terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

DISPENSAÇÕES E ALIANÇAS !

1. DISPENSAÇÃO DA INOCÊNCIA ALIANÇA EDÊNICA- Em Gn l .28, começa a "Primeira Dispensação". Uma Dispensação é um período de tempo em que o homem é provado com respeito à sua obediência e alguma revelação específica da vontade divina. O homem foi colocado em um ambiente perfeito, sujeito a uma lei simples e advertido das conseqüências da desobediência. A mulher caiu pelo orgulho; o homem deliberadamente, Ef l. 10; I Tm 2.14. Deus restaurou as suas criaturas pecaminosas, mas a Dispensação da inocência terminou com o julgamento e a expulsão do casal, Gn 3.24. Nesta Dispensação o homem tinha uma perfeita comunhão com Deus, pois notamos que o Senhor andava no jardim na viração do dia, Gn 3.8.0 homem foi dotado de inteligência perfeita e capacidade para poder administrar o mundo. Foi-lhe dado o direito de dar os nomes aos animais, orientado por uma intuição dos propósitos divinos a seu respeito. O homem possuía por intuição, e não por um processo didático, uma perfeição física, mental e moral. A mulher foi feita não da cabeça do homem, para não governá-lo; nem de seus pés, para não ser pisoteada por ele; mas de seu lado, para ser amparada; e de perto do coração, para ser amada. Em Gn l .28, temos também a primeira das oito grandes Alianças da Bíblia - A Edênica, que determina a vida e a salvação do homem. Esta aliança tem seis elementos, onde o homem e a mulher haviam de: 1. Encher a Terra de uma nova ordem - a humana; 2. Subjugar a Terra, para o proveito humano; 3. Ter domínio sobre a criação animal; 4. Zelar do jardim; 5. Comer ervas e frutas; 6. Abster-se de comer da árvore da ciência do bem e do mal. A penalidade pela desobediência desta última ordenação era a morte. O Elemento Estranho Satanás, cujo único desejo era introduzir confusão no ambiente de paz. O ardil usado foi a "Dúvida" que conseguiu introduzir na mente da mulher, por meio de insinuação muito disfarçada. Em Gn 2.16,17: Deus disse: "... mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela mo comerás". O homem, com seu livre-arbítrio, estava sendo testado. Verifique os passos que o homem deu para sua queda: l°)ver; 2°) cobiçar; 3°) tomar; 4°) esconder; 5°) transmitir; 6°) morrer. As Conseqüências da Queda do Homem 1°) Conhecimento do mal; 2°) A perda da comunhão com Deus;
3°) Separou-se de Cristo; 4°) O espírito do homem ficou em estado de morte; 5°) A perversão da natureza moral; 6°) Tornou-se escravo do pecado e de Satanás; 7°) Perdeu muito de sua inteligência (além de outros resultados funestos). As três conseqüências más sobre a mulher, uma maldição tríplice: 1°) A concepção multiplicada; 2°) O aumento de dores durante a maternidade, e 3°) Sujeição ao domínio do homem. Vedado o Caminho da Árvore da Vida, Gn 3.24. Foi por misericórdia que Deus expulsou Adão e Eva do Jardim e proibiu a sua aproximação da árvore da vida, pois se tivessem comido dessa árvore amargariam uma existência eterna, no triste estado em que se encontravam. Era preferível estarem sujeitos a morte física, pois a mesma serve para conduzir o homem a Cristo. Em Gn 3.15, encontramos a Primeira Promessa do Redentor. 2. DISPENSAÇÃO DA CONSCIÊNCIA, Gn 3. l Aliança Adâmica (Não deixe de Ver este estudo Aliança) Enquanto a Primeira Dispensação não teve uma duração muito certa, a Segunda Dispensação, de "Adão ao Dilúvio", teve uma duração de 1656 anos, ^ quando deu-se a Tentação e a queda do homem até Gn 2. Temos visto muitas coisas boas; porém em Gn 3, a cena muda e o mal aparece. O tentador, com o aspecto de uma serpente, tenta a mulher e ela comete o pecado da desobediência, acompanhando-a Adão. Se a serpente era simplesmente influenciada pelo maligno ou se era uma positiva materialização dele, não sabemos; não resta dúvida porém que Satanás foi a causa original da tentação, Ap 12.9; 20.2. Ao menos, é evidente que a serpente foi possuída por Satanás e chegou a ser identificada com ele e o mesmo falou por ela, Gn 3.1,4: "...Diz que a Serpente falou". Por que Deus fez o homem com a capacidade de pecar? Podia haver criatura moral sem capacidade de escolher? A Liberdade é um dom de Deus ao homem: liberdade de pensar, liberdade de escolher, liberdade de consciência e sendo assim, ainda usa essa liberdade para rejeitar e desobedecer a seu Deus. Deus não sabia que o homem haveria de pecar? Sim. E Ele previu as terríveis conseqüências disso, e também previu seu resultado final. Sofremos e tomamos a sofrer, e indagamos sem atinarmos porque Deus fez o mundo assim, um dia, porém, depois tudo tiver chegado à plena realização, nosso sofrimento acabará } e todos enigmas se deslizarão. E assim, desobedecendo, pecaram e trocaram sua inocência por uma consciência acusadora; sua ignorância por um conhecimento do bem que tinham desprezado e do mal que não podiam remediar. Tinham agora seus olhos abertos para descobrir o que teria sido mais feliz ignorar; e, impelidos por um sentimento de vergonha, trabalharam (inutilmente) para cobrir a sua nudez. Notamos que Adão e Eva podiam estar tranqüilos com os aventais de folhas que fizeram, enquanto lhes parecia que Deus estava longe. Mas, em vindo o Senhor, logo se esconderam, sentindo-se, aos olhos divinos, descobertos e envergonhados. Temos no pecado de Eva, os seguintes resultados: a) A Concupiscência do Comer: "...boa para comer"; b) A Concupiscência dos Olhos: "...agradável aos olhos",; c) A Soberba da Vida: "...desejável para entendimento ". Notamos que a primeira conseqüência do pecado foi a vergonha que eles tiveram, ao encontrar-se com
Deus, ao ponto de "fazerem aventais", Gn 3.7. O Todo Poderoso então fez túnicas de pele de animal, para vesti-los, Gn 3.21. Aliança Adâmica A Aliança Adâmica determina a vida do homem decaído, e marca condições que prevalecerão até a época do reino eterno. "A própria criatura será liberada do cativeiro da correção para a Uberdade da glória dos filhos de Deus '¥ Rm 8.21. Os Elementos da Aliança Adâmica, são os seguintes: 1°)A Serpente, instrumento de Satanás, amaldiçoada; 2°) A primeira promessa de um redentor, Gn 3.15; 3°) A condição da Mulher mudada em três sentidos, Gn 3.16: concepção multiplicada; maternidade ligada com sofrimento; sujeição ao homem, Gn 1.26,27. 4°) A Terra Amaldiçoada por causa do homem, Gn 3.17; 5°) O inevitável cansaço da vida, Gn 3.17; 6°) O leve trabalho do Éden, Gn 2.15; mudado para o serviço laborioso, Gn 3.18,19; 7°) A morte física, Gn 3.19; Rm 5.12,2; para a Morte Espiritual. "Deus dá uma demonstração que sua atitude para com o Homem é sempre com o intuito de fazê-lo compreender sua pequenez e dependência, mas jamais deixa de prover". Aqui, duas Ofertas Diferentes: 1a) Abel oferece sangue. Ele mostrou penitência e desejo de aproximar-se de Deus. O sacrifício foi feito pela Fé nos atributos que ele via em Deus, I Jo 3.12. Devemos observar que havia uma grande diferença na conduta de Caim e Abel, que era um homem de fé e obediente ao Senhor, Gn 4.4; Hb 11.4 e Caim, ofereceu dos frutos do campo que cultivava, demonstrando um espírito de alta confiança, onde temos uma "Oferta Sem Fé", movida pela rebelião e pelo desprezo ao Redentor. Deus recebe a oferta de Abel e Caim revolta-se e mata seu irmão: "É bom notar que a "primeira contenda" entre irmãos resultou em ódio, separação e morte ". 2a) Caim. Foi o primeiro a construir cidades e o primeiro a glorificar o nome do homem, Gn 4.17. Edificou uma cidade e pôs o nome de seu filho, Enoque. Sua Linhagem Ímpia: Lameque, Gn 4.19. Foi o "primeiro polígamo", isto é, possuiu mais de uma mulher, Gn 4.23,24. Brigou com um rapaz, saiu ferido e o matou. Jabal, um dos filhos de Lameque. Distingue-se como o "primeiro homem a ocupar-se da pecuária e a adotar uma vida nômade", habitando em tendas. Talvez em desafio ao mandamento. Jubal, outro filho de Lameque. Foi o "Inventor de Instrumentos Musicais". A música é do Senhor e haverá maravilhosa harmonia no Céu. Tubal-Caim era "fabricante de Artefatos de Ferro e Cobre". Possivelmente, foi o primeiro homem a forjar armas bélicas^ Por causa desses materiais, Gn 6.13, é "pois a terra está cheia de violência dos homens". Isso indica a orgia de crimes, homicídios e obras iníquas. Esses homens: Jabal, Jubal e Tubal-Caim eram ímpios, Gn 4.26. Depreendemos de Gn 4.25, que o assassinato de Abel teve lugar pouco antes do nascimento de Sete, isto é, uns 130 anos depois da criação do homem. Por isso não devemos pensar que Abel e Caim fossem os únicos filhos de Adão e Eva. Em Gênesis 3.20, lemos: Eva, mãe de todos os viventes; e Gn 5.4, registra
que Adão e Eva tiveram filhos e filhas. A tradição diz que foram 33 filhos e 27 filhas. Esses naturalmente tiveram descendências. Por isso quando Abel morreu, provavelmente havia muito mais gente no mundo do que se pensa. Deus coloca um sinal em Caim, Gn 4.15. Na V.B. lê-se: "Jeová deu um Sinal a Caim'9. Não devemos entender que ele fosse marcado, mas que Deus, de alguma maneira, assinalou a pretensão divina. Uma pergunta freqüente é esta: "Com quem casou Caim? ". A resposta, por uma suposição, é esta: com uma irmã dele. Você talvez vai ignorar este casamento, mas não deve esquecer que a proibição de casamento com parente próximo, veio só 2.500 anos depois, Lv 18.6. Sabemos que "tais uniões", ilícitas para os Israelitas, eram praticadas por outros povos, Lv 18.24. Não podemos continuar nesta história, pois é muito longa. Ao chegarmos a Terceira Dispensação é necessário que conheçamos: A Genealogia de Adão a Noé e suas idades relacionadas: Adão, 930 anos; Sete, 912 anos; Enos, 905 anos; Cainã, 910 anos; Maalelel, 895 anos; Jerede, 962 anos; Enoque, 365 anos; Metusalém, 969 anos; Lameque, 777 anos; Noé, 950 anos. Temos aí uma influência do pecado na raça humana. O homem perdendo vida, saúde e alegria; e hoje o salmista afirma: "que os nossos dias são de 70 anos e se alguns chegarão aos 80 anos pela sua robustez". SI 90.9,10. No começo da Dispensação, colocamos sua duração de 1656 anos. Vamos dividi-la: Adão viveu 930 anos e Noé, 950 anos; entre a morte de Adão e o nascimento de Noé, temos 126 anos. Do Dilúvio a Abraão, 427 anos e Noé viveu 600 anos antes do castigo divino e 350 anos após. No final da Dispensação da Consciência, os homens estavam em um estado de iniqüidade desenfreada, soltando as rédeas às práticas carnais, isto com exemplos vividos pela geração passada, resultando em costumes e corrupção do povo antediluviano. O seu cálice de iniqüidade encheu-se; porém o Justo Noé, passou a avisar seus compatriotas do que poderia acontecer. Foram 720 anos de pregação. Então o Senhor disse: "Arrependo-me de ter feito o homem na terra e isso pesou no coração". Disse o Senhor: "Farei desaparecer da face da terra o homem que criei", Gn 6.6,7. Um período longo de 1656 anos onde a raça humana havia aumentado muito e o Senhor destruiu com o Dilúvio, o qual durou l ano e 10 dias. Noé entra na arca no dia 17 do segundo mês, quando tinha 600 Anos, e continuou até o dia 27 do segundo mês, no ano seguinte, Gn 7.11; SI 1.22. O que significa a Arca ? Era uma simples e clara figura de Cristo, e um meio de salvação pelo qual uma geração passou pelas águas da morte, e saiu salva do juízo divino. Os refugiados na arca escaparam da sorte dos ímpios. Assim Cristo. nos salva, por sua morte e ressurreição, se somos achados mortos nele. Para quem está nele não há condenação, Rm 8.1. Noé não esperou o pronunciamento de um juízo. O que ele queria é que sua família fosse salva por meio da arca, não importando com quem não cria em sua pregação. Seu dever foi cumprido. O incidente do Dilúvio é, sem dúvida, o exemplo clássico de Juízo Divino e, por isso, deve ser aceito como o tipo e ensino do Espírito Santo sobre o assunto. Lemos que juízo é uma obra estranha de Deus, Is 28.21. Significa que é diferente de falar que Deus é amor, paz, alegria, prazer e misericordioso. O juízo tem cinco aspectos diferentes: 1°) É para a Glória de Deus; 2°) É para Instruir as Nações, Is 26.9; 3°) É para Purificar, Gn 15.16;
4°) É, conseqüentemente, uma Libertação do Mal; 5°) É Profético, Lei 7.26,27. O desfecho da Dispensação da Consciência não significa que Deus deixou de usar a consciência como um meio de falar ao homem. A consciência é conhecida como "a voz. de Deus dentro da alma ". Noé e sua família haviam presenciado tanto o bem como o mal e eram responsáveis, junto com a sua posteridade, pela obediência à voz da consciência e a escolher o bem. O Dilúvio marcou o término de um período de Intervenção Divina, na história do homem e um novo começo com Noé e seus filhos. O aluno deve localizar esta Dispensação da Consciência no mapa das Dispensações. Questionário das Dispensações: Inocência e Consciência 1) Qual a função de uma aliança durante uma Dispensação? 2) Em que sentido o homem morreu, quando pecou? 3) Por que foi rejeitada a oferta de Caim? 4) Qual foi a promessa que a Aliança Adâmica trouxe para a humanidade? 5) Quem construiu a primeira cidade? 6) De quem o homem se tornou escravo? 7) Qual foi o primeiro resultado da queda do homem? 8) Quem foi o primeiro polígamo? 9) Mencionar dois nomes da linhagem ímpia. 10) Qual a duração da Dispensação da consciência? 11) Como se define uma Dispensação? 3. DISPENSAÇÃO DO GOVERNO HUMANO, Gn 8 15 11.19. ALIANÇA NOÉTICA Esta Dispensação durou 427 anos, desde o tempo do Dilúvio até a Dispersão do homem sobre a superfície da Terra, Gn 10.35; 11. l O-19. O homem fracassou inteiramente e o julgamento do Dilúvio marca o fim da Segunda Dispensação e o começo da Terceira. A declaração da aliança com Noé sujeita a humanidade a uma prova: "o homem é essencialmente responsável pelo governo do mundo, de acordo com a vontade de Deus". Essa responsabilidade pesou sobre os judeus e gentios, até que o fracasso de Israel sobre a Aliança da Palestina, Dt 28-30.1-10, resultou no julgamento dos cativos quando começaram "os tempos dos gentios", Lc 21.24. O governo do mundo passou definitivamente para os gentios, Dn 2.3 6-45; At 15.14-17, e Israel, como os Gentios, tem governado para si e não para Deus. Neste trecho de Noé e seus descendentes, contém alguns pontos que pedem a nossa atenção: a bênção e a promessa de Deus', o pacto que fez com Noé e com toda a alma vivente. O arco-íris, Gn 9.12,17. Alguns pensam que antes do Dilúvio, nunca houve chuva, Gn 2.6. Ezequiel teve uma visão, Ez l .28: "Como o aspecto do arco que aparece no dia da chuva, assim era o aspecto do resplendor em redor. Este era o aspecto da semelhança da glória do Senhor; e, vendo isto, caí sobre o meu rosto, e ouvi a voz de quem falava". Em Gn 9.21, lemos sobre a embriaguez, de Noé que nos faz ver que até um homem ricamente abençoado por Deus pode ser vencido por pecados carnais. De passagem, notamos o procedimento correio de Sem e Jafé, que em tempos remotos tiveram um sentimento moral tão desenvolvido como o dos mais ilustrados de hoje. Notamos também, como a maldição caiu sobre Canaã, o filho mais moço de Cão, e não sobre seu pai, e
desde então os Cananitas foram adversários do povo de Deus, até serem totalmente extintos da Terra, Is 17.18. Se a Bíblia não tivesse registrado: a embriaguez de Noé; o adultério de Davi e a mentira de Pedro, estaríamos imaginando que os homens piedosos do passado eram diferentes de nós mesmos, pois temos tido nossos lapsos na senda da retidão. Verificamos que tal falha não nos autoriza cairmos no mesmo delito, porque deles já temos a história e o aviso: "Olha, Não Caia)>. Quatro Raças originaram-se dos quatro filhos de Cão. Essas por sua vez subdividiram depois, povoaram as terras da África, da Arábia Oriental, da Costa Oriental do Mar Mediterrâneo e do grande Vale dos rios Tigre e Eufrates. Descendentes de Noé: a) Jafé: zona Norte das nações e as proximidades dos mares Negro e Cáspio: as raças caucásicas da Europa e Ásia. b) Cão: zona Sul das nações, a Arábia Meridional e Central, o Egito, a costa oriental do Mediterrâneo e a costa oriental da África. (Canaã, filho de Cão). c)Sem: zona central das nações. Os semitas incluíam os judeus, assírios e sírios, na parte Norte do vale do Eufrates. A Aliança com Noé, Gn 9.1-17: 1) Confirmação de que o homem seria relacionado à terra, conforme a Aliança Adâmica,Gn8.21; 2) Confirmação da ordem da natureza, Gn 8.22; 3) Estabelecimento do governo humano, Gn 9. l -6; 4) Garantia de que a Terra não sofreria outro Dilúvio, Gn 8.21; 9.11; 5) Declaração profética de que procederia de Cão uma posteridade inferior e serviçal, Gn9.24.25; 6) Declaração profética de que haveria uma relação especial entre Jeová e Sem, Gn9.26.27; 7) Declaração profética de que de JAFÉ procederiam as "raças dilatadas ", Gn 9.27. Os governos, as ciências e as artes têm provido, geralmente, de descendentes de Jafé; assim a História tem confirmado o exato cumprimento dessas declarações. A Torre de Babel, Gn 11 Neste capítulo do Gênesis encontramos o começo da confederação e do engrandecimento humano. E Deus desaprovou essa confederação: impediu o projeto de se fazer uma alta torre que tocasse no "céu". É interessante confrontar com este começo o desenvolvimento de confederações humanas de hoje e a multiplicação de nomes partidários. A Descendência de Sem. Vemos que a posteridade abençoada por Deus nem sempre seguiu pela linha do primogênito. Arpachade era o terceiro filho de Sem, Gn 10.22, e não o primeiro. Em Gn 5, vemos que as idades dos patriarcas vão quase sempre diminuindo. Porventura seria licito entender que os anos eram, no princípio, mais curtos do que atualmente7 Somente assim poderemos compreender o caso de um homem esperar uns 100 anos antes de nascer-lhe um filho. A Chamada de Abraão, Gn 12. A chamada de Abraão e as promessas que Deus lhe fez. Podemos estudar neste capítulo: a) A escolha divina. Deus escolheu Abraão e isto importa conhecimento, aprovação, confiança, preparação para o fim destinado; b) O plano de (mediante o escolhido de Deus) abençoar muitos povos;
c) A proteção divina - "amaldiçoarei os que te amaldiçoarem "; d) A chamada divina - uma chamada positiva, individual, imperativa; e) A Revelação Divina - "apareceu o Senhor a Abraão "; f) A Promessa Divina - "à tua descendência darei esta terra". A chamada é descrita em At 7.2,3, a resposta, em Hb 11.8. Abraão desce ao Egito, Gn 12.10. Isto nos parece um desvio da senda da fé, pois aí Abraão perde a sua confiança na proteção de Deus e pretende valer-se de um subterfúgio para evitar o ciúme do rei da terra. Contudo, Deus o protegeu sem que ele esperasse. Sete coisas neste desvio de Abraão, notemos: 1) Agiu sem consultar a Deus, Gn 12.10; 2) Escolheu seu destino, confiando na própria inteligência, Gn 12.10; 3) Valeu-se da duplicidade, para conseguir seu propósito, Gn 12.13; 4) Perdeu de vista a perspectiva e o plano de sua vida, Gn 12.2,12; 5) Sua astúcia parecia alcançar bom êxito, Gn 12.14,15; 6) Achou-se mais tarde enlaçado na trama que ele mesmo fizera, Gn 12.18, 7) Foi censurado por um rei pagão, e mandado para sua própria terra, Gn 12.18-20. 4. A QUARTA DISPENSAÇÃO, Gn 12.1-Êx 18 27. ALIANÇA ABRAÃMICA Começa aqui a História da Redenção. Dela surge uma idéia vaga pelo tempo, Gn 3.15. Agora, 1963 anos após a criação e a queda do homem, ou seja 427 anos após o Dilúvio, num mundo que desenfreadamente aderiu-se a idolatria e a maldade. Foi aí que houve por objetivo a recuperação e a redenção do gênero humano. A duração desta Dispensação foi de 430 anos, considerada a Dispensação da Promessa, que terminou quando Israel tão facilmente aceitou a Lei, Êx 19.8. A Graça tinha oferecido um Libertador (Moisés), um sacrifício para o culpado, e, por divino poder, libertado Israel da escravidão, Êx 19.17, mas no final trocaram a Graça pela Lei. Separação Para Deus Agora Abraão volta do Egito e vira o rosto para a Terra Prometida. Sua vida de peregrinação é caracterizada por Três Coisas: a Tenda; o Altar e o Poço. Nada lemos sobre altar no Egito. As riquezas que Abraão e Ló acumularam no Egito, foram a causa de contenda e separação', porém Abraão tinha uma confiança em seu Deus. Por isso, deixou que Ló escolhesse primeiro para onde iria. A confiança na proteção Divina faz. com que o homem fique desprovido de qualquer dúvida. Em Gn 14, é mencionado pela primeira vez. o termo Reis. Dois reis encontram- se com Abraão em sua volta vitoriosa: o de Sodoma e Melquisedeque (Tudo que sabemos que está neste capítulo, no SI 110 e Hb 5,6 e 7). Ele é também o primeiro Sacerdote mencionado na Bíblia: um Sacerdote Real e por isso uma figura do Senhor Jesus Cristo. Também aqui pela primeira vez, lemos sobre "O Deus Altíssimo ". Depois da divina bênção, pronunciada por Melquisedeque, vem a tentação material por parte do rei de Sodoma. Há um ditado, que diz: "Cada homem tem seu preço", porém um homem como Abraão não pode ser comprado por um rei mundano, como este de Sodoma. E na volta de Abraão da matança dos reis que a misteriosa figura de Melquisedeque aparece. Ele vem
ter com Abraão, traz-lhe p ao, vinho e o abençoa; Abraão dá-lhe o dízimo de tudo. Tanto se fala deste incidente no NT, que devemos estudá-lo. Vamos notar os seguintes pontos, como seguem: 1) Por ser ele o Primeiro Sacerdote mencionado na Bíblia, tem sido escolhido pelo Espírito Santo como tipo de Cristo, um Sacerdote maior que Aarão; 2) Ele era Rei e também Sacerdote. Rei de Salém (da paz) e seu nome significa "Rei da Justiçai Cl 6.12,13; Hb 7.2; 3) Assim, no SI 110.4 está escrito de Cristo: "Tu és Sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque "; 4) Não há alguma menção de seu pai ou de sua mãe, do seu nascimento ou morte; por isso é tomado em Hb 7.3, como um tipo de Cristo: O Sacerdote Eterno. Para estudar o assunto mais detalhadamente, é preciso ler com cuidado Hb 5.7. Promessa de uma Posteridade Em Gn 15.6 , pela primeira vez, a Fé é mencionada, e lemos "E creu ele no Senhor, e foi-lhe imputado isto por justiça"; cf. Rm 4.3; Tg 2.23. Abraão nasceu quando seu pai Terá tinha 26 anos, Gn 11.25. Abraão tinha 75 anos quando foi convidado por Deus a deixar sua parentela e partir para uma terra desconhecida (Canaã). Contava com 80 anos quando encontrou-se com Melquisedeque e foi abençoado por ele. Tinha 86 anos quando nasceu Ismael, fruto de uma fragilidade em sua vida. Persuadido pela esposa, lança mão de outro meio, sugerido pela sua desconfiança quanto a conseguir as promessas de Deus. Toma a serva egípcia de sua mulher e por ela tem seu filho Ismael. Depois desse incidente sua fé foi provada mais 13 anos. Em Gn 17, seu nome foi mudado. Um quadro interessante foi as três vezes que Deus apareceu a Abraão: 1a) u Apareceu o Senhor a Abraão, e lhe disse: Darei à tua descendência esta terra. Ali edificou Abrão um altar ao Senhor, que lhe aparecera '¥ Gn 12.7; 2a) "Quando atingiu Abraão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o Senhor e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-poderoso: anda na minha presença e sê perfeito", Gn 17.1, 3a) "Apareceu o Senhor a Abraão nos carvalhais de Manre, quando ele estava assentado à entrada da tenda, no maior calor do dia", Gn 18.1. Abraão tinha 90 anos quando Sodoma foi destruída. Contava com 100 anos quando nasceu Isaque e tinha 137 anos quando Sara morreu. Em seguida, casou-se com Quetura, com quem teve seis filhos; morre com 175 anos de idade. Em Gn 18, deparamos com o aparecimento de três visitantes celestiais que falaram com Abraão com aparência de seres humanos: "três varões e dos três um era o Senhor", Gn 18.1-3; Mc 16.5; Jo 5.13. Um acontecimento interessante é quando dois anjos seguem para Sodoma, e Abraão começa a fazer sua célebre intercessão ao terceiro. Esta é a primeira grande oração intercessória registrada na Bíblia. Verificamos como a oração de um justo pode mudar os rumos das coisas: 1) A base da oração é dupla: Primeiro, o reconhecimento de Deus e da liberdade que tinha para falar com Ele. Segundo, o concerto de Deus, Gn 17.19. Abraão tinha sido chamado por Deus a fim de interessar-se por Ele e seus propósitos, referentes ao mundo, e por isso sente liberdade em falar-lhe. 2) Características da oração de Abraão:
Discriminação, Gn 18.24,25, entre os justos e os ímpios, e o interesse pêlos dois grupos; Confiança na justiça de Deus, Gn 18.23,25; na Graça de Deus, Gn 18.24, e no Poder de Deus, Gn 18.25; Precisão, Gn 18.28-32. Lembremo-nos que petições em termos gerais não terão respostas precisas; Importunidade. Seis vezes Abraão pede que Sodoma seja poupada e cada vez reforça seu pedido; Humildade, Gn 19.27. Ele jamais se esquece de que fala com Deus; 3)0 êxito da oração de Abraão. Não obteve tudo o que desejava, mas alcançou tudo o que Sodoma tomou possível, (leia Jr 5. l.) Salvação de Ló e a Destruição de Sodoma Notamos que os varões, em Gn 18.2, são anjos. Em Gn 19.1, Ló parece ser tão hospitaleiro quanto Abraão. Veja algumas considerações sobre o nosso amigo Ló: a) Parece ser o tipo do "meio-crente"'. convencido mas não convertido: b) Uma pessoa costuma ser contenciosa; c) Resultado: uma inutilidade ou uma catástrofe. SODOMA: figura o mundo e sua sensualidade; EGITO: simboliza o mundo e sua comunidade (Êx 16.3); BABILÔNIA: simboliza o mundo e sua grandeza (Js 7.21). A história de Ló ensina que embora o cristão mundano possa conseguir para si a salvação, pode contudo perder a família, filhos e filhas, pois, criados no meio da devassidão, podem ser corrompidos. A mulher que olha saudosa para a vaidade do mundo, em pouco tempo não poderá mais trilhar a senda da salvação. "A não observância da Palavra de Deus pode ser funesta para a nossa vida espiritual". Isaque nasce - Ismael é despedido Afinal, nasce Isaque, depois de muitos anos de fé alternada com incredulidade da parte de seus pais, Abraão e Sara. Em Gl 4, o apóstolo encontra um sentido simbólico em cada um dos dois filhos. Na alegoria que Paulo percebe na história de ambos, Hagar representa o monte Sinai e tudo que a lei pode produzir, enquanto que Isaque é o fruto da fé, e mostra o que Deus faz para o crente. Vemos que Ismael, o filho "nascido segundo a carne ", Gl 4.29, persegue o filho da promessa, e é despedido, porque não pode herdar com este. Os que são das obras da Lei, Gl 3.10, não herdarão as promessas dadas a Abraão, mas sim aqueles que têm fé em Cristo, Gl 3.12-14. Uma religião carnal é sempre inimiga da religião espiritual. O altar sobre o monte Este incidente é talvez o mais misterioso e sublime na história de Abraão. Somente após longos anos de preparo espiritual poderia Deus submetê-lo a tal provação de sua fé, com a certeza de que havia de sair triunfante. Era sem dúvida um experiência penosa à vista do mundo cruel. Mas o resultado final havia de ser um notável engrandecimento da vida espiritual de Abraão, e o conhecimento, mediante a sua própria experiência, de verdades bem importantes. Notemos, os seguintes pontos: 1°) Certeza da Palavra Divina. Para agirmos em algum sentido contrário ao sentimento natural, ao procedimento comum, aquilo que nossas convicções e as dos vizinhos aprovam, precisamos ter uma palavra de Deus mui positiva, que não admita dúvidas; 2°) Falta de Explicação. O mandado divino não trouxe consigo um porquê"; contudo, havia um raio de luz nas palavras "a quem amas", revelando que Deus não estava esquecido da forte afeição natural de Abraão para com Isaque;
3°) A Completa Confiança de Abraão. Isto nos faz pensar nas palavras de Jó: "Ainda que me mate, nele esperarei",Jó 13.15. A explicação dada em Hb 11.18, é que Abraão "considerou que Deus era poderoso para até dos mortos o ressuscitar (a Isaque)"; 4°) O Conhecimento de Deus. Fruto de longos anos de experiência da divina proteção e bondade, progrediu até que, afinal, Abraão podia obedecer a Deus cegamente; 5°) A Submissão de Isaque a Vontade do Pai. Um belo tipo da obediência de Cristo até a morte; 6°) A Palavra Profética De Abraão. Disse Abraão: "Deus proverá para si o cordeiro ". Também havia um sentido profético no nome que Abraão deu ao lugar: Jeová-Jireh: "ü Senhor proverá". Em Jo 8.56, permite pensar que ele tinha alguma vaga previsão do "Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo"; 7°) A Lição da Substituição. O carneiro "travado pelas suas pontas num mato ", y j veio a ser o substituto do moço; e quantos seres humanos desde o tempo de p; Isaque têm dado graças a Deus por Ele ter "fornecido um substituto " ¥ 8°) A maneira maravilhosa como Deus operou em Abraão, uma semelhança a si ^ mesmo. Num dia futuro Deus havia de ceder seu Filho, em sacrifício pelo pecado, Mas então não haveria outro cordeiro para tomar o lugar dele: "Nem mesmo a seu próprio filho poupou, antes o entregou por todos nós", Rm 8.32. A obediência de Abraão era agradável aos olhos de Deus; por isso o mandamento foi dado. A morte de Isaque não teria sido agradável a Deus, visto que o ato da matança foi impedido". ^No Monte do Senhor se Proverá". Os três significados dos nomes desta História Abraão lembrou-se de que já era tempo de o filho contrair matrimônio. Ele marcou duas condições: a noiva havia de ser da mesma parentela, e Isaque não havia de sair da Terra Prometida em procura de esposa. Felizmente, Abraão tinha um empregado fiel e competente para tratar desse negócio. Abraão receava que Isaque se casasse com uma moça de Canaã, ou voltasse para a terra de onde tinha sido chamado. Ainda hoje, às vezes, os pais sabem melhor do que os próprios moços que tipo de casamento será bom para seus filhos. Entre os chineses são os pais que escolhem as noivas para seus filhos, e parece que todos acham essa maneira mais proveitosa. Notemos, em relação ao empregado Eliézer, Gn 15.2, os seguintes pontos: 1. Era um homem de idade e pessoa de confiança. É bem possível que Abraão não tivesse outro a quem pudesse confiar uma tarefa tão delicada; 2. Era um homem prevenido. Levou consigo tudo o que era necessário para o bom êxito de sua missão; 3. Era um homem cauteloso. Pediu um sinal, uma coisa que nem sempre é preciso, e que o Deus misericordioso às vezes fornece; 4. Era um homem piedoso. Orou a Deus pelo serviço que havia de fazer; 5. Era um homem eloqüente. Quando precisava falar do seu Senhor; 6. Era um homem pontual. E não quis perder tempo, Gn 25.54. Eliézer é o servo Modelo'. 1. Não vai sem ser mandado, Gn 24.2-9; 2. Vai para onde o mandam, Gn 24.4,10; 3. Não se preocupa com outra coisa; 4. Ora e dá graças, Gn 24.12,14,26,27; 5. É sábio para persuadir, Gn 24.17,18,21;
6. Fala, não de si, mas das riquezas do amo, e da herança do filho, Gn 22.34-36; At l.8;7. Apresenta o caso sem equívoco e requer uma decisão positiva, Gn 24.49. Eliézer enfeita a noiva com as jóias da casa paterna, mesmo antes dela iniciar a viagem. O Espírito Santo procura enfeitar a Igreja com as lindas regalias da casa do Pai, antes dela ser arrebatada, Gn 24.53. Isaque saiu a orar (meditar sobre o falecimento de sua mãe no campo), Gn 24.63; talvez por falta de sossego necessário na tenda, ali mesmo levanta os olhos e vê chegando Eliézer vindo de regresso. Na oração solitária podemos ver coisas maravilhosas. Vamos agora considerar Rebeca: 1. Era formosa, Gn 24.16; 2. Trabalhadeira, Gn 24.19; 3. Hospitaleira, corajosa, decidida, Gn 24.58, 4. Modesta.Gn24.65. Significado dos Nomes: 1. Isaque (hb - riso) representa Cristo. 2. Rebeca (hb - corda com laço) representa a Igreja. 3. Eliézer (hb - meu Deus é auxílio) representa o Espírito Santo. Caro Aluno, aqui citarei alguns personagens da História e que fazem parte desta Dispensação: Esaú e Jacó; Jacó e seu Tio Labão e José do Egito. QUESTIONÁRIO: TERCEIRA E QUARTA DISPENSAÇÃO 1) Por quanto tempo durou a Dispensação do governo humano? 2) Com quantos anos morreu Abraão? 3) O que significa Sodoma? 4) Qual o significado do nome Isaque? 5) Com quantos anos Abraão estava quando nasceu Isaque? 6) O que simboliza o Egito? 7) Quantos filhos Abraão teve com Quetura? 8) Com quantos anos morreu Sara? 9) Qual o significado representativo de Rebeca? 10) Quanto tempo durou a Dispensação Patriarcal? 11) Qual foi a duração da Dispensação do Governo Humano? 5. A QUINTA DISPENSAÇÃO ALIANÇA MOSAICA A Dispensação da Lei teve uma duração de 1.430 anos: do "Êxodo do Egito" até a "Crucificação de Cristo". Para estudarmos este livro, onde começa a Quinta Dispensação, vamos verificar de!, importantes revelações de Deus, a saber: 1) O "Eu Sou ", na sarça ardente - Um Deus que mantém aliança; 2) As pragas - Um Deus de punição; 3) A Páscoa - Um Deus de redenção; 4) A travessia do Mar Vermelho - Um Deus de poder; 5) A jornada até o Sinai - Um Deus de provisão;
6) A Lei - Um Deus de santidade; 7) Tabernáculo, sacerdote, ofertas - Um Deus de comunhão; 8) A punição devida do bezerro de ouro - Um Deus de disciplina; 9) A Renovação da Aliança - Um Deus de graça; 10) A vinda da glória - Um Deus de glória. "Porque a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e verdade vieram por Jesus Cristo '¥ Jo l. 17. É bom lembrar que esta Dispensação pode ser chamada de Dispensarão dos Israelitas. Devemos lembrar que o cenário histórico data de 1440 a.C. aproximadamente. Sabemos que a data do Êxodo foi por volta de 1445 a.C. Além desta outra data, também é defendida pêlos estudiosos do AT, a de 1290 a.C. O tema do livro: "Redenção e organização de Israel como povo da Aliança". Em Gn 19.3 começa a Quinta Dispensação, quando a Lei foi colocada em ênfase dos princípios de Deus. Israel chega ao monte Sinai depois de 3 meses de uma longa viagem. Neste momento. Deus chama-o a um Concerto mais sério, e passa-lhe uma no vá lição: 1. Mediante ao mandamento aprendeu a Santidade de Deus; 2. Mediante ao seu próprio erro, aprendeu a sua fraqueza pecaminosa; 3. Mediante a provisão do sacerdócio e do sacrifício, aprendeu a Bondade de Deus. Em Gl 3.6-25, aprendemos a relação da Lei para com a Aliança Abraãmica: 1. A Lei não pode anular esta aliança; 2. Foi "acrescentada " para convencer do pecado; 3. Servia de pedagoga até a vinda de Cristo; 4. Era uma disciplina preparatória "até que viesse a semente ". A trajetória de Israel no deserto e em Canaã é uma longa história de violação da Lei. A prova terminou no julgamento dos cativeiros, mas a Dispensação propriamente dita só terminou na Cruz. Podemos considerar: 1) O estado do homem no começo da jornada, Êx 19.1-3; 2) Sua responsabilidade, Êx 19.5,6; Rm 10.5; 3) Seu fracasso, II Rs 17.7-17; At2.22.23, 4) O julgamento, II Rs 17.1-6,20; 25.1-11; Lc 21.20-24. Notemos neste capítulo o cuidado que Deus tem de desenvolver em Israel uma compreensão de sua santidade. No Egito tinham se acostumado com as imundas divindades do paganismo, e agora precisam aprender que Jeová é um Deus santíssimo e temível. A Lei foi dada de três maneiras: 1°) Verbalmente, Êx 20.1-17. Isto era lei pura, sem nenhuma provisão de sacerdócio ou sacrifício, e foi acompanhada das "Ordenanças", Ex 21.1-23.13, relativas às relações de hebreus com hebreus; a isto foram acrescentadas, Ex 23.14- 49, direções diferentes às três festas anuais, Êx 23.30-33, e inscrições sobre a conquista de Canaã. Estas palavras Moisés comunicou ao povo, Êx 24.3-8. Imediatamente, na pessoa dos seus anciões, foram admitidos na presença de Deus, ÊX24.9-11. 2°) Moisés foi então chamado ao monte para receber as tábuas de pedra, Êx 24.12-18. A história então se divide. Moisés no monte recebe instruções referentes ao Tabernáculo, ao sacerdócio e aos sacrifícios, Êx 25-31. No entanto, o povo, Êx 32, chefiado por Aarão, transgride o primeiro mandamento. Moisés, voltando, quebra as tábuas escritas pelo dedo de Deus, Êx 31.18; 32.16-19. 3°) As segundas tábuas são feitas e a Lei escrita novamente (por Moisés?) na presença de Jeová, Êx
34.1,28,29. Os Dez Mandamentos A Aliança Mosaica foi dada a Israel com três divisões, cada uma ligada às outras, e, conjuntamente, formando a Aliança Mosaica. Os Dez Mandamentos, expressão da vontade de Deus para seu povo, Ex 20.1- 26; Os Juízos, governo da vida social de Israel, Êx21.1 - 24.11; e as Ordenanças, governando a vida religiosa de Israel, Êx 24.12 - 31.18. Estes três elementos formam a "LEI" como essa palavra se emprega no NT, Mt 5.17,18. Os Mandamentos e Ordenanças formam um só sistema religioso. Os mandamentos foram um "Ministério de Condenação) e de "Morte)), II Co 3.7-9. Os Dez Mandamentos são: 1) Não terás outros deuses diante de mim; 2) Não farás para ti imagem de escultura; 3) Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; 4) Lembra-te do dia de sábado para o santificar; 5) Honra a teu pai e a tua mãe; 6) Não matarás; 7) Não adulterarás; 8) Não furtarás; 9) Não dirás falso testemunho; 10) Não cobiçarás. TABERNÁCULO Passaremos à história do Tabernáculo, considerado a grande Tipologia do Plano da Salvação, uma ordenança de Deus a Moisés para proteção e orientação do povo de Deus. Vejamos alguns significados: 1. Tenda provisória onde Deus falava ao seu povo, Êx 33.3-10; 2. Construção portátil em forma de tenda, Êx 25.8,9; 3. Recebeu o nome de habitação, Êx 25.9; 4. Onde estava depositada a tábua da lei; 5. O tabernáculo do testemunho; 6. Denominado casa do Senhor, Êx 34.26; 7. Sua planta foi dada pelo Senhor a Moisés, Êx 25.22. Verifique Sua Planta: PERDÃO Pelo sacrifício do sangue PURIFICAÇÃO Pela limpeza PODER DE DEUS Pela participação, percepção e oração PRESENÇA DE DEUS Pelo Sangue aspergido e Obediência Nota: 1. O Tabernáculo simboliza: Israel aproximando-se de Deus;
2. Tipificou a obra redentora de Cristo para trazer os pecadores a Deus. 6. A SEXTA DISPENSAÇÃO A Nova Aliança, A AliANÇA DA GRAÇA Chamada Dispensação Eclesiástica. A palavra-chave é: Graça. Sua duração começa com a crucificação de Cristo até a sua segunda vinda, tempo determinado pelo Senhor: "Aquele dia e hora ninguém sabe, unicamente meu pai que está nos céus". Hoje, já contamos com quase 2000 anos em que o véu do Templo foi rasgado e esta Dispensação findará com o toque da trombeta, quando acontecerá a segunda etapa da vinda de Cristo convocando os fiéis ao Arrebatamento. Na Dispensação da Graça, Deus fez uma aliança com o homem, uma aliança superior às outras, ou seja, o próprio Filho enviado por Deus à humanidade: 1°. Mt 19.28 2°. Hb 2.7 3°. Lc 2.27 4°. Mt 13.55-57 5°. Lc 4.2-8 6°. Is 53.1-6 7°. G13.13 A Nova Aliança Tal qual Moisés foi mediador da aliança mosaica, assim Cristo é o Mediador da Nova Aliança, Hb 8.6; 9.15; 12.24. Com o aparecimento de Cristo, a Antiga Aliança terminou, como Paulo afirma em Rm 10.4; Gl 3.19. Novamente apareceu Ele celebrando a Ceia com os discípulos, conforme registra Lc 22.20 e I Co 11.25. "Ele disse: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue", Mc 14.24. A Graça não dispensa ordenação pois há l .050 mandamentos no NT; mas, ao contrário da Lei, ela dá poder ao homem para cumpri-los. A palavra Graça aparece 166 vezes na Bíblia e tem um valor inestimável. Verifique 10 citações da palavra Graça, com referências: Ef 2.8,9; At. 4.33; 18.27; Tt3.7;Rm5.20; 15.15; I Co 15.10; Gl 1.15; Cl 3.16; IITm2.1. Verificamos três aspectos da revelação de Deus nessa Dispensação: 1. Os Evangelhos, um tratado da revelação de Jesus Cristo, um Deus introduzido no meio dos homens: "Emanuel, Deus Conosco". 2. Revelação através do Espírito Santo: o Guia; o Orientador; o Consolador; o Intercessor; o Fortificador; o Ornamentador da Igreja. "Todos que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus". 3. Revelação pela Palavra Escrita - A Bíblia Sagrada. Nela está a revelação perfeita da vontade de Deus. Esta mesma Graça atua na formação da Igreja desde a fundação do mundo e já existia na mente de Deus: 1. Eleita por Deus desde a fundação do Mundo, Ef 1.4,5; 2. No AT, os Profetas falaram dela; 3. Personagens que simbolizaram a vida e a ação da Igreja (Enoque, Rebeca, Azenate, etc.); 4. Organização espiritual da Igreja, Mt 16.16; 5. Data de inauguração: Dia de Pentecostes, At 2; A Igreja, uma representação do Corpo de Cristo aqui na Terra. Suas funções, seu trabalho e suas obrigações'. 1. Em relação a ela mesma "Comunhão", At 2.42; 2. Em relação ao mundo "Evangelização", Mc 16.15; 3. Em relação a Deus "Adoração". Toda e qualquer tarefa da Igreja depende exclusivamente da Graça. Ela é quem nos encoraja no sentido
de cumprirmos nossa tarefa como Igreja que também é um Luzeiro no Mundo e Sal da Terra. Tenho me preocupado muito com a expressão: "Se o sal se tomar insípido para mais nada presta, a não ser para ser pisado pêlos homens". Que Deus proteja a Igreja! Seu compromisso para o futuro é o desfecho final do cumprimento das profecias, do fim dos tempos e a Dispensação da Igreja. Verifique alguns acontecimentos que surgirão : 1. Ressurreição dos crentes; 2. Transformação dos crentes vivos na vinda do Senhor; 3. Arrebatamento; 4. Tribunal de Cristo (compensação); 5. Casamento da Igreja (bodas do Cordeiro); 6. Glorificação da Igreja; 7. E nos fez Reis e Sacerdotes para Deus seu Pai. QUESTIONÁRIO: QUINTA E SEXTA DISPENSAÇÕES 1) Qual a duração da quinta Dispensação? 2) O que Deus representa quando institui a Páscoa? 3) Qual a representação de Deus na Lei? 4) Qual o tema do livro de Êxodo? 5) Onde Moisés recebeu as tábuas de pedra? 6) Qual a missão da Igreja frente ao mundo? 7) Qual a duração desta Dispensação (Igreja)? 8) Quando termina esta Dispensação? 9) Como se chama o Tribunal em que os crentes hão de comparecer? 10) Apresente dois aspectos do futuro da Igreja. 7. A SÉTIMA DISPENSAÇÃO (MILÊNIO) ALIANÇA MILÊNICA O plano redentor de Deus para com o homem termina com o cumprimento dos mil anos de paz sobre a Terra, que serão seguidos do Juízo Final e a volta à eternidade. Jesus Cristo descerá pessoalmente a terra e será REI. Ele denominou esta Dispensação de "Regeneração", Mt 19.28; é também chamada de "Tempo de_ Restauração", At 3.20,21. A juntura destes "Séculos", presente e vindouro, forma um nítido exemplo de sobreposição das Dispensações, isto é, às vezes, a um tempo transitório entre um tempo e outro. Sua duração, o próprio título indica, terá mil anos', seu início se dará com a manifestação (Parousia) de Cristo na segunda etapa de sua segunda vinda a terra, Ap 19.11-21, e findará com a instalação do grande Trono Branco, Ap 20.11-15. O próprio Cristo voltará literalmente a terra, onde Ele esteve durante 33 anos e pessoalmente reinará sobre a mesma por um espaço de 1.000 anos, e terá ao seu lado a SUA IGREJA. Ela voltará dos céus para onde foi levada no Arrebatamento. O Plano de Deus para com o mundo é fazer "Convergir" nele (em Cristo), na Dispensação e na plenitude dos tempos, Ef 1.10. Havendo efetuado a redenção dos homens pelo seu sangue derramado na cruz, e Deus no século
vindouro mostrará a suprema riqueza de sua graça. A dupla revelação do Milênio será feita: l. Pela presença pessoal de Jesus Cristo, que se sentará no trono de Davi, Lc 1.32,33; 2. O Sermão do Monte, pregado por Jesus no início de seu ministério terreno, Mt 5.6,7, é uma legislação que se tomará plena como plataforma do reino milenial. Ela será a Pedra Angular das atividades do Rei durante o Milênio. O Governo será um regime teocrático, isto é. Governo Pessoal de Deus, Is 52.7; Lc l .33; Dn 7.13. A SEDE DO GOVERNO A capital do mundo não será Washington, Londres, Tóquio e nem Paris, mas, sim, Jerusalém, a desprezada cidade tantas vezes pisada pêlos exércitos invasores. Ela será totalmente restaurada, vindo a realizar-se a visão do salmista que disse: "Grande é o Senhor e mui digno de ser louvado, na cidade do nosso Deus. Seu santo monte, belo e sobranceiro, é a alegria de toda a terra; o monte de Sião, para os lados do Norte, a cidade do grande Rei. Nos palácios dela. Deus se faz conhecer como alto refúgio '¥ SI 48.1-3; Is 2.2-4. A BÍBLIA NO SEU TRANSCURSO MILENIAL 1. Será um reino literal e universal, Dn 2.34,35; 2. Jerusalém será a capital do reino, Jr 3.27; Is 24.23; Ez 48; 3. Os animais serão dóceis. Is 11.6-9; 65.25; Os 2.18; 4. Época de justiça e paz. Is 9.6,7; 11.4; Zc 9.10; SI 96.13; 5. A terra ficará mais fértil, Is 35. l; Am 9.3,6; 6. O prolongamento da vida humana. Is 65.20,22; Zc 8.4,5; 7. Satanás será amarrado, Ap 20.20,22,23. Haverá duas classes de pessoas: 1. Glorificados e 2. Não-glorifícados. Os glorificados são os crentes do AT e NT e os do período da Grande Tribulação e as não-glorificados são os judeus sobreviventes da Grande Tribulação, gentios remanescentes das nações e os nascidos no Milênio. A cena final e a justificação do grande Trono Branco, quando comparecerão diante do Cordeiro e Rei todos os mortos de todas as épocas, ainda não ressuscitados. Esta é a Segunda Ressurreição. O julgamento iniciará por ocasião da abertura dos livros de Deus, Ap 20.12: 7. Cada pessoa serei julgada', 2. Os inimigos do Rei serão punidos', 3. Os inimigos espirituais do Rei serão julgados: Satanás; o Anticristo; o Falso Profeta; os demônios; o Inferno e a morte. Cristo colocará sob seus pés todos os seus inimigos, I Co 15.24,25. A Ele, toda honra, glória e louvor para sempre. Amém!

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

O socorro de Deus para livrar o seu povo !

(Ester 5:1-6) - O socorro de Deus para livrar o seu povo!

Existem muitos lugares na Bíblia que se refere ao poder de libertação de Deus. Um deles é também o livro de Ester. Eu gostaria de tomar um tempo neste artigo para olhar para este livro e as lições que ele nos dá.

Ester 1, 2: O pano de fundo

Os acontecimentos descritos no livro de Ester aconteceram quando o povo de Israel era cativo na Babilônia. O local da história é Susã, a cidade onde o Rei da Pérsia e Média, o Rei Assuero, vivia. Este Rei após mandar embora sua primeira esposa, a rainha Vasti, ele estava buscando uma nova esposa para se tornar rainha. Nesse intuito organizaram uma competição onde mulheres de todo o reino foram convidadas a vir até Susã com o propósito de que uma delas preenchesse o lugar vazio da rainha. (Ester 2:1-4). No meio dessas mulheres estava também Ester, uma jovem hebreia que foi criada por Mardoqueu, um dos cativos que foram trazidos de Jerusalém por Nabucodonosor (Ester 2:5-7). Finalmente esta jovem após obter a graça, primeiro de “Hegai, guarda das mulheres" (Ester 2:9), segundo a graça "de todos que a viram" (Ester 2:15) e por fim e mais importante a graça do próprio Rei (Ester 2:17), ganhou a competição. Então Ester se tornou a nova rainha. Contudo, ela não revelou a ninguém que era judia, conforme a ordem dada por Mardoqueu. Então ninguém, nem mesmo o Rei sabia qual a nacionalidade de Ester.

Ester 3: o problema começa

Embora tudo parecesse estar bem, Ester 3:1 apresenta uma nova pessoa que vem trazer grandes problemas. Ester 3:1-6 nos fala sobre essa pessoa e o problema causado.
Ester 3:1-2, 5-6 
"Depois destas coisas o rei Assuero engrandeceu a Hamã, filho de Hamedata, agagita, e o exaltou, e pôs o seu assento acima de todos os príncipes que estavam com ele. E todos os servos do rei, que estavam à porta do rei, se inclinavam e se prostravam perante Hamã; porque assim tinha ordenado o rei acerca dele;porém Mardoqueu não se inclinava nem se prostrava. ...... Vendo, pois, Hamã que Mardoqueu não se inclinava nem se prostrava diante dele, Hamã se encheu de furor. Porém deteve a idéia de seus propósitos de pôr as mãos só em Mardoqueu (porque lhe haviam declarado de que povo era Mardoqueu); Hamã, pois, procurou destruir a todos os judeus, o povo de Mardoqueu, que havia em todo o reino de Assuero."
Começando do fim desta passagem, parece que estamos realmente no início de grande problema. Hamã, o homem a quem o rei tinha exaltado “sobre todos os príncipes que estavam com ele”, isto é, o homem que era o segundo no comando no reino, estava cheio de fúria por Mardoqueu, porque ele se recusou a curvar-se perante ele. Por esta razão ele queria destruir toda a nação de Mardoqueu, ou seja, os judeus. Embora parecesse evidentemente loucura que ele quisesse destruir toda uma nação por causa de um homem que não se curvou diante dele, existem mais percepções espirituais em sua ação do que a primeira vista nos revela. Realmente, desde o grande reino, no qual Hamã era o segundo no comando, estendendo da Índia até Etiópia (Ester 1:1) podemos entender que nenhum Judeu sobreviveria se Hamã cumprisse suas ameaças. Agora se isto acontecesse então a questão é como Cristo nasceria? Deus tinha prometido inicialmente à Abraão (Gênesis 17:7 e Gálatas 3:16) e mais tarde a Davi que de seu povo sairia o Cristo. Contudo, se as ameaças de Hamã se realizassem então a promessa sobre Jesus Cristo poderia não se cumprir e todo o plano de Salvação de Deus falharia. As ameaças de Hamã não eram apenas paranóicas, mas completamente diabólicas. Era o mal que estava atuando por trás de Hamã, tentando cancelar a vinda de Cristo, destruindo toda a nação, exatamente como em séculos mais tarde ele tentou, através de Herodes, matar o Cristo antes que Ele cumprisse sua missão. Resumindo então, o primeiro problema de Deus em relação à promessa de Jesus Cristo. Aqui temos um homem que tinha em sua mente o propósito de cancelar essas promessas, matando todos os judeus. A questão é: Será Deus capaz de defender suas promessas? Normalmente: Ass promessas de Deus são quebradas ou podem elas ser quebradas pelo mal, ou qualquer homem, mesmo sendo este homem o segundo no comando de um reino tão vasto de seu tempo?
Ainda acima expusemos o problema, ainda não dissemos nada sobre a causa deste problema. De fato, alguns de nós podemos questionar por que Mardoqueu não se curvou diante de Hamã, mostrando-lhe respeito. Afinal, Hamã era o segundo no comando, o homem mais próximo ao Rei. Por que então Mardoqueu não prestou homenagem a ele como o Rei ordenou? (Ester 3:21) Era orgulhoso? A resposta é não. A razão pela qual Mardoqueu não prestou homenagem a Hamã será compreendida se você prestar atenção na parte do texto que diz que Hamã era AGATITA. Isto significa então que ele veio do reino de Agag, um rei dos Amalequitas, que em outras palavras significa, se não estivermos equivocados, que ele mesmo era um amalequita. O que há de errado nisto? O problema é que os amalequitas lutaram contra Israel quando estes estavam a caminho da terra prometida (Êxodos 17), eles foram chamados por Deus de INIMIGOS DE DEUS. Êxodos 17:14-16 vai nos dizer claramente:
Êxodos 17:14-16 
"Então disse o SENHOR a Moisés: Escreve isto para memória num livro, e relata-o aos ouvidos de Josué; que eu totalmente hei de riscar a memória de Amaleque de debaixo dos céus. E Moisés edificou um altar, ao qual chamou: O SENHOR É MINHA BANDEIRA. E disse: Porquanto jurou o SENHOR, haverá guerra do SENHOR contra Amaleque de geração em geração."
Hamã então, sendo um amalequita era um inimigo de Deus. Por isso Mardoqueu tinha duas escolhas: i) honrar a Hamã, o inimigo de Deus, porém desonrar a palavra de Deus ou ii) honrar a palavra de Deus e negar prestar homenagem a Hamã. De fato, ninguém pode dizer que ele representa Deus quando ele está pronto na primeira ocasião de comprometer-se com a Palavra de Deus. A única maneira de conhecer Deus é através de sua Palavra e a única maneira de permanecer em Deus é permanecer em Sua palavra. Mardoqueu decidiu não desonrar a Palavra de Deus e prestar homenagem, curvando-se perante o inimigo de Deus. Em outras palavras, ele decidiu permanecer em Deus, confiando que Deus o livraria conforme Suas promessas. A segunda questão que necessita de resposta é: será Deus capaz de livrar Mardoqueu , um homem que permaneceu Nele? Mais especificamente: Deus é capaz de livrar-nos de nossos perigos quando decidimos confiar Nele e permanecermos firmes em sua Palavra, ou apenas estamos expostos aos desejos e ao poder dos homens?
A resposta às questões acima, temos que seguir lendo o livro de Ester.

3. Ester e Mardoqueu

Após Hamã decidir destruir todos os judeus, ele precisava estabelecer uma data para isto para obter a permissão do Rei. Ester 3 nos fala que ele fixou uma data no décimo terceiro dia do décimo segundo mês (Ester 3:13) e que, após ele afirmar que os judeus não cumpriam as leis do Rei [eles tinham a lei de Deus] e depois de oferecer ao Rei uma grande quantia de dinheiro [10.000 talentos de prata] ele finalmente obteve a aprovação de seus planos (Ester 3:8-10). A ordem em relação à destruição dos judeus foi escrita sob a custódia do próprio Hamã, e foi enviado a todas as províncias do Rei causando grande lamentação entre todos os judeus (Ester 3:12-15, 4:3). O próprio Mardoqueu estava tão triste que "rasgou as suas vestes, e vestiu-se de saco e de cinza, e saiu pelo meio da cidade" clamando "com grande e amargo clamor" (Ester 4:1). Ester, que ainda não sabia sobre o decreto ficou muito triste quando soube que Mardoqueu, seu pai adotivo, estava muito amargurado e enviou um dos seus servos até ele para descobrir qual o motivo (Ester 4:4-6). Por meio deste servo, Mardoqueu a fez saber tudo o que tinha acontecido, pedindo-lhe também para ir ao Rei e rogar por seu povo (Ester 4:7-9). Como deve lembrar-se Ester, sendo rainha, não tinha uma posição pequena no reino. Contudo, no princípio ela ficou relutante em fazer o que Mardoqueu havia pedido, uma vez que não era permitido a ninguém ir até o Rei sem ser convidado. (Ester 4:10-12).
Alguém poderia esperar que uma vez que Ester, a Rainha, estava relutante em ajudar, não haveria a menor possibilidade para Mardoqueu e os judeus escaparem da ira de Hamã. Contudo, as coisas não são assim. Porque, apesar de Ester estar relutante, a promessa de Deus sobre a fidelidade de Mardoqueu não depende de Ester, mas de Deus. Ele era responsável em encontrar uma saída. Certamente Ester era uma ótima possibilidade e foi por isso que Mardoqueu pediu a ela. Mas o fato de ele ter pedido a ela não significa que sua confiança estava nela e não em Deus. Veja sua resposta à relutância de Ester:
Ester 4:13-14 
"Não imagines no teu íntimo que por estares na casa do rei, escaparás só tu entre todos os judeus. Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?"
Mardoqueu confiou em Deus. Sua resposta dada a Ester mostra que ele estava ciente que Deus havia levado Ester ao reinado para este tempo de dificuldade. É por isso que ele pediu ajuda a ela. Contudo, quando ele viu que ela estava relutante, ele a disse que mesmo sem sua ajuda, Deus era capaz de libertar os judeus “de alguma outra maneira”. É realmente incrível como Mardoqueu confiava em Deus.
Seguindo essa lição, devíamos confiar em Deus e não no homem. Jeremias 17:5-8 nos diz de antemão o que acontecerá se colocarmos nossa confiança no homem e o que acontecerá se colocarmos nossa confiança em Deus.
Jeremias 17:5-8 
"Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR! Porque será como a tamargueira no deserto, e não verá quando vem o bem; antes morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável. Bendito [isto é, Feliz] o homem que confia no SENHOR, e cuja confiança é o SENHOR. Porque será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto."
De um lado temos um homem que confia nos homens e cujos corações estão distante de Deus e do outro lado temos um homem que confia em Deus. Um é como a tamargueira no deserto e outro como árvore plantada junto às águas. Um habita no deserto árido enquanto outro junto ao rio, ou seja, lugar cheio de vida.
Voltando a Mardoqueu, sua resposta mudou a mente de Ester:
Ester 4:15-17 
"Então disse Ester que tornassem a dizer a Mardoqueu: Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais nem bebais por três dias, nem de dia nem de noite, e eu e as minhas servas também assim jejuaremos. E assim irei ter com o rei, ainda que não seja segundo a lei; e se perecer, pereci. Então Mardoqueu foi, e fez conforme a tudo quanto Ester lhe ordenou.”
No terceiro dia Ester finalmente foi ter com o Rei. Conforme Ester 4:11, ela poderia ter sido morta ao ir lá sem ser convidada, exceto se o Rei estendesse seu cetro de ouro para ela. Versículo 2 nos diz o que realmente aconteceu:
Ester 5:2 
"E sucedeu que, vendo o rei a rainha Ester, que estava no pátio, alcançou graça aos seus olhos; e o rei estendeu para Ester o cetro de ouro, que tinha na sua mão, e Ester chegou, e tocou a ponta do cetro."
Deus durante a competição fez com que Ester ganhasse graça do Rei e a fizesse rainha (Ester 2:17), apenas para este momento difícil (Ester 4:14). Agora, quando o tempo de Ester entrar em ação chegou, Deus novamente a faz ganhar a graça do mesmo homem, e não foi condenada à morte por ter entrado na corte sem ser convidada. Nesta visita ao Rei, Ester convidou-lhe e a Hamã para um banquete que ela havia preparado para eles aquela tarde. Quando eles foram, um outro banquete foi arranjado para a próxima tarde (Ester 5:3-8). Conforme veremos o tempo de um banquete ao outro foi realmente muito crítico.

Ester 5-8: A libertação

O convite da rainha para outro banquete no dia seguinte causou muito alegria em Hamã (Ester 5:9) uma vez que foi uma grande honra festejar com a realeza. Contudo, sua alegria tornar-se-ia em ira ao ver Mardoqueu à entrada do palácio, “e que ele não se levantara nem se movera diante dele" (Ester 5:9). É claro que, apesar da situação, Mardoqueu não estava disposto a prestar homenagem à Hamã. Ele continuou confiando em Deus e em Sua palavra. Ele continuou a acreditar que Deus livraria ele e sua nação. Contudo, a ira de Hamã aumentou ainda mais. Quando ele retornou para casa, apesar da alegria por ter sido convidado pela rainha, ele confessou à sua esposa e seus amigos sua ira por Mardoqueu, sua esposa e amigos lhe deram a seguinte sugestão:
Ester 5:14 
"Então lhe disseram Zeres, sua mulher, e todos os seus amigos: Faça-se uma forca de cinquenta côvados de altura, e amanhã dize ao rei que nela seja enforcado Mardoqueu; e então entra alegre com o rei ao banquete. E este conselho bem pareceu a Hamã, que mandou fazer a forca."
Parece que a situação ficou pior ainda para Mardoqueu. Hamã não esperaria até o dia definido para a destruição dos judeus para vê-lo morto. Ele queria que isso acontecesse o mais rápido possível e de fato, na manhã seguinte. Claro que, se Deus fosse dar a libertação a Mardoqueu tinha que ser naquela noite. E foi o que Ele fez:
Ester 6:1-3 
"Naquela mesma noite fugiu o sono do rei; então mandou trazer o livro de registro das crônicas, as quais se leram diante do rei. E achou-se escrito que Mardoqueu tinha denunciado Bigtã e Teres, dois dos camareiros do rei, da guarda da porta, que tinham procurado lançar mão do rei Assuero. Então disse o rei: Que honra e distinção se deu por isso a Mardoqueu? E os servos do rei, que ministravam junto a ele, disseram: Coisa nenhuma se lhe fez."
Mardoqueu algumas vezes, antes de Ester tornar-se rainha e antes de Hamã ser elevado ao segundo comando, tinha protegido o Rei contra conspiração, planejado por dois camareiros, guarda da porta, Bigtã e Teres (Ester 2:21-23). Embora isto tenha sido escrito nas crônicas, isto é, no diário oficial do reino, nada foi feito para honrar Mardoqueu. Contudo, isto não foi acidental uma vez que foi através deste ato não honrado que Deus traria a libertação para ele, exatamente no momento que ele mais precisava. Então, na noite em que seria a última noite para Mardoqueu, “fugiu o sono do rei”. Embora não esteja escrito explicitamente, os resultados mostrarão que foram divinamente planejados de modo que ele ficasse acordado e fazer as coisas que se seguiram. A primeira coisa foi pedir que lhe trouxessem o livro de Crônicas. Como já sabemos, este livro contém também os registros dos atos de Mardoqueu. Contudo, certamente este não era o único registro neste livro. Ao contrário, um diário como este deveria ter centenas de anotações. Entretanto, naquela noite havia uma única anotação que precisava ser lida e finalmente foi esta a anotação que foi lida. E não foi outra senão aquela referente a Mardoqueu e o bem que ele fez ao rei, e pelo qual não havia sido ainda honrado! Após o Rei saber desse registro e que Mardoqueu não tinha sido ainda honrado, adivinhe o que aconteceu? Ele decidiu honrar Mardoqueu no dia seguinte! Então pela manhã veio Hamã para pedir ao Rei que enforcasse Mardoqueu, uma surpresa desagradável o esperava:
Ester 6:4-9 
"Então disse o rei: Quem está no pátio? E Hamã tinha entrado no pátio exterior da casa do rei, para dizer ao rei que enforcassem a Mardoqueu na forca que lhe tinha preparado. E os servos do rei lhe disseram: Eis que Hamã está no pátio. E disse o rei que entrasse. E, entrando Hamã, o rei lhe disse: Que se fará ao homem de cuja honra o rei se agrada? Então Hamã disse no seu coração: De quem se agradaria o rei para lhe fazer honra mais do que a mim? Assim disse Hamã ao rei: Para o homem, de cuja honra o rei se agrada, Tragam a veste real que o rei costuma vestir, como também o cavalo em que o rei costuma andar montado, e ponha-se-lhe a coroa real na sua cabeça. E entregue-se a veste e o cavalo à mão de um dos príncipes mais nobres do rei, e vistam delas aquele homem a quem o rei deseja honrar; e levem-no a cavalo pelas ruas da cidade, e apregoe-se diante dele: Assim se fará ao homem a quem o rei deseja honrar!"
Hamã disse todas essas coisas, pensando que era ele a quem o rei queria honrar. MAS.............
Ester 6:10-12 
"Então disse o rei a Hamã: Apressa-te, toma a veste e o cavalo, como disseste, e faze assim para com o judeu Mardoqueu, que está assentado à porta do rei; e coisa nenhuma omitas de tudo quanto disseste. E Hamã tomou a veste e o cavalo, e vestiu a Mardoqueu, e o levou a cavalo pelas ruas da cidade, e apregoou diante dele: Assim se fará ao homem a quem o rei deseja honrar! Depois disto Mardoqueu voltou para a porta do rei; porém Hamã se retirou correndo à sua casa, triste, e de cabeça coberta."
Você se lembra como isto começou? Começou com Mardoqueu LAMENTANDO pelo mal que Hamã planejou contra ele e seu povo. Mas veja como terminou. Terminou com Mardoqueu o homem que confiou em Deus cavalgando no cavalo do rei e vestindo as roupas do Rei e com Hamã, até então, o segundo homem no comando, proclamando diante dele e voltando para casa "lamentando"! Contudo, isto não é o fim da história. Aconteceram mais coisas durante o banquete com a rainha. Durante o banquete Ester revelou sua nacionalidade ao rei e que Hamã planejou destruir a nação dela. Quando o rei ouviu isto, ficou furioso (Ester 7:7-8), e quando reis naqueles dias ficavam furiosos com alguém, exceto se este tiver o agrado de Deus, os propósitos para sua vida eram muito desagradáveis! E de fato foi o que aconteceu a Hamã que pode finalmente usar sua forca pessoalmente!
Ester 7:9-10 
"Então disse Harbona, um dos camareiros que serviam diante do rei: Eis que também a forca de cinquenta côvados de altura que Hamã fizera para Mardoqueu, que falara em defesa do rei, está junto à casa de Hamã. Então disse o rei: Enforcai-o [Hamã] nelaEnforcaram, pois, a Hamã na forca, que ele tinha preparado para Mardoqueu. Então o furor do rei se aplacou."
É óbvio que os papéis de Mardoqueu e Hamã eram reversos. Hamã, o segundo homem no comando e o homem que planejou destruir toda a nação judaica e enforcar Mardoqueu, terminou enforcado na forca que ele mesmo tinha preparado para Mardoqueu!! Mais ainda, como está no último versículo do livro de Ester (Ester 10:3) nos diz, Mardoqueu, o homem que confiou em Deus, foi feito o segundo no comando, tomando o lugar de Hamã! Finalmente, como o décimo terceiro dia do décimo segundo mês foi definido como a total destruição dos judeus, o rei não apenas cancelou essa ordem mas também INVERTEU a situação. Sob a nova ordem:
Ester 8:11-12 
"Nelas o rei concedia aos judeus, que havia em cada cidade, que se reunissem, e se dispusessem para defenderem as suas vidas, e para destruírem, matarem e aniquilarem todas as forças do povo e da província que viessem contra eles, crianças e mulheres, e que se saqueassem os seus bens. Num mesmo dia, em todas as províncias do rei Assuero, no dia treze do duodécimo mês, que é o mês de Adar."
Foi realmente uma grande libertação de Deus que tivemos! Mardoqueu o homem que confiou em Deus, começou lamentando e sob a ameaça de ser enforcado por Hamã, mas terminou glorificado por seus inimigos, e assumindo a posição do segundo no comando. De maneira similar, os judeus começaram “chorando e lamentando” e terminaram festejando (Ester 8:17) e seus inimigos destruídos. (Ester 9:1)
Ao contrário, Hamã o que confiou em seu próprio poder, começou como segundo no comando, alegre e preparando o enforcamento de Mardoqueu, mas terminou lamentando e por consequência enforcado na forca que ele tinha preparado para Mardoqueu!

Conclusão

Terminando este breve estudo do livro de Ester, poderíamos dizer que esta lição é a mesma lição que é oferecida em muitas outras partes da Palavra de Deus, isto é, a Palavra de Deus é verdadeira Palavra, uma Palavra que não pode ser quebrada apesar das forças contrárias exercidas pelo poder humano e maligno. De fato, aqueles que, como Mardoqueu, confiam Nele, “não serão confundidos”(Isaías, 49:23) mas eles serão como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto" (Jeremias 17:8). Para concluir, portanto:
Salmo 37:3-7, 9, 11 
"Confia no Senhor e faze o bem; habitarás na terra, e verdadeiramente serás alimentado. Deleita-te também no SENHOR, e te concederá os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará. E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu juízo como o meio-dia. Descansa no SENHOR, e espera nele….mas aqueles que esperam no Senhor herdarão a terra…..os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz"

sábado, 26 de novembro de 2016

O Poder de sua Ressurreição

O Poder de sua Ressurreição -
“Para o conhecer, e o poder da sua ressurreição...” (Fp. 3:10)
A doutrina da ressurreição do Salvador é extremamente preciosa. A ressurreição é a pedra angular do edifício do cristianismo. É o pilar do arco da nossa salvação. Seria necessário um livro inteiro para mostrar todas as correntes de água viva que fluem desta fonte sagrada, a ressurreição de nosso querido Senhor e Salvador Jesus Cristo; mas saber que Ele ressuscitou, e ter comunhão com Ele como tal - relacionar-se com o Salvador ressurreto em conseqüência de uma vida restaurada; vê-lo deixar o túmulo como resultado de nós mesmos termos deixado o túmulo do mundanismo - é ainda mais precioso. A doutrina é o fundamento da prática, mas, tal como a flor é mais encantadora do que a raiz, assim também a prática da comunhão com o Salvador ressuscitado é muito mais encantadora do que a própria doutrina. Gostaria de fazê-lo crer que Cristo ressuscitou dos mortos para que cantasse isto, e de dar-lhe todo o consolo possível para que entendesse este fato com certeza e testemunho; mas, até lá, eu lhe imploro, não se dê por satisfeito. Embora você não possa, como os discípulos, vê-Lo visivelmente, mesmo assim eu lhe digo para desejar ver Jesus Cristo com os olhos da fé; e, embora não possa, como Maria Madalena, "tocá"-Lo, mesmo assim você pode ter o privilégio de conversar com Ele, e saber que Ele ressuscitou, e que você mesmo foi ressuscitado Nele em novidade de vida. Conhecer o Salvador crucificado porque Ele crucificou todos os meus pecados, é muito bom; mas, conhecer o Salvador ressuscitado porque Ele me justificou, e entender que Ele me deu nova vida, tornando-me uma nova criatura por meio de Sua própria novidade de vida, é uma experiência ainda mais sublime: sem isto, ninguém ouse ficar satisfeito. Que você possa "conhecê-Lo e o poder da Sua ressurreição." Por que razão as almas ressuscitadas com Jesus vestiriam mortalhas mundanas e incrédulas? Ressuscita, pois o Senhor ressuscitou.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Esperança

“Cristo em vós esperança da glória” (Colossensses 1.27)
Um dos sinônimos da palavra esperança é: ”expectativa ou coisa que se espera”. Esperança sempre foi uma palavra muito usada entre as pessoas. Creio que elas têm realmente esperança, muitas têm expectativa que algo bom, novo ou diferente ainda pode acontecer em suas vidas. Entretanto a maioria das pessoas acaba frustrada, decepcionada, porque a esperança de grande parte delas está depositada em algo que não pode satisfazê-las. Mesmo nas igrejas, entre o povo de Deus, há muita decepção e desespero, devido ao estado que ela (a igreja) se encontra.
Mas quero te orientar a possuir uma esperança correta, que será correspondida. Ela deve estar voltada para a pessoa do Senhor Jesus Cristo; não o Jesus religioso e cultural das religiões, mas o Jesus bíblico. Estou dizendo de confiar nas
Escrituras, apenas nas Escrituras. O problema é que nossa esperança não se baseia naquilo que é bíblico, e sim no que lançam a nós e temos que engolir… e na maioria das vezes não é bíblico, e se não é bíblico, Deus jamais cumprirá, o que conduz. a um fracasso da fé.
Desafio você a crer e a obedecer tudo que a Bíblia ensina e orienta, e também o que ela promete. Desta forma você não será frustrado e jamais sua esperança resultará em nada, porque o Deus da Bíblia é infalível! Ele é um Deus de justiça e de juízo, que não tem o culpado por inocente (Ex. 34.7), que não compactua e nunca compactuará com o pecado, contudo é um Deus misericordioso, um Deus de amor, que sempre honra aqueles que andam em retidão (Sl. 84.11).
Se você está passando momentos difíceis, escuros, não tem ideia do que está acontecendo e não entende porque tem que passar por isso: volte-se apenas para as Escrituras, estude-as, medite nelas, esforce-se em cumprir seus mandamentos e creia absurdamente em todas as promessas de Deus, pois isto te trará consolo, segurança e uma fé sólida, e tenha certeza que sua esperança resultará na mais plena vitória.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Posso todas as coisas?

Posso todas as coisas?
“Posso todas as coisas naquele que me fortalece.” (Filipenses 4:13)
Esta é uma gloriosa promessa escrita pelo apóstolo Paulo. Um texto áureo, conhecido por todos os cristãos do mundo. Santos de todas as épocas já encontraram neste texto consolo e refúgio.
Entretanto, a grande maioria interpreta este versículo de maneira equivocada, fora do seu contexto. Os crentes contemporâneos entendem que este versículo é uma permissão para conquistar aquilo que desejam. Usam este versículo como pretexto para suas vitórias como se dissessem: “Eu posso vencer, eu posso conquistar, eu posso romper, eu posso prosperar”. Enfim, o que eles estão a dizer é que eu posso qualquer coisa naquele que me fortalece.
Não é isso que Paulo está ensinando aos filipenses, este texto tem que ser interpretado à luz do seu contexto. A chave para interpretá-lo é o versículo anterior. Vejamos o que ele diz:
“Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. “ (Filipenses 4:12).
Paulo estava ensinando aos filipenses que Cristo lhes daria graça para suportar o sofrimento ou viver em qualquer circunstância. Para isso, Cristo os fortaleceria.
Portanto, a maneira correta de interpretar este texto e nos apoderar desta grandiosíssima promessa seria assim: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece”. Posso estar abatido, posso sentir fome, posso padecer necessidade, posso suportar a dor e o sofrimento porque Cristo me fortalece, ou seja, me confere graça e todos os recursos necessários para que eu atravesse as tribulações e os desertos desta vida.

Com esta promessa, quero lhe encorajar, querido irmão em Cristo, que está passando por uma adversidade ou por alguma intempérie: Cristo prometeu nos dar forças nestes momentos difíceis, nas piores provações, nos mais agudos, Cristo estará com você guiando e te consolando. Vindo a prova que vier, você poderá dizer junto com Paulo: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece”.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

A DIVISÃO DO REINO DE ISRAEL

A DIVISÃO DO REINO DE ISRAEL



AS CAUSAS DA DIVISÃOSalomão foi um rei de obras grandiosas, gerando também grandes despesas. Para pagamento destas despesas o povo teve de arcar com mais impostos. Após a morte do rei o povo se dirigiu ao sucessor Roboão pedindo a redução dos pesados encargos colocados sobre eles. Roboão seguindo o conselho de seus amigos jovens disse que em seu reino o jugo seria mais pesado que o de seu pai. Após essa decisão de Roboão o povo se negou a continuar sendo governado por ele. Levantaram como rei de Israel, Jeroboão, ficando sob as ordens de Roboão apenas a tribo de Judá e Benjamim (1 Re 12). Sendo assim o reino de Israel ficou dividido, formando Judá e Benjamim o reino do Sul e o restante das dez tribos o reino do Norte.
Com a divisão, a geografia cooperou para o desenvolvimento independente de cada tribo. A tribo de Judá não se comunicava com as tribos do Norte em razão da largura e profundidade do vale do Soreque, na região central de Israel. A oeste estavam os filisteus; ao sul, o perigoso deserto do Neguebe e também as populações nômades da região, sempre hostis a estrangeiros; a leste havia o mar Morto. Assim Judá era a tribo mais isolada de Israel, portanto a mais sujeita ao sentimento de liberdade.

O sucessor de Salomão, seu filho Roboão, reinou por dezessete anos (931-913 a.C.). O perfil geral de Roboão é descrito da seguinte maneira: “Fez ele o que era mal, porquanto não dispôs o coração para buscar ao Senhor” (2 Cr 12.14). As Escrituras Sagradas indicam que Roboão e seus compatriotas atingiram o mais baixo nível de comportamento idólatra. Estabeleceram lugares altos e os postes-ídolos de Aserá, além de se envolverem em rituais de prostituição sodomita.

O povo das dez tribos aclamou Jeroboão como monarca do recém-formado reino. O rei imediatamente estabeleceu sua capital em Siquém, uma localidade considerada santa por todos os habitantes de Israel. O novo rei estabelecido havia recebido a promessa de uma dinastia eterna caso permanecesse fiel ao Senhor (1 Rs 11.38). Entretanto, se a situação religiosa de Judá era má, a de Israel tornou-se pior. Jeroboão mandou estabelecer santuários em Betel e Dã, tornando essas cidades centros de adoração pagã. Assim seu reino se tornou o modelo de iniquidades para sempre, com o qual os futuros reis malignos de Israel seriam comparados (1 Rs 16.2, 3.19). Jeroboão violou os mandamentos de Deus e a aliança com Yahweh, seguindo outros deuses e rejeitando o Deus de Israel. Portanto, Yahweh findaria a dinastia de Jeroboão rapidamente e transportaria Israel para além do rio Eufrates, em consequência de seus pecados.

Em várias ocasiões os dois reinos lutaram entre si competindo pelo controle da região. Porém, os laços da tradição antepassada eram muitos fortes, fato que os manteve unidos muitas vezes em ocasiões de perigo (1 Rs 14.30). Uma diferença marcante entre ambos os reinos foi a perpetuação no Sul de uma dinastia única, a davídica, enquanto no Norte se levantaram cinco diferentes dinastias no curto período de 210 anos.

Esse fenômeno se deu por causa do papel religioso desempenhado pelos reis da dinastia davídica, o que levou a uma associação entre o javismo, religião dos israelitas antes do exílio na Babilônia, cuja consequência posterior foi a esperança messiânica do período pós-exílico.

REINO DO NORTE (ISRAEL)
O Reino do Norte (Israel) era menos instável politicamente que o Reino do Sul (Judá), Sua duração mais curta como nação independente (209 anos) e a violência ligada à sucessão ao trono comprovam esse fato. O historiador de Reis considerou “maus” todos os dezenove governantes de Israel, porque perpetuaram o culto ao “bezerro de ouro” de Jeroboão. A medida de duração do reinado de um monarca israelita era de apenas dez anos, e nove famílias diferentes reivindicaram o trono. Para chegar ao trono, o carisma era tão útil quanto a ascendência, mas não era garantia de preservação; sete reis foram assassinados, um cometeu suicídio, um foi ferido por Deus e outro foi deposto e levado para Assíria.

A QUEDA DO REINO DO NORTE
O Reino do Norte lutou em varias ocasiões contra o domínio assírio, fazendo alianças com outros reinos, como por exemplo, o Egito, e formando uma liga de cidades que enfrentavam essa potência. Em 723 a.C., os líderes do Norte tentaram de algum modo forçar o Reino de Judá a participar de acordos e alianças contra a Assíria. Desesperado, Acaz (732-716), governante de Judá naquela ocasião, pediu auxilio à Assíria contra essa intervenção vinda do Reino do Norte, o que desencadeou a tomada da região pelo exercito assírio. Em 732 a cidade de Damasco e a Galiléia foram sitiadas, restando ao reino de Israel submeter-se ao controle estrangeiro.

Nessa região a migração forçada de colonos estrangeiros não foi comprovada, porém é certa a formação de uma nova identidade étnica através da mistura dos assírios com a população local. A perda, nessa ocasião de cerca de dois terços de seu território fez com que restasse ao povo do Reino do Norte aproximadamente apenas as montanhas de Efraim, com a capital Samaria. O rei Oséias (731-723 a.C.), de Israel, que assumiu o trono sob a concordância do rei assírio Tiglate-Pileser III, não se conformando com a perda territorial e de independência, pediu auxílio ao Egito, que lhe prometeu enviar forças militares, que nunca chegaram. De qualquer modo, os anos que se seguiram foram marcados pela esperança de libertação. Porem, em 722 o Reino do Norte foi definitivamente conquistado por Salmanaser V (726-722 a.C.), ocorrendo a consolidação assíria com Sargão II (722-705 a.C.). Samaria foi repovoada por colonos estrangeiros e a população deportada por todo o império assírio.
OBSERVAÇÃO
 
A tribo de Simeão, por ter o seu território no meio da tribo de Judá, com o passar do tempo foi englobada pela tribo de Judá por esta ser mais numerosa do que ela. A tribo de Benjamin também foi absorvida por Judá, tendo deixado de existir como tribo separada e funcional, entretanto, esta tribo ainda existia em termos territoriais, por isso ela é citada em I Rs 12.21. Mas, em I Rs 11. 13,32,36 e I Rs 12.20, aparece apenas a tribo de Judá. 
As dez tribos do Norte provavelmente devem estar contando com a tribo de Simeão, pois mesmo o seu território tendo sido englobado pela tribo de Judá, os seus descendentes parecem ter ido habitar ao norte com as outras tribos e não aceitaram a dinastia de Davi. No texto de II Cr 15.8,9, o cronista deixa subtendido que Simeão estava com o reino do Norte.
REIS DE ISRAEL APÓS A DIVISÃO
Para esta época, a maioria dos historiadores segue as cronologias estabelecidas por William F. Albright ou Edwin R. Thiele, ou a nova cronologia de Gershon Galil. Iremos seguir a cronologia de Edwin R. Thiele. As datas são a.C.

 JEROBOÃO I 931-910
 NADABE 910-909 - foi assassinado
 BAASA 909-886
 ELÁ 886-885 - foi assassinado
 ZINRI 885 - suicidou-se
 ONRI 885-874
 ACABE 874-853
 ACAZIAS 853-852
 JORÃO 852-841 – foi assassinado
 JEÚ 841-814
 JEOACAZ 814-798
 JEOÁS 798-782
 JEROBOÃO II 782-753
 ZACARIAS 753 - foi assassinado
 SALUM 752 - foi assassinado
 MENAÉM 752-742
 PECAÍAS 742-740 - foi assassinado
 PECA 740-732 - foi assassinado
 OSÉIAS 732-722 - deposto

A palavra final do destino de Israel é encontrada no capítulo 17 versículos 22 a 23 de 2 Reis “Assim andaram os filhos de Israel em todos os pecados que Jeroboão tinha feito; nunca se apartaram deles; Até que o SENHOR tirou a Israel de diante da sua presença, como falara pelo ministério de todos os seus servos, os profetas; assim foi Israel expulso da sua terra à Assíria até ao dia de hoje. E o rei da Assíria trouxe gente de Babilônia, de Cuta, de Ava, de Hamate e Sefarvaim, e a fez habitar nas cidades de Samaria, em lugar dos filhos de Israel; e eles tomaram a Samaria em herança, e habitaram nas suas cidades”.



REINO DO SUL (JUDÁ)
O Reino de Judá limitava-se ao Norte com o Reino de Israel, a Oeste com a inquieta região costeira da Filístia, ao Sul com o Deserto do Neguebe, e a Leste com o Rio Jordão e o Mar Morto e o Reino de Moabe. Era uma região montanhosa, fértil, relativamente protegida de invasões estrangeiras (o território da Tribo de Judá manteve-se basicamente o mesmo durante os mais de 300 anos de sua existência). Sua capital era Jerusalém, onde encontrava-se o Templo do Deus de Israel mandado construir pelo rei Salomão para abrigar a Arca da Aliança.

O Reino de Judá entrou em conflitos com os reinos de Moabe, Amom e os filisteus. Entretanto, o principal adversário político e militar do Reino de Judá foi o Reino de Israel. Inúmeras vezes travaram-se batalhas entre as dois reinos, com vitórias pouco significativas para cada lado. Israel tornou-se fortemente influenciado pela cultura cananéia e pela religião fenícia, enquanto Reino de Judá permaneceu, de maneira geral, fiel à sua fé em YHVH, o Deus dos patriarcas hebreus.

O culto a YHVH e a preservação da linhagem real davídica do qual deveria vir o prometido Messias, de acordo com os profetas do Velho Testamento, é a justificativa para a misericórdia de Deus sobre o Reino do Sul, ao passo que o politeísmo de Israel teria sido responsável por sua ira sobre seus governantes. 

O Reino de Judá viu o perigo das potências estrangeiras emergentes quando a capital de Israel, Samaria foi tomada pelo rei assírio Sargão, em 722 a.C.. Mais tarde, o Rei Senaqueribe invade o Reino de Judá e sitia Jerusalém, mas sem a conquistar. Segundo a Bíblia, o seu exército foi "subitamente destruído por obra de Deus".

O Reino do Sul persistiu por mais de um século e meio depois da destruição de Israel (cerca de 345 anos). Ao contrário de Israel, os reinados dos dezenove reis e uma rainha em Judá, tiveram duração média de mais de dezessete anos. A dinastia de Davi foi a única a reivindicar o trono do Sul, realçando a estabilidade política. O reinado terrível da rainha Atália foi a única interrupção da sucessão davídica. No entanto em Judá também ocorreram intrigas políticas, pois cinco reis foram assassinados, dois foram feridos por Deus e três foram exilados. O historiador de Reis relatou que oito monarcas de Judá foram “bons” porque seguiram o exemplo de Davi e obedeceram a Javé. Foram eles: Asa, Josafá, Joás, Amazias, Uzias, Jotão, Ezequias e Josias.

Os reis Ezequias e Josias são idealizados como personagens semelhantes a Davi e Salomão porque purificaram o templo e restauraram a adoração adequada em Jerusalém. 
REIS DE JUDÁ APÓS A DIVISÃO
As datas são a.C

 ROBOÃO 931-913
 ABIAS 913-911
 ASA 911-870
 JOSAFÁ 872-848
 JEORÃO 848-841 – foi assassinado
 ACAZIAS 841-841 – morto por Jeú rei de Israel
 ATÁLIA 841-835 – foi assassinada
 JOÁS 835-796 – foi assassinado
 AMAZIAS 796-767 – foi assassinado
 UZIAS (AZARIAS) 792-740
 JOTÃO 750-732
 ACAZ 735-716
 EZEQUIAS 716-687
 MANASSÉS 697-643
 AMOM 643-641 – foi assassinado
 JOSIAS 641-609 – morreu em batalha
 JEOACAZ 609 – deposto pelo Faraó Neco
 JEOAQUIM 609-598
 JOAQUIM 598 – deposto pelos babilônios
 ZEDEQUIAS 598-586 – deposto pelos babilônios

Zedequias, o último rei de Judá foi levado preso para a Babilônia.

O Reino do Sul também foi levado cativo, por não obedecer aos mandamentos do Senhor: “E queimaram a casa de Deus, e derrubaram os muros de Jerusalém, e todos os seus palácios queimaram a fogo, destruindo também todos os seus preciosos vasos. E os que escaparam da espada levou para Babilônia; e fizeram-se servos dele e de seus filhos, até ao tempo do reino da Pérsia. Para que se cumprisse a palavra do SENHOR, pela boca de Jeremias, até que a terra se agradasse dos seus sábados; todos os dias da assolação repousou, até que os setenta anos se cumpriram” (2 Cr 36.19-21).

Com um desfecho melhor que Israel, o povo de Judá voltou para sua terra, cumprindo-se assim a promessa do Senhor de que da raiz de Davi nasceria o redentor. Por isso Ciro rei da Pérsia permitiu aos judeus retornarem a Jerusalém, conforme narrado pelo escritor do livro das Crônicas: “Porém, no primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia (para que se cumprisse a palavra do SENHOR pela boca de Jeremias), despertou o SENHOR o espírito de Ciro, rei da Pérsia, o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo: Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O SENHOR Deus dos céus me deu todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que está em Judá. Quem há entre vós, de todo o seu povo, o SENHOR seu Deus seja com ele, e suba” (2 Cr 36.22-23).