Um esboço da pregação no culto ao Senhor com a cooperação dos jovens na Assembléia de Deus em São Roberto - SP (24/05/2015)
"SEDE SANTOS" - (Lv 19:1-2) ; (Lv:20:7) ; (1 Pe 1:15-16)
(Lv 19:1,2) "Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: Fala a toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo."
(Lv 20:7) - "Portanto santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o Senhor vosso Deus."
(1 Pe 1:15-16) - "Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo."
A SANTIDADE DE DEUS SIGNIFICA A SUA ABSOLUTA PUREZA MORAL. INDICA QUE ELE NÃO PODE PECAR E NEM TOLERAR O PECADO. DEUS É SANTO POR NATUREZA.
Deus está separado do homem quanto à natureza e caráter. Ele é perfeito , o homem é imperfeito ; Ele é Divino, o homem é humano ; Ele é Espírito, o homem é matéria ; Ele é moralmente perfeito, o homem é pecaminoso ; Ele é o Criador, o homem é a criatura.
JESUS - é a maior revelação da Santidade de Deus (Lc 1:35) ; (2 Co 5:21) !
A Santidade de Deus é revelada através da igreja - (1 Pe 2:9)
***DEFINIÇÃO DE SANTO , SANTIDADE - "hebraico KADOSH"- definição : Separado do uso comum, cortado e colocado à parte.
Ser santo não significa apenas ser separado ; significa ser separado e consagrado para uso do Senhor - "Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus o nosso Senhor" (Rm 6:11)
O adorno dos seus atributos é o fulgor da santidade de Deus. Isso significa dizer que a Justiça de Deus é santa, a soberania de Deus é santa, a onipotência, onisciência, onipresença de Deus é santa, todos os seus atributos é fundamentado em Sua SANTIDADE.
O universo tem 40 bilhões de anos luz de diâmetro. Se você pegar uma nave espacial e atravessar de uma ponta do universo a outra à velocidade da luz, a 360.000 KM por segundo, você demora 40 bilhões de anos pra chegar no final do universo. Nem essa imensidão que compõe bilhões de galáxias, e que cada galáxia compõe bilhões de estrelas, isso é pó perto da natureza de Deus. DEUS É SANTO.
Uma igreja santa, um povo santo, aponta para um Deus Santo, uma igreja corrupta e um povo corrupto, aponta para um deus corrupto...
A santidade é a própria essência do ser de Deus.
*** Algumas razões pelas quais devemos ser santos :
1) Devemos ser santos porque somos filhos de Deus - "Amados, agora somos filhos de Deus..." (1 Jo 3:2)
2) Devemos ser santos porque queremos fazer a vontade do Pai - "Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação..." (1 Ts 4:3)
3) Devemos ser santos porque queremos ser morada de Deus e um templo para seu Espírito - (Jo 14:23) "Jesus respondeu, e disse-lhe; se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada" ; (1 Co 6:19) "Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós..."
4) Devemos ser santos porque queremos ser vaso nas mãos de Deus - "Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra" (1 Ts 4:4)
5) Devemos ser santos porque somos peregrinos a caminho da Canaã Celestial - "...Andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação" (1 Pe 1:17)
6) Devemos ser santos porque queremos morar no céu - "Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte? (Sl 15:1)
"Em todo o tempo sejam alvas as tuas vestes, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça." (Ec 9;8)
"Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor;" (Hb 12:14)
"Tu és tão puro de olhos, que não podes contemplar o mal,..." (Hb 1:13)
" E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas." (1 Jo 1:5)
"...nem os céus são puros aos seus olhos." (Jó 15:15)
"Estas coisas tens feito, e eu me calei; pensavas que era tal como tu..." ( Sl 50:21)
"...santo e tremendo é o seu nome." (Sl111:9)
"Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra; assim sejam poucas as tuas palavras." (Ec 5:2)
Quando lemos o texto de Isaías (Is 6:1-4) , vemos algo interessante, vemos senhor escrito com apenas o S maiúsculo e também vemos senhor escrito com todas as letras maiúsculas...: - Senhor - com "S" maiúsculo e as demais letras minusculas - - definição hebraica - Adonai... O Senhor, soberano, supremo.
SENHOR - com todas as letras maiúsculas - definição hebraica - YAHWEH (Javé aportuguesado) - EU SOU, Está associado ao Santo, está intrínsecamente ligado a sua pessoa, ao ser de Deus....
O judeu ortodoxo usa adonai e jamais YAHWEH.
Armandinho - "quando deus me desenou, ele estava namorando, ..."
Xuxa - o cara lá de cima..."
Existe uma seita na América do norte que na entrada do seu templo tem um enorme tapete escrito o nome de "JESUS" , e a medida que os membros vão chegando eles pisam neste tapete e cospem no nome de Jesus que ali está escrito...
E VOCÊ O QUE ESTÁ FAZENDO COM O NOME DE JESUS QUE VOCÊ LEVA POR SE INTITULAR CRISTÃO ???
Olha o testemunho que a Bíblia dá do seu santo nome :
"Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;" (Fp2:9)
"Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos." (Is 57:15)
"Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Por que quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém." (Rm 11:33-36)
Rei Uzias - Um dos monarcas que mais reinou sob a nação de Israel (55 anos) - Promoveu uma reforma, pecou , ficou leproso e morreu. Após sua morte houve um grande declínio espiritual na nação de Israel. Cinco anos depois foi fundada a cidade de Roma, coincidência ou não, que sabe... e então Deus levanta um profeta chamado Isaías.
Isaías tem uma visão, onde serafins cobrem o rosto e os pés com suas asas diante da glória de Deus...
COBREM O ROSTO - Cobrem o rosto com duas asas porque eles estão diante da glória de Deus, para que não sejam dizimados, desintegrados instantaneamente,...
COBREM OS PÉS - Porque o lugar que eles estão é santificado pela presença e glória de Deus, referência do Sinai onde Deus manda Moisés tirar as suas sandálias porque o lugar onde está é santo...Os serafins sequer podem pisar no lugar onde a glória de Deus é emanada em toda sua essência... A santidade de Deus é insuportável e sequer eles ousam pisar naquele lugar.
***MEU IRMÃO COMO É QUE VOCÊ TEM ENTRADO NA PRESENÇA DE DEUS ???
A única coisa que podem dizer naquele lugar é o TRISSÁGIO : SANTO, SANTO, SANTO - O único atributo de Deus que é elevado ao terceiro graú de repetição em toda a Bíblia, Deus é três vezes santo, triplamente santo.
A expressão da santidade de Deus, a glória que emana de Deus é tão forte que até os umbrais se movem, até os objetos inanimados, ininteligíveis tremem, eles respondem a santidade de Deus, e vemos hoje crentes apáticos a tal atributo.
Agora por que 3x santo ???
Na língua portuguesa quando se quer dar ênfase a alguma palavra escrita, tal palavra é colocada entre aspas, parenteses, em negrito, escreve-se tudo maiúsculo, faz-se um círculo em volta de tal palavra.
Na língua hebraíca se repete a palavra para dar ênfase.
Em Gálatas 1:8-9 vemos : "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema." (Gl 1:8,9)
(HÁ UMA REPETIÇÃO)
JESUS - Em verdade em verdade vos digo - (há uma repetição para dar-se ênfase.)
No livro de Isaías vemos o profeta pronunciando vários "AÍS" , mas quando ele se depara ante a glória do Senhor ele diz aí de mim que vou perecendo...Mas quando ele se depara com o Deus 3x santo ele aponta um aí a sí mesmo : "Aí de mim que vou perecendo..."
O que eu aprendo com isso : A santidade de Deus é traumática, transformadora, insuportável para a raça humana.
A glória de Deus está externada na sua criação. Mas quando nos deparamos com sua real presença, somos transformados, não somos capazes de suportar tal essência... Olha exemplos do que a santidade de Deus faz :
- (Dn 10:4-9) - "E no dia vinte e quatro do primeiro mês eu estava à borda do grande rio Hidequel; E levantei os meus olhos, e olhei, e eis um homem vestido de linho, e os seus lombos cingidos com ouro fino de Ufaz; E o seu corpo era como berilo, e o seu rosto parecia um relâmpago, e os seus olhos como tochas de fogo, e os seus braços e os seus pés brilhavam como bronze polido; e a voz das suas palavras era como a voz de uma multidão. E só eu, Daniel, tive aquela visão. Os homens que estavam comigo não a viram; contudo caiu sobre eles um grande temor, e fugiram, escondendo-se. Fiquei, pois, eu só, a contemplar esta grande visão, e não ficou força em mim; transmudou-se o meu semblante em corrupção, e não tive força alguma. Contudo ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo o som das suas palavras, eu caí sobre o meu rosto num profundo sono, com o meu rosto em terra."
- (Ap 1:17) - "E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último;"
- (At 9:4) - "E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?"
- (Is 6:5) - " Então disse eu: Ai de mim ! Pois estou perdido; (perecendo) , o mais próximo do original é "desintegrado" - Desintegrado é o contrário de íntegro. Ele quis dizer que era miserável, vil, pecador.
(Lv 10:1-3) - " E os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, tomaram cada um o seu incensário e puseram neles fogo, e colocaram incenso sobre ele, e ofereceram fogo estranho perante o SENHOR, o que não lhes ordenara. Então saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu; e morreram perante o Senhor. E disse Moisés a Arão: Isto é o que o Senhor falou, dizendo: Serei santificado naqueles que se chegarem a mim, e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão calou-se."
***Obreiros e ministros tomem cuidado em como abrem a boca para falar de um Deus SANTO...
***Precisamos entender que todos os atributos de Deus são alicerçados em sua santidade:
A onisciência de Deus é santa... Ele sabe o que você pensa...
A onipresença de Deus é santa... Ele está com você em todo lugar...
Todos os atributos de Deus estão intrínsecamente ligados à sua santidade. Deus é santo...
O Julgamento de Deus para o ditador Joseph Stalin, para o nazista Adolf Hitler não é nada perto de falsos profetas que existem por aí e que estão blasfemando de um nome tão santo quanto o nome do Senhor... Eles darão conta diante do juízo do trono branco !!! (Ap 20:11)
terça-feira, 26 de maio de 2015
sábado, 2 de maio de 2015
O que quer dizer "piedade" no Novo Testamento?
As palavras piedade, piedoso(a) e piedosamente são encontradas mais de 40 vezes no Novo Testamento, e freqüentemente são mal-entendidas. A palavra "piedade" vem do Latim, e tem dois sentidos: "1. Amor e respeito às coisas religiosas; religiosidade; devoção. 2. Pena dos males alheios; compaixão, dó, comiseração". Na linguagem popular, e muitas vezes no Antigo Testamento, a palavra tem o segundo sentido e traz a idéia de compaixão. Mas, no Novo Testamento, o sentido normalmente é o primeiro, ou seja, devoção a Deus ou respeito às coisas religiosas.
Quando você encontra a palavra "piedade" ou "piedoso" na leitura do Novo Testamento, pense primeiro no sentido de devoção a Deus (temente a Deus) ou às coisas religiosas, e na santidade. Na maioria dos casos, essas definições vão comunicar melhor o sentido do original. Vamos ver alguns exemplos:
(1 Timóteo 2:10) fala sobre "mulheres que professam ser piedosas". A palavra grega aqui é theosebeia, que obviamente inclui Deus (theos) como o objeto da devoção. (João 9:31) usa uma forma da mesma palavra, onde é traduzido "teme a Deus".
Outras palavras gregas são traduzidas como piedade, piedoso e piedosamente, especialmente a palavra eusebeia e outras da mesma família. O sentido principal destas palavras é louvor, reverência ou devoção.
Veja como este entendimento esclarece alguns versículos. (2 Timóteo 3:12) diz que "Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos." O sentido de mostrar compaixão para com outras pessoas não se encaixa aqui (seremos perseguidos por mostrar compaixão?). Antes, os que demonstram reverência a Deus serão oprimidos. (1 Timóteo 3:16) diz que "grande é o mistério da piedade", mas o versículo não fala de sentir dó para os outros. Fala, sim, dos motivos que temos para adorar a Jesus.
Enquanto os presbíteros devem mostrar compaixão e hospitalidade, a palavra "piedoso" (gr. hosios) em (Tito 1:8) quer dizer santo, puro e devoto a Deus.
A nossa palavra "piedade" descreve os dois grandes mandamentos (Mateus 22:37-40), mas o sentido mais comum no Novo Testamento enfatiza o primeiro, "Amar a Deus". Vamos nos esforçar para ser verdadeiramente piedosos.
(1 Timóteo 2:10) fala sobre "mulheres que professam ser piedosas". A palavra grega aqui é theosebeia, que obviamente inclui Deus (theos) como o objeto da devoção. (João 9:31) usa uma forma da mesma palavra, onde é traduzido "teme a Deus".
Outras palavras gregas são traduzidas como piedade, piedoso e piedosamente, especialmente a palavra eusebeia e outras da mesma família. O sentido principal destas palavras é louvor, reverência ou devoção.
Veja como este entendimento esclarece alguns versículos. (2 Timóteo 3:12) diz que "Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos." O sentido de mostrar compaixão para com outras pessoas não se encaixa aqui (seremos perseguidos por mostrar compaixão?). Antes, os que demonstram reverência a Deus serão oprimidos. (1 Timóteo 3:16) diz que "grande é o mistério da piedade", mas o versículo não fala de sentir dó para os outros. Fala, sim, dos motivos que temos para adorar a Jesus.
Enquanto os presbíteros devem mostrar compaixão e hospitalidade, a palavra "piedoso" (gr. hosios) em (Tito 1:8) quer dizer santo, puro e devoto a Deus.
A nossa palavra "piedade" descreve os dois grandes mandamentos (Mateus 22:37-40), mas o sentido mais comum no Novo Testamento enfatiza o primeiro, "Amar a Deus". Vamos nos esforçar para ser verdadeiramente piedosos.
terça-feira, 21 de abril de 2015
A Fé Evangélica ou a Religião Evangélica?
A Fé Evangélica ou a Religião Evangélica? -
A fé evangélica é revolucionária, pois, quando retomada, significou a libertação da pregação da mensagem da Cruz e da Ressurreição. A fé evangélica foi retomada pela reforma, dita, protestante, um movimento de mais de século, que culminou com a afixação, por Lutero, das 95 teses, na porta da Catedral de Wittenberg, na Alemanha, em outubro de 1517.
A retomada da fé evangélica, a fé ensinada pelos país da Igreja, levou o fiel de volta ao Santo dos Santos, isto é, o fiel voltou a compreender que só há um mediador entre Deus e os homens, Jesus de Nazaré, o Ungido de Deus, que com o seu sangue fez o novo e vivo caminho, pelo qual entramos na Presença do Eterno, pessoalmente, sem nenhuma outra mediação.
A fé evangélica fez voltar a valer o ato de rasgar o véu do Templo, levado a efeito pelo Eterno, por ocasião da morte de Jesus de Nazaré, o Ungido, consumando o sacrifício conhecido e efetivo desde antes da fundação do mundo. Ato, este, que liberou o Santo dos Santos para todos aqueles que, por crerem no Ungido, foram feitos filhos de Deus. De modo que a denominada intercessão pelos santos de devoção particular perdeu todo o sentido.
A fé evangélica é libertária, uma vez que, em seu primeiro movimento de retomada, na história, ao abolir, pela recuperação do ensino da expiação pelo Ungido, toda a mediação humana entre o Eterno e o ser humano, desconstruiu toda a hierarquia religiosa. A fé evangélica pôs fim à religião organizada como representante da Igreja, tornando a ver a Igreja como o ajuntamento dos crentes no Ungido, que se manifesta por meio de reuniões locais, cuja relação entre si é fraterna, uma vez que a Igreja deixa de ter um chefe terreno, para depender, exclusivamente, da iluminação pelo Espírito Santo.
A fé evangélica devolveu à Bíblia o papel de Revelação Escrita sob inspiração do Espírito Santo, portanto, um livro recebido por fé, e, como tal, infalível e inerrante, única regra de fé e de prática para a vida da Igreja. Assim como aboliu a figura do intérprete oficial, devolvendo ao fiel a possibilidade de examinar livremente as Escrituras, a partir da decisão dos quatros concílios fundantes: Nicéa e Constantinopla no sec IV, Éfeso e Calcedônia no sec V, e dos chamados "solas" da reforma: sola Gratia, sola Fide, solo Cristos, sola Escriptura, soli Deo Glória!
A fé evangélica pôs fim à noção de clero, que propõe a existência de pessoas especiais, com exclusivo ou maior acesso à Deus, retomando o sacerdócio universal dos crentes, proclamando que todos são iguais perante de Deus, e que a Igreja é Reino de sacerdotes. A fé evangélica retomou a lógica apostólica de reconhecimento dos presbíteros, leigos, como todos os demais, porém, reconhecidos, por sua maturidade espiritual, como aptos para supervisionar a igreja local, de modo a impedir qualquer desvio que transforme a fé evangélica em mera religião.
A fé evangélica aboliu a noção de Templo, fazendo jus ao ensino neo-testamentário, de que o contingente dos crentes constitui o que Jesus de Nazaré, o Ungido, chamou de Sua Igreja, e que este grupo de pessoas é, portanto, o Templo, a Casa do Deus Vivo, anulando a possibilidade de qualquer prédio ser chamado de Igreja ou Casa de Deus. O Deus Vivo só pode habitar numa Casa Viva, nunca em prédio construído por mãos humanas.
A fé evangélica, quando não fomentou, contribuiu para que mudanças estruturais ocorressem na história humana, principalmente, no Ocidente; tais como: a noção de igualdade entre os seres humanos; a rede de proteção às crianças; a honra e o cuidado aos idosos; a igualdade de gênero; o surgimento do Estado Moderno; a preponderância da Democracia; a luta pela liberdade, pelo fim de todo o tipo de colonização e de escravidão; a laicização do Estado, na luta por liberdade de credo e de expressão.
O maior adversário, entretanto, que a fé evangélica enfrentou e enfrenta é a religião evangélica.
O surgimento da religião evangélica aconteceu mais rápido do que se poderia prever, e se caracterizou pelo retorno da noção de Clero; por voltar a titular prédios de templo ou de casa de Deus, descaracterizando a Casa Viva do Deus Vivo; pelo retorno da hierarquização; pelo volta da estatização da fé; pela busca por chefes terrenos para a Igreja; caracterizado pelo denominacionalismo e pelo "ministerialismo", onde as organizações, que reúnem as reuniões locais, e os ministros deixam de ser servos para serem senhores da Igreja.
A religião evangélica é adversária, porque onde a fé evangélica ilumina, a religião evangélica produz trevas, porque luta por hegemonia, inclusive em relação ao Estado, de modo que, enquanto a fé evangélica procura chamar todos os homens à noção de igualdade, por obra do amor abrangente de Deus, a religião evangélica os classifica entre fiéis e infiéis, se vendo no direito de punir os infiéis, postura semelhante à que, no passado, por meio da religião romana, gerou o que ficou conhecido como a "era das trevas", e está voltando a gerar.
A religião evangélica é adversária, porque enquanto a fé evangélica procura apresentar ao ser humano a pessoa do Ungido, que por seu Espírito transforma o ser humano, a religião evangélica oferece um conjunto de crenças e costumes que aprisionam ao invés de emancipar e que, ao invés de salientar a ação salvífica da Trindade, por sua Graça, por meio do sacrifício expiador do Filho, reintroduz a meritocracia, impondo tarefas aos infiéis, sob o pretexto de levá-los a conquistar as benesses que já lhes foram outorgadas por meio da Cruz e da Ressurreição do Ungido.
A fé evangélica apela para a fraternidade que gera unidade e promove a cooperação, a partir dos dons e talentos distribuídos pelo Santo Espírito; a religião evangélica, por sua vez, impõe a hierarquização, que se impõe como única forma do agir divino, uma vez que, nessa imposição, há quem alegue que o Espírito Santo não mais galardoa com dons os fiéis, reduzindo toda a iluminação que Jesus, o Ungido, disse que Consolador traria, à interpretação autorizada dos líderes eclesiásticos, que a rigor, não explicam como podem interpretar acertadamente a Espada do Espírito, uma vez que este não distribui mais os dons, pela inauguração do tempo do cessacionismo. A hierarquização institui, também, a luta pelo poder, com a agravante de que o poder, se não contido, acaba por promover a escravização do ser humano.
A fé evangélica propõe o serviço como fonte de autoridade; a religião evangélica promove a subserviência ao líder, que deve ser servido por sua condição de ser especial. Aliás, a religião evangélica gera elites, enquanto a fé evangélica gera prestadores de serviço.
A religião evangélica subverte os mais ricos ensinos da fé evangélica, como a verdade de que a Trindade elege seres humanos para serem santos, que se doarão para produzir o bem para a humanidade, para transformar o ensino em motivo para a soberba, e para a exigência de privilégios.
A fé evangélica ensina que o texto sagrado é do Espírito Santo, e, portanto, deve ser examinado para produzir um discurso pastoral para a vida da comunidade, como serva de Deus, para o bem da humanidade. A religião evangélica, por meio de seus teólogos, passou a questionar o texto, tornando-o, de novo, propriedade de uma elite que decide o que é e o que não é divino no texto, transformando-o num arremedo de oráculo, onde o fiel não sabe mais no que crê e no quanto deve crer, se é que deve crer.
A fé evangélica procura pelos pobres, para abençoá-los e emancipá-los pela busca da justiça, que é entendida como a construção de realidade onde todo ser humano, em igualdade, desfrutará de tudo o que Deus é e de tudo o que Deus doa. A religião evangélica, por sua vez, procura os ricos, ratificando o pretenso direito destes a promover a desigualdade, sustentando como divina a ideologia que reconhece no acúmulo, no abuso na obtenção de propriedade e na competição sinal de progresso humano, ainda que às custas da miséria e da exclusão da maioria.
A fé evangélica se pauta pelo amor, que é a busca pela unidade entre os seres humanos, enquanto a religião evangélica se pauta pela disputa, que é uma manifestação da disposição contrária ao amor. Assim, a fé evangélica busca a misericórdia e a prática do espírito da lei, enquanto a religião evangélica privilegia a punição, inclusive, confundindo, ingênua ou malignamente a lei com a justiça e o direito. A fé evangélica quer ser a consciência do Estado, a religião evangélica que tomar o Estado.
A fé evangélica sabe que ao andar na história, a partir de Deus, tem de saber discernir entre manutenção e anuência, pois, embora Deus sustente a tudo e a todos, ele não concorda, necessariamente, com tudo o que acontece com e a partir de tudo e todos os que sustenta. Por isso, a oração da fé evangélica é: "Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome, venha o teu reino e seja feita a vossa vontade tanto na terra como no ceu". Assim, embora o Pai faça determinações e intervenções, não é determinista, Ele não tenta e nem é tentado. Ele administra a história da salvação, e aqui a determinação aparece, mas, intervém na história circunstante, de modo que esta não venha a ameaçar com solução de continuidade a história da salvação; Deus não gerou o pecado, e nem a história é mera pantomima.
A religião evangélica, por meio de verve pseudo intelectual, pode vir a ser determinista, tornando a história um palco de horror, por algum enigma indecifrável e incontornável por Deus, que tem, assim, a sua onipotência questionada, pois, uma vez que, sendo o único protagonista do Universo, não consegue fazer algo diferente do horror; ele, ou não pode tudo ou não é bom, concordando, dessa forma, com a proposição de Epicuro. A religião evangélica, ao tender para o determinismo: "tudo (o que inclui o mal) é de acordo com a vontade de Deus" busca fechar um sistema de pensamento, pois, tem de explicar porque alia-se aos poderosos e mantém a injustiça. Não poucas vezes, no transcurso da história, agentes da fé evangélica tiveram de enfrentar agentes da religião evangélica, na luta pela emancipação do ser humano. Assim, a religião evangélica confunde o Deus da revelação com potestades malignas que mantêm o ser humano sob opressão, assim como levam o ser humano à prática da opressão, julgando, este, estar sendo conduzido pelo implacável deus da punição pela punição.
A fé evangélica propõe, como estilo de vida, o louvor e a adoração ao Pai Nosso, por meio das ações de graças, que ratifica a fé na fidelidade do Deus à sua Palavra, que anuncia que, tal como cuida do pássaro e dos lírios, cuidará de seus santos, de maneira que estes só têm o que agradecer, passando a usar, portanto, a oração como ferramenta de missao, por meio da intercessão. A fé evangélica luta pela vida e acredita em milagres, mas, não os impõem à Trindade. A religião evangélica, por sua vez, pode, também, ser histriônica, ou oca por completo, e buscar fomentar a meritoriedade, e o anseio por bênçãos pessoais, que podem ser adquiridas por meio de barganhas com o Eterno, sob direção do clérigo em exercício da liderança, como modo de obter de Deus, desejos pessoais, claro que tudo tem um preço, que deve abençoar o ser humano especial que conduz o fiel a tal experiência com o divino,
Os agentes da fé evangélica e os agentes da religião evangélica, se encontram na localidade, porém, a distinção entre eles só é absolutamente clara para o Pai Eterno, pois, pode acontecer de um agente da fé evangélica ser co-optado pelo movimento da religião evangélica, por estar distraído quanto à sua real natureza.
O fato de uma reunião local, aparentemente, em nome do Ungido estruturar-se de modo institucional ou unir-se em associação com outras reuniões locais, de modo a formar uma agremiação que otimize a consecução de objetivos comuns, não faz, necessariamente, com que essa ou essas reuniões locais sejam agências da religião evangélica, mas, só a compreensão profunda de que a reunião dos crentes é sempre local, e que é à reunião local que 'Aquele que anda entre os Candeeiros' se dirige em suas falas, e que as reuniões locais é que são as responsáveis por responder-lhe, dificultará o perigo de que tais localidades caiam da fé evangélica para a religião evangélica.
domingo, 12 de abril de 2015
Os traumas de Mefibosete
Os traumas de Mefibosete - Texto chave - 2 Samuel 9:1-9
A história de Mefibosete
Os traumas da vida de Mefibosete
1- O trauma físico
2 - O trauma familiar
O que é trauma?
A palavra trauma é oriunda do vocábulo grego e mantém um significado de ferida. Já no contexto psicológico o trauma é considerado como uma interferência forte o suficiente para não permitir que uma ação original aconteça, tendo assim a capacidade de mudar o rumo, o direcionamento da vida de uma pessoa, de forma que esta pessoa seja afastada por forças externas de seu projeto de vida.
A história de Mefibosete
A Bíblia narra em II Samuel a história de um homem chamado Mefibosete, filho de Jonatas, filho de Saul, um príncipe, homem de descendência real que quando criança é acometido por um acidente e se torna aleijado (IISm 4: 1-4). Uma interferência forte começa então a mudar a história de Mefibosete, o seu projeto de vida, tudo aquilo que seu pai tinha sonhado para ele.
O que tem te afastado da posição de príncipe? Uma queda (pecado), forças externas?
Mefibosete é o que podemos denominar O COLECIONADOR DE TRAUMAS, toda a sua vida foi marcada por decepções, perdas irreparáveis, frustrações e angústias. O histórico de vida de Mefibosete nos mostra que os traumas começaram na sua infância.
O significado do nome Mefibosete
O primeiro nome de Mefibosete tinha sido meribe-baal (O senhor contende) mais por causa da semelhança ao deus dos cananeus, logo seu nome foi mudado para ISHBOSET (homem de vergonha) algum tempo depois surge Mefibosete (alguma coisa indigna/ exterminador da vergonha)
O príncipe, herdeiro do trono, agora é um homem envergonhado, detentor de traumas, cheio de frustrações.
Os traumas da vida de Mefibosete
1- O trauma físico
(II Sm 4) – O trauma físico sofrido por Mefibosete impedia que ele exercesse a posição de guerreiro, de valente. Geralmente todos os príncipes em Israel tinham que ir a guerra, empunhar suas espadas, defender o rei, Mefibosete não conseguia, imagine a frustração de ver todos os seus irmãos irem à batalha vestidos com armaduras, e ele sozinho não poder ir. O trauma físico veio acompanhado de outra notícia bombástica, de uma dor terrível.
2 - O trauma familiar
Imagine alguém chegando à porta de sua casa gritando: TEU PAI É MORTO E TODOS OS SEUS FILHOS E SUA CASA, essa noticia chegou aos ouvidos de Mefibosete, um novo trauma, uma dor ainda mais forte, Mefibosete naquele momento passava a estar sem pai, sem irmãos sem ninguém.
3 - O trauma emocional
As dores físicas e familiares causaram em Mefibosete uma dor emocional profunda, a ponto dele mesmo olhar para ele como um cão morto. Um dos mais inferiores tratamentos em Israel era ser chamado de cão ou cabeça de cão. Agora imagine a própria pessoa se autodenominar CÃO MORTO. (II Sm 9:8) Ser chamado de cão morto dava a ideia de ser imprestável, miserável e sujo (II Sm 16:9) O Senhor Jesus disse certa vez: vinde a mim todos os cansados e sobrecarregados e Eu vos aliviarei.
4 - O trauma social
Em conseqüência do trauma físico e familiar Mefibosete é levado a um lugar denominado LÔ DEBAR (sem pasto/ lugar do esquecimento) um lugar onde ovelha nenhuma poderia viver. Uma cidade destinada aos doentes, aos miseráveis, cegos leprosos enfim os emprestáveis. Foi no lugar do esquecimento, no meio deste cenário que Mefibosete viveu por quase vinte anos. Mefibosete era um homem que tinha nascido para viver de tragédias, ou melhor, não viver. Ser esquecido é um dos piores sentimentos sociais que alguém pode sentir. Mas o Senhor não nos esqueceu. Em Lc 19:10 o pastor vai em busca da ovelha perdida, num lugar sem pasto, ou seja, em lô debar. O rei Davi se lembrou da aliança que tinha feito com Jonatas. Jesus te lembra hoje da aliança feita com você. O posicionamento de Davi foi semelhante à ação de Jesus. ( restituição)
5 - O trauma espiritual-
Os complexos, feridas na alma causaram na vida de Mefibosete uma idéia de escravidão, ele perdeu a posição de príncipe, todos os bens de sua família, passando a ser escravo de seus traumas. Mefibosete talvez tinha esquecido daação de Deus, talvez este não se lembrava mais das vitórias que Deus tinha concedido ao seu pai Saul.
Mefibosete era oprimido espiritualmente,e andava se arrastando sem FÉ alguma. Alguns homens de Deus, também, passaram por grandes crises e traumas, o próprio Davi nos salmos narra suas constantes aflições (Sl. 57:6/ Sl. 38:8/ Sl. 69:29)
Mefibosete era oprimido espiritualmente,e andava se arrastando sem FÉ alguma. Alguns homens de Deus, também, passaram por grandes crises e traumas, o próprio Davi nos salmos narra suas constantes aflições (Sl. 57:6/ Sl. 38:8/ Sl. 69:29)
Diante de tudo isso, de todas as frustrações o Rei olha para um homem lançado ao chão, no meio da amargura e vê um príncipe, foi assim que Davi olhou para Mefibosete. A Bíblia ao narrar os milagres de Jesus diz que ELE fitava os olhos nas pessoas, fixava os olhos e dizia a tua fé te salvou. Deus não te vê como um derrotado, como um aleijado, mas sim como um príncipe. O próprio Davi tinha saído de um lugar de esquecimento e foi posto como príncipe.
A restauração de Mefibosete
A restauração começa em Jerusalém, Mefibosete foi levado do lugar do esquecimento a uma terra de paz (Jerusalém) A restauração na sua vida pode começar com os princípios existentes na ação de Mefibosete:
1- Mefibosete foi ao Rei como estava.
A bíblia narra à história de uma mulher sírio-fenícia que foi até Jesus e se humilhou na presença dele de maneira semelhante à ação de Mefibosete.
2- Mefibosete reconheceu sua situação.
Para que haja restauração é necessário reconhecimento, confissão. Davi enquanto não reconheceu seu estado, seu pecado tinha os seus ossos envelhecidos (Sl 35:2) O povo de Israel precisou reconhecer sua situação de escravidão para que houvesse restituição
3- Mefibosete estava cheio de temor.
O temor no Senhor é fonte de sabedoria (Pv. 9:10). Precisamos entrar na sala do trono, diante do REI com temor (Sl 19:9) Assim, faziam os sacerdotes quando entravam no santo dos santos.
A partir do dia em que Mefibosete entrou na presença do rei, ele passou a comer pão continuamente na presença do REI, os seus termos de possessão foram restituídos, o homem que tinha perdido a posição de príncipe e se tornado escravo é novamente colocado como príncipe, como um dos filhos do Rei.
quarta-feira, 4 de março de 2015
7 coisas que Deus odeia num casamento
7 coisas que Deus odeia num casamento
“Há seis coisas que Deus odeia no casamento, a sétima ele detesta. A ira, a mentira, o egoísmo, o orgulho, o abuso em todas as suas dimensões, a indiferença para com as necessidades do cônjuge e o divórcio.”
Este versículo não está na Bíblia. Apenas aproveitei o estilo do escritor de Provérbios (Pv 6.16-19). Daí, eu e minha esposa, alistamos algumas coisas que fazem mal ao casamento e que, com certeza, Deus não gosta. Talvez o leitor concorde com nossa lista. Certamente, você pode fazer a sua lista e será diferente da nossa. Tudo bem. Mas fechamos nestes itens.
A ira
A ira é um veneno para o casamento. Ela destrói o amor, fere o coração da pessoa amada. Deixa marcas negativas profundas na relação, mesmo que depois se peça perdão. A ira é uma porta aberta para a violência, palavras rudes e ofensas diversas. O antídoto para a ira é o amor (1Co 13.5). Um marido cristão ou uma esposa cristã que deseja agradar a Deus deve extirpar a ira do coração (Ef 4.31).
A mentira
A mentira quebra a confiança que deve haver na relação entre marido e mulher. A Palavra de Deus está repleta de textos que condenam veementemente a mentira. O mais conhecido deles está em João 8.44. As palavras deste versículo foram ditas por Jesus. Para combater a mentira só com a verdade, por mais dura que seja, sempre a verdade.
O egoísmo
O egoísta só pensa em si mesmo. Um cônjuge egoísta nunca considera a vontade do outro. Não abre mão do restaurante preferido. O bife maior é dele. Seus prazeres e vontades em primeiro lugar. O outro que se arranje. Nas relações sexuais nunca está atento ao prazer do cônjuge. O dinheiro é somente para seu deleite. Nunca pensa em comprar um presentinho melhor para o outro, mas para ele… O egoísmo é obra da carne (Gl 5.20), não um fruto do Espírito Santo.
O orgulho
Um cônjuge orgulhoso nunca reconhece o seu erro, nunca pede uma opinião, sempre acha que está certo. Quando o orgulho está presente na relação do casal, o errado é sempre o outro. Um cônjuge orgulhoso, por exemplo, nunca olha para si mesmo e tenta encontrar o erro em suas palavras e comportamentos. Nunca pede perdão. O orgulho é irmão gêmeo da arrogância. A humildade, não o orgulho, é o que Deus quer ver no casamento (1Pd 5.5,6).
O abuso
O abuso é um verdadeiro explosivo para destruir qualquer relação, especialmente o casamento. Um cônjuge abusador desconhece limites. Acha que tem o poder para todas as coisas. Abusa do poder, usa de violência verbal e física. Abusa na vida sexual, financeira. Abusa na moral. Abusa psicologicamente. Pedro, um discípulo casado, recomendou que o respeito deve ser valorizado em todas as relações (1Pd 2.17).
A indiferença
A indiferença é prima do egoísmo. Quando a indiferença se instala no coração de um marido ou de uma esposa o outro não é atendido em suas necessidades físicas, emocionais e espirituais. A esposa que deseja ser abraçada (sem conotação sexual) nunca recebe um abraço. Precisa de um carinho, jamais é atendida nas suas carências emocionais. Na cama é sempre usada como objeto sexual. O marido, que precisa de palavras de afirmação, fica zerado neste quesito. Precisa ser respeitado, a esposa não está nem aí para esta necessidade masculina. 1 Pedro 3.7 fala sobre entendimento. Entender o cônjuge é compreender suas necessidade e satisfazê-las sempre.
O divórcio
Deus detesta, odeia o divórcio. Está na Bíblia (Ml 2.16). O divórcio destrói o plano original de Deus (Gn 2.21-26). O divórcio é a ruptura de uma aliança, de um pacto, de um compromisso. É resultado da dureza do coração humano (Mt 19.8). O divórcio tem um impacto negativo nas pessoas envolvidas, nos filhos, na sociedade, na igreja de Cristo. Os casais para agradarem deveriam lutar por seus casamentos e não caminharem em direção divórcio quando as dificuldades se tornam presentes.
sábado, 28 de fevereiro de 2015
SANTOS QUE CANTAN - (CHARLES SPURGEON)
Charles Spurgeon – Santos que cantan
Algunas personas necesitan que se les diga esto, pero para el salmista no era necesario, le venía a él como algo natural. Ahora que había sido restaurado, quería tomar su lugar en medio de los cantantes del coro para cantarle a Jehová. No estaba satisfecho con cantar solo, ¿qué hijo de Dios lo estaría?David había estado gravemente enfermo, y el Señor lleno de gracia le había restaurado la salud. David dijo: “Jehová Dios mío, a ti clamé, y me sanaste. Oh Jehová, hiciste subir mi alma del Seol; me diste vida, para que no descendiese a la sepultura.” Tan pronto recuperó la salud y la fuerza, los instintos de santidad de David lo guiaron a alabar al Señor. La primera cosa que debe hacerse, tan pronto se tiene clara la garganta después de una enfermedad, es cantar alabanzas a Dios; la primera cosa que se debe hacer cuando los ojos recobran otra vez su brillo, es mirar al Señor con agradecimiento y gratitud.
Cuando observamos los pájaros en la primavera, vemos que cuando se despierta el primero, y comienza a cantar, está llamando a sus compañeros. ¿Acaso no es su canción una invitación a todos los cantores emplumados del bosque para que se unan a él, y viertan en coro su armonía?
De igual manera, es característico de un corazón rebosante de alabanza que naturalmente busque sociedad en su canto. No nos gusta alabar solos a Dios; podemos hacerlo, y lo haremos si debemos hacerlo; pero nuestro corazón a menudo grita fuertemente a nuestros hermanos y hermanas en Cristo: “alaben ustedes al Señor.” Nuestro mismo “Aleluya” tiene la intención de sacudir a otros para que se unan en esta santa práctica, pues quiere decir precisamente “alaben ustedes al Señor.”
Mi único deseo en este preciso instante es que, aquellos de nosotros que hayamos recibido de Dios una misecordia especial, alabemos Su nombre; y luego que todos los demás, (si hubiese alguien que no hubiera recibido una de esas misericordias notables que muchos de nosotros hemos recibido), también se sientan exhortados a unirse en el cántico sagrado de agradecimiento hacia nuestro Dios.
Este es un deber que es placentero; no hay nada más delicioso que cantar alabanzas al Señor. Asimismo es un deber que es muy provechoso; será tanto una bendición para ustedes como algo agradable a Dios. Cantar tiene un efecto curativo sobre muchas de las enfermedades del alma; estoy seguro que aligera las cargas de la vida, y casi diría que acorta el tedioso camino del deber si solamente pudiéramos cantar mientras nos desplazamos por él. Esta santa ocupación es agradable y provechosa, y nos prepara para otro mundo y para un estado más elevado. Me gusta cantar con el doctor Watts:
“Me gustaría dar aquí comienzo a mi música,
Para que mi alma se eleve:
¡Oh, que algunas notas celestiales llevasen
Mis emociones a los cielos!”
Vamos camino a la gloria, asi que cantemos mientras completamos nuestra jornada; y como canta la alondra cuando remonta el vuelo, batiendo sus alas al compás de su música y aumentando su canto conforme sube por los aires, que así suceda con nosotros en nuestro ascenso hacia las puertas del cielo: cada día un salmo, cada noche una marcha que se ha completado y que nos acerca al hogar, más cercanos a la música del cielo y con mayor capacidad para imitarla. Cantemos ahora, al menos en nuestros corazones, si no podemos cantar con los labios, cantemos al Señor. Ese es nuestro texto: “Cantad a Jehová, vosotros sus santos, y celebrad la memoria de su santidad.”
Me parece que nuestro texto es sumamente adecuado para la Santa Cena que vamos a celebrar la noche de este domingo. Estamos a punto de reunirnos a la mesa donde están colocados los memoriales de la muerte de nuestro Salvador, y hay tres cosas acerca del texto que me llevan a considerarlo muy apropiado para una ocasión como ésta. Esas cosas son, en primer lugar, la especial adecuación de la exhortación para nuestro presente culto: “Cantad a Jehová.” En segundo lugar, la especial conveniencia del tema para que lo meditemos: “La memoria de su santidad.” Luego, en tercer lugar, la admirable conveniencia de la compañía que es invitada a unirse en el cántico, pues son exactamente las mismas personas que son invitadas a sentarse a la mesa de la comunión: “Cantad a Jehová, vosotros sus santos, y celebrad la memoria de su santidad.”
I. Primero, entonces, consideremos LA ESPECIAL ADECUACIÓN DE LA EXHORTACIÓN PARA NUESTRO PRESENTE CULTO: “Cantad a Jehová.”
Deben venir a la mesa donde recuerdan la muerte de su Salvador, donde deben alimentarse de los memoriales de Su pasión. Vengan aquí con un corazón listo para cantar. “¡Oh!” dirá alguno, “yo pensé que debía venir con lágrimas.” Sí, ven con llanto; serán lágrimas muy dulces para Cristo si las dejas caer sobre Sus pies para lavarlos con tu llanto penitencial. “¡Oh, señor!” dirá otro, “yo pensé que definitivamente debía venir con profunda solemnidad.” Así debe ser, y ay de ti si te acercas de cualquier otra manera; pero, ¿piensas que hay un divorcio entre la solemnidad y el gozo? Yo no lo pienso.
La excesiva frivolidad está emparentada con la tristeza, y pronto se coagula y se convierte en ella; la risa es solamente superficial, y justo debajo de su piel está el suspiro. Pero en el hombre que es calmado, quieto, sobriamente cuidadoso, hay profundidades de gozo que no se pueden medir. Hay un pequeño gozo superficial que puede ir cantando sobre las piedras del arroyuelo, pero que pronto se desvanece. Yo no los estoy invitando a ese tipo de alegría, sino más bien a ese gozo solemne que sienten los hombres piadosos, y que puede expresarse adecuadamente en un himno santo. “Cantad a Jehová.” Esa no es música frívola. “Cantad a Jehová.” Esa no es ninguna balada o canción; es un salmo, profundo, solemne y de mucho contenido, y su gozo es grandioso. “Cantad a Jehová, vosotros sus santos.”
“Pero aun así,” me dirán, “no podemos ver la conveniencia de cantar en esta mesa de Santa Cena.” Bien, entonces, si no pueden hacerlo, pronto la verán, pues les recuerdo que en esta mesa celebramos una obra consumada. Salomón dijo: “Mejor es el fin del negocio que su principio.” El gozo no está en la siembra sino en la cosecha. El Señor nos ordena que pongamos pan y vino sobre la mesa para mostrarnos que Su obra está consumada por Su muerte. Allí está el pan y allí está el vino; estos elementos son diferentes y separados. Ellos indican la carne y la sangre, pero la sangre separada de la carne, una señal segura que la muerte ha ocurrido. Es la muerte de Cristo la que celebramos mediante esta comunión, y esa muerte tiene inscrita sobre ella esta frase: “Consumado es.”
Él había concluido la obra que el Padre le había asignado, y por tanto entregó el espíritu. Yo ciertamente me regocijo porque la muerte de Cristo es un hecho consumado. Nosotros hemos cantado, en tonos doloridos, con un corazón casi sangrante, la triste historia de la cruz, y los clavos, y la lanza, y la corona de espinas, y ha sido un dulce alivio para nosotros cuando el poeta nos ha llevado a cantar:
“Ya no más lanza sangrienta,
Ya no más ni cruz ni clavos,
Pues el infierno mismo tiembla ante Su nombre,
Y todos los cielos adoran.”
Es una infinita satisfacción para nosotros que:
“La cabeza que una vez fue coronada de espinas,
Está ahora coronada de gloria.”
Toda la vergüenza y la triteza han llegado a su fin, todo eso terminó; nos acercamos a la mesa para comer este pan, y para beber de esta copa, en memoria de una gloriosa obra, una obra que le costó al Salvador Su vida, pero una obra que es completa y perfecta, y aceptada por Dios.
¿Recuerdan las labores de Hércules? ¿Qué son esas labores comparadas con el trabajo del Cristo de Dios? ¿Piensan en las conquistas de César? ¿Qué son éstas junto a las victorias de Cristo, que ha llevado cautiva a la cautividad, y ha recibido dones para los hombres? Amados hermanos, yo pienso que ninguna música puede ser demasiado alta, demasiado agradable, demasiado gozosa, cuando nos reunimos alrededor de esta mesa, y nos decimos unos a otros: “Estamos celebrando el feliz término de eso que Jesús se propuso hacer cuando nació en Belén, cuando vivió en Nazaret, cuando sudó grandes gotas de sangre en Getsemaní, y murió en la cruz del Calvario.” Por tanto, “Cantad a Jehová, vosotros sus santos.”
Veo también otra razón más de por qué debemos acercarnos a esta mesa con un himno santo, y es, no sólo a causa de una obra consumada, sino a causa de un resultado obtenido, al menos en cierta medida. Miren ustedes. En vez de carne veo pan; en vez de sangre veo vino. Yo sé que el pan y el vino son símbolos de la carne y la sangre, pero también sé que son algo más; no sólo son símbolos de las cosas en sí, sino también de lo que sale de esas cosas. Me voy a explicar mejor. Hoy, debido a que Cristo ha muerto, se ha preparado una mesa para las almas muertas de hambre de los hombres. Dios ha abierto Su casa; como un rey grandioso, coloca Su mesa en la calle, y envía a sus siervos y les ordena que inviten a los hambrientos, a los pobres, a los necesitados, a los sedientos, para que vengan y coman y beban y queden satisfechos; y puesto que, enloquecidos y embrutecidos por su pecado, no quieren venir, Él agrega este mandato: “Fuérzalos a entrar, para que se llene mi casa.”
Y, hermanos y hermanas, cuando ustedes y yo nos reunimos alrededor de esta mesa, si en verdad hemos venido a Cristo espiritualmente, Él ve en nosotros una parte de la recompensa de Sus sufrimientos. El festival ha durado estos mil ochocientos años, y relevos de invitados han estado continuamente celebrando el festín a la mesa del grandioso Rey que dice: “Mi carne es verdadera comida, y mi sangre es verdadera bebida,” y Sus invitados todavía están llegando, millones de ellos, y todos habrían muerto si no hubieran vivido alimentánse de Cristo, todos ellos se habrían perdido si no hubieran sido salvados por la sangre preciosa de Jesús. Todavía están llegando, y nuestro ojo profético ve, en los batallones que se están congregando en este domingo en todo el mundo, la vanguardia de un ejército más poderoso, el cual nadie puede contar, de todas naciones y tribus y pueblos y lenguas. Por tanto, “Cantad a Jehová, vosotros sus santos.” La simple preparación de la mesa de la comunión, y la reunión de hombres y mujeres alrededor de ella para gozar espiritualmente del festín de su Señor agonizante, es una razón muy importante para estar agradecidos.
En tercer lugar, existe una razón de por qué algunos de nosotros debemos cantar al Señor, pues aquí hay una bendición gozada. No solamente se están congregando muchos en diversas partes del mundo, y se están alimentando de la carne y de la sangre del Crucificado, sino que es motivo de un gozo especial que ustedes y yo estemos aquí también. Estoy contento, amado hermano, que estés aquí; es un gran motivo de gozo para mí que mi hermano en la carne esté aquí, y es un gran deleite que muchos de ustedes con quienes he convivido durante tanto tiempo en feliz comunión estén aquí; pero yo no podría soportar estar ausente. Si yo tuviera que irme al finalizar el servicio, y dejarlos a ustedes aquí para que estén en comunión con el Señor, y yo no tuviera ni parte ni porción en el asunto, me perdería de un gozo sumamente grande.
Ustedes que aman al Señor, ¿quieren recordar aquellos días cuando no lo conocían a Él, pero que anhelaban conocerlo? Hubo una época en que ustedes suspiraban y clamaban por Él, y si alguien les hubiera dicho: “ustedes se sentarán a la mesa con una grandiosa compañía en tal y tal noche, y el Señor será muy precioso para ustedes, y su corazón estará desbordante de deleite,” ustedes habrían respondido: “me temo que eso es demasiado bueno para ser verdad, y no creo que eso me suceda alguna vez a mí.”
A mí me ocurrió durante un tiempo, que si yo hubiera podido ser el último de los perrillos bajo la mesa de Cristo, y hubiera recogido las migajas y los rancios mendrugos, y los huesos despreciados por otros, yo hubiera lamido Sus pies con mucho gozo. Sin embargo ahora, ¡miren! Estoy sentado en medio de Sus hijos, y soy uno de ellos, y tengo el placer de pasar a ustedes, mis hermanos y hermanas, los exquisitos bocadillos que Él pone en la mesa, y si ustedes no cantan, yo debo hacerlo; si nadie de ustedes quiere cantar, yo tendré que cantar solo, no puedo evitarlo. Pero yo creo que cada uno de ustedes siente la misma maravilla, deleite y gratitud al pensar que ustedes también están participando de esta cena.
Hay todavía otro tema por el que debemos cantar al venir a esta mesa, y es que esta comunión nos recuerda una esperanza revivida. ¿Qué dijo el apóstol Pablo relativo a esta ordenanza? “Así, pues, todas las veces que comiereis este pan, y bebiereis esta copa, la muerte del Señor anunciáis hasta que él venga.” Esta es una de las señales que nuestro Señor nos ha dado como garantía que vendrá de nuevo; en efecto, Él dice: “Coman ese pan, beban de esa copa, y yo me acercaré más y más, cada vez que ustedes se congreguen así alrededor de Mi mesa.”
Bueno, entonces, si ustedes no cantaron la última vez, deben cantar ahora al pensar que Jesús viene otra vez. No se ha ido para siempre; de acuerdo a la Escritura, no se ha ido por mucho tiempo. Cada hora lo acerca más, y ya no puede faltar mucho para que Él venga otra vez. Recuerden lo que los dos varones con vestiduras blancas les dijeron a los discípulos: “Este mismo Jesús, que ha sido tomado de vosotros al cielo, así vendrá” (literalmente y personalmente) “como le habéis visto ir al cielo.” Tan cierto como que Jesús vive, Sus pies se posarán en el último día sobre el Monte de los Olivos, y Él vendrá para reinar entre Sus ancianos gloriosamente.
Esta segunda venida de nuestro Señor, no como una ofrenda por el pecado, no en vergüenza ni humillación, sino en toda la gloria de Su Padre y de Sus santos ángeles, nos lleva a golpear con golpes de gozo los címbalos agudos. Nosotros ya estamos anticipando el triunfo final del Señor Jesucristo, cuando todos Sus enemigos se inclinen ante Él. Sucederá, así se hará, y esta Cena es el memorial de que ciertamente será así; por tanto, “Cantad a Jehová, vosotros sus santos.”
Pienso que he demostrado que esta exhortación se adecúa muy bien a nuestro presente culto.
II. Ahora, en segundo lugar, queridos amigos, observen LA ESPECIAL CONVENIENCIA DEL TEMA PARA NUESTRA MEDITACIÓN: “Y celebrad la memoria de su santidad.”
Se necesita un santo para que celebre la memoria de un Dios santo. Los pecadores odian la santidad porque ellos temen la santidad; pero los santos aman la santidad porque ellos no tienen ningún motivo para temerle, y porque, por otro lado, se ha convertido en una fuente de consuelo y gozo para ellos.
Alrededor de esta mesa, quiero que piensen en primer lugar, acerca dela santidad divina vindicada. Dios nos amó, hermanos, y quiso salvarnos; pero no quiso ser injusto aun para salvarnos. Su grandioso corazón estaba lleno de amor, pero aun para satisfacer ese corazón de amor Él no podría tolerar que Su ley justa fuese deshonrada, ni que Su gobierno moral fuese menoscabado. Algunas veces los hombres hablan del castigo de Dios al pecado como si fuera un capricho en Él. Es una necesidad; está impreso en la misma existencia de los seres morales que la santidad debe traer felicidad, y que la impiedad debe acarrear tristeza, y Dios no va a revertir lo que Él ha ordenado muy adecuadamente para que sea el orden eterno de las cosas.
Dios debe ser justo, y por tanto no podría pasar por alto la culpa humana, y tolerarla. Entonces, ¿qué debe hacerse? Él mismo, en la persona de Su amado Hijo (pues no olviden nunca que Dios el Padre dio a Su Unigénito y bienamado Hijo) Él mismo, en la persona de Su amado Hijo vino a este mundo, asumió nuestra naturaleza, y en esa naturaleza se convirtió en el Representante de Su pueblo, y como su Representante cargó sobre Sí mismo con sus pecados; y siendo encontrado con los pecados imputados a Él, Dios trató con nuestro pecado como puesto en Él. Lo encontró allí, y lo castigó allí, y por causa de nuestro pecado Jesús se desangró, y Jesús murió; y ahora, cuando nosotros venimos a un estado de paz con Dios, no es sobre las ruinas de una ley quebrantada, no es sobre las tablas rotas que Moisés rompió al pie del monte, sino que venimos al Dios santo por un camino santo.
Los pecadores son perdonados de una manera justa, los injustos son considerados como justos de una manera justa; en la salvación de un pecador, la justicia de Dios no está inactiva o velada. Él es justo, y el que justifica al que es de la fe en Jesús. Yo amo esta gloriosa verdad; me parece que el atractivo de la misericordia en Cristo consiste en que es una misericordia justa. La quintaesencia del deleite es que, cuando el santo llegue al cielo, estará tan justamente allí como el pecador en el infierno estará justamente allí. Se verá tanto de la santidad divina en la salvación del ladrón moribundo como en la condenación de ese otro ladrón que pereció en su pecado.
Por tanto, conforme nos sentemos a la mesa del Señor, “celebremos la memoria de su santidad.” Vamos a tener comunión con un Dios que, aunque tenga comunión con nosotros, y entregue Su amor a Sus elegidos, no quebrantaría Su propia ley, ni haría eso que, bajo el juicio más estricto, pudiera considerarse como injusto. Yo me gozo ciertamente en ese hecho incuestionable, y mi corazón se alegra al tiempo que les recuerdo esto.
Y, a continuación, demos gracias al recordar la declarada santidad de Cristo. Es una feliz ocupación contemplar el perfecto carácter de nuestro amado Redentor. Si se pudiera haber encontrado una falta o defecto en Él, no habría podido ser el Sustituto adecuado para nosotros. Si hubiera cometido un único pecado, no habría podido cargar con nuestros pecados, ni habría podido quitarlos. Piensen, por tanto, cuando se sienten alrededor de esta mesa, cuán puro Cristo fue Él, un hombre perfecto y un Dios perfecto, poseedor de un carácter sin mancha, y luego, puesto que esto era absolutamente necesario para llevar a cabo la expiación que ahora celebran en esta mesa, “celebrad la memoria de su santidad.”
Me parece que lo veo entrar, con Sus vestiduras blancas como la nieve, ceñido con un cinturón de oro, con un rostro que por Su pureza y brillo es semejante al sol cuando brilla en su cenit; y yo me postro, y admiro y adoro, no solamente Su misericordia, y Su mansedumbre, y Su caridad, sino la santidad perfecta de mi Redentor y Señor. Al acercarse a esta mesa, amados hermanos, celebren la memoria de la santidad de Aquél que se sienta a la cabecera del banquete: el propio Señor Jesús, que les pasa la copa, y les dice: “Bebed de ella todos,” y quien parte el pan y dice: “Tomad, comed: esto es mi cuerpo, que por vosotros es dado; haced esto en memoria de mí.” “Celebrad la memoria de su santidad.”
También pienso que será muy congruente con nuestra presente actividad que pensemos en la santidad de Dios como la garantía de nuestra salvación. Decir esto podría parecer algo muy sorprendente, pero es verdaderamente cierto. ¡Bendito sea el Dios justo! Después de todo, nosotros descansamos nuestra esperanza en la justicia de Dios. Si Dios pudiera mentir, entonces ni una sola promesa suya sería confiable. Si Dios pudiera hacer algo injusto, entonces Su pacto podría ser arrastrado por el viento. Pero Dios no es injusto para olvidar la obra de Su amado Hijo, y “Dios no es injusto para olvidar vuestra obra y el trabajo de amor.” El que ha empeñado Su palabra para con ustedes diciendo: “Y serán para mí especial tesoro, ha dicho Jehová de los ejércitos, en el día en que yo actúe,” mantendrá Su compromiso inviolable, y ustedes estarán allí. El que ha dicho: “No se avergonzarán los que esperan en mí,” mantendrá Su promesa, y ustedes nunca serán avergonzados.
Ustedes, pobres pecadores, cuando vienen a Cristo por primera vez, miran la misericordia de Dios y confían en ella y hacen muy bien en esto; pero después que han estado un poco con Cristo, vienen a “celebrar la memoria de su santidad.” Ustedes ven que, detrás de Su misericordia, como verdadero cimiento y pilar de Su gracia, está Su justicia. Amados hermanos, al acercarnos a la mesa de la comunión, demos gracias por el recuerdo de una esperanza que está cimentada sobre la justicia de Dios, y por tanto cantemos alabanzas a Su santo nombre.
Algo más. Pienso que en esta mesa, podemos dar gracias que la santidad de Dios es nuestra meta, el objetivo al que apuntamos, ay, y que algún día alcanzaremos. “Sed santos, porque yo soy santo.” “Sed, pues, vosotros perfectos, como vuestro Padre que está en los cielos es perfecto.” Algunas veces yo les pregunto a nuestros jóvenes amigos, cuando se van a unir a la iglesia, que sin son perfectos; y con sus ojos muy abiertos me miran y dicen: “Oh, no, ¡estamos muy lejos de serlo!” Entonces, cuando les pregunto: “¿Quisieran ser perfectos?” sus ojos brillan con deleite, casi como si dijeran: “¡Claro, ese es el cielo que estamos buscando, ser absolutamente libres de pecado! No nos importa la tristeza, la enfermedad, el dolor, la persecución, ni nada parecido, siempre y cuando pudiéramos deshacernos del pecado.”
“Si el pecado es perdonado, estoy confiado;” y si el pecado es conquistado estoy perfectamente feliz. Este será el caso con todos los creyentes uno de estos días, pero no aquí. De todas las personas que he conocido jamás, que me han dicho que eran perfectas, puedo afirmar que yo estaba moralmente seguro que no lo eran; sólo necesitaba escucharlos durante cinco minutos, para que me demostraran su propia imperfección. Pero, amados hermanos, seremos perfectos un día. “El que comenzó en vosotros la buena obra, la perfeccionará hasta el día de Jesucristo.”
Él los sostiene ahora como una vasija que está todavía sin terminar en la rueda del alfarero; ustedes ahora son arcilla, y el grandioso Alfarero está poniendo Sus dedos sobre ustedes, y los está moldeando. El trabajo de moldeado se encuentra a la mitad, pero Él no los desechará nunca; Él no comienza a formar una vasija para honor, y luego abandona Su trabajo, sino que Él perfecciona todo aquello que comienza; y, uno de estos días, ustedes y yo estaremos juntos como una parte de la obra perfecta de Dios de la cual Él mismo dirá: “Es muy buena.” Por lo cual, cuando venimos a esta mesa, aunque nos acerquemos suspirando debido a nuestras propias imperfecciones, vengamos cantando a causa de la santidad de Dios, esa santidad que compartiremos un día.
“¡Oh, gloriosa hora! ¡Oh, mansión bendita!
Yo estaré muy cerca, y seré semejante a mi Dios.”
Los hijos tendrán la semejanza de su Padre, los hermanos serán conformados a las glorias del Primogénito; por lo cual, “Cantad a Jehová, vosotros sus santos, y celebrad la memoria de su santidad.”
III. Por último, el texto es muy apropiado para la comunión debido a LA ADECUACIÓN DEL PUEBLO a quien está dirigido, pues es el mismo pueblo que debe acercarse a esta mesa: “Cantad a Jehová, vosotros sus santos.”
En primer lugar, entonces, quienes vienen a esta mesa deben ser “santos.” “¡Ah!” dirá alguien, “así es como me referí a uno de ustedes esta tarde: ‘uno de tus santos.'” Yo supongo que pensabas que era un feo nombre, ¿no es cierto? Bien, puedes llamarme así cuantas veces quieras, únicamente deseo que demuestres que el título es verdadero. “Mira allí,” le dijo un hombre a un cristiano al momento de empujarlo al albañal, “toma eso, John Bunyan!” ¿Qué respondió el otro hombre? Pues, recogió su sombrero, y dijo: “puedes empujarme al albañal de nuevo si me llamas por ese nombre, pues me da mucha satisfacción recibir ese cumplido.” Llamas a alguien “santo,” ¿y luego piensas que lo has ofendido? ¿Por qué no lo llamas noble? ¿Por qué no lo llamas un par del reino? Pues muchos de sus nobles, muchos de sus pares del reino, son cosa muy pobre cuando son comparados con los “santos.”
Yo prefiero ser un santo que un emperador, o que todos los emperadores comprimidos en uno. ¡Un “santo”, es un título glorioso! “¡Oh!” dirá alguno, “yo me refiero a los santos de Cromwell.” ¿A ellos? Bien, no eran un mal tipo de santos, después de todo, ya sea que los midas por la fortaleza de su brazo en el día de la batalla, o por la fuerza de sus pulmones cuando cantaban, “Que se levante Dios, y que Sus enemigos sean dispersados,” y gritaban en el nombre de Jehová en medio de la batalla, o cuando regresaban a sus tiendas, y se arrodillaban en oración, y tenían comunión con el Altísimo.
Pero yo no me refiero a los santos de Cromwell, y ya no voy a hablar más de ellos; pero sí digo que esto es lo que cada cristiano debería ser, un “santo.” Quiere decir una persona santa, una persona que se esfuerza por ser santa, uno que es apartado para servicio y gloria de Dios. Estas son las personas que deben celebrar la memoria de la santidad de Dios, porque Dios los ha hecho santos también. Ellos son partícipes de la naturaleza divina, habiendo escapado de la corrupción de este mundo por causa de la lascivia, y así son santos, y ellos son las personas que deben venir a la mesa del Señor.
Pero observen que no solamente son santos, sino que son “vosotros sus santos.” Es decir, son los santos de Dios; no los santos de Roma, sino los santos de Dios; puede que sean los santos de Cromwell, pero mejor aún, ellos son los santos de Dios. “Oh vosostros sus santos.” Es decir, ellos son santos que son hechura Suya, pues eran grandes pecadores hasta que Él los convirtió en santos; y son santos que Él guarda, pues pronto se volverían pecadores si Él no los guardara. Ellos son santos alistados en Su ejército, juramentados para servir bajo Su estandarte, para serle fieles a Él hasta la muerte.
Ellos son “sus santos,” esto es, ellos son santos que Él compró con Su preciosa sangre, y que Él tiene el propósito de conservar para siempre porque los ha comprado a un precio muy grande. Ellos son santos que estarán con Él en aquel día cuando aparezca con todos Sus santos. Entonces, “Cantad a Jehová, vosotros sus santos.” Si Dios te ha hecho santo, si perteneces a Cristo, y por tanto eres santo, deja que tu corazón cante; arroja fuera tus dudas, despójate de tus temores, olvida tus tristezas: “Cantad a Jehová, vosotros sus santos.”
Además, estas personas a las que se refiere el texto, el tipo de gente que debe venir a la mesa de la Santa Cena, son santos agradecidos de Dios.Ellos “celebran la memoria de su santidad.” El hombre que no tiene que dar gracias, no debe sentarse a la mesa del Señor, pues es llamada la eucaristía, que significa dar gracias. Todo el propósito es dar gracias de principio a fin. Jesús tomó el pan, y dio gracias; de la misma manera también tomó la copa, y dio gracias. Así que, “Cantad a Jehová, vosotros sus santos, y celebrad (dad gracias).” Si queremos acercarnos correctamente a la mesa del Señor, debemos ser santos agradecidos.
Luego, finalmente, quienes vienen a la mesa del Señor deben ser santos cantores. “Los santos que se lamentan, ¿no pueden venir?” ¡Oh, sí! Que vengan y sean bienvenidos, pero que aprendan a cantar. Los santos débiles y enclenques, ¿no pueden venir? ¡Oh, sí! Pero que no permanezcan en ese estado. “Los santos que gimen, ¿no pueden venir?” Sí, pueden venir si quieren; pero los gemidos están fuera de lugar cuando tienes tu cabeza en el pecho de Cristo, y tienes Su carne y Su sangre como tu alimento; cuando tienes tu festín en Él, deben cesar todos tus gemidos y lamentos.
Yo quisiera que más elementos del pueblo de Dios se pusieran a cantar; he conocido a unos cuantos que verdaderamente eran santos cantores. Recuerdo a un señor de muy avanzada edad en los días de mi primera juventud. La primero que hacía cuando se levantaba en la mañana, era cantar un himno mientras se lavaba y se vestía. Cuando bajaba las escaleras, la familia ya sabía que venía, al oírlo cantar. Cuando salía a la calle iba tarareando trozos de alguna canción, y la gente se reía, y decían que el viejo Fulano de Tal siempre estaba cantando. Nunca podías callar al buen anciano, pues tan pronto terminaba un himno comenzaba otro, y si alguien lo detenía para que no cantara, solamente esperaba un poco para comenzar a cantar otra vez, pero en ese momento de silencio, cantaba en su corazón.
No tenemos suficientes santos cantores. El otro domingo por la mañana me di cuenta que en un rincón del Tabernáculo estaba la tripulación de un barco salvavidas, y uno de esos hermanos comenzó a decir “¡Amén!” tan pronto comencé a orar. Alguien hizo que se callara, y no puedo decir que lo lamenté, ni por mí ni por la congregación en general; pero cuando terminó el servicio, él y sus compañeros dijeron que les había gustado la predicación, ¡pero que cuántas personas muertas estaban allí presentes! El marino en cuestión era un metodista de hueso colorado, acostumbrado a exclamar “¡Gloria!” y “¡Aleluya!” así que no pudo entenderlos a ustedes.
Uno de mis amigos me dijo: “Si yo no hubiera dicho: ‘¡aleluya!’ el otro domingo por la mañana, habría reventado.” Me gusta que la gente llegue a esa condición; y si algunas veces tienen que romper el silencio y gritar “¡Gloria!” pues es mejor eso que dejar que revienten. Es una gran misericordia que sientan que sus corazones están tan rebosantes que están a punto de reventar.
La gente expresa su admiración y su deleite espontáneamente por cosas muy inferiores a los gozos de Dios, y a los privilegios de Su pueblo; por tanto, “Cantad a Jehová, vosotros sus santos, y celebrad la memoria de su santidad.” Ahora ustedes deben terminar este sermón en mi lugar, poniéndose de pie y cantando:
“¡Todos alaben el poder del nombre de Jesús!
Que los ángeles caigan postrados:
Traigan la diadema real,
Y corónenlo a Él como Señor de todo.”
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