terça-feira, 27 de maio de 2014

A DIFERENÇA ENTRE EVANGELHO E EVANGELICALISMO !

COM A PALAVRA, A PALAVRA...!

"Porquanto, tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito..." Rm. 15:14

A DIFERENÇA ENTRE EVANGELHO E EVANGELICALISMO

I Co. 15: 1 a 8 - "Ora, eu vos lembro, irmãos, o evangelho que já vos anunciei; o qual também recebestes, e no qual perseverais, pelo qual também sois salvos, se é que o conservais tal como vo-lo anunciei; se não é que crestes em vão. Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras; que apareceu a Cefas, e depois aos doze; depois apareceu a mais de quinhentos irmãos duma vez, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormiram; depois apareceu a Tiago, então a todos os apóstolos; e por derradeiro de todos apareceu também a mim, como a um abortivo."
Gl. 1: 6 a 12 - "Estou admirado de que tão depressa estejais desertando daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho, o qual não é outro; senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema. Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. Pois busco eu agora o favor dos homens, ou o favor de Deus? ou procuro agradar aos homens? se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo. Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens; porque não o recebi de homem algum, nem me foi ensinado; mas o recebi por revelação de Jesus Cristo."
Ao pé da letra, evangelho significa "boa mensagem", "boa notícia" ou "boas-novas", visto que tal vocábulo é derivado da palavra grega 'εvαγγέλιον', 'euangelion' ('eu' = bom, e 'angelion' = mensagem ou mensageiro). No primeiro texto, o apóstolo Paulo demonstra, na essência, o que é o evangelho puro. O verdadeiro evangelho é anunciado, recebido e perseverado pelos que o ouvem e o recebem para a salvação. Há muitos que ouvem e recebem a pregação do evangelho, mas não para a salvação. No evangelho puro, não se admitem mutações, adaptações, ilações, injunções, conjecturas, sofismas ou reinvenções do que já foi anunciado. Requer que seja recebido por fé e não por circunstâncias.
Ao que anuncia o verdadeiro evangelho é exigido,  que, também, o tenha recebido sem adulterações. Nada no evangelho escriturístico é produzido pela vontade humana, pela teologia humana, pela religião humana. O evangelho produzido pela ação sinérgica do homem, para nada aproveita, senão para produzir religiões baratas, enganadores e enganados.
O genuíno evangelho é fruto da morte substitutiva e inclusiva de Cristo, segundo as Escrituras. Isto implica em que não é segundo as concepções humanas, mas segundo a Palavra de Deus. Por esta razão é que o verdadeiro evangelho só poderá ser recebido, jamais produzido pela sabedoria humana que é terrena, almática e diabólica conforme Tg. 3:15 - "Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica." Por mais bem intencionada que seja a mente humana, estará originalmente contaminada pela natureza pecaminosa inoculada no homem desde as suas origens ancestrais. O evangelho de Cristo é registrado em palavras escritas por mão humanas, mas transmitido e recebido por fé, porque a fé vem pelo ouvir, e o ouvir da Palavra de Deus. O homem natural não possui inclinação alguma para o evangelho verdadeiro. Possui, outrossim, forte inclinação para a religião exterior, sacrificial, mística e ritualística. Neste ponto é que muitos confundem o verdadeiro evangelho com o falso evangelho. Confundem verdade com religião! Por isto, confundem-se e são confundidos!
As boas novas se inserem na esfera espiritual decidida por Deus antes dos tempos eternos conforme II Tm. 1: 9 e 10 - "... que nos salvou, e chamou com uma santa vocação, não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e a graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos, e que agora se manifestou pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual destruiu a morte, e trouxe à luz a vida e a imortalidade pelo evangelho..." Os verbos "salvou" e "chamou" estão no pretérito, portanto, a salvação não depende de quaisquer obras ou ações do homem. Pelo fato de tudo ter sido decidido na eternidade pretérita, é que o evangelho se constitui em "boas-novas". Foi uma decisão bondosa e soberana de Deus concretizada no tempo e na história pela graça mediante a fé, e, ambas procedem d'Ele.  A  novidade do evangelho consiste na verdade plena que, Cristo destruiu a morte espiritual do homem  em sua morte de cruz,  assim também, concedeu a sua vida eterna na ressurreição do regenerado juntamente com Ele.  Paulo mostra que o evangelho é conforme a tudo o que está nas Escrituras e que foi  testemunhado por diversas pessoas. Por Escrituras entendem-se o velho e o novo testamentos, pois um é a concretização do outro.
O denominado evangelicalismo, provém de 'evangélico', e, historicamente se constitui em um movimento teológico e missionarista à margem do protestantismo histórico. Não está subordinado ou limitado à doutrina reformada. Tal movimento defende a necessidade de o indivíduo passar por uma experiência de conversão, a que chamam comumente de "aceitar Jesus" e afirma ser a Bíblia a sua única base de fé e prática. Há ainda, nas últimas décadas, o aparecimento do cognominado neo-evangelicalismo. Este abriu-se para o liberalismo teológico e tenta suprimir os aspectos sobrenaturais da Bíblia. Confunde-se com o neo-pentecostalismo carismático se afastando cada vez mais do evangelho segundo as Escrituras.
Sabe-se que a conversão é um ato monergístico e não o resultado de uma aceitação voluntária do homem decaído. É Deus quem dá início a todo o processo da conversão e não o  homem. O pecador não possui "livre arbítrio", pois todo o que comete pecado é escravo do pecado e o escravo não é livre. A conversão humana apenas muda o religioso de uma religião para outra, mas não lhe assegura a experiência de nascimento do alto ou de regeneração. Por esta razão há tanta movimentação e ativismo entre seitas e religiões.
O evangelicalismo por vezes se confunde com o fundamentalismo, mas também, por vezes se distancia dele, admitindo a leitura não literal da Bíblia. O evangelicalismo não se preocupa com a crítica textual ou ecdótica (do grego ékdotos = "edito") que visa aproximar o texto bíblico, tanto quanto possível da sua forma original, isto é, da forma registrada pelo autor. A ecdótica trata, portanto, de restituir, por meio de minuciosas regras de hermenêutica e exegese, a forma mais próxima do que seria a redação inicial de um texto, a fim de estabelecer a sua edição definitiva.
O evangelicalismo pragmático dos dias atuais vislumbra um "evangelho" de resultados e não a manutenção da pureza das Escrituras como ensina o apóstolo Paulo. Disputa número de "fiéis", promove grande ênfase aos milagres, defende a  acumulação de bens e o recebimento de bênçãos como manifestação visível da fé. Nada destas coisas é ensinado nas Escrituras como sendo o evangelho verdadeiro. Uma das características do evangelicalismo é tomar os efeitos pela causa e a causa pelos efeitos.
Para atingir os seus objetivos, o evangelicalismo atual apela para qualquer aspecto que exerça influência sobre as massas desorientadas e perdidas em seus dramas. Busca, entre outras coisas, a justiça social ensinando o progresso material como sinal de aprovação divina, prega a massificação do que chama de evangelho, pretende produzir arrependimento exterior no pecador, simula uma certa valorização da Bíblia, porém, apenas como um amuleto místico,  visa encher as igrejas e arrecadar muito dinheiro. Rejeita a aproximação ao protestantismo histórico e reformado, nega a chamada baixa crítica e o ecumenismo. Torna-se, assim, uma espécie de "síndrome de Lúcifer", a saber, magnifica o desejo de ser "deus" nos homens decaídos. Exalta as experiências sensoriais e almáticas como sinal de poder espiritual. Neste sentido os torna mil vezes mais perdidos, pois não lhes mostra o verdadeiro evangelho.
Sola Gratia!

TRÊS RAZÕES QUE PROVAM QUE A BÍBLIA É A PALAVRA DE DEUS :

 TRÊS RAZÕES QUE PROVAM QUE A BÍBLIA É A PALAVRA DE DEUS - 
Muitas pessoas colocam em dúvida ser a Bíblia a Palavra de Deus. Alistamos três evidências de que ela é a inerrante, infalível e suficiente Palavra de Deus:
1) UNIDADE NA DIVERSIDADE - A Bíblia foi escrita em 1.600 anos. Foram mais de quarenta escritores de lugares diferentes, de culturas diferentes e nunca houve contradição entre seus autores.
2) CUMPRIMENTO DAS PROFECIAS - São mais de 3 mil profecias que se cumpriram literalmente. Se isso fosse coincidência, teríamos uma probabilidade de dez elevada a décima oitava potência.
3) AUTORIDADE ESPIRITUAL - A Bíblia tem sido o instrumento de transformação de pessoas, famílias, culturas e sociedades ao longo dos milênios. O livro mais publicado em toda a história da humanidade.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

O Exemplo de Whitefield para os Cristãos Hoje :

Para o mundo de língua inglesa, o século XVIII foi um período monumental de despertamento espiritual. Martyn Lloyd-Jones chamou este tempo de “a maior manifestação do poder do Espírito Santo desde os dias apostólicos”.2 Essa era provou ser tempo sem precedentes de esforços evangelísticos e renovação espiritual. Seus efeitos se estenderam por dois continentes e foram especialmente dramáticos, dada a letargia espiritual que permeava a igreja e a cultura da época. Este tempo provou ser nada menos que uma “segunda reforma”.
Desde o século XVII a pregação do evangelho havia se esfriado em toda a  Europa, mas especialmente na Inglaterra. A igreja estatal já estava em declínio espiritual. O presbiterianismo havia se enfraquecido, e os batistas gerais começavam uma escorregadia descida do arminianismo para o unitarianismo.
Diversos fatores causaram tais dias de sequidão. Muitas igrejas não exigiam mais uma membresia regenerada e eram descuidados quanto a quem admitiam à Mesa do Senhor. O puritanismo sofreu um golpe devastador quando o parlamento aprovou o Ato de Uniformidade em 1662, que dividiu permanentemente a Igreja da Inglaterra de todas as demais igrejas protestantes, dali em diante conhecidas como “Dissidentes”.3 Debaixo de Carlos II, este decreto determinou uma forma mais católica de orações públicas, o sacerdócio, os sacramentos, e outros ritos na Igreja da Inglaterra. Pastores puritanos foram obrigados a abandonar as suas ordenações originais e serem reordenados sob essa nova forma da igreja do estado.
A crise que se fomentava chegou ao ápice em 24 de agosto de 1662, no dia de São Bartolomeu, quando dois mil ministros puritanos foram enxotados de suas igrejas. Em um só dia, a maior geração de pregadores do evangelho foi despedida do púlpito e proibida de pregar. Esses pastores puritanos sofreram restrições ainda maiores com a aprovação do Ato De Conventicle, em 1664. Foram banidos da pregação em campos ou condução de cultos particulares de adoração nos lares dos párocos. Restrições ainda maiores vieram com o Ato das Cinco Milhas, em 1665, que proibia os pastores expulsos de chegar mais perto que cinco milhas das suas antigas igrejas, bem com de qualquer cidade ou vilarejo em que tivessem pastoreado anteriormente.
Essa perseguição foi retirada em 1689 pelo Ato de Tolerância, sob Guilherme e Maria [William e Mary], mas até chegar esse tempo a maioria dos principais pastores puritanos já havia morrido. Proibidos de serem enterrados em cemitérios adjacentes às igrejas inglesas, muitos pastores puritanos foram sepultados em um cemitério separado, não conformista, em Bunhill Fields, fora de Londres. Incluídos nesse cemitério desprezado estavam pessoas de renome como John Bunyan, John Owen, Isaac Watts e Thomas Goodwin. Considerados párias indignos, estes homens de Deus eram sepultados fora dos limites da cidade. A influência puritana havia declinado fortemente.
Ao mesmo tempo, muitos púlpitos anglicanos altamente estimados ensinavam uma corrupção moralista e legalista da justificação pela fé. Tal declínio doutrinário deixava a igreja inglesa com pouco apetite pela pregação da Palavra. Havia desvanecido qualquer interesse pelos perdidos. Como os Apóstolos no Jardim de Getsêmane, os pastores ingleses tinham  deixado de vigiar e eram acalantados em profundo sono. As convicções bíblicas foram substituídas pelas filosofias seculares prevalecentes. Havia verdadeira fome na terra por ouvir a Palavra de Deus.
Foi nesse vazio espiritual que Deus levantou o evangelista inglês George Whitefield. Como um raio vindo de um céu sem nuvens, Whitefield subiu ao palco mundial como o mais prolixo arauto do evangelho desde os dias do Novo Testamento. Deus deu poder a Whitefield para se tornar como uma lâmpada de chamas fortes, colocada sobre uma montanha, no meio do negro império de Satanás.
Esta figura poderosa, de incomum fervor evangélico, encabeçou um ressurgimento cristão sem precedentes. Sua retumbante voz foi catalisadora de despertamento espiritual, à medida que sua pregação tomou conta das Ilhas Britânicas como tempestade, dando choques elétricos às colônias americanas. Através de seu zelo evangelístico, Whitefield atiçou as chamas do avivamento até que se espalhassem no coração de incontáveis homens e mulheres. Pode-se afirmar que mediante a sua pregação, as Ilhas Britânicas foram salvas do que seria equivalente à Revolução Francesa. E do outro lado do Atlântico, uma nação nasceria com o despertar de sua proclamação do evangelho.
Dados os muitos males que contaminam a igreja de hoje, a presente geração necessita uma forte dose de George Whitefield. Ao olharmos o cristianismo dos dias atuais, existe muito pelo qual ser grato, especialmente à luz do ressurgimento reformado dos anos recentes. Contudo, tem se tornado uma tendência para muitos deste movimento se afastar em uma clausura calvinista, tendo pouco impacto sobre o mundo a seu redor. Whitefield, mediante seu intenso envolvimento com o mundo e sua fervorosa proclamação do evangelho, tem muito a nos ensinar sobre aquilo que tem de ser desesperadamente recobrado.
Temos muitos apologetas pobres, dando palestras inócuas em nossos púlpitos hoje em dia. A necessidade da hora é de calorosos proclamadores de Deus e de sua graça salvadora – não apenas explanadores filosóficos. É muito fácil nos emaranharmos nas teias das pressões sociais e políticas que deslocam nosso dever principal de pregar a Cristo. Na presente hora, é necessário recuperar a profunda crença de Whitefield na soberana graça de Deus, junto com um desejo zeloso de chamar os perdidos ao arrependimento e fé em Cristo. Whitefield via como maior necessidade do ser humano o estar bem diante de Deus. Whitefield cumpria o chamado de Deus, de conclamar com paixão a um mundo perdido que perecia, para que cressem no evangelho. Nós também precisamos fazer o mesmo.

terça-feira, 1 de abril de 2014

RESUMO DA LIÇÃO 01 - Profetas Menores - Oséias - Joel - Amós.

Profetas Menores - Oséias - 
Seu ministério começa ser descrito por uma das cenas mais comoventes do AT. Seu casamento com a prostituta Gômer. Analisando o caráter profético de Oséias, identificamos ser ele um santo homem de Deus. Com certeza vivia acima dos padrões daquela sociedade corrupta. Provavelmente possuía alta reputação. Só que, quando pela primeira vez Deus falou com Oséias, a mensagem não poderia ter sido mais impactante (Os 1.2):
"Vai,toma uma mulher de prostituições e terás filhos de prostituições, porque a terra se prostituiu, desviando-se doSenhor" 
. Este termo “mulher de prostituições” em seu original remonta um tempo futuro, e não presente ou passado, isso nos mostra que com quase absoluta certeza Gômer não era prostituta quando Oséias se casou com ela. Uma melhor tradução seria “mulher com tendência a prostituir-se”. Outro fator que fortalece esta interpretação é que é fornecida a filiação de Gômer, e somente era citado a filiação na Bíblia quando a pessoa possuía algum destaque na sociedade, e nunca para uma prostituta. Que terrível e assombrosa maneira de se iniciar um ministério profético. Vale a pena reforçarmos que a prostituição da terra abrange as duas áreas: (1) A prostituição era religiosa, com o povo de Israel traindo ao Deus Jeová para adorar e servir aos baalins e, (2) a prostituição também era física, mas alguns dos ritos religiosos do baalismo incluía fornicação religiosa, procurando com isso fazer com que os baalins dessem fertilidade a terra. Não é de se admirar que tal prática religiosa chamasse tanto a atenção do povo, pois a imoralidade fazia parte dela sob o aspecto e a forma de religião.
Oséias teve três filhos com aquela mulher, e cada um teve o nome escolhido por Deus onde possuía um significado:
- Sobre essa cultura, Deus ordenou que Oséias chamasse seu filho pelo nome de
Jezreel. Esse nome possuía um significado claro: Deus trazia a mensagem para aquele povo que chegaria ao fim a dinastia de Jeú (Os 1.4). 
- E tornou a conhecer a sua mulher Gômer e ela concebeu a uma filha, que recebeu o nome de Ló Ruama. Deus não mais de compadeceria de Israel para lhe perdoar (Os 1.6) mas da casa de Judá Deus se compadeceria (Os1.7).
Oséias então tornou a conhecer sua mulher após ter desmamado sua filha, e ela concebeu a um menino a quem deu o nome de Ló Ami. Este filho trazia a mensagem a Israel de que, por ter adulterado com outros deuses, havia quebrado a aliança feita com seu Deus e não seria mais considerado como povo. 
Esse casamento de Oséias e Gomer tem um imenso significado para nós. Podemos afirmar com clareza que é possível identificar nesta união um tipo de Cristo e da Igreja. Oséias, profeta, representa o Cristo que deixou a sua glória para buscar e salvar o que se havia perdido. Gomer, figura o crente, outrora pessoa de prostituições mas que aceitou o amor no esposo e a renúncia da velha da vida, mas por fraqueza agiu com infidelidade, dando vazão ao juízo do noivo. Aleluias. Já neste quadro inicial da profecia de Oséias, vemos que Deus manifestou-se como um Deus de juízos, mas entenderemos ao longo de seu ministério que por diversas vezes Deus se revelou como um Deus de infinito amor, que a todo tempo esforçou-se para que o povo se arrependesse e fosse restaurado. Aleluias! Mas Deus termina esta primeira fase do ministério de Oséias com uma promessa maravilhosa: “Todavia, os números dos filhos de Israel serão como a areia do mar, que não se pode medir e nem contar, e no lugar onde se dizia ‘vós não sois meu povo’ se dirá ‘vós sois filhos do Deus vivo’. Israel e Judá se congregariam novamente e teriam sob si uma única cabeça. Esta afirmação do versículo 10 nos traz diversas considerações: (1) Afirmar que o número dos filhos de Israel seria como a areia do mar, faz lembrar a promessa e a aliança de Deus com Abraão, e (2) vemos que essa promessa teria cumprimento por causa de um novo tipo de relacionamento que Deus instauraria com os habitantes, eles não seriam mais apenas “povo”, mas "filhos" do Deus vivo. Aleluias…

JOEL - Uma praga de gafanhotos havia devastado a terra de Judá. Enquanto Joel, filho de Petuel, meditava nesta calamidade, veio-lhe a palavra do Senhor. Transformou-se em um grande profeta que proclamava a seu povo as divinas implicações desta catástrofe. O livro, que traz o seu nome, registra o sermão de Joel nesta ocasião.

O profeta descreve a praga comparando-a a um exército humano que, em seu avanço, deixa atrás de si terra assolada (1:4-12; 2:2-10). Joel sabe que no ataque desta praga Deus estava operando. Sim, é o exército do Senhor (2:11), e o dia da invasão é o dia do Senhor - o dia do juízo de Deus contra um povo pecaminoso (1:15; 2:1, 11). O profeta insta com o povo a que se converta, e ao mesmo tempo expressa a esperança de que Deus se arrependa e se abstenha de castigar (1:14; 2:12-17).
Não há dúvida de que o ministério de Joel teve maior êxito do que o de muitos dos outros profetas, visto como o perdão de Deus (2:18-27) indica que o povo se arrependeu de coração. "E aquele que é do norte (isto é, os gafanhotos) farei partir para longe de vós... E restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto" (2:20, 25) são promessas que o profeta faz em nome de Deus.
Contudo, o sermão de Joel ainda não havia terminado. Havia pela frente juízos ainda mais terríveis para o mundo que não reconhecia a sabedoria de Deus nem tampouco aceitava os padrões comuns de ética das nações pagãs (3:2-8). Deus, misericordiosamente, enviará seu Espírito sobre toda a carne (2:28, 29), porém as nações gentias serão julgadas e castigadas (3:1, 2, 9-16). O povo de Deus será libertado desta ira (2:32). Então Judá e Jerusalém gozarão de maravilhosa prosperidade e serão abençoadas eternamente com a presença divina (3:18-21).
Mediante estas palavras, Joel expressa a esperança humana e a promessa divina de que Deus é soberano neste mundo, e fará que sua vontade se cumpra na terra como no céu. Os reinos deste mundo "vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre" (Apocalipse 11:15).
AUTOR
A respeito de Joel, filho de Petuel, nada se sabe em definitivo. Joel significava o Senhor é Deus, e era nome comum, de origem hebraica, no tempo do Antigo Testamento. As numerosas referências que Joel faz acerca de Jerusalém (1:14; 2:1, 15, 32; 3:1, 6, 16, 17, 20, 21) parecem indicar que ele residia nessa cidade.
Não podemos determinar a data da praga dos gafanhotos, a qual constitui o pano de fundo histórico deste livro. Há divergências quanto à data em que foi escrito, embora possamos afirmar que o livro não depende em nada da sua data; sua mensagem se aplica ao homem de nossos dias.

AMÓS - A grande proclamação feita no início de sua profecia (1:2) fixa o tom da mensagem de Amós. A voz de Deus, como a de um leão que ruge, será ouvida desde Sião no dia do juízo. Sob o respeitável manto da prosperidade material, Amós põe a descoberto a massa putrefata do formalismo religioso e a corrupção espiritual (5:12, 21). Aponta a total indiferença para com os direitos humanos e para com a pessoa humana (2:6), e assinala a deterioração da moral e da justiça social (2:7, 8). O profeta tinha um remédio para o mal que ameaçava a vida da nação. O homem devia buscar a Deus, devia arrepender-se e estabelecer a justiça a fim de poder viver (5:14, 15). Todavia, para ressaltar o aspecto irremediável da situação, o profeta Amós adverte que os responsáveis pelo mal que açoitava a terra não se "afligiam" pelo desastre que se avizinhava (6:6). Em conseqüência, outra coisa não esperava a Israel senão a destruição (9:1-8). O dia do Senhor não será uma vindicação de Israel, segundo acreditavam algumas pessoas daquele tempo, mas uma confirmação das exigências do caráter moral de Deus contra os que o haviam rejeitado. Somente quando esta verdade fosse reconhecida é que se estabeleceria o esplendor do reino davídico. Porém esse dia era inevitável (9:11-15). A mensagem de Amós é, em grande parte, um "clamor de justiça".

AUTOR -  Natural de Técoa, local situado a vinte quilômetros ao sul de Jerusalém, Amós era pastor e também cultivava sicômeros (figos silvestres) 1:1; 7:14, 15). Enquanto cuidava do gado, recebeu o chamado de Deus para exercer o ministério profético. Profetizou no reino do norte durante breve período na segunda metade do reinado de Jeroboão II (785-744 a.C.), rei de Israel, e durante o reinado de Uzias (780-740 a.C.), rei de Judá (1:1).

quarta-feira, 26 de março de 2014

IBADEP - TEOLOGIA BÁSICA : PROFETAS MENORES - RESUMO DA LIÇÃO 04 - PARTE 01 - HABACUQUE ; SOFONIAS ; AGEU .

- RESUMO DA LIÇÃO 04  - HABACUQUE ; SOFONIAS ; AGEU .

HABACUQUE - É um livro contendo apena três capítulos e 56 versículos. Segundo alguns escritores, ele teria pertencido a tribo de Levi. Do cap. 3 e vers. 1 ao 19, podemos deduzir que ele era músico. Ele profetizou inicialmente no reinado de Josias, que reinou entre 640 e 609 aC. Habacuque profetizou em Jerusalém, e Jeremias foi seu contemporâneo. Nesta época o Reino de Judá vivia um momento de profunda decadência moral , espiritual e material. O poder mundial mundial estava mudando de mãos - passava da Assíria para a Babilônia. Podemos dividir o Livro da seguinte maneira : 1º CAPÍTULO PRIMEIRO - Narra a invasão dos caldeus ; 2º CAPÍTULO SEGUNDO - Prediz o juízo contra os invasores ; 3º CAPITULO TERCEIRO - A oração de Habacuque.
Habacuque tem como tema "mas o justo pela sua fé viverá" (Hb 2:4) . No cap. 1 vers. 4 vemos a queixa do profeta sobre a situação reinante, do vers. 5 ao 11 a resposta de Deus - o juízo está próximo. No capítulo 2 do vers. 1 ao 20 prediz o juízo divino contra os invasores, Deus fala com Habacuque através de uma visão (v. 2-4) . Vemos ainda, as razões pelas quais o Império da Babilônia, ou o Reino dos Caldeus, sofreria o juízo de Deus. 1º ACUMULAR BENS DE OUTROS (2:6-8) ; 2º CONFIAR NAS FORTALEZAS HUMANAS (2:9-11) ; 3º EDIFICAR A CIDADE COM SANGUE E INIQUIDADE (2:12-14) ; 4º ENVOLVER OUTROS NO PECADO (2:15-17) ; 5º Praticar idolatria (2:18-20). No capítulo terceiro - a oração de Habacuque : "Ouvi, Senhor, a tua palavra, e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia".(Hb 3:2). No primeiro capítulo de seu livro, o profeta é um homem oprimido pelas circunstâncias existentes no seu tempo. Ele não consegue pensar em nada além da iniquidade e da violência que ele vê entre o seu povo. Imagina que Deus abandonou seu povo e que tudo está acontecendo sem o controle de Deus. Conseguia ver somente iniquidade, vexação, destruição, violência, contenda, litígios, corrupção, etc. Agora, no capítulo 3, tudo mudou ! O profeta não é mais controlado por seus sentimentos, nem vive ansioso por causa das circunstâncias que o cercam, pois sua visão, foi elevada. As questões temporais não mais ocupam seus pensamentos visto que estes estão colocados nas coisas do alto, foi exatamente, o que mais tarde Paulo diria : "Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra;" (Colossenses 3:1-2). ALELUIA !
Habacuque, agora, pode dizer : "e me fará andar sobre as minhas alturas".
(Hb 3:19). Agora, ele sabe que os caldeus virão, mais sabe, também, que os justos não precisam se preocupar, pois, serão preservados no dia da angústia. Habacuque sabe que a terra será assolada, as plantações arrasadas, o gado, as ovelhas tomadas pelo inimigo. Espera-se dias difíceis, muito difíceis ! POBREZA, MISÉRIA, FOME, DESESPERO ! Porém, Habacuque tem um Deus e sabe que esse Deus está com ele, então, pode dizer : "Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação" (Habacuque 3:17-18) .

SOFONIAS - O nome Sofonias significa "O Senhor escondeu". Temos que, Sofonias é o único profeta menor descendente de família nobre. Pela sua genealogia vê-se que ele era trineto do rei Ezequias. Foi profeta do Reino do Sul, ou Reino de Judá, profetizou no reinado de Josias, rei de Judá entre os anos 640 e 609 aC. Foram profetas contemporâneos Jeremias e Naum. Acredita-se ter escrito seu livro por volta do ano 620 aC. O livro de Sofonias possui 3 capítulos e 53 versículos. Seu livro relata um lado doloroso e triste da primeira parte do Dia do Senhor, ou seja, a "GRANDE TRIBULAÇÃO" , e um lado alegre e bom da  segunda parte daquele mesmo "dia" , ou seja, o "MILÊNIO". Podemos dividir o livro de Sofonias da seguinte maneira : 1º CAPITULO PRIMEIRO - O DIA DO JULGAMENTO DE JUDÁ ;  2º CAPITULO SEGUNDO - O DIA DO SENHOR ;  3º CAPITULO TERCEIRO - O DIA DO JULGAMENTO CONTRA JERUSALÉM.
Capitulo Primeiro - Vemos ameaças contra Judá e Jerusalém em consequência de suas injustiças, hipocrisia e idolatria (v.4) .  No versículo 7 vemos : "Cala-te diante do Senhor, porque o Dia do Senhor está perto..."  , sabemos que o Dia do Senhor está extensivo à toda terra, porém, seu foco principal estará centrado em Israel. Assim, tudo o que houve no passado era apenas uma sombra daquilo que ainda viria. Não escaparam os homens maus e violentos "Castigarei naquele dia todo aquele que salta sobre o limiar, que enche de violência e engano a casa dos seus senhores" (v.9) ; e não escaparam os que eram indiferentes às coisas de Deus "E há de ser que, naquele tempo, esquadrinharei a Jerusalém com lanternas, e castigarei os homens que se espessam como a borra do vinho, que dizem no seu coração: O Senhor não faz o bem nem faz o mal" (v.12). Aconteceu no passado !  Acontecerá no futuro, em proporções quase que infinitamente maiores !  Será o "GRANDE E TERRÍVEL DIA DO SENHOR" .
Capitulo Segundo - Vemos um chamado de arrependimento (v. 1-3) . No versículo três vemos um chamado para buscar ao Senhor "
Buscai ao Senhor, vós todos os mansos da terra, que tendes posto por obra o seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; pode ser que sejais escondidos no dia da ira do Senhor".
O conteúdo central deste capítulo segundo é o castigo divino sobre diversas nações inimigas do povo de Deus. Antes, porém, Deus abre a possibilidade delas se arrependerem. O desejo de Deus é sempre o de perdoar, e não punir. Vemos o julgamento de Deus contra as nações circunvizinhas nos versículos 4 até o 15.
Capitulo terceiro - Do versículo 1 ao 7 vemos o dia do julgamento contra Jerusalém. Do versículo 8 ao 20 temos um remanescente fiel. Este "remanescente fiel" Deus nunca, em toda a história da humanidade, deixou de ter sobre a terra. Quando o profeta Elias imaginou que ele era o único israelita fiel, na terra, o Senhor Deus mostrou-lhe o engano de seu pensamento : "
Também deixei ficar em Israel sete mil: todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda a boca que não o beijou" (I Rs 19:18). Vemos o mesmo acontecer em Jerusalém (v. 16-20).
 O livro de Sofonias é extremamente sombrio em sua linguagem, e está repleto de ameaças e denúncias. Mas o sol como que irrompe através das nuvens no último capítulo, e o profeta prediz a vinda de um dia de gozo, quando os judeus se converterão em um louvor entre todas as nações da terra  "
Eis que naquele tempo procederei contra todos os que te afligem, e salvarei a que coxeia, e recolherei a que foi expulsa; e deles farei um louvor e um nome em toda a terra em que foram envergonhados. Naquele tempo vos farei voltar, naquele tempo vos recolherei; certamente farei de vós um nome e um louvor entre todos os povos da terra, quando fizer voltar os vossos cativos diante dos vossos olhos, diz o Senhor" (Sofonias 3:19-20).

AGEU - Ageu é um dos três profetas  literários conhecidos como profetas do Pós-Cativeiro. Outros dois são Zacarias e Malaquias. O cativeiro, conforme se sabe, foi de 606 a 536 aC.  Zorobabel foi o líder civil que comandou o regresso da primeira turma de cativos à Jerusalém, no ano 536 aC. Ageu foi a primeira voz a fazer-se ouvir após o exílio, pois, começou a profetizar dois meses antes de Zacarias. Profetizou, portanto, em Jerusalém, depois do cativeiro. Seu livro tem apenas 2 capítulos e 38 versículos. No livro de Ageu encontramos quatro mensagens :
1ª - (1:1-15) - FALA DO DESCUIDO DO TÉRMINO DA CONSTRUÇÃO DO TEMPLO.
2ª - (2:1-9) - FALA DA GLÓRIA DO SEGUNDO TEMPLO.
3ª - (2:10-19) - FALA DA NECESSIDADE DE SANTIFICAÇÃO DOS QUE TRABALHAVAM NA CONSTRUÇÃO DO TEMPLO.
4ª - (2:20-23) - FALA DO ANIQUILAMENTO DOS INIMIGOS DE ISRAEL, NA GRANDE TRIBULAÇÃO, E NA VINDA DO MESSIAS.
Ageu traz também uma mensagem aos líderes do povo. A fraqueza do líder faz a obra de Deus sofrer, e até ser paralisada.
A reconstrução teve início em 520 aC. e o templo foi inaugurado no ano 516 aC., com a promessa de que: "
A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos" (Ageu 2:9).
Este templo ficou conhecido como templo de Zorobabel. O Deus do profeta Ageu é o nosso Deus - Precisamos crer na Sua Palavra.





















IBADEP - TEOLOGIA BÁSICA : PROFETAS MENORES - RESUMO DA LIÇÃO 03 - MIQUÉIAS E NAUM

- RESUMO DA LIÇÃO 03 - MIQUÉIAS E NAUM :

MIQUÉIAS - O seu nome no hebraico significa "Quem é como Jeová". Este profeta profetizou nos reinados de Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá, seu ministério profético se estendeu por aproximadamente 50 anos. Podemos ver no cap 1 a partir do versículo 5, bem como no capítulo 6, vers. 2 , que Miquéias fala ao Reino do Norte, por isso Miquéias é o único dos profetas menores que falou aos dois reinos, do norte e do sul, ou Israel e Judá.
Três passagens notáveis temos no Livro de Miquéias : Miquéias 5:2 - anuncia o lugar onde nasceria Jesus ; Em Miquéias 6:8 temos uma definição da verdadeira religião ; e Miquéias 7:18-19 Deus se esquece dos pecados dos crentes.

Divisão do Livro : I - CAPÍTULOS DE 1 A 3 - "UMA DECLARAÇÃO DE JUÍZO" por parte de Deus sobre o seu povo - Judá e Israel.
II - CAPÍTULOS 4 E 5 - Visão de um futuro glorioso. O estabelecimento de um reino justo com a vinda do Messias.
III - CAPÍTULOS 6 E 7 - Juízo, no presente ; bênçãos, no futuro.
Vemos ainda no Livro de Miquéias a ganância dos príncipes, dos profetas e dos sacerdotes (3:1-2) , descreve um estado muito avançado de corrupção, uma situação de calamidade social, moral e espiritual. Não há segurança nas ruas, nem nas casas, os responsáveis pela administração da justiça praticam vergonhosas extorsões, profetas que enganam o povo, uma situação desesperadora ! Um povo mergulhado na idolatria. Porém, apesar de toda esta situação caótica, Miquéias tem uma mensagem de esperança. Nos cap. 4 e 5 vemos que o cativeiro de Samaria e de Jerusalém é inevitável, porém não seria o fim. (4:1-2)
O juízo no entanto, não seria o fim, mas, o meio para levar o povo ao arrependimento. (7:8-9) ; assim, o objetivo de Deus será alcançado quando puder derramar sobre o seu povo as suas bênçãos (7:18-20) .
Em síntese, o povo na verdade, era muito religioso, mas, a sua religião era puro formalismo. Este formalismo não produz a justiça que o Senhor exige. Apesar da religiosidade do povo, Deus se considera esquecido ! "Ó POVO MEU ! QUE TE TENHO FEITO ? E EM QUE TE ENFADEI ? TESTIFICA CONTRA MIM" (6:3) .

"O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, porém , os que a confessa e deixa, alcançará misericórdia." ( Pv 28:13) .


RESUMO DA LIÇÃO 03 PARTE 2 - NAUM

Naum tem como tema : A DESTRUIÇÃO IMINENTE DE NÍNIVE. O nome Naum, no hebraico, significa "compassivo" , Naum foi um profeta do Rino do Sul, ou Judá, contemporâneo dos profetas Jeremias, Habacuque e Sofonias, tendo profetizado no reinado de Josias, Joacaz e Jeoaquim. Neste Livro vemos o "ZELO DE DEUS" , e temos em destaque neste livro três importantes verdades :
I - O SENHOR É UM DEUS ZELOSO QUE REQUER A APLICAÇÃO DA JUSTIÇA ;
II - É TARDIO EM IRAR-SE... MAS, IRA-SE ;
III - AO CULPADO NÃO TEM POR INOCENTE .
Podemos dividir o Livro em três partes :
I - CAPÍTULO PRIMEIRO - DESTACA A JUSTIÇA E A MISERICÓRDIA DE DEUS ;
II - CAPITULO SEGUNDO - DESCREVE O CERCO E TOMADA DE NÍNIVE ;
III - CAPITULO TERCEIRO - OS DELITOS DE NÍNIVE E SUA RUÍNA INEVITÁVEL.
É preciso estar bem situado no tempo. Jonas profetizou, provavelmente no reinado de Jeroboão II , que reinou entre 790 e 750 aC. Acredita-se que o Livro de Jonas pode ter sido escrito por volta do ano 760 aC. Assim, se o Livro de Naum foi escrito em 612 aC. , como afirmam os comentaristas, então temos um espaço de tempo de quase 150 anos entre a pregação de Jonas e a profecia de Naum. Desta forma é justo pensar que todos os que se arrependeram e foram perdoados no tempo de Jonas, não estavam mais vivos, e em Nínive, quando esta foi destruída no ano 612 aC. quando Nabopolassar tomou a cidade. O perdão de Deus, realmente foi real : " E Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha anunciado lhes faria, e não o fez."
(Jonas 3:10) . Valeu para aquela geração que havia se arrependido ! o arrependimento valeu para aquela geração, porém, 150 anos depois Nínive estava povoada por uma outra geração com a qual Deus não tinha compromissos.

EM SÍNTESE PODEMOS COMPREENDER QUE : "Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos;..."
(Ezequiel 33:11)

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O Avivamento que Precisamos - Charles Haddon Spurgeon

O Avivamento que Precisamos - Charles Haddon Spurgeon - 

Somos abençoados quando nos aproximamos de Deus através da oração. Sentimos tristeza ao perceber que muitas igrejas demonstram tão pouca importância à oração coletiva.
De que maneira receberemos alguma bênção, se nos mostramos negligentes em pedi-la? Podemos aguardar um Pentecostes, se jamais nos reunimos uns com os outros, a fim de esperar no Senhor? Irmãos, nossas igrejas nunca serão melhores, enquanto os crentes não estimarem intensamente a reunião de oração.

Mas, estando reunidos para oração, de que maneira devemos orar? Tenhamos cuidado para não cair no formalismo, pois estaremos mortos, imaginando que possuímos vida. Não duvidemos, motivados por incredulidade, ou estaremos orando em vão. Oh! que tenhamos fé imensa, para com ela apresentarmos a Deus grandes súplicas!

Temos misturado o louvor e a oração como um precioso composto de especiarias, adequado para ser oferecido sobre o altar de incenso por intermédio de Cristo, nosso Senhor. Não poderíamos agora apresentar-Lhe uma súplica especial, de maior alcance? Parece a mim que deveríamos orar em favor de um verdadeiro e puro avivamento em todo o mundo.

Precisamos de um Avivamento Genuíno e Duradouro

Regozijo-me com quaisquer evidências de vida espiritual, ainda que sejam entusiásticas e temporárias, e não sou precipitado em condenar qualquer movimento bem-intencionado. Contudo, tenho bastante receio de que muitos dos chamados avivamentos, em última análise, causaram mais danos do que benefícios. Uma espécie de loteria religiosa tem fascinado muitos homens, trazendo-lhes repúdio pelo bom senso da verdadeira piedade.
Não desejo menosprezar o ouro genuíno, ao desmascarar as falsificações. Longe disso. Acima de tudo, desejamos que o Senhor envie-nos um verdadeiro e duradouro avivamento espiritual.

Precisamos de uma obra sobrenatural da parte do Espírito Santo, trazendo poder à pregação da Palavra, motivando com vigor celestial todos os crentes, afetando solenemente os corações dos indolentes, para que se convertam a Deus e vivam. Se este avivamento acontecesse, não seríamos embriagados pelo vinho do entusiasmo carnal, mas cheios do Espírito. Contemplaríamos o fogo dos céus manifestando-se em resposta às fervorosas orações de homens piedosos. Não podemos rogar que o Senhor, nosso Deus, revele seu poderoso braço aos olhos de todos os homens nestes dias de declínio e vaidade?

Precisamos das Antigas Doutrinas

Queremos um avivamento das antigas doutrinas. Não conhecemos uma doutrina bíblica que, no presente, não tenha sido cuidadosamente prejudicada por aqueles que deveriam defendê-la. Há muitas doutrinas preciosas às nossas almas que têm sido negadas por aqueles cujo ofício é proclamá-las. Para mim é evidente que necessitamos de um avivamento da antiga pregação do evangelho, tal como a de Whitefield e de Wesley.

As Escrituras têm de se tornar o infalível alicerce de todo o ensino da igreja; a queda, a redenção e a regeneração dos homens precisam ser apresentadas em termos inconfundíveis.

Precisamos incrementar nossa Devoção Pessoal

Necessitamos urgentemente de um avivamento da devoção pessoal. Este é, sem dúvida, o segredo do progresso da igreja. Se os crentes perdem a sua firmeza, a igreja é arremessada de um lado para o outro. Quando eles permanecem firmes na fé, a igreja continua fiel ao seu Senhor. O futuro da igreja, nas mãos de Deus, depende de pessoas que na realidade são espirituais e piedosas. Oh! que o Senhor levante mais homens genuinamente piedosos, vivificados pelo Espírito Santo, consagrados ao Senhor e santificados pela verdade! Irmãos, cada um de nós precisa viver, para que a igreja continue viva. Temos de viver para Deus, se desejamos ver a vontade do Senhor prosperar em nossas mãos. Homens consagrados tornam-se o sal da sociedade e os salvadores da raça humana.

Precisamos cultivar a Espiritualidade no nosso Lar

Necessitamos profundamente do avivamento da espiritualidade no lar. A família cristã era o baluarte da piedade na época dos puritanos; mas, nesses dias maus, centenas de famílias chamadas cristãs não realizam adoração no lar, não estabelecem restrições, nem ministram qualquer disciplina e ensino aos seus filhos. Como podemos esperar que o reino de Deus prospere, quando os discípulos de Cristo não ensinam o evangelho a seus próprios filhos? Ó homens e mulheres crentes, sejam cuidadosos naquilo que fazem, sabem e ensinam! Suas famílias devem ser treinadas no temor do Senhor, e sejam vocês mesmos “santos ao Senhor”. Deste modo, permanecerão firmes como uma rocha no meio das ondas de terror que surgirão e da impiedade que nos assedia.

Precisamos de Intenso e Consagrado Poder

Desejamos um avivamento de intenso e consagrado poder. Tenho suplicado por verdadeira piedade; agora imploro por um de seus mais nobres resultados. Precisamos de santos. Precisamos de mentes graciosas, experimentadas em uma elevada qualidade de vida espiritual resultante de freqüente comunhão com Deus, na quietude.

Os santos adquirem nobreza por meio de sua constante permanência no lugar onde se encontram com o Senhor. É aí que adquirem o poder na oração que tanto necessitamos. Oh! que o Senhor levante na igreja mais homens como John Knox, cujas orações causavam à rainha Maria mais terror do que 10.000 soldados! Oh! que tenhamos mais homens como Elias, que através de sua fé abriu e fechou as janelas dos céus!

Esse poder não surge por meio de um esforço repentino; resulta de uma vida devotada ao Deus de Israel. Se toda a nossa vida for pública, teremos uma existência insignificante, transitória e ineficaz. Entretanto, se mantivermos intensa comunhão com Deus, em secreto, seremos poderosos em fazer o bem. Aquele que é um príncipe com Deus ocupará uma posição nobre entre os homens, de acordo com a verdadeira avaliação de nobreza.
Estejamos atentos para não sermos pessoas dependentes de outras; nos esforcemos para descansar em nossa verdadeira confiança no Senhor Jesus. Que nenhum de nós caia numa situação de infeliz e medíocre dependência dos homens! Desejamos ter entre nós crentes firmes e resistentes, assim como as grandes mansões que permanecem, de geração em geração, como pontos de referência de nosso país; não almejamos crentes semelhantes a casas de saibro, e sim a edifícios bem construídos, capazes de suportar todas as intempéries e desafiar o próprio tempo.

Se na igreja tivermos um exército de homens inabaláveis, firmes, constantes e sempre abundantes na obra do Senhor, a glória da graça de Deus será claramente manifestada, não somente neles mesmos, mas também naqueles que vivem ao seu redor. Que o Senhor nos envie um avivamento de poder consagrado e celestial!

Pregue por intermédio de suas mãos, se você não pode pregar por meio de seus lábios. Quando os membros de nossas igrejas demonstrarem o fruto de verdadeira piedade, imediatamente encontraremos pessoas perguntando qual a árvore que produz esse fruto.

A oração coletiva dos crentes é a primeira parte de um Pentecostes; a conversão dos pecadores, a outra. Começa somente com “uma reunião de oração”, mas termina com um grande batismo de milhares de convertidos. Oh! que as orações dos crentes se tornem como ímãs para os pecadores! E que o reunir-se de homens piedosos seja uma isca para atrair os homens a Cristo! Venham muitas pessoas a Jesus, porque vêem outros correrem em direção a Ele.
“Senhor, afastamos nosso olhar desses pobres e tolos procrastinadores e buscamos a Ti, rogando-Te que os abençoes com o teu onisciente e gracioso Espírito. Senhor, converte-os, e eles serão convertidos! Através de sua conversão, rogamos que um avivamento comece hoje mesmo. Que este avivamento se espalhe por todas as nossas casas e, depois, pela igreja, até que todos os crentes sejam inflamados pelo fogo que desce dos céus!”