 86 anos tenho sido servo de Cristo, e ele nunca me fez mal algum. Como posso blasfemar de meu Rei, que me salvou?".


12) FELICIDADE E SEUS FILHOS

Marco Aurélio assumiu o trono em 161 d.C. e no ano 180 começou de novo as perseguições. Um dos martírios que mais impacto causou em Roma foi a de Felicidade e seus sete filhos. Ela foi acusada de ser cristã e o prefeito da cidade a ameaçou de morte, mas ela disse: "Viva, eu te vencerei; se me matares, em minha própria morte te vencerei ainda mais.". Todos os seus filhos morreram na sua frente. O mais velho foi espancado até a morte. Dois foram golpeados por clavas. O quarto foi jogado do despenhadeiro. Três foram degolados. Por fim depois de muita tortura, ela foi decapitada.

13) PERPÉTUA, A JOVEM
 No reinado de Severo foi martirizada Perpétua, uma senhora casada, de 22 anos, de boa família e mãe de uma criança, era nova convertida, saída do paganismo. Nem com as suplicas de seu pai, ela negou a cristo.
Nesse dia conduziram-na para fora com o irmão, e outra mulher chamada felicidade e as duas foram atadas em redes, e lançadas a uma vaca brava. Os ferimentos de Perpétua não foram mortais, e a população farta, mas não saciada pela vista do sangue, disse ao algoz (carrasco, indivíduo cruel) que aplicasse o golpe da morte.
 Como que despertando de um sonho agradável, Perpétua chegou a túnica mais a si, levantou o cabelo que lhe caíra pelas costas abaixo, e depois de ter dirigido com voz fraca algumas palavras de animação a seu irmão, guiou ela mesma a espada do gladiador para o coração, e assim expirou."


14) BISPO BASÍLIO
 O bispo Basílio foi um dos que pereceram nas mãos de Julião. Foi encarcerado e ameaçado de morte. Julião o interrogou pessoalmente. Basílio nesse interrogatório predisse a morte do imperador e disse-lhe ainda do tormento que lhe sobreviria na outra vida. Encolerizado Julião ordenou que o corpo desse seguidor de Cristo fosse descarnado a cada dia, em sete diferentes partes, até que sua pele e carne ficassem totalmente destroçadas.

15) ARTÊMIO, COMANDANTE ROMANO
 Artêmio, comandante das forças romanas no Egito, foi privado de seu mandato por ser cristão; logo teve seus bens confiscados e foi decapitado. Na palestina muitos foram queimados vivos; outros arrastados pelos pés através das ruas, despidos, até expirar. Alguns foram feridos até morrer; apedrejados e outros sofreram espancamento na cabeça, até perder os miolos. Em Alexandria, foram muitos os cristãos que morreram pela espada, pelo fogo, pela crucificação e pela decapitação.

16) HERMENEGILDO
 Em 586, o rei Leovigildo mandou matar o próprio filho, o príncipe Hermenegildo, por renunciar a fé ariana e converter-se ao genuíno evangelho. Ele foi decapitado por ordem do próprio pai por não receber a eucaristia das mãos de um bispo ariano em 13 de abril de 586 d.C.

17) JUAN
Foi bispo de Bérgamo, em Lombardia. Era erudito e bom cristão. Empenhou todos os esforços possíveis para retirar da igreja os erros do arianismo. Teve grande êxito contra os hereges e por isso foi assassinado no dia 11 de julho de 683 d.C.

18) KILLIAN
 Nasceu na Irlanda e recebeu de seus pais uma educação piedosa e cristã. Obteve a licença da igreja de Roma para pregar aos pagãos da Alemanha. Em Wurtburg converteu o governador Gozberto, cujo exemplo foi seguido pela maior parte do povo durante os anos seguintes. Quando, porém Killian persuadiu o governador Gozberto de que seu matrimônio com a viúva de seu irmão era pecaminoso, este ficou irritado e mandou matá-lo. Era o ano de 689 d.C. Em 854, quarenta e duas pessoas, na alta Frigia, foram martirizadas pelos sarracenos.

19) JOHN HUSS
 De origem camponesa e humilde, Huss nasceu na Boêmia em 1373 e só aos 13 anos entrou para a escola elementar. Cinco anos mais tarde entrou para a universidade de Praga e em 1398 alcançou o grau de Bacharel em Divindade, sendo consagrado pastor da igreja de Belém, em Praga. A partir desse púlpito católico, Huss começou a pregar a genuína palavra de Deus, o que lhe gerou muitas perseguições. Foi convocado pelo papa a comparecer em Roma. Recusou-se e foi excomungado. A semelhança de Wycliffe, Huss atacou várias doutrinas erradas da igreja romana como; a venda de indulgências, a veneração de imagens, o vício do papa, dos cardeais, e do clero. Suas idéias provocaram a ira do papa que o convocou a comparecer ao Concílio de Constância com um salvo-conduto do imperador. O salvo-conduto, porém, não foi cumprido e suas idéias foram condenadas. Foi-lhe dada à oportunidade de se retratar, não negando, porém a sua fé. Foi queimado na fogueira com uma coroa de papel decorada com diabinhos com a seguinte frase: "Coroa de Hereges".
 Finalmente aplicaram o fogo à lenha, e então o nosso mártir cantou um hino com voz tão forte e alegre que foi ouvido através do crepitar da lenha e do estrondo da multidão. Finalmente a sua voz foi calada pela força das chamas, que logo puseram fim à sua existência na terra.


20) JERÔNIMO SAVONAROLA
 Nasceu em Florença, Itália e pregava como um dos antigos profetas da Bíblia para vastas multidões que enchiam sua catedral. Seus sermões eram contra a sensualidade e o pecado da cidade e também contra os vícios do papa. A cidade se arrependeu e se reformou, mas o papa Alexandre VI procurou, de todos os modos, silenciar o virtuoso pregador.
 Foi enforcado e queimado na grande praça de Florença. Isso aconteceu dezenove anos antes das 95 teses de Lutero serem colocadas na catedral de Wittenberg. Esse homem de Deus nos deixou o exemplo de como ser fervoroso mesmo em meio uma sociedade totalmente corrompida. Todos esses homens anteciparam o espírito e a obra dos reformadores.


21) JERÔNIMO DE PRAGA
 Foi conterrâneo de Huss e nasceu na cidade de Praga. Teve acesso às obras de Wycliffe e ao ver o progresso que a obra de Huss teve na Boêmia, foi ajudá-lo. Chegou na Boêmia, três meses antes de Huss ser morto. Foi preso pelo duque Sultsbach, que o levou com correntes pelo pescoço sendo lançado em uma masmorra imunda onde ficou por 340 dias, sem luz e quase morto de fome. As acusações que pesavam contra ele eram: 1º Ridicularizar a autoridade papal; 2º fazer oposição ao papa; 3º Ser inimigo dos cardeais; 4º Ser perseguidor dos prelados; 5º Foi acusado de aborrecedor da religião cristã.
 Como Huss, sua condenação foi ser queimado em praça pública. Prepararam-lhe umas coroas de papel, pintada com demônios na cor vermelha, o que vendo disse: "O Nosso Senhor, quando sofreu a morte por mim, que sou o mais miserável dos pecadores, levou sobre a sua cabeça uma coroa de espinhos; por amor a ele, levarei esta coroa também." Quando atearam fogo, cantou um hino e suas últimas palavras foram: "A ti, Cristo, ofereço esta alma em chamas".


22) JOHN BROWN
 Em 1517 foi acusado de heresia. Sua condenação foi ser queimado vivo. Antes de queimá-lo, os arcebispos de Rohester, fizeram com que seus pés fossem queimados até que toda a carne se desprendesse, e os ossos ficassem expostos. Fizeram isso para forçá-lo a retratar-se; porém ele persistiu em sua fé e devido a isso, foi preso à estaca e queimado.

23) THOMAS MANN
  Era um cristão bem quisto pela comunidade. Foi acusado de fazer declarações contrárias ao culto das imagens e as peregrinações católicas sendo queimado em Londres em 1519.

24) THOMAS HARDING
 Foi acusado junto com sua esposa de praticar heresia, somente por não aceitar a doutrina da transubstanciação. Foi condenação a ser queimado. Ao ser levado ao local do suplicio, um dos espectadores rompeu o seu crânio com um porrete. Os sacerdotes premiaram a todos os que traziam madeira para a fogueira, com uma indulgência para pecar por 40 dias.

25) JONH HOOPER
  Foi um dos reformadores ingleses e era bispo de Gloucester. Era fervoroso em seu ensino, eloqüente em sua palavra, perfeito na citação dos textos Bíblicos, infatigável na sua tarefa, exemplar em sua vida pessoal. No dia 29 de janeiro de 1555, foi condenado por ensinar heresia. Sendo condenado à fogueira suas últimas palavras foram: "Senhor Jesus, tenha misericórdia de mim. Senhor Jesus recebe o meu espírito".

26) WILLIAM TYNDALE
Foi conterrâneo e amigo de Lutero. Muitos o colocam como pré-reformador, mas é inegável que ele teve uma grande participação de maneira direta na reforma protestante. Tyndale foi um fiel ministro do Senhor que nasceu em um local próximo à fronteira do país de Gales. Foi criado desde sua infância na universidade de Oxford, onde, por sua longa permanência, cresceu tanto no conhecimento dos idiomas e das outras artes liberais, como na prática das Escrituras, às quais a sua mente estava muito apegada. Aos 30 anos fez uma promessa que haveria de traduzir a Bíblia diretamente dos originais para o inglês, com o objetivo de que, todo povo desde o camponês até a corte real pudessem ler e compreender as Escrituras em sua própria língua. Em 1525, a tradução do Novo Testamento estava completa. Em pouco tempo mais de seis mil cópias estavam nas mãos do povo. Isso gerou uma grande perseguição da igreja Romana sobre a sua vida, até que em maio de 1535 foi preso. Um ano depois saiu a sua condenação. No dia seis de outubro de 1536, foi levado ao lugar da execução. Foi amarrado à estaca, estrangulado pelo carrasco e, em seguida consumido pelo fogo. Na estaca, orou com fervor dizendo: "Senhor, abra os olhos do rei da Inglaterra".

27) ALGUNS MÁRTIRES DO SÉCULO XIX
Entre os anos de 1814 a 1820, os protestantes do sul da França, sofreram terríveis perseguições por parte dos Católicos Romanos. Só o fato da pessoa se confessar protestante, era motivo para perder a vida. Vejamos alguns casos:
a) Um jovem chamado Pierre foi questionado pelos católicos a respeito de sua fé. Perguntaram-lhe: "Você é católico ou protestante?". Ele prontamente respondeu: "Sou protestante". Essa declaração lhe custou a vida, pois um dos inquiridores lhe deu um tiro a queima roupa.
b) Blacher, um senhor de 70 anos, também foi argumentado com respeito a sua fé. Ao declarar-se protestante, teve todo o seu corpo despedaçado por uma foice.

c) Um Senhor de idade chamado Ddet foi parado na rua e lhe perguntaram: "Você é protestante?". Ao que ele respondeu: "Sou". Imediatamente descarregaram nele um mosquete, porém ele não morreu. Mas, para consumar a sua obra, os monstros acenderam uma fogueira com palha e tabuas. Lançaram o Ancião nela, ainda vivo, causando-lhe sofrimentos terríveis até a morte.

28) MÁRTIRES DO SÉCULO XX
a) DIETRICH BONHOEFFER (1906 -1943)

Teólogo Alemão que se opôs fortemente ao governo de Adolf Hitler, Bonhoeffer pregou duramente contra o anti-semitismo, condenou a cooperação da igreja com o terceiro Rich (sistema comandado por Hitler), e tornou-se parte da resistência ao regime nazista juntamente com outros lideres de sua época.
Em 1936, o governo Alemão cassou o título de livre-docente de Bonhoeffer em Berlim. Um ano depois, fechou o seminário em Finkenwalde, no qual era professor. Foi proibido de ensinar e de publicar livros. No dia cinco de abril de 1943 foi preso e lavado ao campo de concentração de Buchenwald. Em 8 de abril do mesmo ano, num domingo, como de costume, Bonhoeffer pregou um sermão que tocou profundamente no coração dos colegas de prisão, ao falar sobre a vontade de Deus para a vida de cada ser humano. Depois de orar, a porta da cela se abriu. Dois guardas do Terceiro Reich disseram: "Prisioneiro Bonhoeffer, prepare-se para vir conosco". Os presos sabiam que estas palavras eram sinônimas de morte. Deduzindo o que lhe aconteceria, se dirigiu aos demais, dizendo: "Para mim, isto é o fim, mas também o início", numa referência direta ao fato de que, para o cristão a morte é uma passagem para o céu. No dia seguinte, foi enforcado, aos 30 anos de idade. Três semanas depois, Adolf Hitler suicidou-se e, menos de um mês após o assassinato de Bonhoeffer, as vítimas do nazismo que sobreviveu, foram libertadas com o fim do domínio insano do regime Hitlerista.

b) IVAM MOISEYEV

Ivan foi um soldado cristão do exercito vermelho, da antiga União Soviética. Era um jovem diferente, cristão genuíno, que não se deixava amedrontar pelas ameaças dos oficiais e nem pelo escárnio dos colegas de farda. A fé e o relacionamento intimo com Cristo eram mais importantes do que sua própria segurança pessoal ou aprovação dos companheiros. Seu caráter foi provado até o sangue, no exercito vermelho. Muitas vezes proibido de pregar aos colegas, Ivan tinha um princípio Bíblico em sua vida: "Mais vale obedecer a Deus do que aos homens". Apesar de ser um soldado exemplar, não se calava com relação a sua experiência de salvação.
Muitas vezes foi inquirido a negar sua fé, mas nada o fazia calar. Foi preso e lançado em uma cela cheias de poças de água. Depois de muitas tentativas de fazê-lo desistir de sua fé, a única maneira que conseguiram fechar a sua boca, foi matá-lo dentro da prisão. Sua família, quando viu o corpo, não o reconheceu de tão deformado que estava seu rosto, com marcas de botas no rosto, boca quebrada, a testa e as têmporas cheias de hematomas.
Um dia antes de morrer, em 15 de julho de 1972, escreveu uma carta a seu irmão dizendo: "Querido irmão, recebi sua carta e demorei responder, porque houve uma grande tormenta. Quando Sergei (amigo de farda de Ivan e também cristão) chegou, ele também sofreu, e seus livros e até postais foram confiscados. Não conte tudo a papai e mamãe. Diga apenas: Ivan escreveu, e disse que Jesus vai partir para a peleja. Esta luta é de Cristo, e Ivan não sabe se voltará dela com vida. Desejo que todos os amigos, jovens e velhos, se lembrem deste verso de Apocalipse 2.10: ‘Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida'. Receba esta última carta, na terra, do menor dos irmãos, Ivan Moiseyev".

c) STANLEY ALBERT DALE (1910 - 1968)

Missionário aos índios canibais YALIS, no vale do Seng, em Nova Guiné Holandesa, Stanley foi martirizado pelos índios juntamente com seu amigo Philip com mais de 60 flexadas cada um, e depois tiveram os corpos esquartejados. Próximo ao local onde Stanley e Philip foram feridos e mortos, há uma pequena placa de aço inoxidável na qual estão gravadas as seguintes palavras:
Stanley Albert Dale
Amado esposo de Patrícia
Morto por causa de sua fé, no vale de Seng
25 de setembro de 1968
Apocalipse 2.10
Muitos outros irmãos foram mortos nesse século por causa do seu testemunho cristão Os mencionados acima, são apenas alguns dos milhares e milhares que foram fies ao Senhor até a morte e conquistaram a coros da vida.
d) PASTOR QUE FOI MORTO COM A FAMÍLIA
 O pastor David Yonggi Cho conta em um de seus livros a história de um pastor que foi preso pelos soldados comunistas na cidade de Inchon, na época da invasão comunista na Coréia do Sul. Os soldados o prenderam e ameaçaram mata-lo caso não negasse a Jesus. Com bravura, o pastor reafirmou sua fidelidade a Jesus a despeito das ameaças. Os soldados, irados, ameaçaram sepulta-lo vivo com a sua família, caso ele não renegasse a sua fé. O pastor e sua família preferiram o martírio em vez da apostasia. Foi aberta, então, uma grande cova e jogaram lá dentro o pastor e sua família. Começaram a jogar terra e a soterrar a família piedosa. Quando a terra já estava sufocando a todos, um filho gritou desesperado: "Papai, pense em nós. Pense em nós papai". O pai aflito começou a chorar, mas sua esposa, cheia de fervor, gritou para os filhos: "Coragem, meus filhos, vocês não sabem que hoje à noite nós vamos jantar com Jesus, o Rei dos Reis e Senhor dos senhores?"
 Depois de encoraja-los a ser fiéis até a morte, começou a cantar um hino sobre o céu que dizia:
"Eu avisto uma terra feliz, uma terra de glória e fulgor
Avistamos o lindo país, pela fé na Palavra de Deus.
Sim no doce porvir, viveremos no lindo país.
Sim no doce porvir, viveremos no lindo país"

 Cantaram com entusiasmo até que suas vozes foram silenciadas debaixo dos escombros. A obediência daquela família levou-os ao caminho estreito do martírio, mas no fim dessa estrada estava a glória excelsa de Deus. A multidão que assitiu a esse doloroso martírio ficou profundamente comovida e dezenas de pessoas se converteram e foram salvas por esse testemunho.
CONCLUSÃO 
O Reverendo Hernandes Dias Lopes, Pastor da primeira igreja Presbiteriana de Vitória, no Espírito Santo, conta em seu livro "Pentecostes, o fogo que não se apaga", sua visita ao museu dos mártires na Coréia do Sul. Vejamos os detalhes dessa visita:
"Uma das coisas que marcou profundamente a minha vida foi visitar o museu dos mártires, em Seul, na Coréia do Sul. A igreja evangélica coreana cresceu num solo regado pelo sangue dos mártires. Milhares de crentes foram castigados até a morte, com requintes de crueldade, na época da ocupação japonesa. Centenas de pastores foram decaptados às margens do rio Ran. Mais tarde, na terrível guerra contra a Coréia do Norte, outras centenas de crentes morreram por sua fidelidade a Cristo. Nesse museu, vimos numa enorme sala quadros singelamente emoldurados com as fotografias de centenas de mártires. Em cada quadro havia um breve histórico com o relato da vida, das obras, do ministério e sobretudo da maneira cruel com que cada pessoa foi torturada e morta pela sua fé. Ale naquela sala chorei ao ver que muitos daquele mártires morreram sem ver o grande avivamento que Deus enviou sobre a Coréia do Sul. Deus honra o sangue dos mártires. O sangue dos mártires omo dizia Tertulianp, é o adubo para a sementeira do Evangelho. Depois de observar atentamente todos aqueles quadros, já na saída da sala, aproximei-me do último quadro. A moldura era a mesma, mas não havia fotografia. Quando fiquei de frente para ele, havia no lugar da fotografia, um espelho. Vi meu próprio rosto e, embaixo, uma frase lapidar: "Você pode ser o próximo mártir". Lagrimas rolaram em meu rosto. Reconheci que precisava ser revestido com o poder do Espírito para ser um mártir de Jesus".


História dos Mártires da Igreja Cristã

19042011
 
 
 
 
 
 
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 Veja segundo o escritor Jhon Foxe como Morreram os apóstolos do nosso Senhor Jesus ! é uma triste história verdadeira , que nos leva muito a refletir e a valorizar o que temos hoje ..
ESTEVÃO : Sua morte foi ocasionada pela fidelidade com a que pregou o Evangelho aos entregadores e matadores de Cristo. Foram excitados eles a tal grau de fúria, que o expulsaram fora da cidade, apedrejando-o até matá-lo. a época em que sofreu supõe-se geralmente como a Páscoa posterior à da crucifixão de nosso Senhor, e na época de Sua ascensão, na seguinte primavera.
TIAGO O MAIOR :O seguinte mártir que encontramos no relato segundo Lucas, na História dos Atos dos Apóstolos, é Tiago, filho de Zebedeu, irmão mais velho de João e parente de nosso Senhor, porque sua mãe Salome era prima irmã de  Maria. foi até dez anos depois da morte de Estevão que teve lugar este segundo martírio. Aconteceu que tão pronto como Herodes Agripa foi designado governador da Judéia que, com o propósito de congraçar-se com os judeus, suscitou uma intensa perseguição contra os cristãos, decidindo dar um golpe eficaz, e lançando-se contra seus dirigentes. Não se deveria passar por alto o relato que dá um eminente escritor primitivo, Clemente de Alexandria. Nos diz que quando Tiago estava sendo conduzido ao lugar de seu martírio, seu acusador foi levado ao arrependimento, caindo a seus pés para pedi-lhe perdão, professando-se cristão e decidindo que Tiago não receberia sozinho a coroa do martírio. Por isso, ambos foram decapitados juntos. Assim recebeu, resoluto e bem disposto, o primeiro mártir apostólico aquele cálice que ele tinha dito ao Salvador que estava disposto a beber.]
 FELIPE: Nasceu em Betsaida da Galiléia, e foi chamado primeiro pelo nome de “discípulo”. Trabalhou diligentemente na Ásia Superior, e sofreu o martírio em Heliópolis, na Frigia. Foi acoitado, encarcerado e depois crucificado, no 54 d.C.
 MATEUS :Sua profissão era arrecadador de impostos, e tinha nascidoem Nazaré. Escreveuseu evangelho em hebraico, que foi depois traduzido ao grego por Tiago o Menor. Os cenários de seus trabalhos foram Partia e a Etiópia, país no que sofreu o martírio, sendo morto com uma lança na cidade de Nadaba no ano 60 d.C.
TIAGO O MENOR : Foi escolhido para supervisar as igrejas de Jerusalém, e foi o autor da Epístola ligada a Tiago. A idade de noventa e nove anos foi espancado e apedrejado pelos judeus, e finalmente abriram-lhe o crânio com um cacetete.
 MATIAS : Dele se sabe menos que da maioria dos discípulos; foi escolhido para encher a vaga deixada por Judas. Foi apedrejado em Jerusalém e depois decapitado.
ANDRÉ : Irmão de Pedro, predicou o evangelho a muitas nações da Ásia; mas ao chegar a Edessa foi apreendido e crucificado numa cruz cujos extremos foram fixados transversalmente no chão
 MARCOS : Nasceu de pais judeus da tribo de Levi. Supõe-se que foi convertido ao cristianismo por Pedro, , e sob cujo cuidado escreveu seu Evangelho em grego. Marcos foi arrastado e despedaçado pelo populacho de Alexandria, em grande solenidade de seu ídolo Serapis, acabando sua vida em suas implacáveis mãos.
 PEDRO :Pedro foi condenado a morte e crucificado, como alguns escrevem, em Roma; Hegéssipo diz que Nero buscou razões contra Pedro para dá-lhe morte; e que quando o povo percebeu, rogaram-lhe insistentemente que fugisse da cidade. Pedro, ante a insistência deles, foi finalmente persuadido e se dispus a fugir. Porém, chegando até a porta viu o Senhor Cristo acudindo a ele e, adorando-o, lhe disse: “Senhor, aonde vais?” ao que ele respondeu: “A ser de novo crucificado”. Com isto, Pedro, percebendo que se referia a seu próprio sofrimento, voltou à cidade. Jerônimo diz que foi crucificado cabeça para abaixo, com os pés para cima, a petição dele, porque era, disse, indigno de ser crucificado da mesma forma que seu Senhor.
 JUDAS:Irmão de Tiago, era comumente chamado Tadeu. Foi crucificado em Edessa o 72 d.C.
 BARTOLOMEU :Predicou em vários países, e tendo traduzido o Evangelho de Mateus na linguajem da Índia, o propalou naquele país. Finalmente foi cruelmente açoitado e logo crucificado pelos agitados idólatras.
TOMÉ:Chamado Dídimo, predicou o Evangelho em Partia e na Índia, onde por ter provocado a fúria dos sacerdotes pagãos, foi martirizado, sendo atravessado com uma lança.
 SIMÃO:Apelidado de zelote, predicou o Evangelho na Mauritânia, África, inclusive na Grã Bretanha, país no qual foi crucificado em 74 d.C.
 JOÃO: “discípulo amado” era irmão de Tiago o Maior. As igrejas de Esmirna, Sardes, Pérgamo, Filadélfia, Laodicéia e Tiatira foram fundadas por ele. Foi enviado de Éfeso a Roma, onde se afirma que foi lançado num caldeiro de óleo fervendo. Escapou milagrosamente, sem dano algum. Domiciano desterrou posteriormente na ilha de Patmos, onde escreveu o livro do Apocalipse. Nerva, o sucessor de Domiciano, o libertou. Foi o único apóstolo que escapou de uma morte violenta.
 PAULO: Também o apóstolo Paulo, que antes se chamava Saulo, após seu enorme trabalho e obra indescritível para promover o Evangelho de Cristo, sofreu também sob esta primeira perseguição sob Nero. Diz Obadias que quando se dispus sua execução, Nero enviou dois de seus cavaleiros, Ferega e Partémio, para que lhe dessem a notícia de que ia ser morto. Ao chegarem a Paulo, que estava instruindo o povo, pediram-lhe que orasse por eles, para que eles acreditassem. Ele disse-lhe que em breve acreditariam e seriam batizados diante de seu sepulcro. Feito isso, os soldados chegaram e o tiraram da cidade para o lugar das execuções, onde, depois de ter orado, deu seu pescoço à espada.
 LUCAS :O evangelista foi autor do Evangelho que leva seu nome. Viajou com Paulo por vários países, e se supõe que foi pendurado de uma oliveira pelos idólatras sacerdotes da Grécia.
 BARNABÉ:Era de Chipre, porém de ascendência judia. Supõe-se que sua morte teve lugar por volta do 73 d.C.
E apesar de todas estas contínuas perseguições e terríveis castigos, a Igreja crescia diariamente, profundamente arraigada na doutrina dos apóstolos e dos varões apostólicos, e regada abundantemente com o sangue dos santos.

Estudo X - OS MÁRTIRES E SEUS ASSASSINOS


"Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos Céus." Mateus 5:10 


A palavra grega para "mártir" vem da mesma palavra traduzida também como "testemunha". Um mártir cristão prefere morrer a desonrar a Deus. Isso os torna grandes testemunhas. Eles fizeram o maior dos sacrifícios. 


POR QUE ESTUDAR OS MÁRTIRES? O que podemos tirar de bom no estudo dos mártires da Bíblia? Afinal, Paulo adverte: "Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, mas não tiver amor, nada disso me valerá" (1 Cor. 13:3 NVI). Por que não estudar o amor, em lugar deles? 


Porque as histórias da Bíblia estão lá, esta é a razão! Existem histórias desde o Gênesis até o Apocalipse, da morte do justo Abel (Gên. 4:8) até a prostituta "embriagada com o sangue dos santos, o sangue das testemunhas [mártires] de Jesus" (Apoc. 17:6, NVI). Se está na Bíblia, existe uma razão para isto. 


Zacarias – Apedrejado Até a Morte 


A história de Zacarias, o filho de Joiada (não o Zacarias, profeta menor) é tragicamente simples. O rei Joás, de sete anos de idade quando começou a reinar, foi influenciado para o bem pelo sacerdote Joiada. Mas, depois que Joiada morreu, o rei foi desviado para a direção errada pelos príncipes de Judá. "Depois da morte de Joiada, vieram os príncipes de Judá e se prostraram perante o rei, e o rei os ouviu. Deixaram a Casa do Senhor, Deus de seus pais, e serviram aos postes-ídolos e aos ídolos; e, por esta sua culpa, veio grande ira sobre Judá e Jerusalém" (Crônicas 24:17, 18). Esses príncipes maus fingiam que queriam aprender e obedecer ao rei. Mas quem finalmente acabou ouvindo quem? 


A quem Deus enviou para ajudar o rei a ver o perigo que sua nação corria? 2 Crônicas 24:20 


Como sempre, o Senhor não ficou passivo enquanto Seu povo se destruía. Mais tarde, Deus enviou Zacarias, "filho do sacerdote Joiada"(2 Crônicas 24:20), com uma mensagem que chamava de volta o povo para os mandamentos que o Senhor lhes deu. Em 2 Crônicas 24:20Zacarias diz que a desobediência do povo estava tornando impossível para o Senhor abençoá-los. Deus está pedindo a Seu povo que obedeça para, assim, viver e prosperar nEle. Mas, vez após vez, o povo de Deus mostra falta de fé e não ouve. Acham que podem viver melhor sozinhos. Quão trágicos foram os resultados e sempre serão quando o professo povo de Deus tenta viver sem Deus! 


Talvez a parte mais assustadora desta história seja que este era um povo verdadeiramente chamado por Deus. Mas recusaram ouvir o profeta e decretaram sua morte. 


Urias – Morto à Espada – Jer. 26:20-23 


Embora pouco seja dito sobre Urias (não o marido de Bate-Seba), sua morte precisa ser estudada no contexto do ministério de Jeremias. Antes mesmo de Urias ser mencionado, o capítulo lida com a mensagem de Jeremias a Judá sobre o arrependimento e a obediência. Porém, a mensagem não soou bem aos sacerdotes e aos profetas, que "falaram aos príncipes e a todo o povo, dizendo: Este homem é réu de morte, porque profetizou contra esta cidade, como ouvistes com os vossos próprios ouvidos" (Jeremias 26:11). 


Que acusações os sacerdotes e os profetas lançaram contra Jeremias? Jer. 26:9-11


Jeremias então lança um forte argumento em sua defesa. Note os quatro pontos de seu argumento em Jeremias 26:12-15


Ponto um: O Senhor me enviou a profetizar (v. 12). 


Ponto dois: Se vocês mudarem sua maneira de viver, o Eterno "mudará de idéia e não mandará a desgraça que prometeu mandar" (v. 13, BLH). 


Ponto três: "Quanto a mim, estou nas mãos de vocês. Façam comigo o que acharem direito e justo" (v. 14, BLH). 


Ponto quatro: "Mas fiquem certos de uma coisa: se me matarem, vocês e o povo desta cidade serão culpados da morte de um homem inocente, pois foi Deus quem me mandou dizer todas essas coisas a vocês" (v. 15, BLH). 


Evidentemente, o argumento de Jeremias teve sucesso, porque ele não foi morto; mas esses homens ainda não mudaram seu modo ímpio de agir. Realmente, Urias "falou contra esta cidade e contra esta nação, da mesma forma que Jeremias fez" (v. 21), pelo que ele foi morto. 


Jeremias escapou da morte, mas Urias, não. A Bíblia não dá nenhuma explicação a isto. Com que freqüência acontecem coisas em nossa vida para as quais não conseguimos explicação! 


João Batista – Decapitado 


Considere a situação de João Batista. Aqui estava um homem que falava por Deus, um homem claramente movido pelo Espírito Santo. Mesmo antes de João nascer, o Senhor o indicou para um ministério especial. "Pois ele será grande diante do Senhor, não beberá vinho nem bebida forte e será cheio do Espírito Santo, já do ventre materno" (Luc. 1:15). Veja o que Jesus disse sobre ele: "Eu digo a vocês que de todos os homens que já nasceram João é o maior. Porém quem é o menor no Reino de Deus é maior do que ele" (Luc. 7:28 BLH). 


Leia sobre as circunstâncias da morte de João Batista. Mat. 14:1-11 


João era um homem que falava em favor de Deus. O Espírito Santo o movia. Mesmo antes do nascimento de João, o Senhor o escolheu para uma obra especial (Luc. 1:15;Luc. 7:28). Mas ele não foi apenas colocado na prisão por um rei ímpio, mas também foi morto por uma mulher zangada, má e por sua filha. 


"Jesus não Se interpôs para livrar Seu servo. Sabia que João havia de suportar a prova. De boa vontade teria o Salvador ido ter com João, para, com Sua presença, aclarar-lhe as sombras do cárcere. Mas não Se devia colocar nas mãos dos inimigos e pôr em perigo Sua própria missão. Com prazer teria libertado Seu fiel servo. Mas poramor de milhares que haveriam em anos posteriores, de passar da prisão para a morte, João devia beber cálice do martírio. Ao haverem os seguidores de Jesus de definhar em solitárias celas, ou perecer pela espada, e pela tortura, ou na fogueira, aparentemente abandonados de Deus e do homem, que esteio não lhes seria aocoração o pensamento de que João Batista, de cuja fidelidade o próprio Cristo dera testemunho, passara por idêntica experiência!" (O Desejado de Todas as Nações, pág. 224). 


Estêvão – Apedrejado Até a Morte 


Para entender a história da morte de Estêvão, leia Atos 7:1-53. Ele foi acusado de falar contra Moisés, contra Deus, contra o lugar santo do templo e contra a lei. 


Estêvão, o mais famoso dos sete diáconos, na jovem igreja, era um homem de profunda fé. Estêvão era judeu. Mas falava grego e conhecia os costumes dos gregos. Estêvão era ativo na igreja. Ele era tão bom em seu trabalho que as pessoas "não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava" (Atos 6:10 NVI). Seu sucesso provocou sua morte. Se fosse fraco, provavelmente ele não teria morrido. 


Quais foram os argumentos mais fortes de Estêvão? Atos 7:51-53


Olhe para a diferença entre a morte de João Batista e a de Estêvão. João estava detido em uma prisão malcheirosa, escura e solitária, e foi morto por causa de umjuramento do bêbado Herodes. Estêvão falou perante uma enorme multidão e fez um sermão poderoso sobre Jesus. Estêvão estava "cheio do Espírito Santo". O Espírito Santo lhe deu uma visão do "Céu [da] glória de Deus e [de] Jesus, que estava à Sua direita". (Atos 7:55) Estêvão morreu em uma visão gloriosa. João morreu de forma muito humilde. O rosto piedoso de Estêvão e sua coragem na morte influenciaram muito Saulo de Tarso. Saulo mais tarde se tornou o apóstolo Paulo. João e Estêvão tiveram mortes diferentes. Mas, tanto João como Estêvão, eram fiéis servos de Jesus. 


O marido de Elisabeth Elliott foi morto por índios na América do Sul. Elisabeth ensinou esses índios a crer em Jesus. A importância da morte de um mártir depende de como respondemos à sua morte. 


Pedro – Crucificado de Cabeça Para Baixo 


João 21:18 é o único verso na Bíblia que explica como Pedro morreu. Falando a Pedro, Jesus mostrou que sabia que Pedro morreria por Ele e como morreria. Mas Jesus ainda disse a Pedro: "Siga-Me". 


"Estenderá as mãos (NVI) significa claramente crucifixão. Provavelmente seja verdade que Pedro foi crucificado de cabeça para baixo. Pedro sentiu que ser crucificado como Jesus era uma honra demasiada para ele, porque ele havia negado três vezes o seu Senhor (Lucas 22:54)" – Adaptado de SDA Bible Commentary, vol. 5, pág. 1.072.


Pedro era um favorito entre os discípulos. Então, ele negou três vezes o seu Senhor. Ele foi mais tarde recebido de volta ao grupo dos discípulos. Pedro até escreveu uma parte do Novo Testamento. Finalmente, morreu a morte de um mártir. 


Pedro obteve a vitória em Jesus. Mas ele teve suas fraquezas espirituais. Depois de ser restaurado ao grupo de discípulos de Jesus, Pedro ainda cometeu suas falhas (Gál. 2:11-20). 


Pedro perseverou até o fim. Isto não surpreende, especialmente quando lemos as cartas de Pedro na Bíblia. Nas cartas, ele mostra entender os problemas que os cristãos enfrentam. Que comparação Pedro faz entre as provações e a recompensa? 1 Pedro 1:6, 7 


Os que foram chamados para servir a Jesus podem ter que morrer por Ele. Quando pensamos quão grande é a recompensa eterna, esse preço sai bem em conta.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

A igreja de Corinto - Uma igreja avivada, mas não doutrinada

O que faz a diferença entre uma igreja pentecostal e um movimento pentecostal é a existência da doutrina ou do ensino da Palavra de Deus.
 Todo movimento pentecostal começa bem ! Aconteceu em Samaria ! Houve um "derramamento" do Espírito - "E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia, pois que os espíritos imundos saíam de muitos que os tinham clamando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos eram curados" (Atos 8:6-7).
 Assim começa um movimento pentecostal !
 Havendo a ministração da Palavra ou a aplicação da doutrina bíblica, então, teremos uma igreja pentecostal. Uma igreja pentecostal é uma igreja avivada, ou seja, uma igreja onde há liberdade plena para a operação do Espírito Santo, mas é, também, uma igreja doutrinada, ou seja, uma igreja estruturada sobre a Palavra de Deus.
 Foi assim em Jerusalém; foi assim em Samaria !
 Quando em Jerusalém soube-se do grande movimento pentecostal que estava havendo em Samaria - "...enviaram para lá Pedro e João" (Atos 8:14) .
 A missão destes dois apóstolos era a de ensinar ou doutrinar aquela igreja mediante a ministração da Palavra de Deus. Não havendo o ensino da Palavra ou a aplicação da doutrina bíblica, o movimento pentecostal tende a seguir dois caminhos - acaba-se ou transforma-se numa heresia.
 Surge, primeiramente, o culto à personalidade, ao "EU";
*os pregadores são transformados em "animadores de auditório"; falam somente o que o povo gosta de ouvir;
*os hinos sacros dão lugar às músicas com ritmo mundano e de exaltação à carne;
*as manifestações do Espírito são substituídas por manifestações carnais;
*os templos ou salões de cultos se transformam em casas de espetáculos- muita música, muitas palmas, muito barulho, muitas luzes, danças !
A qualidade  dá lugar à quantidade; para isto não se exige vidas transformadas. Surge uma nova heresia.
 Muita oração, sem o ensino da Palavra, leva ao fanatismo!
 Porém, o ensino da Palavra de Deus, a ministração da doutrina bíblica consolida um movimento pentecostal transformando-o em igreja pentecostal.
Para ser uma igreja pentecostal é preciso que haja liberdade plena ao Espírito Santo e a ministração da Palavra de Deus. Duas coisas indispensáveis. Duas colunas que precisam ser erguidas !
Assim, graças ao ensino, a igreja de Corinto se constituiu numa igreja avivada e doutrinada, ou seja, numa autêntica igreja pentecostal.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Procurando uma Igreja?

Você sente um vazio em seu coração. Sabe que precisa mudar de vida. Quer conhecer melhor a Deus?  E aí surge uma dúvida: Existe tantas igrejas. Qual está certa?  Deixe-me dar-lhe duas diretrizes para encontrar uma boa igreja:  Em primeiro lugar veja se ela adota a Bíblia como única regra de fé e conduta. A Bíblia é a Palavra de Deus e expressa a sua vontade para com o ser humano. Quando a estudamos e praticamos estamos na verdade. Cuidado com modismos, tradições e imposições humanas. Verifique se tudo que se ensina e pratica em determinada igreja está de acordo com os ensinamentos das Escrituras Sagradas. O  próprio Jesus afirmou: PORVENTURA NÃO ERRAIS VÓS EM RAZÃO DE NÃO SABERDES AS ESCRITURAS NEM O PODER DE DEUS? (MARCOS 12:24)  Em segundo lugar esteja certo de que esta igreja proclama a Jesus como o Filho de Deus e o único e Suficiente Salvador. Lemos em Atos 4:12 que "E EM NENHUM OUTRO HÁ SALVAÇÃO, PORQUE TAMBÉM DEBAIXO DO CÉU NENHUM OUTRO NOME HÁ, DADO ENTRE OS HOMENS, PELO QUAL DEVAMOS SER SALVOS". (Ninguém chega a Deus através de religiosidade, boas obras, pessoas ou "santos" ). Jesus Cristo é o único caminho para Deus. Amém !!!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Uma Mensagem aos Ateus


Nosso credo


Nosso credo -
As afirmações que se seguem, especificam claramente a posição do nosso ensino quanto às principais Doutrinas Bíblicas. Esta declaração de fé oferece também um modelo e escudo protetor que visa preservar contra desvios teológicos. A base do nosso Credo e Ensino são a Bíblia Sagrada e as doutrinas cridas e postuladas pela Igreja Evangélica Assembléia de Deus no Brasil.
A Bíblia
Nós ensinamos que as Sagradas Escrituras são a revelação escrita de Deus para o homem e assim, os sessenta e seis livros da Bíblia que nos foi dado pelo Espírito Santo, constituem a plena Palavra de Deus ( I CO 2.7-14; II Pe 1.20,21).
Ensinamos que a Bíblia é verbalmente inspirada em cada palavra (II Tm 3.16) e absolutamente inerrante e inspirada e infalível.Ensinamos que a interpretação das Escrituras deve ser feita sob ótica literal, gramática-histórica, com exceção dos trechos que clara e irrefutavelmente indicam ser simbólicos.Ensinamos que a Bíblia constitui a única regra infalível de fé e prática (Mateus 5.18; 24,35; JO 10.35; 16.12,13; 17.17; I CO 2.13; II Tm 3.15-17; Hb 4.12: II Pe 1.20,21).
Ensinamos que Deus falou em Sua Palavra escrita por um processo de dupla autoria. O Espírito Santo deste modo inspirou e supervisionou os autores humanos que, apesar de suas personalidades individuais e estilos diferentes de escrita, compuseram e registraram a Palavra de Deus para o homem (II Pe 1.20,21), sem erros na sua totalidade ou até mesmo parciais (Mt 5.18; II Tm 3.16).
Ensinamos que, apesar da possibilidade de se haver muitas aplicações sobre um determinado texto das Escrituras, há, contudo, uma única e verdadeira interpretação, a “Hermenêutica de Deus” e este significado singular das Escrituras é encontrado à medida que alguém se aplica no método de interpretação literal (gramática-histórica) sob a iluminação do Espírito Santo (Jo 7.17; 16.12-15; I Co 2.7-15; I Jo 2.20), cuidando de explicar corretamente qualquer linguagem figurativa ou retórica. É responsabilidade do crente descobrir qual é o significado e a verdade pretendida pelas Escrituras, reconhecendo que qualquer que for a “descoberta”, esta deve ser idêntica a todos os homens, de todas as gerações ou de qualquer contexto cultural, econômico, social, educacional, etc.
Deus
Nós ensinamos que há um só Deus vivo e verdadeiro (Dt 6.4; Is 45.5-7; I Co 8.4), um Ser Infinito e Conhecedor de todas as coisas. Perfeito em todos os seus atributos; Um em essência, mas eternamente existente em três pessoas – Pai, Filho e Espírito Santo (Mt 28.19; II Co 13.14), cada um merecedor igualmente de adoração e obediência.
Deus Pai
Nós ensinamos que Deus Pai, a primeira pessoa da Trindade, ordena e dispõe todas as coisas de acordo com o seu propósito e graça (Sl 145. 8-9: I Co 8.6). Ele é o Criador de todas as coisas (Gn 1.1-31; Ef 3.9). Como o Único, o Absoluto e Onipotente Regente do universo, Ele é Soberano na criação, na providência e redenção (Sl 103.19; Rm 11.36). Ele continuamente sustenta, dirige e governa todas as criaturas e eventos (I Cr 29.11). Em sua Soberania Ele não é, contudo, o autor do pecado (Hb 1.13; Jo 8.38-47), nem deixará de exigir a contabilidade moral das criaturas inteligentes (I Pe 1.17). Ele salva do pecado todo aquele que vai a Ele através de Jesus Cristo, que tornam-se seus filhos através da fé em Jesus. (I Jo 1.12; Rm 8.15; Gl 4.5; Hb 12.5-9).
Deus Filho
Nós ensinamos que Jesus Cristo, a segunda pessoa da Trindade, possui todas as prerrogativas divinas, sendo Co-igual, Consubstancial e Co-Eterno com o Pai (Jo 14.9). Nós ensinamos que o Deus Pai criou os Céus e a terra e tudo o que neles há, de acordo com a Sua vontade, através de Seu Filho, Jesus Cristo, por quem todas as coisas continuam a existir e a operar (Jô 1.3; Cl 1.15,17; Hb 1.2).
Ensinamos que na encarnação Deus tornou-se homem. Ele colocou de lado todas as prerrogativas da sua Deidade, tomando a forma de servo, mas sem deixar de possuir, em Sua vida terrena, a totalidade da essência Divina. Isto é, Ele não perdeu nada, em grau ou substância, a plenitude da divindade, ao deixar de usar os atributos inerentes a Ele como Deus, pois Ele é Deus Eterno (Is 9.6), e a qualidade do eterno é inextinguível.Na encarnação, a segunda pessoa eternamente existente da Trindade, incorporou todas as características da humanidade e tornou-se Deus-homem (Fp 2.5-8; Cl 2.4).
Ensinamos, portanto, que Jesus Cristo representa a Humanidade e a Divindade em uma unidade indivisível (Mq 5.2; Jo 5.23; Cl 2.9). Nós ensinamos que o Senhor Jesus Cristo nasceu de uma virgem (Is 7.14; Mt 1.23; Lc 1.26-35), que foi o Deus encarnado (Jo 1.1,14) e que o propósito da encarnação foi revelar Deus (Jo 1.18; 14.9,10), redimir o homem e governar sobre o Reino de Deus (Sl 2.7-9; Is 9.6; Jo 1.29; Fl 2.9-11; Hb 7.25,26; I Pe 1.18,19).
Ensinamos que o ministério terreno efetuado por Jesus, foi executado sob a unção do Espírito Santo: “Pois o Espírito do Senhor é sobre mim, porque Ele tem me ungido para pregar o Evangelho aos pobres, Ele tem me enviado para curar os quebrantados de coração, para pregar libertação aos cativos, dar vista aos cegos e colocar em liberdade os que estão presos” (Lc 4.18). “Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem, e curando a todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com Ele” (Atos 10.38).
Ensinamos que o Senhor Jesus Cristo efetuou nossa redenção através do sangue derramado na sua morte sacrificial sobre a cruz; e que esta morte foi voluntária, vicária, propiciatória e redentiva (Jo 10.15; Rm 3.24,25; 5.8; I Pe 2.24). Ele viveu uma vida irrepreensível, totalmente sem pecado, a qual satisfez plenamente a justiça de Deus.Ensinamos que baseados na eficácia da morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, o pecador crente é livre da punição, da penalidade e do poder do pecado; sendo declarado justo, possuidor da vida eterna e adotado na família de Deus (Rm 3.25; 5.8,9; II Co 5.14,15; I Pe 2.24; 3.18) .Ensinamos que a nossa justificação foi garantida por sua literal ressurreição física da morte e que está agora assentado do lado direto do Pai, de onde intercede por nós como nosso Advogado e Sumo Sacerdote (Mt 28.6; lc 24.38-39; At 2.30,31; Rm 4.25; 8.34; I Tm 2.5; Hb 7.25; 9.24; I Jo 2.1) .
Ensinamos que a ressurreição de Jesus Cristo foi mais uma confirmação da sua Deidade e através dele Deus deu provas de que havia aceitado a obra expiatória de Jesus na cruz. Sendo que a ressurreição corporal de Jesus é também uma garantia da ressurreição futura de todos os crentes (Jo 5.26-29; 14.19; Rm 1.4; 4.25; 6.5-10; I Co 15.20,23).
Ensinamos que Jesus retornará para arrebatar a Igreja e que posteriormente implantará seu reino Milenar sobre a terra (At 1.9-11; I Ts 4.13-18; Ap 20).Ensinamos que o Senhor Jesus Cristo é Aquele pelo qual Deus julgará a humanidade (Jo 5.22,23).
Deus, Espírito Santo
Ensinamos que o Espírito Santo é uma pessoa Divina, eterna, infinita, possuindo todos os atributos de uma personalidade da Deidade, incluindo intelecto (I Co 2.10,13), emoção (Ez 4.30), vontade (I Co 12.11); eternidade (Hb 9.14); onipresença (Sl 139.7-10); onisciência (Is 40.13,14); onipotência (Rm 15.13); e verdade (Jo 16.13). Em todos os divinos atributos, Ele é Co-igual e Consubstancial com o Pai e o Filho (Mt 28.25,26; I Co 12.4-6; 2Co 13.14; Hb 10.15-17), que Ele é Deus (At 5.3,4).
Ensinamos que um trabalho singular do Espírito Santo começou no Pentecostes, quando Ele veio do Pai como uma promessa de Cristo (Jo 14.16,17; 15.26) para iniciar e completar a edificação do Corpo de Cristo (I Co 12.13). O campo de ação da Sua divina atividade inclui convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo; glorificar o Senhor Jesus Cristo e transformar os crentes à imagem do Filho de Deus (Jo 16.7-9; At 1.5; 2.4; Rm 8.29; II Co 3.18; Ef 2.22).
Ensinamos que o Espírito Santo é uma pessoa sobrenatural e soberana, na regeneração, batizando todos os crentes no corpo de Cristo (I Co 12.13). O Espírito Santo também é Aquele que santifica, instrui, dirige e os enche de poder para o serviço; e sela os crentes para o dia da redenção (Rm 8.9; II Co 3.6; Ef 1.13). Ensinamos que o Espírito Santo é o Instrutor Divino, que guiou, os apóstolos e profetas em toda a verdade quando eles estavam escrevendo a revelação de Deus, a Bíblia. Cada crente possuí em seu ser, a presença do Espírito Santo desde o momento da salvação, e que é obrigação de todo nascido de novo ser cheio do Espírito Santo (Jo 16.13; Rm 8.9; Ef 5.18; II Pe 1.21; I Jo 2.20,27). Como membros da igreja evangélica Assembléia de Deus, pioneira na prática pentecostal, ensinamos a atualidade e a necessidade, para o serviço, do batismo no Espírito Santo , operação dos dons espirituais, e a evidência do fruto do Espírito na vida do obreiro. Cremos ser línguas estranhas a evidência inicial de que a pessoa foi batizada no Espírito Santo.
Defendemos também o direito, baseadas na tradição histórica e pioneira da nossa denominação e também por entender que possuímos base bíblica, de continuar a chamar esta segunda experiência de batismo no Espírito Santo, em vez de “plenitude”, “enchimento”, “santificação” ou qualquer outra nomenclatura usada por grupos recentes pentecostais, por carismáticos, por neo-pentecostais ou por não pentecostais.Ensinamos também que a manifestação do Espírito Santo através das línguas, profecia, interpretação, dons de cura, palavra de sabedoria, discernimento de espíritos ou outros dons, são essenciais ao serviço ministerial.

O Homem
Ensinamos que o homem foi criado por Deus em sua imagem e semelhança. O homem foi criado livre do pecado, com uma natureza racional, intelectual, volitiva e moralmente responsável perante Deus. (Gn 2.7; 15.25; Tg 3.9).Ensinamos que a intenção de Deus na criação do homem foi que este pudesse glorificá-lo, mantendo comunhão com Ele e fazendo a Sua vontade (Is 43.7; Cl 1.16; Ap 4.11).
Ensinamos que no pecado de desobediência de Adão, o homem perdeu sua inocência, trazendo a penalidade da morte física e espiritual, tornando-se merecedor da ira de Deus. Assim a queda de Adão deixou o homem totalmente incapaz de escolher ou fazer o que é aceitável diante de Deus. Com a natureza pecaminosa e sem poder que o capacite a recuperar-se por si só, o homem ficou irremediavelmente perdido. A sua salvação é unicamente através do trabalho redentivo de Jesus Cristo (Gn 2.16,17; 3.1; Jo 3.36; Rm 3.23; 6.23; I Co 2.14; Ef 2.1-3; I Tm 2.13-14; I Jo 1.8).
Ensinamos que pelo fato de todos os homens procederem de Adão, todos herdaram a sua natureza corrompida, sendo Jesus a única exceção. Todos os homens são pecadores por natureza, escolha e ação individual ( Sl 14.1-3; Jr. 17.9; Rm 3.9-18,23; 5.10-12).
Salvação
Ensinamos que a salvação é totalmente pela graça de Deus, fundamentada na redenção de Jesus Cristo, no mérito do seu sangue derramado, e não por méritos pessoais ou obras (Jo 1.12; Ef 1.7; 2.8-10; I Pe 1.18,19). Ensinamos que a justificação (Rm 8.33) é um ato pelo qual Deus declara justos todos aqueles que através da fé em Jesus arrependeram-se dos seus pecados (Lc 13.3; At 2.38; 3.19; 11.18; Rm 2.4; II Co 7.10; Is 55.6,7) e confessam-no como Soberano Senhor (Rm 10.9,10; I Co 12.3; II Co 4.5; Fp 2.11). Esta justiça é separada de qualquer virtude ou obra humana (Rm 3.20; 4.6), e consiste em aceitar o sacrifício vicário de Jesus para a redenção dos nossos pecados (Cl 2.14; I Pe. 2.24) e imputar a justiça de Cristo a nós (I Co 1.30; II Co 5.21).
Ensinamos que a regeneração é um trabalho sobrenatural do Espírito Santo através do qual uma natureza e uma vida divina é dada (Jo 3.3-7; Tt 3.5). É instantânea e executada unicamente pelo poder do Espírito Santo através da instrumentalidade da Palavra de Deus (Jo 5.24), quando o pecador arrependido, responde em fé à divina provisão da salvação. A genuína regeneração é manifestada por frutos dignos de arrependimento ao se demonstrar atitudes e condutas condizentes com o testemunho cristão. É através da regeneração, ao receber uma nova natureza, que o homem se habilita a viver uma vida que vença ao pecado e agrade a Deus (Jo 3. 3-7; I Co 6.19-20; Ef 2.10; 5.17-21; Fp 2.12; Cl 3.16; II Pe 1.4-10).
Ensinamos de acordo com as Assembléias de Deus no Brasil, a doutrina da eleição condicional, a qual é baseada no exercício individual do livre arbítrio de cada homem. Entendemos ser a eleição um ato baseado na presciência de Deus, pelo qual Ele escolheu em Jesus Cristo para a salvação todos aqueles que de antemão sabia que O aceitariam, isto é, somos eleitos em Cristo, porque decidimos aceitá-lo (Ef 1.4; I Pe 1.1,2; II Tm 1.9).
Ensinamos ser a eleição baseada na presciência divina, sendo conseqüência de uma fé prevista por Deus. (Discordamos da eleição incondicional do Calvinismo, onde a fé é fruto e vidência da eleição – os indivíduos são eleitos para crer, e não porque hão de crer). De acordo com o nosso ensino, a eleição incondicional fere o senso de justiça de Deus e a responsabilidade do homem. Como falar em julgamento onde não houve exercício da liberdade? Além do mais vemos na Bíblia que Cristo morreu por todos os Homens, (I Tm 2.4,6; Hb 2.9; I Jo 2.2; II Pe 3.9), sendo a vontade divina que todos sejam salvos (Mt 11.28; Rm 10.13).  Estes convites seriam hipocrisia divina se a aceitação deles dependesse unicamente de uma assistência eficaz por parte de Deus. E o que fazer com exortações que inspiram a atividade missionária e a pregação do Evangelho a todas os perdidos? Retiraríamos da nossa Bíblia Mc 16.15,16?Assim sendo, na eleição condicional Deus e o homem cooperam mutuamente no processo de salvação (que o homem é ativo na conversão podemos ver pelas seguintes passagens: Is 55.7; Jr 18.11; Ez 18.23-32; 33.11; At 2.38; 3.19; 17.30).As seguintes referências sustentam a nossa posição da eleição condicional: Mt 7.24; Mt 25.34-40; I Sm 2.30; Jo 3.10; Mt 10.32; 11.28; Mc 8.38; 11.3,6; Lc 9.23; At 2.21; 10.43; 17.30; Rm 1.16; 10.13,14; I Tm 2.3,4; Ap 3.20; 22.17.
Ensinamos que cada crente, no mesmo instante em que aceita a Jesus é declarado posicionalmente santo. Esta santidade não poderá ser confundida com a santificação progressiva, mas é uma posição, não tendo nada a ver com a sua presente condição (At 20.32; I Co 1.2,30; 6.11; II Ts 2.13; Hb 2.11; 3.1; 10.10,14; 13.12; I Pe 1.2).
Ensinamos também que através da operação do Espírito Santo, há uma santificação progressiva, pela qual se procura igualar o padrão presente de comportamento ao do estado posicional de santidade. Através da obediência à Palavra de Deus e através do poder do Espírito Santo, o crente é capaz de viver uma vida de santificação progressiva, na qual vai crescendo mais e mais, até a estatura de varão perfeito (Ef 4.13; Jo 17.17,19; Rm 6.1-22; II Co 3.18; I Ts 9.3-4; 5.23).
Ensinamos que cada pessoa salva está envolvida em um conflito diário (a nova criação em Cristo guerreia contra a carne). Ressaltamos que a provisão para a vitória é conseguida através do domínio do Espírito Santo (Rm caps. 7 e 8). O conflito contudo, entre a carne e o espírito, estará sempre presente (a menos que o crente morra ou seja arrebatado). Não aceitamos, portanto, a Teologia da erradicação do pecado da natureza humana, após a pessoa haver aceitado a Jesus, por entender que a mesma não tem fundamento escriturístico. O que o Espírito Santo faz não é a erradicação do pecado mas é providenciar vitória sobre o poder do pecado (Gl 5.16-25; Ef 4.22-24; Fp 3.12; Cl 3.9,10; I Pe 1.14-16; I Jo 3.5-9).
A Igreja
Ensinamos que todo aquele que colocar sua fé em Jesus Cristo, fará parte imediatamente da unidade do seu Corpo Espiritual, a Igreja (I Co 12.12,13), a qual é também chamada sua noiva (II Co 11.2; Ef 5.23-32; Ap 19.7,8); e da qual Cristo é a cabeça (Ef 1.22; 4.15; Cl 1.18). Ensinamos que a Igreja, o Corpo de Cristo, começou formalmente no dia de Pentecostes (At 2.1-21, 38-47) e Ela estará de pé (Mt 16.18) até que Cristo venha, e haja o seu rapto (I Co 15.51,52; I Ts 4.13-18).
Ensinamos que a Igreja é um organismo espiritual designado por Cristo, formada por todos os nascidos de novo na presente época (Ef 2.11 – 3.6). Entendemos que o estabelecimento e a continuidade das Igrejas locais é ensinada no Novo Testamento (At 14.23,27; 20.17,28; Cl 1.2; Fp 1.1; I Ts 1.1; II Ts 1.1). Ensinamos que os líderes devem dirigir a Igreja como servos de Cristo (ITm 5.17-22). E como eles tem a autoridade divina na direção da Igreja, espera-se que a congregação se submeta à sua liderança (Hb 13.7,17).
Ensinamos como padrão o sistema eclesiástico hierárquico utilizado pela Assembléia de Deus no Brasil. Os vínculos organizacionais se articulam a partir do nível municipal (igreja local – sede e suas congregações), nível estadual (Convenção Estadual), nível nacional (C.G.A.D.B.), nível internacional. Concílio Geral das Assembléias de Deus.Ensinamos que a igreja visível de Cristo é uma congregação de crentes batizados nas águas, que se associam por um pacto na fé e comunhão do Evangelho; que observam as ordenanças de Cristo e são governados por suas leis; que usam os dons, direitos e privilégios a eles concedidos pela Palavra (Mt 18.17; I Co 1.1-13; At 5.11; 8.11; At 11.21; I Co 4.17; 14.23; III Jo; I Tm 3.5; At 2.41,42; II Co 8.5; At 2.17; I Co 5.12; Ef 4).
Ensinamos que as duas ordenanças básicas da Igreja são o Batismo nas Águas, que deve ser ministrado por imersão total (Mc 16.16; Mt 28.19; At 2.38; 4.31; 8.12,16; 9.18; 16.15,33; Rm 6.3; Gl 3.27) e a Santa Ceia, que foi instituída pelo Senhor Jesus (Mt 26.17-19; Lc 22.14-23; Jo 13.30; I Co 11.23-26; I Co 5.7). Ensinamos que o propósito fundamental da Igreja se identifica com o de Deus, o qual é: procurar e salvar o perdido. Deste modo entendemos a razão prioritária de ser da Igreja, é de servir como agência de Deus na evangelização do mundo (At 1.8; Mt 28.19,20; Mc 16.15,16), e ser um canal na edificação de vidas que estão sendo aperfeiçoadas à imagem de Cristo (Ef 4.11-16; I Co 12.28; 14.12). Ensinamos que a igreja Assembléia de Deus procura se assemelhar em tudo aos padrões apostólicos do Novo Testamento, enfatizando tanto uma vida cheia do fruto como dons do Espírito. Por isto, ressaltamos a importância na Igreja local, de um aprofundamento na Palavra, balanceando com a procura dos dons, encorajando a todos os crentes que sejam batizados no Espírito Santo e falem em outras línguas (Gl 5.16-26; I Co 12-14).
Os Anjos
Ensinamos que os anjos são seres criados, não devem portanto ser adorados. Foram criados para servir e adorar a Deus (Lc 2.9-14; Hb 1.6,7,14; 2.6,7; Ap 5.11-14; 19.10; 22.9).Ensinamos que Satanás também é um anjo criado e autor do pecado. Ele mereceu o julgamento de Deus por rebelar-se contra seu Criador (Is 14.12-17; Ez 28.11-19). Na ocasião da sua queda levou consigo muitos anjos (Mt 25.4; Ap 12.1-14) e foi responsável direto quando tentou Eva e o pecado foi introduzido na raça humana (Gn 3.1-15).
Ensinamos que Satanás e seus anjos são inimigos declarados de Deus e dos homens (Is 14.13,14; Mt 4. 1-11; Ap 12.9-10). Que ele é o Príncipe deste mundo, mas que tem sido derrotado através da morte e ressurreição de Jesus (Rm 16.20), e que será eternamente punido no lago de fogo (Is 14.12-17; Ez 28.11; Mt 25.41; Ap 20.10).
O Inferno
Ensinamos que o inferno é um lugar real e que é a habitação e a condição final dos pecadores. Assim como o céu é um lugar, tendo sua localização difinida, assim também é o inferno. Isso é visto pelo fato que é representado como possuidor de habitantes. Seus habitantes possuem alma e corpo (Lc 16,28; Ap 20.14; 21.8).O inferno é apresentado como lugar de tristeza e desespero (Lc 13.28; Mt 25.30)., lugar de infortúnio e tormento (Ap. 14.11; 20.10), lugar de trevas e degradação (Mt 25.30; Ap 22.11a) .Ensinamos que quem vai para o inferno: Satanás e seus anjos (Mt 25.41), o anticristo e o falto profeta (Ap 20.10), os ímpios e incrédulos (Ap 21.8). Neste lugar, o castigo tem um caráter eterno (Mt 25.46; Mc 3.29; II Tes 1.9).
Doutrinas Escatológicas
A Morte
Ensinamos que a morte é a separação entre a alma e o corpo (Fp 1.23), e nela não está envolvida a perda da consciência imaterial (Ap 6.9-11), pois a alma do redimido passa imediatamente à presença de Cristo (Lc 23.4; Fp 1.23; II Co 5.8). Esta separação continuará até o rapto da igreja (I Ts 4.13-17), onde se dará a primeira ressurreição e onde ocorrerá a reunificação da nossa alma e corpo, os quais serão glorificados para sempre (Fp 3.21; I Co 15.35-44,50-54). Até aquele momento da glorificação, as almas dos redimidos em Cristo estarão gozando da comunhão com Ele (II Co 5.8).
Ensinamos a ressurreição corporal de todos os homens; os salvos para a vida eterna (Jo 6.39; Rm 8.10-11, 19-23; II Co 4.14); e os não-salvos para o julgamento e punição eterna (Dn 12.2; Jo 5.29; At 20.13-15).
Ensinamos que as almas dos não salvos, são guardadas sob punição até a segunda ressurreição (Lc 16.19-26; Ap 20.13-15), quando a alma e o corpo ressurretos serão unidos (Jo 5.28,29). Eles comparecerão então para julgamento diante do grande Trono Branco (Ap 20.11-15), e serão lançados ao inferno, no Lago de Fogo (Mt 25.41-46), e cortados da vida e da presença de Deus para sempre (Dn 12.2; Mt 25.41-46; II Ts 1.7-9).
O Rápto da Igreja
Ensinamos o retorno pessoal e corporal do Senhor Jesus Cristo antes dos sete anos da tribulação (I Ts 4.16; Tt 2.13), para transladar Sua Igreja da Terra (Jo 14.1-3; I Co 15.51-53; I Ts 4.15; 5.11), é entre esse evento de Seu retorno glorioso com os Santos, no fim do período da tribulação, que haverá o galardoamento dos crentes de acordo com suas obras, no evento que chamamos de “Bodas do Cordeiro” (I Co 3.11-15; II Co 5.10).
A TRIBULAÇÃO – Ensinamos que imediatamente após a remoção da Igreja da Terra (Jo 14.1-3; I Ts 4.13-18), iniciará um período de julgamento divino sobre o mundo descrente (Jr 30.7; Dn 9.23;12.1; II Ts 2.7-12; Ap 16). Este julgamento findará com o retorno de Cristo em glória (Mt 24.27-31; 25.31-46).
A Segunda Vinda e o Milênio
Ensinamos que, após o período da Tribulação, Cristo retornará à Terra e ocupará o trono de Davi (Mt 25.31; Lc 1.31-33; At 1.10-11; 2.29-30) e estabelecerá Seu Reino Messiânico por mil anos (Ap 20.1-7). Durante esse tempo, os Santos ressurretos reinarão com Ele sobre as nações (Ez 37.21-28; Dn 7.17-22; Ap 19.11,16). Este Reino será precedido pela vitória do Cordeiro sobre o Anticristo e o Falso Profeta, e pela remoção de Satanás do mundo (Dn 7.17-27; Ap 20.1-7). Enfatizamos que o Reino Milenar do Senhor será caracterizado por harmonia, justiça, paz, retidão e longa vida (Is 11; 65.17-25; Ez 36. 33-38). Este reino findará com a libertação de Satanás (Ap 20.7)
O Julgamento dos Perdidos
Ensinamos que após o Milênio, Satanás será solto (Ap 20.7), e enganará as nações da terra e as arregimentará à guerrearem contra os santos e a cidade amada. Neste ponto, Satanás e seu exército serão destruídos por fogo vindo do céu (Ap 20.9). A seguir Satanás será lançado no lago de fogo e enxofre (Mt 25.41; Ap 20.10). E então Cristo, que é o juiz de todos os homens (Jo 5.22), julgará no Grande Trono Branco, os grandes e pequenos que ressuscitarão para serem julgados.Esclarecemos que esta é a ressurreição para julgamento dos que morreram sem salvação (Rm 14.10-13). Todos os ressurretos aqui serão julgados e condenados a uma punição consciente e eterna no lago de fogo (Mt 25.41; Ap 20.11-15).
A Eternidade
Ensinamos que, após o julgamento dos não salvos (Ap 20.7-15), os elementos desta terra serão destruídos (II Pe 3.10) e aparecerá um novo céu e uma nova terra onde habita a justiça (Ef 5.5; Ap 20.15, 21,22). A seguir, a Nova Jerusalém descerá dos céus (Ap 21.2) e será o local de habitação dos santos, onde gozarão a eterna comunhão com Deus (Jo 17.3; Ap 21.22).