sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
"Deus odeia orgulho e arrogância, mas especialmente o tipo que intimida pessoas menos privilegiadas"
"Deus odeia orgulho e arrogância, mas especialmente o tipo que intimida pessoas menos privilegiadas"
Certa vez li sobre uma pessoa que visitou uma aldeia de índios ianomâmi no norte do Brasil. Ele Foi advertido pelos missionários locais a NUNCA sair das trilhas para dentro da mata selvagem. Em menos de 30 metros seria possível ficar desesperadamente perdido. Pode crer que ele nunca se aventurou para dentro daquela floresta sem um guia confiável. Mesmo se ele tivesse bússola, lanterna, ou até mesmo GPS, teria sido o auge de burrice e arrogância da parte dele ignorar aquelas advertências e arriscar-se mata adentro. Mas se ele tivesse um índio junto com ele, iria para qualquer lugar sem medo.
Isaías 50.10 pergunta, “Quem há entre vós que tema ao Senhor, e ouça a voz do seu Servo que andou em trevas sem nenhuma luz, e ainda assim confiou em o nome do Senhor e se firmou sobre o seu Deus?” Em outras palavras, é melhor andar nas trevas com Jesus, do que no escuro com uma lanterna!
Infelizmente, o orgulho e auto-suficiência humana fazem com que, muitas vezes, preferimos andar na luz da nossa lanterna e não na presença do Senhor.
Certa vez alguém disse que orgulho é a única doença que deixa todo mundo doente, menos a pessoa que a tem.
Deus odeia orgulho e arrogância, mas especialmente o tipo que intimida pessoas menos privilegiadas e “se acha”. Manifesta-se pelo espírito de independência, auto-suficiência.
O livro de Obadias menor no Antigo Testamento, nos ensina lições enormes sobre arrogância, orgulho e intimidação do povo de Deus. Mas também revela um pouco da arrogância e orgulho que residem em nossos corações, e nossa carência da Sua graça para que confiemos nEle e não em nós mesmos!
O ponto de partida para uma apreciação maior da graça de Deus é a compreensão das nossas próprias almas. Obadias foi escrito para dar um “chute” nos suportes que sustentam uma vida orgulhosa e auto-suficiente. Descobrimos neste livro 5 “medidas de segurança” que as pessoas usam para assegurar uma “identidade”, mas que são incapazes de preencher o vão-tamanho-Deus em cada um dos nossos corações.
I. Posição (2-4)
A força de Edom, país historicamente inimigo do povo de Israel, embora seu “irmão” foi sua posição inassolável nos precipícios rochosas. Sua capital, Sela ou “Petra” (rocha) foi praticamente invencível, com acesso somente por uma passagem estreita facilmente guardada por alguns soldados estrategicamente posicionados.
Apesar do orgulho da sua posição, Deus declara que reduziu Edom a nada. “A soberba do teu coração te enganou, ó tu que habitas nas fendas das rochas” (3). Certamente, seu orgulho precedeu uma grande queda (Pv 16.18).
Lição que nós também devemos aprender. Segurança falsa por causa de uma posição exaltada pode ser o primeiro passo de uma grande queda. No nosso caso, Deus nos ama demais para permitir que continuemos num estado de presunção espiritual e auto-suficiência. Ele quer ser tudo em todos. Sua graça nos proporciona um privilégio incrível, embora doloroso: de cair em nós mesmos e lembrar que “sem Ele, nada podemos fazer” (Jo 15.1)
II. Posses (5,6)
Os tesouros dos edomitas ficavam guardados nas próprias pedras, em esconderijos quase impossíveis de serem detectados. Mas Deus, que vê tudo, anuncia que os bens de Edom, mesmo escondidos, seriam totalmente devastados, não restando absolutamente nada (6).
O texto nos dá um alerta: bens materiais são transitórios, inconstantes e inseguros. Apesar das aparências, não nos dão segurança verdadeira. Podemos ter um “portfólio” diversificado, um plano de saúde dos melhores, uma poupança admirável, carros, casas e campos. Mas no fim, podemos nos tornar prisioneiros das nossas posses, possuídos pelo que possuimos, longes de Deus e com uma vida tão complexa que perdemos a simplicidade de uma vida dependente de Deus.
III. Pactos e Pessoas (7)
Alianças (pactos) e tratados fechados com povos vizinhos e poderes internacionais serviam como forma de proteção. Mas quando substituíam dependência do Senhor, eram traçoeiros. “Todos os teus aliados te levaram para fora dos teus limites: os que gozam da tua paz te enganaram, prevaleceram contra ti; os que comem o teu pão puseram armadilhas para teus pés; não há em Edom entendimento.” (7) Se Edom tivesse seguido a voz de Deus na Aliança Abraâmica (Gn 12.1-3), eles teriam “fechado” com Israel e não com seus vizinhos pactos de proteção mútua. Teriam recebido a bênção dAquele que abençoa àqueles que abençoavam Israel. Mas em vez disso, a arrogância de Edom o levou a maltratar o povo de Israel no dia da sua necessidade. Por isso foram castigados pelo Senhor.
Precisamos entender que pessoas sempre nos decepcionarão. Pactos falham. O braço da carne é muito limitado. Como disse A. W. Tozer, “Ficar desapontado em si mesmo significa ter acreditado em si mesmo” (e não em Deus!). Podemos acrescentar, “Ficar desapontado em outros significa ter acreditado em outros (e não em Deus)”. Maridos esperam que suas esposas satisfaçam suas necessidades, e vice-versa. Pais esperam que os filhos realizem os sonhos DELES. Filhos dependem dos pais, as ovelhas dos pastores, e pastores das ovelhas, o que somente Deus pode suprir. Mais cedo ou mais tarde, pessoas e “pactos” vão nos decepcionar. Por isso, nossos olhos precisam ser fixos somente no Senhor.
IV. Poder Intelectual (8)
Temã (v. 9) foi a cidade de Elifaz, amigo de Jó. Uz, a cidade de Jó, provavelmente ficou em Edom, e foi notada pela sua tradição de sabedoria. Mas Deus revela que sabedoria humana também não é um suporte confiável para segurança garantida. Deus diz que faria “perecer os sábios de Edom, e o entendimento do monte de Esaú.” (8).
Nossa fé em tecnologia pode criar orgulho intelectual. Assim como os construtores da Torre de Babel, cremos que nenhuma montanha é alta demais para nosso intelecto superior. Mesmo assim, existe furos no “world-wide-web” de conhecimento humano. Deus, em Sua infinita graça, revela a falência do conhecimento como fim em si. Temos vírus nos nossos computadores e vírus nos nossos corações. Deve nos surpreender o fato de que os países no mundo com o maior índice de desenvolvimento tecnológico também têm os maiores índices de suicídio? Conhecimento, tecnologia e erudição não nos salvarão. Por isso, às vezes Deus precisa dar um “chute” neste suporte inconfiável.
V. Poder Físico (9)
“Somente os fortes sobrevivem” talvez seja o grito do Darwinismo. Maquiavel ecoa o mesmo princípio: Força equivale direito. Mas o cosmovisão que aceita orgulho e opressão como normas aceitáveis de comportamento social não escapará do juízo divino (Gary Smith, 249). Deus condena os “valentes” de Edom: seriam atemorizados e exterminados pela matança (9).
Na economia divina, os mansos herdam a terra, e os humildes, o reino dos céus (Mt 5.3, 5)! Deus permite que nossa força fracasse, nossa saúde se desestabilize e nosso vigor desvaneça — tudo para lembrar que Ele quer ser a Fonte da nossa força. “Tudo posso, nAquele que me fortalece!” (Fp. 4.13).
O povo de Edom caiu no engano da auto-suficiência. Em vez de confiar em Deus e Sua Palavra, confiavam em si mesmos, seus pactos, posses e poder. No fim, nada restou do seu orgulho prepotente.
A segunda parte do livro, vss 10-21, mostram o que aconteceu com esse povo que desobedeceu a Palavra do Senhor e Sua aliança. Em vez de abençoar seu irmão, Jacó, Edom fez violência contra ele (10). Em vez de ajudá-lo contra seus inimigos, foi conivente com eles no saque da cidade (11). Em vez de ficar entristecido com a destruição do povo de Deus, alegrou-se e repartiu os espólios da invasão (12,13). Por isso, experimentariam o “dia do Senhor” (15), termo que descreve qualquer momento decisivo de juízo contra um povo: “o teu malfeito tornará sobre a tua cabeça” (15).
Como nos outros livros proféticos, condenação vira consolação no final do livro. Julgamento dá lugar à graça. A condenação dos inimigos de Israel servia de consolação do povo de Deus: “No monte de Sião haverá livramento; o monte será santo; e os da casa de Jacó possuirão as suas herdades... Salvadores hão de subir no monte Sião, para julgarem o monte de Esaú; e o reino será do Senhor (17, 21)
Para nós que conhecemos a Deus por meio do Seu Filho Jesus, Deus nos ama tanto que não deixa que continuemos nos “estribando no nosso próprio entendimento” (Pv 3.5). Ele dá um santo “chute” nos suportes que nos dão uma segurança falsa, para que voltemos correndo para Ele.
Deus graciosamente revela para nós o vazio dos nossos corações, para que confiemos somente nEle. Realmente é melhor andar nas trevas com Jesus, do que no escuro, mesmo com uma lanterna
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Por que a relação sexual antes do casamento é considerada pecaminosa?
Por que a relação sexual antes do casamento é considerada pecaminosa? -
Na relação íntima de um casal unido pelos laços matrimoniais, há o que podemos chamar de “inocência erótica”; não existe culpa nem vergonha entre os cônjuges. Mas o mesmo não acontece nas relações reprovadas por Deus. A fornicação é uma delas.
Todas e quaisquer práticas sexuais, inclusive a troca de carícias íntimas, entre pessoas que não são casadas constituem-se fornicação, que é uma transgressão ao padrão estabelecido por Deus.
O sexo antes do casamento é pecado e tem resultados nefastos. Além de gerar sentimentos de culpa, medo, revolta, tédio, faz com que adolescentes e jovens se tornem pais precocemente, sem a devida maturidade para assumir as responsabilidades da paternidade; gera casamentos para salvaguardar a reputação dos pais e dos namorados ante a sociedade, contribui para a propagação de doenças sexualmente transmissíveis, como a AIDS.
Além disso, todos os fornicários cometem prostituição, e não herdarão o Reino de Deus. Sabe o que é dito em Apocalipse 21.8?
Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, o que é a segunda morte.
Portanto, se você é solteiro, ore e peça a Deus que lhe dê um companheiro a quem você ame e seja fiel, para que cumpra o modelo divino para a sexualidade. Deus está interessado na sua completude como ser humano, mas aprenda a esperar o momento e a pessoa certa para se casar, pois precipitação resulta em casamentos infelizes.
Enquanto você é solteiro e não tem as responsabilidades conjugais, dedique-se ao Senhor. Santifique-se tanto no corpo como no espírito, para não ficar vulnerável às investidas de Satanás e aos desejos da carne; para que os seus impulsos sexuais sejam mantidos sob o total domínio do Espírito Santo. Só assim, você terá uma sexualidade e um estilo de vida dentro da vontade do Senhor.
Se você é viúvo ou divorciado, ore, espere com fé e confie no Senhor. Se antes de converter-se ao evangelho você tinha uma vida sexual ativa sem ser casado, peça a Deus que lhe dê um cônjuge e seja fiel a ele. Assim, a sua vida conjugal dará bom exemplo para esta sociedade permissiva.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Como perdoar quem não demonstra arrependimento?
Como perdoar quem não demonstra arrependimento? -
A morte vicária e expiatória de Jesus foi o preço que Ele pagou para que o ser humano fosse perdoado e restaurado à comunhão com Deus.
Perdoar implica cancelar ou remir uma dívida. O sacrifício de Jesus na cruz foi o preço pago por Deus para perdoar-nos; a cédula, o escrito da dívida, que era contra nós foi cancelada (Colossenses 2.14).
Uma vez que recebemos o perdão de Deus, quando merecíamos a morte, devemos demonstrar gratidão e disposição para perdoar aquele que nos ofendeu, até porque, na oração modelo do Pai-Nosso, Jesus pediu que Deus perdoasse as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores (Mateus 6.12), e advertiu-nos de que, se perdoarmos nossos ofensores, seremos perdoados pelo Pai celestial; se não os perdoarmos não seremos perdoados (v. 14,15).
Contudo, quem já foi ofendido ou injustiçado sabe que não é fácil perdoar. Aliás, quanto maior for o dano a nós causado e a nossa proximidade com aquele que pecou contra nós, mais difícil será perdoá-lo. Nessas horas, devemos lembrar o quanto somos pecadores, quão bondoso e misericordioso o nosso Deus é para conosco, perdoando nossas transgressões e restaurando a nossa comunhão com Ele. Devemos, pois, demonstrar misericórdia e graça aos nossos ofensores, perdoando-os.
É indispensável que entendamos e pratiquemos o perdão, cancelando a dívida que nosso próximo tem para conosco, a fim de que a nossa dívida com Deus também seja cancelada, não haja resquício de ódio e amargura em nosso coração, tenhamos paz, equilíbrio, alegria, e vivamos em harmonia com o Senhor, com nós mesmos e com nossos semelhantes.
Ainda que alguém não reconheça o erro e não demonstre arrependimento genuíno pelo mal que nos causou, devemos perdoá-lo. Devemos fazer a nossa parte, e deixar o resto com Deus.
Há pessoas que não perdoam porque quem as ofendeu não pediu perdão formalmente, reconhecendo seu erro, e há aquelas que não perdoam por acreditarem que a ofensa é grande e grave demais para ser apagada ou esquecida após um simples pedido de perdão. É difícil perdoar gente assim, mas devemos perdoar e saber pedir perdão.
Em alguns casos a ofensa é patente; em outros, é uma questão de pontos de vista diferentes. Independente da situação, ainda que o ofensor não dê o braço a torcer, façamos a nossa parte, a fim de que a paz e a harmonia em nosso relacionamento com ele e com nós mesmos sejam restabelecidas. Se for preciso, deveremos até tomar a iniciativa de pedir perdão ao outro, mesmo que estejamos com a razão.
O perdão é algo tão sério, que pode causar enfermidades emocionais, destruir relacionamentos e até impedir que Deus atenda às nossas orações e abençoe as nossas ofertas. Foi isso que Cristo ensinou em Mateus 5.23,24:
Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem, e apresenta a tua oferta.
Em suma, como cristãos obedientes à Palavra de Deus, devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos e perdoá-lo diariamente, quantas vezes for necessário, em qualquer situação. Só assim, estaremos aptos a desfrutar de todas as bênçãos espirituais em Cristo.
SUGESTÕES DE LEITURA:
Mateus 18.21,22; Marcos 11.25,26; Lucas 11.4; 17.3,4; 2 Coríntios 2.10; Efésios 4.32; Colossenses 3.13
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
"... Meu Deus! Estou confuso e envergonhado ! para levantar a ti a minha face..."
"... Meu Deus! Estou confuso e envergonhado !
para levantar a ti a minha face..." (Esdras 9.6)-
Estimado leitor, é com grande prazer que vos escrevo mais uma vez, na intenção de adverti-lo e abrir seus olhos.
Estamos vivendo dias escuros e sombrios: os perigos nos rondam por todos os lados, inseguranças e incertezas nos apavoram; a sociedade pós-moderna, com sua imprevisibilidade, nos espanta; o governo e sua indiferença nos causa pavor; a cristandade naufraga em um caos espiritual e teológico, nos deixando quase sem esperança. Entretanto a vida continua, devemos em detrimento a tudo isso, continuar firmes “olhando para o autor e consumador da fé” (Hb 12.2).
Creio ser urgente e oportuno falar de algo que está latente no coração de muitos: apesar de cristãos, não estamos imunes aos combates e intempéries da vida, que trazem aflições, dores e apertos no coração, que vão de problemas no casamento a crises financeiras e ministeriais, bem como tantas outras áreas, nos deixando perturbados.
Mesmo diante desse quadro, hoje quero escrever sobre um assunto que talvez não seja muito comentado – mas que a maioria de nós vivencia – quero falar para aqueles que “estão em falta com Deus”, que estão aflitos e com o coração apertado por causa de Deus, me dirijo àqueles que estão com vergonha de Deus! Pois, é exatamente isso que Esdras enfaticamente retrata nesse versículo.
Essa declaração de Esdras foi feita após o exilio babilônico. Os judeus haviam retornado a Israel depois de décadas de cativeiro na Babilônia. O objetivo deles era a reconstrução do Templo bem como dos muros da cidade sob a égide de Esdras e Neemias. Eles deveriam também restaurar o sacerdócio, o culto ao Senhor e a observância da Lei, trazendo assim paz e harmonia à nação.
Porém, não foi bem isso que aconteceu: eles estavam negligenciando todos esses afazeres, desprezando a Lei, retardando a reconstrução do Templo, promovendo casamentos mistos (com mulheres não judias), enfim, estavam andando em total desacordo com a vontade de Deus, ignorando assim o próprio Deus!
É nesse cenário que aparece Esdras, um dos seus líderes, que apesar de não participar diretamente desses pecados, fazia parte dessa nação, eram seus familiares, por isso Esdras se pronuncia – diante de Deus – em oração representando o seu povo e a si próprio dizendo: Meu Deus! Estou confuso e envergonhado, para levantar a ti a minha face…
Por causa daquelas inúmeras transgressões – que o seu povo havia cometido – Esdras estava profundamente envergonhado e não conseguia nem levantar a cabeça diante de Deus!
É disso que trata esse devocional. Esse é – para mim – o maior fardo que um homem pode ter no coração, a maior angústia da alma, o terrível dilema da mente: “estar em falta com Deus”!
Acredito sinceramente que muitos de nós estamos vivendo essa realidade: quantos erros temos cometido? Quantas faltas, pecados, rebeldias, desleixo e omissão nas coisas de Deus e para com o próprio Deus temos cometido? O que nos leva a uma profunda vergonha. Por tudo isso nos tornamos como Esdras, são tantas decepções que damos a Deus, que não conseguimos levantar o próprio rosto para os céus.
Assim como um filho que sempre dá desgosto para o seu pai, tirando notas baixas na escola, desobedecendo à ordens simples, desonrando-o em público e não respeitando o investimento que o pai faz. Assim nós temos feito com o nosso Deus e Pai – e como dói e constrange saber isso. Esse era o sentimento de Esdras ao ver aquela situação e o caos que se tornou Israel.
Veja irmão, a mesma coisa está acontecendo conosco! No que estamos nos tornando? Por quais caminhos temos andado? Estamos deixando nosso primeiro amor, o zelo pela casa de Deus, a santidade e o temor a Deus. A preguiça tem sido nossa marca, vivemos num tempo de indiferença espiritual, frieza e descaso para com a santa palavra de Deus! Por causa disso tudo, quando chega a hora da oração – o momento da comunhão com Deus e de estar a sós com Ele – o corar do rosto é o que ocorre, pois inevitavelmente diante Dele ficamos envergonhados pelo que estamos fazendo!
Como dói olhar para trás e ver o rastro desastroso que estamos deixando e concluirmos que temos sido filhos desgostosos ao nosso Pai!
Veja o quanto Deus investiu em nós, do que estamos nos queixando? O que nós temos a dizer a Deus, a não ser expressar nossa eterna gratidão? O simples fato – se é que posso chamar de simples – de ter nos salvado, não é suficiente? Cobriu-nos com sua Graça e Misericórdia, nos abençoou com tantas bênçãos celestes, nos concedeu a dádiva de pregar o seu santo Evangelho, nos amou com eterno amor, nos chamou de filhos, depositando em nós tamanha confiança!
É por isso que ficamos com vergonha: é a vergonha de Davi, quando foi repreendido por Natan. Quanto Deus fez por Davi? Quanto demonstrou amor, graça e misericórdia, e Davi, retribuiu com tanta lambança! Atente no estado que Davi estava quando escreveu o Salmo 51: ele estava profundamente envergonhado pelo que fizera com Deus.
Sansão foi coberto de poder e confiança ao ser levado ao ofício de juiz – com poderes nunca vistos até hoje – mas veja o que Sansão fez, os delitos hediondos que cometeu! Lá estava Sansão – na cela dos filisteus – cego, preso, sem forças e com muita, muita vergonha de Deus.
Pedro – um dos discípulos mais próximos de Jesus – tinha intimidade, foi tratado com tanto carinho, respeito e zelo por seu Mestre – tanto que foi-lhe conferido um grande chamado – e o que ele fez? Negou o seu Senhor três vezes! Depois a Bíblia diz que ele chorou amargamente. Aquele era o choro da vergonha por ter decepcionado tanto o seu Senhor.
E assim também temos feito uma bateria de violações contra Deus!
Nós sabemos que Deus é perfeito e eterno – mas bem no fundo, pelo bom senso que possuímos – dizemos: “Deus não merece isso que estou fazendo, que desgosto estou dando a Ele, que tolo e estúpido tenho sido. Meu Deus! Quanta falha. Tenho vergonha de dirigir minhas palavras ao Senhor, tenho vergonha de fazer qualquer oração diante da Sua santidade, não consigo nem levantar minha cabeça, tem misericórdia de mim”!
Na verdade, o que estou tentando lhe dizer, é que nós fazemos como o filho pródigo: passamos uma fase da vida sem dar contas do lamaçal que estamos envolvidos – passando muitos dias, meses e até anos – convivendo nesse estado precário, sem nos darmos conta do mesmo, mas, de súbito, somos tomados por um choque de realidade: onde estou? O que estou fazendo? Aonde isso vai parar? Então, um profundo pesar vem ao nosso coração!
Tenho convicção que o remédio para tudo isso é o arrependimento sincero e recorrermos a Deus através de muita oração!
“Ah Deus! perdoe-nos por fazer tanto contra o Senhor, nos perdoe no mais profundo do nosso coração. Não é nossa causa que está em jogo e sim a Sua, não é o nosso nome, o nosso reino, a nossa reputação, e sim os Sua! Quanta omissão da nossa parte, quantos crimes feitos contra o Senhor, quanto desleixo!
Senhor, estamos quebrantados, consternados, arrependidos, nos perdoe segundo a multidão das Suas misericórdias e, se os teus servos tem achado graça aos Seus olhos, nos dê mais uma chance, mais uma oportunidade de te honrar novamente. Nos dê também os recursos necessários para que isso aconteça, renove as nossas forcas, nossa esperança, nossa fé, levante nossa cabeça porque nem isso conseguimos fazer… Para que assim honremos o Seu precioso Nome e não venhamos mais depreciá-Lo.
Tire nossa vergonha, ó Deus, para que de novo tenhamos a alegria da sua salvação. Em nome do teu Filho Jesus, te peço todas essas coisas. Amém”!
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Laicismo
O que é Laico:
Laico significa o que ou quem não pertence ou não está sujeito a uma religião. O termo “laico” tem sua origem etimológica no Grego “laikós” que significa “do povo”. Está relacionado com a vida secular (mundana) e com atitudes profanas que não se conjugam com a vida religiosa. Um comportamento secular é o oposto de um comportamento eclesiástico,direcionado para atividades da Igreja.
Laico é a forma erudita de leigo, cujo significado no meio religioso se refere ao membro ativo da Igreja que não exerce funções específicas do clérigo.
O laicismo é uma doutrina que defende a ausência de qualquer obrigação de caráter religioso nas instituições governamentais. É uma posição que visa a laicidade, ou seja, a não intervenção da religião no Estado.
A qualidade de ser laico pressupõe a não interferência da igreja em assuntos políticos e culturais. Quando se fala em Estado laico, existe a ideia de neutralidade sobre questões religiosas. Deve haver liberdade para os cidadãos manifestarem a sua fé religiosa, qualquer que ela seja, sem haver controle ou imposição de uma religião específica.
22 marcas de uma possível falsa igreja
22 marcas de uma possível falsa igreja -
Sabemos que muitos dos leitores foram despertados para o Evangelho, mas se encontram em igrejas onde o mesmo não aconteceu. Falemos sobre os seguintes temas:
1.Porque Você Não Pode Mudar Sua Igreja
2.Quando você pode mudar sua igreja?
3.Como Mudar Sua Igreja
4.Como Viver Com o Que Você Não Consegue Mudar
Agora queremos pensar naquilo que você deve procurar em uma nova igreja, caso você tenha optado por sair de sua igreja ou esteja sem uma. Hoje, passaremos alguns avisos sobre marcas de uma possível falsa igreja. Assim, você pode ficar atento ao entrar em uma “igreja”.
Sua igreja talvez não seja uma igreja se…
1.Seu pastor raramente fala sobre Jesus. (Essa é fácil).
2.Seu pastor fala sobre Jesus, mas somente no estilo “siga seu exemplo”. (Você poderia ser um Mórmon ou mesmo muçulmano e pregar desse jeito).
3.As músicas de “adoração” são mais sobre como você se sente e o que você pode fazer, em oposição a quem Deus é e o que Ele fez.
4.A extensão do envolvimento de quase todos na igreja está limitada ao culto semanal.
5.Seu pastor não pastoreia as pessoas cara a cara, mas gerencia “sistemas” em seu escritório, 40 horas por semana.
6.Alguns desses sistemas são projetados para que o pastor interaja com o menor número de pessoas possível.
7.Você não se lembra da última vez que participou da Ceia do Senhor.
8.Muito do planejamento e foco na organização gira em torno de fazer um culto sensacional.
9.Você nunca ouve a palavra “pecado” por lá.
10.Você ouve a palavra “pecado”, mas apenas brevemente ou redefinida como “falhas”.
11.Você não se lembra a última vez que ouviu o nome de Jesus em uma mensagem.
12.A mensagem de Páscoa não é sobre a ressurreição, mas “novas oportunidades” na sua vida ou virar uma nova página.
13.Em feriados patrióticos, a mensagem é sobre quão grande nosso país é.
14.Nos outros fins de semana, a mensagem é sobre quão grande você é.
15.Há mais vídeos que orações.
16.Pessoas não cantam durante o culto de “adoração”, mas assistem.
17.As responsabilidades principais do pastor são coisas estranhas à Escritura.
18.Existe mais dinheiro investido em propaganda que em missões.
19.A maioria dos pequenos grupos gira em torno de esportes ou lazer, e não estudo ou serviço.
20.Você sempre se sente confortável lá.
21.Ser membro da igreja parece apenas um sistema de recrutamento de voluntários.
22.Você só encontra outras pessoas da igreja nos cultos de domingo.
Se sua igreja parece com uma ou mais dessas coisas, talvez seja uma torcida espiritual, um teatro religioso, um clube social cristão, ou alguma coisa totalmente diferente, mas, provavelmente, biblicamente falando, não é uma reunião da igreja bíblica.
Como Fazer Uso dos Meios de Graça
Como Fazer Uso dos Meios de Graça -
Exercita-te, pessoalmente, na piedade. [...] Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza. Até à minha chegada, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino. Não te faças negligente para com o dom que há em ti, o qual te foi concedido mediante profecia, com a imposição das mãos do presbitério. Medita estas coisas e nelas sê diligente, para que o teu progresso a todos seja manifesto. Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes. (1 Tm 4.7.12-16)
Os meios da graça são frutos de uma noiva que deseja ter maior comunhão com seu Noivo e não de uma tentativa de sermos aceitos por Cristo. Somos aceitos com base em sua graça, e essa graça nos leva a buscarmos ativamente o Amado de nossas almas.
Consideraremos meios de graça como qualquer exercício pessoal através do qual Deus possa nos aproximar de Cristo. Quero destacar três âmbitos dos meios da graça: o particular, o corporativo e o interpessoal.
Meios particulares da graça
Ler as Escrituras
É nosso dever diário ler Palavra de Deus. Para o crente a bíblia é uma carta de amor que Deus o envia diariamente. Um puritano enumerou oito formas de lermos as Escrituras:
1.Com diligência – como um homem cavando em busca de um tesouro;
2.Com sabedoria – não ficar demasiado tempo em um só livro, etc;
3.Com preparação – prepararmo-nos espiritualmente e logisticamente para ler a Palavra (buscar um local tranquilo, etc.);
4.Com meditação – ler a bíblia, meditar e depois orar com base na meditação;
5.Com conversas piedosas – conversar com outros sobre o que lemos;
6.Com fé – fé é a chave. Outros livros podem informá-lo ou reforma-lo, mas só a bíblia pode transformá-lo.
7.Com prática.
8.Com oração.
A leitura da bíblia não só transforma você, mas impacta as pessoas a sua volta. Então, saiba que você não irá crescer muito em santidade e a sua vida não irá impactar outras pessoas se você não estiver diariamente buscando, amando, vivendo as Escrituras.
Meditar nas Escrituras
A diferença entre ler e meditar é na meditação você se concentra em um assunto ou texto específico. Os puritanos faziam muito isso, contudo a nossa geração perdeu essa prática. Os puritanos apresentavam sete passos para a meditação:
1.Ore para que o Espírito Santo foque a sua mente na meditação;
2.Leia uma parte das Escrituras e medite em um ou dois versículos ou em uma doutrina específica contida no texto.
3.Memorize este versículo para ajuda-lo em sua meditação;
4.Medite em tudo o que sabe sobre aquele verso, usando o livro da Escritura, o livro da Consciência e da Memória e o livro da Natureza e buscando aplicar tais coisas em sua vida.
5.Estimule suas afeições enquanto medita, tais como amor, alegria, zelo.
6.Faça uma resolução espiritual – os puritanos normalmente escreviam essa resolução em seus diários e oravam
7.Termine sua meditação com ações de graças ou cantando os salmos, pois isto ajudará a memorizar a Palavra.
Oração e Prática
Os reformadores diziam “Orare et labutare” – ore e labute. Se você ora, mas não pratica, você está andando em círculos. A prática é importante, mas a oração deve ter prioridade. John Bunyan já dizia: “Você pode fazer mais do que orar depois de ter orado, mas você não pode fazer nada mais do que orar até ter orado”. Quanto mais oramos, mais saberemos quão pouco temos dessa graça. Por isso, priorize a oração; entregue a sua vida à oração.
Um dos nossos problemas, mesmo sendo reformados e conservadores em nossa teologia, é marginalizar a oração, tratando-a como um apêndice de um livro. Martinho Lutero em meio a suas ocupações disse: “Tenho tanto para fazer hoje que acho que passarei as primeiras três horas em oração”.
Quando você orar, a melhor maneira de orar a Deus é orar Palavra para Ele. Deus gosta de ouvir sua própria Palavra. Mostre para Ele as promessas e diga “Senhor, faça como dissestes”.
Manter um diário espiritual
Os puritanos mantinham um registro de suas alegrias e problemas espirituais e isso os encorajava a contemplar a ação de Deus em suas vidas.
Meios coorporativos da graça
Faça melhor uso da pregação
Os puritanos chamavam o Sabbath de o mercado da alma – assim como eles iam ao mercado para comprarem sua comida natural, eles, no domingo, alimentavam a sua alma. Um determinado puritano aconselhou inclusive sobre como ouvir sermões, dizendo: “antes de ir ao culto, vista a sua alma com oração; venha com um santo apetite; esteja atento a palavra pregada; receba-a com fé e mansidão; e, então, lute para mantê-la, meditando nela; ore sobre ela depois do fim do sermão.”
Além disso, precisamos conversar sobre o sermão com nossos irmãos e filhos.
Faça melhor uso dos sacramentos
Os sacramentos trazem a Palavra de forma mais sensorial. Não temos um Cristo melhor nos sacramentos do que na Palavra, mas muitas vezes percebemos a Cristo de forma mais clara.
Faça melhor uso da comunhão dos santos
Precisamos compartilhar nossas experiências espirituais uns com os outros. Aconselhar, exortar e edificar um aos outros. Cristãos mais maduros tem o dever de edificar cristãos mais novos. Você, provavelmente, se tornará semelhante aos amigos (e livros) com os quais você se associa.
Meios interpessoais da graça
Deveríamos nos ocupar com evangelismo e com o serviço cristão, sendo exemplares e fugindo do mundanismo.
Em todos esses meios de graça devemos buscar a Jesus Cristo. Toda a nossa santidade está em Cristo. E usamos esses meios de graça para nos preparar para o nosso casamento, onde o nosso Noivo nos tornará perfeitos e seremos totalmente santos, como uma Noiva sem mácula, nem ruga
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