quinta-feira, 18 de outubro de 2012
O que está por trás do G-12 ?
O que está por trás do G-12?
O que está por trás do Grupo dos Doze?
Preliminarmente, queremos tecer algumas considerações a respeito do tão propalado e comentado Grupo dos Doze (G-12), a fim de que o leitor fique inteirado sobre a origem desse movimento. Na qualidade de cristão sincero, não poderia deixar de abordar esse tema (I Co. 11.19). Também sabemos que é dever de todo cristão batalhar pela fé que uma vez nos foi dada (Judas 3). É dever nosso, seja homem ou mulher salva por Jesus Cristo, procurar mostrar a nossos irmãos, que têm uma fé pura e baseada na Palavra de Deus, os ensinos e práticas antibíblicos que têm surgido em nosso meio, sobretudo no que diz respeito às heresias proferidas pelos adeptos do G-12, a partir de seu criador, o visionário e sonhador pastor colombiano César Castellanos Dominguez, que vem difundindo suas falsas visões pelo mundo todo.
Não é pretensão nossa descer a detalhes, nem dizer com a profundidade que o caso requer – até porque já temos livros na praça sobre o assunto - mas tão somente informar de maneira concisa o que é o movimento e em que pilares se fundamenta o Modelo dos Doze.
Minha preocupação não é com o crescimento numérico desse movimento – até porque tem crescido às custas de crentes incautos de outras denominações, que têm sido assediados por seus adeptos - mas com os desvios teológicos que têm contaminado de forma decisiva diversos irmãos que se dizem ser cristãos.
Em três anos de fé cristã, salvo pela graça e misericórdia de Deus, nunca vi tanta confusão doutrinária no meio do povo de Deus em nosso país, como tenho visto nesses últimos anos. O Brasil é um país místico, obcecado pelo sobrenatural. Certamente esta é uma das razões por que seitas como Testemunhas de Jeová, mormonismo, espiritismo e Nova Era têm proliferado tanto aqui. E justamente agora, quando os cristãos deveriam unir-se para enfrentar a fase mais difícil da Igreja, diante da iminente volta de Cristo e a conseqüente revolta de satanás, surge um movimento desse, dizendo-se ser cristão, mas que está mais para o judaísmo, espiritismo, etc., do que para o cristianismo. Muitas pessoas, por não terem alicerce bíblico, embasamento das doutrinas do Evangelho, portanto, têm sido enganadas, tendo passado a viver em escravidão espiritual. Tendo aparência de cristão e não sendo como afirmam. Pois têm relegado o sacrifício vicário de Cristo e adotado práticas totalmente em desacordo com o que a Bíblia ensina. Julgam-se salvas por métodos e rituais criados por homens e desprezam ou não dão valor à graça divina. Têm renegado a graça de Cristo, adotando rituais da lei, que nada têm a ver com a dispensação em que vivemos.
Por se tratar de um movimento herético, queremos apontar algumas referências bíblicas, que alertam a Igreja do Deus Altíssimo sobre o que ocorrerá antes da volta de Cristo, para arrebatar a Sua noiva, que O aguarda com grande expectativa:
Surgirão ventos de doutrinas (Ef. 4.14, Hb. 13.9, 2 Tm. 4.3-4);
Surgirão falsos cristos e falsos profetas (Mt. 24.24);
Devemos ter cuidado com os falsos profetas (Mt. 7.15);
Haverá apostasia (2 Ts. 2.3);
Alguns apostatarão da fé (I Tm. 4.1-2);
Não devemos mudar nosso entendimento (2 Ts. 2.2);
Devemos ficar firmes e guardar as tradições (2 Ts. 2.15);
Devemos permanecer naquilo que aprendemos (2 Tm. 3.14);
Devemos reter a Palavra, que é igual à doutrina (Tt 1.9);
Quem não permanecer na doutrina não é de Deus (2 Jo 9).
Ao ler os assuntos que colocamos em tela neste trabalho, lembre o leitor que não estamos julgando, de forma nenhuma, a subjetividade de qualquer um e nem tampouco a legitimidade da fé de quem quer que seja, mas por desencargo de consciência, sentimo-nos impelidos a invocar a razão dos fatos.
Perdoe-me o leitor por se sentir constrangido ao tratar deste assunto, mas não podemos confundir o bem com o mal, o certo com o errado, mesmo que haja algumas vezes aparente semelhança. Até porque nós devemos lutar pela fé que nos foi dada (Judas 3).
COMO TUDO COMEÇOU
O G-12 foi criado pelo Pastor Colombiano César Castellanos Dominguez, baseado em uma "Visão" que Deus lhe teria dado. Isso ocorreu depois que ele conheceu a Igreja liderada pelo Pastor David Yongg Cho, em Seul, na Coréia do Sul, cujo trabalho é feito através de Igrejas com células (não é "em" e, sim, "com" células), a exemplo dos Grupos Familiares, de Discipulados, existentes aqui no Brasil.
Acontece, porém, que o Pastor César, conforme relata em seu livro "Sonha e Ganharás o Mundo", teve essa "Visão" e transformou a sua Igreja em Grupos de Doze, sendo ele próprio responsável por doze líderes, estes por outros doze, cada um, e assim sucessivamente, numa progressão geométrica. Nesse sistema o Pastor é, apenas e tão somente, um supervisor de líderes (comentaremos melhor sobre o caso adiante) e não de um rebanho, de uma igreja, portanto.
COMO ENTROU NO BRASIL
No Brasil o movimento baseado nesse princípio está com o Pastor Renê Terra Nova (Ministério Internacional da Restauração), ex-Pastor da Igreja Batista (Manaus-AM); com a Pastora Valnice Milhomens (Igreja Nacional do Senhor Jesus), ex-membro, também, da Igreja Batista (São Paulo-SP); e com o Pastor Robson Rodovalho (Comunidade Sara Nossa Terra), de Brasília-DF. Recentemente também aderiu a esse movimento a Igreja Quadrangular, além de outros líderes de somenos importância.
Segundo o Pastor César Castellanos, na "visão" Deus lhe teria dito: "Sonha, sonha com uma grande Igreja, porque os sonhos são a linguagem do meu espírito. A Igreja que hás de pastorear será tão numerosa quanto as estrelas do céu e a areia do mar, que de multidão não se poderá contar". Nessa mesma "visão"Deus teria lhe perguntado: que Igreja gostarias de pastorear? De acordo com suas experiências, observou que os que têm êxito são os que apreenderam a ter esperança, a "sonhar", a projetar-se (seu livro citado pág. 20, 21 e 34).
César Castellanos ensina que, pela utilização dos sonhos, todos nós podemos provocar transformações no mundo real, trazendo à realidade aquilo que incubamos em nossas mentes. Ao afirmar que o "mundo é dos sonhadores", ele coloca uma condição para que recebamos tudo de Deus: atrever-nos a sonhar. Esta afirmação contrasta com o que a Bíblia diz: "e esta é a confiança que temos nEle, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a Sua vontade, Ele nos ouve" (I Jo 5:14). Não existe absolutamente passagem alguma na Bíblia que se possa usar para endossar a afirmação de que os sonhos são a linguagem do Espírito de Deus. Há uma gritante diferença entre receber visões e sonhos de Deus e desenvolver os seus próprios.
Este evangelho pervertido, como afirmou o Pr. David Wilkerson, busca transformar homens em deuses. É-lhes dito: "seu destino está no poder da mente (...), transforme seus sonhos em realidade usando o poder da mente". Fique sabido de uma vez por todas que Deus não abdicará de Sua soberania em favor do poder de nossas mentes, seja ele positivo ou negativo. Devemos buscar a mente de Cristo, e Sua mente não é materialista; não se focaliza no sucesso ou na riqueza. A mente de Cristo se focaliza na glória de Deus e na obediência à Sua Palavra.
Foi assim que surgiu a "Visão" para implantar o Modelo dos Doze, o conhecido G-12, com Igrejas em Células de multiplicação, resultado de um visionário sonhador. Veja como ele se expressa: "Deus dá visões, revelações e ‘sonhos’ àqueles que se submetem integralmente à sua vontade" (SONHA e Ganharás o Mundo, pág. 33). Cremos, sim, nessa afirmativa, porém desde que tudo seja de conformidade com a Palavra de Deus e não de acordo com desejos e caprichos pessoais.
É, no mínimo, curioso o fato de o Pastor César Castellanos enfatizar tanto as suas "Visões" dadas por Deus (?) e que o levaram a criar esse movimento espiritual. Aliás, pelo que se sabe, todos os movimentos gnósticos e seitas e heresias até agora surgidos sempre foram com base em "Visões e Revelações", conforme afirmaram, dados por Deus. O que dizer de Joseph Smith (fundador da Igreja dos Mórmons), Ellen G. White (Mãe da Igreja Adventista), Kenneth Hagin (Teoria da Prosperidade), Peter Wagner (Guerra Espiritual), David Berg (Os meninos de Deus), Marilyn Hickey (Maldição Hereditária), Essek Willian Kenyon (Confissão Positiva) e outros mais.
Entendemos ser bastante ridículo e, até, antibíblico, dizer que "os sonhos são a linguagem do Espírito de Deus". O Espírito Santo não nos traz sonhos, traz-nos realidade e poder para proclamarmos o Evangelho de Cristo (At 1.8) e termos comunhão com Jesus Cristo (Jo 14.26). É o Espírito Santo quem nos convence do pecado (Jo 16.18), revela-nos a verdade a respeito de Cristo (Jo 14.16-17), realiza o novo nascimento (Jo 3.5-6) e faz-nos membros do corpo do Senhor Jesus (I Co 12.13).
Pelo que se vê, o Pastor César está envolvido numa redoma de vaidade, quer na multidão de seus sonhos, quer nas suas muitas palavras (Ec 5-7).
Porém Deus disse: "Tenho ouvido o que dizem aqueles profetas, profetizando mentiras em meu nome, dizendo: Sonhei, sonhei. Até quando sucederá isso no coração dos profetas que profetizam mentiras, e que são só profetas do engano do seu próprio coração (Jr 23.25-26)?". Não é demais relembrarmos que o último profeta desta era foi João Batista (Lc 16.16) e foi Cristo quem disse. E se foi Cristo, Ele tem autoridade! E como vem esse ‘profeta’de última hora?
Lendo o livro do Pastor César, na pág. 88, deparamo-nos com a afirmação de que Abraão, aos 99 anos, tinha muitas feridas não tratadas. Tal alegação não procede e falta com a verdade ao proclamar tamanha aberração, distorcendo os fatos bíblicos. O que a Bíblia nos revela é que Abraão foi obediente ao chamado do Senhor e era homem de muita fé em Deus. Foi-nos o exemplo (Gn 12.4 e Rm4.12).
Para o Pastor César, somente após participar do "Encontro", cujo assunto abordaremos mais adiante, é que o crente recebe a cura interior e é liberto de qualquer maldição que tenha imperado em sua vida, bem como experimenta o verdadeiro arrependimento e o novo nascimento. O "Encontro", afirma ele, é mais importante do que os batismos na água e no Espírito Santo e eqüivale a todo um ano de assistência fiel à Igreja (livro citado, pág. 91). Sobre a chamada cura interior e maldição também abordaremos adiante.
Ele afirma, ainda, que qualquer "rejeição" de uma pessoa que tenha ocorrido durante a gravidez, na infância ou na adolescência, é o tema de maior tratamento dispensado durante o "Encontro" e cortar todas as maldições que venham por descendência e compreender com exatidão quem é Deus é um dos temas principais. (pág. 92). Biblicamente não há respaldo para essas heresias do colombiano. Se o tivesse, José, filho de Jacó, teria que ter passado por um tratamento, promovido um "Encontro" para livrar-se de tudo que passou nas mãos de seus irmãos, bem como quando esteve preso no Egito. E o que dizer de Jó, que perdeu tudo o que possuía em um só dia, inclusive seus filhos? O Apóstolo Paulo também precisaria desse "Encontro", para quebrar as maldições, porque além de ter perseguido a Igreja de Cristo, também consentiu na morte de Estêvão. Portanto, não há sustentação bíblica para tais rituais.
É incrível o relato que o Pastor César faz na página 113, onde ele afirma que para libertar uma mulher possuída pelo espírito de lesbianismo, teve que orar por ela desde que se encontrava no ventre de sua mãe. Fez uma regressão em toda a vida passada, a partir da concepção. Isto baseado, segundo ele, em Efésios 1.4. Ora! Ficamos abismados com essa narrativa! E nos perguntamos: o que tem a ver a libertação da endemoniada com a passagem bíblica citada? Senão vejamos o que a Bíblia nos diz no versículo citado: "como também nos elegeu nEle antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dEle em caridade". Onde o Pastor César Castellanos aprendeu essa prática? Baseada na Bíblia, certamente, não! Não há um só versículo que nos dê margem para "regressão". Essa prática faz parte de sua visão pessoal, fundamentada em técnicas psicoterápicas e espíritas. A palavra de Deus nos mostra bem claro como o crente deve proceder nesses casos: Mateus 17.21 (oração e jejum) e Marcos 16.17 (em nome de Jesus). Esta, sim, é a maneira correta e bíblica de expulsarmos os demônios, e não fazendo levantamento da vida passada da pessoa endemoniada. Simplesmente ele distorce a Palavra de Deus.
E as aberrações não ficam só no que já comentamos. Para ele o "Pastor da Igreja é o Espírito Santo", enquanto que ele (o Pastor César) "é apenas o colaborador" (livro citado, pág.107-108). Mas que inversão de valores! A Bíblia Sagrada nos afirma que o Pastor é o "apascentador do rebanho de Deus" (At 20.28) e responsável pela "pregação e doutrina da Igreja" (II Tm 4.1-4), enquanto que o Espírito Santo é o que habita em todo crente salvo (Jo 14.16-17 e I Co3.16) e adverte a Igreja contra a apostasia (I Tm 4.1-2), além de outros atributos. Em lugar algum das sagradas escrituras encontramos Jesus, os apóstolos, ou o próprio Deus dizendo que quem pastoreia a Sua igreja seja o Espírito Santo. São homens, sim, escolhidos por Ele (Deus) para tomar conta do rebanho dEle, apascentar os salvos por seu Filho Jesus (Ef 4.11-12). Esse pastor gosta de inverter as coisas. E como gosta!
Diz ainda o Pastor César que o que "ele mais tem estudado na Bíblia" é a vida de Jesus Cristo (livro citado, pág. 103-104). Não nos parece verdadeira esta afirmativa. Onde ele encontrou no Novo Testamento Jesus ou seus apóstolos ensinando sobre maldição hereditária, quebra de maldição e regressões desde a vida intra-uterina? Onde ele encontrou Jesus ensinando que a pessoa que O recebesse como Senhor e Salvador fosse participar de um "Encontro", a fim de nascer de novo? Foram as "Visões" que lhe revelaram? Aliás, impossível acreditar.
Porém, os devaneios do Pr. César, que para ele foram palavras de Deus que lhe foram dirigidas, não ficaram no que já relatamos. Conta ele em seu livro retromencionado, na pág. 83, que "ganhávamos e ganhávamos multidões de uma forma sem precedentes na Colômbia, mas muitos deles não ficavam na igreja. Em várias oportunidades encontrei-me com alguns dos convertidos em diferentes lugares, que me diziam: ‘Pastor, eu conheci o Senhor na missão, mas estou congregando em tal igreja’. Eu dizia: ‘Amém, glória a Deus, esta alma não se perdeu, está sendo edificada!’. No entanto, chegou o dia em que Deus chamou minha atenção, dizendo-me: ‘Estás errado: essa alma Eu a trouxe à tua igreja; se tivesse querido mandá-la a outra igreja tê-lo-ia feito. Enviei-a para ti para que cuides dela e espero que me respondas’." Para quem conhece Deus e a Sua Palavra, cremos que aqui não cabe qualquer comentário sobre o relato do pastor colombiano. Primeiro porque Deus não faz acepção de pessoas, nem de igreja, porque para Ele há uma só Igreja, nem tampouco igreja nenhuma pertence a esse ou àquele pastor. A Igreja é do Senhor Jesus Cristo e não uma exclusiva para o pastor César Castellanos.
Como afirmamos inicialmente, o movimento nasceu na Colômbia; no Brasil tem como um de seus braços fortes a Igreja Nacional, que é pastoreada por Valnice Milhomens. Esta escreveu o seu mais recente livro intitulado "Plano Estratégico para Redenção da Nação". Nele, ela descreveu com riqueza de detalhes o que é a "Igreja em Células" adotada por ela em nosso país, e como funciona o Modelo dos 12. Quer dizer que o plano para redenção do Brasil e do mundo não é de Deus, em Cristo, mas o do G-12?
PRINCÍPIOS BÁSICOS DO G-12
Abordaremos a seguir os princípios básicos adotados pelo movimento, que norteiam seus ensinos e práticas diárias de todos os seus adeptos. Julgamos, assim, estar contribuindo para esclarecer o leitor, principalmente o público evangélico, a respeito do movimento G-12.
Enfatizamos mais uma vez que a Igreja é em Células e não com Células (pág. 60 do livro supracitado). A diferença é que na "Igreja com células", estas estão intimamente ligadas à igreja, trabalhando para a Igreja e têm todo o apoio pastoral da Igreja, enquanto que na "Igreja em células", na forma adotada pelo G-12, estas são autônomas, independentes e funcionam como verdadeiras igrejas.
Nesse sistema de ‘Igrejas em Células’:
Os crentes cuidam uns dos outros (não há pastor, mas um líder) nas células;
A Igreja tem dois componentes básicos: a celebração e as células;
A Celebração é a reunião no Templo (observe o leitor que não é chamado de culto, mas celebração);
A Célula (em casas), porém, é a mais importante;
Na Célula são recolhidos os dízimos e as ofertas e celebram até a Santa Ceia;
Na Célula pode fazer o batismo em águas, desde que a pessoa não tenha condições físicas para ir ao Encontro, onde são batizados os seus membros;
Pelo que se vê, o trabalho nas casas, onde as células reúnem-se, está acima de todo e qualquer trabalho realizado no Templo. Ao contrário do que ocorre nas demais Igrejas, que possuem ‘grupos familiares’, de ‘discipulado’, etc (e não as conhecidas células do G-12), que desenvolvem trabalhos de aprendizado da Palavra de Deus, e que estão totalmente ligadas e dependentes de suas matrizes, sejam templos centrais ou congregações.
Na Igreja em Células, nesse modelo, seus membros participam da Igreja unindo-se às células. Nelas os crentes são responsáveis uns pelos outros. (pág. 63). A Bíblia nos ensina que quem vela (cuida) dos crentes é o anjo (pastor) da Igreja, e não essa cumplicidade pregada pelo G-12.
Segundo afirma a "Pastora" Valnice, "um Pastor não pode discipular mais do que doze pessoas. Se isso fosse possível, Jesus o teria feito". E continua: "Ele (o Pastor) não pode cuidar bem de uma Igreja com mais de cem membros". Por isso é que "o pastoreio e discipulado acontecem no contexto da célula" (pág. 63).Mas que absurdo! Trataremos do assunto mais adiante.
No modelo dos Doze, o descrente, após sua decisão para Cristo, vai para a célula (e não para a Igreja), onde permanece por dois meses até participar do "Encontro" (pág. 85). Assim, o novo convertido, após um ano de sua decisão, torna-se um Líder de Célula (Pastor?) e começa então a formar seu grupo de doze (pág. 86).
Após a decisão, o novo crente deve (pág. 87):
Fazer um mapeamento espiritual, onde lhe dá uma visão de sua jornada espiritual até então. Esse mapeamento está mais para o ‘mapa do zodíaco’, utilizado pelos espíritas e os astrólogos, do que para pessoas que se dizem cristãs;
Receber treinamento sobre novos relacionamentos, incluindo princípios básicos da vida cristã;
Integrar-se à célula como seu membro;
Fazer o pré-encontro, composto de quatro palestras semanais, para então poder habilitar-se a fazer o "Encontro";
Participar do "Encontro", que é um retiro espiritual de três dias, onde recebe ministração de arrependimento, perdão, quebra de maldições, libertação, cura interior, batismos no Espírito Santo e nas águas, bem como a "visão da Igreja";
Participar do "Pós-Encontro", que consiste em quatro palestras semanais, a fim de consolidar o que aprendeu no "Encontro".
Durante o "Encontro" (ou Desencontro?) todos ficam em absoluto silêncio, sem se comunicar com ninguém (apenas durante as refeições é que podem se comunicar, mas mesmo assim nada deve ser comentado sobre o que está ocorrendo). Trata-se de prática chamada de "nobre silêncio", que há muitos séculos (mais de 400 anos) antes de Cristo já era praticada por Buda. Hinos são cantados por repetidas vezes e sempre há uma música de fundo sem letra durante todos os trabalhos. Desta forma é feita uma verdadeira "lavagem cerebral" nas pessoas. São técnicas psicoterápicas, em que há até catarse. Um ato teatral é encenado, para que todos entendam o sofrimento na cruz, o quanto Cristo sofreu por nós. Há uma apelação muito forte para o emocional. Lidam com a emoção e o sentimento das pessoas.
Pelo que se vê, observa-se que o novo convertido é levado a seguir múltiplos rituais, alguns bons e até dignos de observações, porém outros sem qualquer fundamento bíblico, a exemplo do que é chamado de "pré-encontro" e de "Encontro". Cremos no que está escrito na Bíblia, que o pecador é perdoado, liberto de todo o seu passado mal e perverso, no momento em que aceita a Jesus Cristo com sinceridade, arrependendo-se e se convertendo ao Evangelho do Reino. Vejamos o que o Apóstolo Pedro nos disse em Atos 3.19: arrependei-vos, pois, e convertei-vos para que sejam "apagados os vossos pecados". Compare ainda Jo 3.16, Rm 8.1, Jo 1.12-13, Cl 2.13-14, Gl 3.13, Hb 8.12 e 10.17-18. Portanto, não vemos razão alguma para participar desse Encontro. Aliás, o Pastor César também comenta em seu livro (Pág. 91) que somente após o "Encontro" é que o crente recebe a cura interior e é libertado de qualquer maldição que tenha imperado em sua vida. O que equivale dizer que a Palavra de Deus, o Evangelho, o Sangue de Cristo, não foi suficiente para retirar do crente tudo o que havia contra ele, no dia em que aceitou o Senhor Jesus como Salvador?!
No Modelo dos Doze, todo crente recebe treinamento durante um ano para ser Líder (Pastor?) de Célula e de Doze (pág. 88), onde:
O treinando recebe o ensino para ser "sensível" ao Espírito Santo, bem como ensinar a outros através dos dons espirituais, ministrando cura e libertação;
Todos os líderes de células têm que formar seus Grupos de Doze e estes, também, devem ser treinados para se tornarem igualmente líderes de células.
Como se pode perceber, por esse modelo o Líder de Célula é um super crente, que tem todos os dons ministeriais e todos são aptos a pastorear. Ora, as Escrituras ensinam que Deus deu "uns" – não são todos, portanto – para Apóstolos, outros para Profetas, outros para Evangelistas e outros para Pastores e Doutores (Ef 4.11). E como é que vem um movimento desse fazendo de todos os seus adeptos pastores, vez que cada um deles deve liderar um grupo de doze, e que limitação é essa, visto que o grupo não pode ultrapassar doze pessoas? Não, não é isso o que ocorre com a Igreja de Cristo, senão vejamos o seu início: no pentecostes quase três mil pessoas se converteram (At 2.41). Posteriormente, quase cinco mil também abraçaram o Evangelho (At 4.4). Depois já não se podia contar os novos crentes, pois eram "multidões" que aceitavam a Cristo (At 5.14). Desta forma, os apóstolos eram ‘pastores’de incontáveis crentes e não de apenas um grupo ou grupos de doze pessoas!
Afirma a Pastora Valnice, na pág. 99 de seu livro, que o Senhor está fazendo uma "virada na unção ministerial". E continua: "a unção não vai estar somente em um homem, e sim, numa equipe. A visão dos doze é uma visão de romper esquemas". Relata, também na pág. 10: "É preciso romper as velhas estruturas…ficamos absolutamente convencidos de que a Igreja em Células ou nas casas, sem deixar as grandes celebrações de todo corpo no Templo, era caminho de volta, no que concerne à estrutura". Assim, esse movimento deixa de lado toda a estrutura eclesiástica da Igreja, como ela é atualmente em todas as denominações evangélicas, e passa a existir de forma desestruturada. É bom que se diga, inclusive, que até seminários são condenados por seu criador. É tanto que a Pr. César Castellanos, ao criar esse movimento, acabou com os que existiam em sua igreja, alegando ser desnecessário o preparo do Líder em uma escola convencional, mas que após um ano, apenas, de treinamento na ‘escola de líderes’seria suficiente para prepará-lo.
Pelo que se observa e compreende, o modelo é para todo o crente (Líder de Célula) ser um Pastor e nada de um só Pastor para o rebanho (Igreja). E o Pastor César Castellanos afirma textualmente em seu livro retrocitado: "há necessidade de inovar de forma radical e contínua. Toda a visão implica em inovação. Estar disposto a romper com os moldes tradicionais, faz parte do risco" (pág. 48). Ainda: "a lista de mudanças é quase infinita... tudo porque decidimos por em prática o poder da inovação, romper os velhos moldes. Definitivamente devemos ser criativos, o mundo é daqueles que inovam." (pág. 52). Acrescenta ainda o Pastor César ao falar sobre o nome de sua Igreja (Missão Carismática Internacional): "...parecia-nos estratégico não colocar nenhum termo que associasse com o evangélico, para que não produzisse rejeição, ou apatia, e a estratégia funcionou" (pág. 51).
Diante das "inovações", "rompimento dos modelos tradicionais", "virada na unção ministerial" e assim por diante, na visão dos Doze, cada pessoa do grupo (Célula) tem a capacidade de pastorear doze crentes. Estes também têm a condição de pastorear outros doze.
Pelo que se vê, todos têm a unção (e a capacidade) e a chamada de Deus para ser Pastores, nessa visão. Essa filosofia vai de encontro ao que o Senhor Jesus Cristo ensinou sobre os diferentes talentos que são concedidos aos crentes. Nem todos têm a mesma capacidade, portanto. Compare Mateus 25.15, onde Cristo afirmou textualmente: ‘e a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade’. Deus deu "uns" – não são todos, portanto – para algumas funções ministeriais (Ef 4.11-12), visando ao aperfeiçoamento dos santos e à edificação do corpo de Cristo (Igreja), e não apenas para um grupo de "doze pessoas".
Vamos tratar sobre o "Encontro" (ou Desencontro?), que consiste num retiro de três dias e que, conforme a "Visão", assim como ocorreu com o Apóstolo Paulo (At 9.1-9) que passou três dias separado de seu contexto familiar e cultural, também todos precisam, após dois meses da entrega a Cristo, participar. Era preocupação do Pastor César Castellanos a retenção "dos frutos", permanência dos novos convertidos na Igreja, já que nem todos os que abraçavam o Evangelho permaneciam na Igreja. Daí por que julga que somente através desses Encontros é que podem continuar sendo crentes (Plano Estratégico para a Redenção da Nação, pág. 111, 118, 120 e 121).
Ao que nos parece, data venia, há um certo desconhecimento quanto ao assunto ventilado. Como sabemos, nem todos os que crêem na Palavra de Deus permanecem nela. Foi o próprio Jesus que nos afirmou através da parábola do semeador (Mt 13.1-9 e 19-23). No exemplo citado pelo Mestre, entendemos que apenas 25% (a semente que caiu em terra fértil) permanece e dá fruto. As demais sementes (três, ou seja, 75%) que caíram em solo pedregoso, entre os espinhos e à beira da estrada, não permaneceram, se desviaram, deixaram o evangelho (observe que todas creram na Palavra de Deus, porém não permaneceram!) Muitos são chamados, porém poucos são os escolhidos (Mt 22.14). E como é que vem esse ‘profeta’de última hora querendo fazer com que, os que participam de seus ‘encontros’ todos permaneçam na igreja?!. Portanto, essa premissa é falsa e não encontra amparo na Palavra de Deus. Os que defendem esse preceito que nos convençam do contrário!.
Dizer que Paulo foi separado por três dias para ficar longe de seus familiares e de sua cultura é desconhecer onde ele se encontrava. Todos sabemos que o Apóstolo estava a caminho de Damasco e, portanto, já estava separado do convívio familiar. O Encontro dele nada tem a ver com o "Encontro" patrocinado pelos da "Visão" da Colômbia. Esse raciocínio não procede. O encontro que Paulo teve com Deus foi aquele que todos nós experimentamos quando aceitamos a Cristo, quando nos arrependemos, nos convertemos e passamos a ter uma nova vida (Jo 5.24, Rm 10.8-11 e II Co 5.17).
Nos "Encontros" são abordados vários temas, várias ministrações. Dentre muitas outras, fazemos referências às seguintes:
OS ENSINAMENTOS DO G-12 E AS REFUTAÇÕES BÍBLICAS
Arrependimento: é explicado o "genuíno arrependimento", é quando o crente declara detalhadamente os seus pecados, chora, urra (o termo é esse mesmo), "sente dor" por ter ofendido a Deus (Pág. 118 do Plano Estratégico). Dizem que o verdadeiro arrependimento só se dá quando da participação do novo convertido ao Encontro.
Refutação – Quanta aberração existe! Quer dizer que o crente não foi perdoado por Deus no dia em que aceitou a Cristo? Jesus nos disse que quem ouve a Sua Palavra e crê naquEle (Deus) que O enviou tem a vida eterna (Jo 5.24). Assim, cremos que a salvação é instantânea, não há a necessidade de marcar um "Encontro" para termos que nos arrepender de novo. Se o genuíno arrependimento só se dá nesse "Encontro", conforme a "Visão" do G-12, como ficaria a situação da pessoa que morresse antes de participar desse "ritual"? Não, não cremos assim! O ladrão na cruz, o mordomo da Etiópia, Zaqueu, Cornélio, dentre muitos outros exemplos bíblicos, todos foram salvos na hora em que se encontraram com Cristo. Compare Cl 2.14, Hb 8.12 e 10.17-18, Tt 3.4-7, etc. Em Atos 2.38-43 vemos quase 3.000 pessoas sendo salvas por Cristo e o foram quando o Espírito Santo as convenceram através do pronunciamento do Apóstolo Pedro. Foi um arrependimento verdadeiro e sincero. Nada de ‘encontro’ nos moldes promovidos pelo Grupo dos Doze. O mesmo aconteceu comigo e com os crentes em geral, salvos pela graça de Deus. Fomos salvos no momento em que ouvimos a Palavra de Deus, nos convencemos de que éramos pecadores e por isso nos arrependemos e passamos a ser novas criaturas. Não precisamos participar de "Encontros"para nos tornarmos salvos, graças a Deus.
Quebra de Maldições: são ensinadas as causas das maldições e o Espírito Santo (?) mostra as maldições e como quebrá-las (Pág. 119). São ministradas as bases bíblicas (?) sobre maldição hereditária e analisados os pecados familiares; os crentes são levados ao arrependimento por identificação – em lugar de seus pais (Pág. 137). Para tanto precisam perdoar seus antepassados, ou seja, pais, avós, etc., a fim de que suas maldições sejam quebradas.
Refutação – Concentrados principalmente no Antigo Testamento, criam uma nova doutrina a partir destes textos – Êxodo 20.5 e 34.7; Deuteronômio 5.9 - desconhecendo completamente o significado bíblico de bênção e maldição. Confundem maldição com efeitos do pecado. É óbvio que uma criança que vive sob a influência diária de uma família corrompida, certamente terá grande probabilidade de tornar-se adulta com os mesmos vícios, erros e metida nas mesmas iniqüidades de seus pais, avós, tios, etc. Isso não é maldição. Isso são conseqüências do pecado. Confundem maldição com traumas pessoais. Pessoas que sofreram um grande choque emocional ou que se sentem envergonhadas por alguma deficiência, podem ser pessoas reprimidas e problemáticas. É um prato cheio para alguém dizer que tal pessoa está amaldiçoada quando, na realidade, o que a pessoa necessita é de gente que lhe valorize, que lhe transmita força moral e espiritual e não de "profetas" que lhe venham colocar um problema a mais em sua mente. Confundem maldição com questões genéticas. De problemas hereditários (que obviamente não são maldições) ou genéticos o mundo está repleto. Porém daí dizer que isto é maldição é um absurdo inqualificável. Quanta ignorância e prática antibíblica! Tudo quanto existia contra nós Cristo já pagou na cruz, desde o instante em que O aceitamos e nos convertemos a Ele (Hb7.25, 8.12; Cl 2.14; Jo 1.12-13). Tudo aquilo que era contra nós, Cristo já perdoou cravando na cruz a cédula (dívida) que nos era contrária (Cl 2.13-14). O filho não leva o pecado do pai, nem este o do filho (Ez 18.1-4, 19-22, 26-28 e 30-32 e Mq 7.18-19). E o que dizer de uma pessoa que não conheceu nem o pai nem a mãe (órfão). Como é que ficaria a sua situação? Já que não vai poder romper com as maldições de seus pais, à vista de não saber que tipos de maldições seus pais eram portadores. Ensinar que um cristão tem que romper com maldições ou pacto dos antepassados, pedindo perdão por eles é minimizar o poder de Deus quando de sua conversão. A Bíblia Sagrada nos diz que toda desobediência é amaldiçoada (Nm 23.7,8; Sl 109.17; Dt. 11.26-28; Gl 3.10) e que Jesus Cristo já nos abençoou (Ef 1.3) e que nenhuma condenação (maldição) há para os que estão em Cristo Jesus (Rm. 8.1). Não há maldição para os que são filhos da obediência (Lc 11.28; Tg. 1.25). Jesus se fez maldição por nós. O que dizer, então, dos filhos dos reis de Judá que tinham pais bons e eram maus, ou tinham pais maus e eram bons? Por fim, nos diz a Palavra de Deus (Pv 26.2) que maldição sem causa não virá. E ainda: a maldição do Senhor habita na casa do ímpio, mas a habitação do justo (salvo por Jesus Cristo) Ele abençoará (Pv 3.33) E a causa maior chama-se pecado. Enfim, os textos citados (Êx 20.5; 34.7 e Dt 5.9) referem-se àqueles que aborrecem a Deus, que se desviam de Deus e vão seguir a outros deuses. Em outras palavras, a maldição de que se trata é para os idólatras e não para quem tem Deus como o único Deus verdadeiro e o seu Filho Jesus Cristo como único e bastante Salvador. O gedozistas confundem ‘maldição’ com ‘obras da carne’, de que falou o apóstolo Paulo em sua carta aos Gálatas no capítulo 5 e versículos 19 a 21.
Libertação: ocasião em que todos escrevem num papel todo o seu passado, fazendo uma lista de seus pecados e, todos cantando e ‘dançando’ jogam no fogo esses papéis. Assim, sentem que foram totalmente libertados (pág. 119 e 137).
Refutação: trata-se de pura invencionice, criação humana, sem nenhuma eficácia. Não é isso o que nos ensina a Palavra de Deus. Pelo contrário, quando o pecador aceita a Cristo recebe instantaneamente o perdão de todos os seus pecados. Todo o seu passado ficou para trás (Jo 8.32 e 36, Rm 6.18, II Co 5.17, Fl 3.13 e Cl 2.13-14). Havendo conversão, havendo, portanto, salvação, há libertação total. Toda pessoa convertida e que está em Cristo foi liberta do império das trevas e transportada para o reino do Filho do seu amor (Cl 1.13-14). A conversão implica sair das trevas para a luz, e ser convertido do poder de satanás ao poder de Deus (At 26.18).
Cura interior: todos os encontristas são levados ao arrependimento, por aceitar feridas e abrigar a amargura, ressentimentos, mágoas, iras e maus ressentimentos em relação às pessoas. Para tanto é ministrada a ‘cura’, levando as pessoas a visualizarem mentalmente a sua formação "desde a concepção" até a ocasião do Encontro (regressão), lidando com a rejeição, traumas e pecados (pág. 138). É nesse momento em que todos os encontristas "precisam liberar perdão às pessoas envolvidas em cada fase (da infância à fase adulta), e até mesmo a Deus. Libera perdão a pai, mãe, irmãos, familiares e a Deus" (Manual do Encontro, pág. 100/101, Pr. Renê Terra Nova).
Refutação – Mas que absurdo, liberar perdão até a Deus? Parece inacreditável, mas é isto mesmo que está sendo ensinado: que devemos perdoar a Deus. Trata-se de uma aberração herética de tal gravidade que dispensa qualquer comentário bíblico. Simplesmente negam o absolutismo e a soberania de Deus, convertendo em dissolução a graça de nosso Deus (Jd 4). Nada contra a cura interior em si. Ela é importante e saudável. Porém temos restrições quanto ao método empregado pelos gedozistas. É inaceitável a catarse utilizada na busca da cura interior. É prática antibíblica. É prática psicoterápica e não um meio espiritual de libertação. Por que nós vamos ter que voltar ao nosso passado, desde a concepção, passando pela infância, a adolescência, fase adulta, até àquele "Encontro" para podermos nos livrar de tudo o que nos aconteceu durante a nossa vida pregressa? Não tem sustentação bíblica. Compare Pv 11.8, II Co 5.17 e Fl 3.13, além de Jo 8.32 e 36. Para o crente o passado não mais existe, ficou no esquecimento, somos novas criaturas, passamos a ter nova vida no presente pelo poder transformador da palavra de Deus e projetamos o futuro alicerçado no amor e na santidade, que é um processo contínuo e dinâmico, diário, até chegarmos a varão perfeito (Ef 4.13, Fl. 3.13-14). Nos diz a Palavra de Deus que a ansiedade no coração do homem o abate (Pv 12.25), porém nos diz a mesma Palavra que o justo é libertado da angústia (Pv 11.8); que Deus conserva em paz aquele cuja mente está nEle (Is 26.13); a verdade nos libertando através de Cristo, estamos livres (Jo 8.32 e 36). É Deus que sara e liga as feridas (Sl 147.3). Se quisermos cura interior sigamos o que nos diz I Pe 5.6: "Lançando sobre Ele toda vossa ansiedade porque Ele tem cuidado de vós." E o salmista nos disse: "Lança os teus cuidados sobre o Senhor e Ele te susterá" (Sl 55.22). Esta é a receita para a cura interior e não perdoando a antepassados, inclusive a Deus, e fazendo regressão!
Durante o Encontro seus participantes fazem duplas, quando então uma das duas pessoas passa a narrar o que aconteceu em sua vida passada, como sejam, seus traumas, frustrações e pecados cometidos, devendo a que está ouvindo permanecer em silêncio, até que seu companheiro ‘desabafe’tudo que tem dentro de si. Terminada essa maratona, os papéis se invertem e o que estava ouvindo o lamento do outro vai adotar idêntico procedimento. Ou seja, a dupla confessa seus pecados mutuamente. Não vemos sustentação bíblica para isso. Até por que de que adianta confessar pecados a uma pessoa que nada tem a ver com o que aconteceu! Somente a Cristo devemos confessar nossos pecados para que sejam perdoados. E só devemos confessar nossas ofensas a outrem e pedir o seu perdão, quando essa tiver sido ofendida por nós ou o inverso, termos sido ofendidos por ela.
Quanta gente pelo Brasil afora tem adoecido após ter participado desses Encontros! Temos conhecimentos e testemunhos de pessoas que ficaram descompensadas emocionalmente em João Pessoa (PB), Manaus (AM), Brasília (DF), São Paulo (SP), entre outros. Só para exemplificar, citamos o caso de uma jovem de Brasília que precisou medicar-se, ficando internada por várias semanas e, seu pai, que não é evangélico, exigiu do pastor da igreja, onde ela fez o ‘encontro’, o custeio de todas as despesas realizadas com sua filha. E a Igreja viu-se obrigada a pagar tudo, sob pena de ser acionada judicialmente.
Para o modelo dos doze, "quando alguém prega a palavra, ministra cura interior, quebra maldições, ministra o batismo no Espírito, vão ter ‘pessoas curadas’, não vai haver pecado na Igreja, não vai haver imoralidade, não vai haver fofocas nem murmurações. É uma Igreja sadia" (pág. 123).
O que acha o leitor sobre a afirmativa acima? Que Igreja santa, não é verdade? Afirmamos à luz da Palavra de Deus, que perfeição só alcançaremos no Céu. Enquanto estivermos aqui na terra, toda e qualquer Igreja (as mais diversas denominações) terá problemas, enfrentará situações adversas, e até escândalos poderão haver. Aliás, serão inevitáveis, porque foi o próprio Jesus quem disse (Lc 17.1). Sempre haverá joio semeado no meio do trigo. Cremos, sim, numa Igreja sadia, porém trata-se da Igreja invisível e constituída por cristãos das mais diversas Igrejas genuinamente evangélicas. E somente o Senhor Deus conhece essa Igreja invisível.
O MODELO É CÉLULA E NÃO IGREJA
Sintetizamos abaixo os princípios básicos que norteiam o Movimento dos Doze (G-12), de acordo com os seus criadores, cujos pensamentos estão contidos nos livros Sonha e Ganharás o Mundo, do Pastor César Castellanos Dominguez, e Plano Estratégico para Redenção da Nação, da Pastora Valnice Milhomens Coelho:
Jesus confiou-nos a missão de fazer discípulos e não membros de igreja;
A única Igreja certa é a do G-12, ou seja, em Células;
Todo novo convertido deve ser conduzido a uma Célula (não é a uma Igreja), onde deve ser acompanhado por um Líder de Célula e, ao fim de dois meses, participar do "Encontro", quando então se dá o novo nascimento;
Os Pastores apenas supervisionam as Células;
Visão dos Doze: virada na unção ministerial. Unção em uma equipe e não somente numa só pessoa. É para romper esquemas. Todos têm capacidade para pastorear;
O que se presta a Deus no Templo é uma celebração e não um Culto. Porém nos diz o Apóstolo Paulo que devemos prestar a Deus é um culto (Rm 12.1) e não uma celebração. Ressalte-se, entretanto, que o culto não deixa de ser uma celebração, porém a celebração do G-12 é um trabalho totalmente diferente (com danças, assobios, gritos, etc, etc.) daquele que conhecemos e prestamos a Deus.
A preocupação maior, o alvo principal e o objetivo a ser perseguido dentro do Modelo dos Doze, é procurar reter o fruto, ou seja, o crente permanecer na Célula; fazer a Igreja crescer quantitativamente, às custas de inovações e rituais tirados do judaísmo, do espiritismo, do catolicismo romano e, porque não dizer, até de seitas orientais;
O verdadeiro encontro da pessoa com Cristo só se dá nos chamados "Encontros";
O "Encontro" vale mais do que um ano de assistência efetiva à Igreja;
O "Encontro" é mais importante do que o batismo nas águas e o batismo no Espírito Santo;
Todos têm capacidade para ser líderes (Pastores). É bastante seguir a "Escada do Sucesso" e, após um ano de treinamento, estarão aptos a ser líderes de Doze.
Refrão do Movimento: "O encontro é tremendo". Porém sabemos que tremendo só Deus, este é mesmo ‘tremendo’ (I Cr16.25, Sl. 111.9). Deus é que deve ser extremamente tremendo (Sl 89.7) e não um "Encontro" sem base bíblica.
O G-12 guarda o Sábado com pequenas diferenças em relação aos adventistas. E o dia para eles termina às 18 horas e não às 24 horas. Isto porque, segundo afirmam, o dia no início da criação terminava à tarde, na "virada do dia", quando Deus ia ter o encontro diário com Adão.
Eles acham que estão sendo injustiçados e mal compreendidos pelas demais igrejas. Entendem que estão passando o que Assembléia de Deus suportou por várias décadas. Mas que diferença! As Assembléias de Deus sofreram discriminação por defender o poder pentecostal que é bíblico e que já é aceito por todas ou quase todas as denominações, enquanto que as Igrejas integrantes do G-12 pregam e disseminam heresias que não têm sustentação bíblica.
Ritos utilizados nas igrejas do G-12, por ocasião das celebrações:
Formação de trenzinhos com pequenas bandeiras levantadas pelas mãos, pelo meio do Templo. Essa atitude está mais para brincadeira de estudantes em suas escolas, do que para um povo que se diz ser cristão;
O púlpito se transforma num palco de danças, após o encerramento das celebrações. Dizem que assim procedem porque tanto Davi como Miriam também dançaram. Porém esquecem-se de que houve motivos fortes para que eles assim procedessem. O primeiro dançou pela recuperação da Arca do Senhor, que estava em mãos de uma nação inimiga. Miriam o fez pelo grande milagre que Deus operara, quando dividiu o mar vermelho em duas partes e o povo atravessou em solo seco. E há de se observar, também, que foram fatos isolados - apenas duas vezes – e mesmo assim nenhum deles dois dançou no Templo do Senhor. A Casa de Deus merece respeito e é lugar de adoração e não de dançarinos;
É carregada uma tocha, pelo meio do Templo, a fim de que todos a toquem, e possam, assim, ser abençoados. Parece até uma brincadeira!. Nada há de espiritual nesse gesto, nem amparo bíblico; meninice, apenas;
Unção com óleo para todos serem ungidos e receberem a benção de Deus, podendo até levar para ungir suas casas. Mas que aberração! Haja vista o que está contido no Novo Testamento, que o óleo serve apenas para ungir os doentes (Mc 6.3 e Tg 5.14). Mas eles utilizam o óleo até para impedir que navio não navegue por caminhos já traçados, como aconteceu por ocasião das comemorações dos quinhentos anos de descobrimento do Brasil. Pois aconteceu, sim senhor. Simplesmente os adeptos do G-12 foram para o alto mar, em Salvador, e derramaram várias latas de ‘óleo ungido’, a fim de que o navio que o governo brasileiro havia construído, para fazer o percurso da capital baiana até Porto Seguro, não chegasse ao seu destino. Sabemos que realmente a embarcação ‘quebrou’duas vezes, não tendo feito a viagem programada, mas temos a informação – e a imprensa divulgou para todo o país – que o fracasso deveu-se a falhas ocorridas na construção do barco, imperícia técnica de seus construtores. Não foi, portanto, o ato praticado por eles que a embarcação não chegou ao seu destino.
Oração do cai-cai, ocasião em que oram pelas pessoas e estas caem por terra. No Novo Testamento não tem fatos desta espécie. Há casos em que as pessoas caíram ao ouvirem a voz de Deus. Os primeiros foram os oficiais e fariseus que procuravam Jesus para o prender (Jo. 18.3-6) e quando Paulo viu o resplendor de Cristo (At. 9.3-4). Há o caso dos discípulos Pedro, Tiago e João, quando da transfiguração de Jesus Cristo. Ao ouvirem a voz de Deus, em que reafirmou ser Cristo o Seu filho, Eles caíram sobre seus rostos em terra (Mt. 17:5-7). Em Ap.1.13, 16-17 João caiu, porém estava em espírito quando de seu arrebatamento ao céu, ou seja, caiu em espírito e não em corpo físico. Os casos citados no Velho Testamento (Dn.10.5-6 e Ez. 1.28, 3.23 e 43.3) referem-se a profetas diante de seres celestiais e não de pobres mortais. Curioso é que em todos estes casos, os personagens caíram com o rosto em terra, para frente, portanto, enquanto que os do G-12 e seguidores de Benny Hinn sempre caem para trás, o que é muito estranho (É bíblico? Não encontramos respaldo nas Escrituras Sagradas). Ponderamos também que eles caem e, ao levantarem-se, continuam do mesmo jeito que caíram, nada se lhes acrescentou espiritualmente falando. No máximo ficam em estado de êxtase e nada mais;
Baseados em Atos 18.18, os homens das Igrejas do G-12 estão rapando suas cabeças (e deixando a barba crescer), em forma de voto, a exemplo do que o Apóstolo Paulo fez. Eles querem tornar-se nazireus, porém devem entender que no nazireado os homens primeiro deixavam os cabelos crescerem e, após o término do voto, é que rapavam suas cabeças, conforme podemos observar o que está contido no capítulo 6 do livro de Números. Porém, esquecem que os próprios Apóstolos ensinaram que nós, os gentios, que cremos, não devemos observar tal prática. Dizem que adotam essa prática como forma de sacrifício. Mas será que o sacrifício feito por Cristo não nos foi suficiente? Que Deus tenha Misericórdia! Os gedozistas desconhecem o que está contido em Atos 21.21-25, principalmente o que está escrito no último versículo, que assim diz: "todavia, quanto aos que crêem dos gentios, já nós havemos escrito e achado por bem que nada disto observem [rapar a cabeça]; mas que só se guardem do que é sacrificado aos ídolos, e do sangue, e do sufocado e da prostituição" (edição João Ferreira de Almeida, revista e corrigida e Antigua Versión de Casiodoro de Reina, de 1569, revisada por Cipriano de Valera em 1602 e otras revisiones, em 1862, 1909 e 1960, além de outras edições por nós consultadas). É de bom alvitre que se diga também, que até as mulheres desse movimento estão rapando suas cabeças. Uma delas afirmou-me que tal prática é para passar para Deus a ‘sua glória’ (a glória dela), como forma de voto, objetivando obter a ‘redenção’ do Senhor para a sua família. Mas indagamos: que glória o homem ou a mulher tem para dar a Deus?! Quem somos nós? Pó e cinza e nada mais. Ainda que fizéssemos tudo o que Cristo quer que façamos, ainda assim seríamos considerados como servos inúteis. Diz-nos a Bíblia que nossa justiça é considerada como ‘trapo’ diante de Deus. É Ele, Deus, que tem glória para nos oferecer e não nós, pobres mortais! Ademais, nos afirma a sua Palavra que é desonroso para a mulher cortar o seu cabelo (quanto mais rapar!) – I Co 11.15- e como é que Deus iria se agradar duma glória (glória?) dessa?!. Digamos como o Apóstolo Paulo: nós não temos tal costume, nem as Igrejas de Deus (I Co 11.16). Se fôssemos considerar como sendo um sacrifício, segundo eles afirmam, o nosso irmão Davi assim se expressou: ‘porque te não comprazes em sacrifícios, senão eu os daria. Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus!’ (Sl 51.16-17). O sacrifício que Deus requer de nós todos são: a) louvor, a prática do bem e a mútua cooperação (Hb 13.15-16); b) o culto racional que prestamos a Ele (Rm 12.1); c) o que se dá a quem precisa (Fl 4.18) e os sacrifícios espirituais (não materiais, não físicos – estes Deus não quer mais!) agradáveis através de Jesus Cristo (I Pe 2.5).É para ‘redenção’ de alguém? Perguntamos: a redenção de Cristo não foi suficiente, não? Simplesmente é um absurdo o que estão fazendo!
CONCLUSÃO
Afirmamos que a Igreja em Células, (repetimos, não é com Células), baseada na "Visão" do Grupo dos Doze (G-12), abre mão de todos os princípios regimentais de sustentação da Igreja como organização, eliminando pontos de doutrinas e princípios de liturgia e sistema de governo eclesiástico.
Dizem que somente eles é que são detentores da ‘unção’de Deus, do Espírito de Deus. Chamam-na de "nova unção". Será que dá para entender? Não encontrei na Bíblia nada que denotasse essa afirmativa. Até porque a unção de Deus não envelhece, não fica velha. Por que então nova unção?
Sabemos que as aberrações, as contradições e as discrepâncias que vêm proliferando no contexto cristão hodierno têm se constituído afronta àqueles que lutam e se esforçam pelo cumprimento da verdade e da coerência (Rm 15.4 e II Tm 3.16-17).
É certo que não devemos ser juízes de ninguém, mas, por outro lado, não devemos ser tolos e facilmente enganados. A Visão de Deus para o mundo é Cristo e não a de Castellanos!
O aspecto mais perigoso da falsa doutrina é que se apresenta como verdadeira. Aparece como uma medida corretiva, pretendendo restabelecer a verdadeira doutrina, É propagada por aqueles que têm convicção de ter recebido uma nova revelação ou uma interpretação melhor da verdade já estabelecida. Em quaisquer dos casos, tais pessoas convencem-se de estar certas e de que todas as outras estão totalmente erradas. Dizem que somente ‘agora’, a partir do dia em que abraçaram a "visão" é que encontraram a verdade, em que pese muitos deles já se dizerem crentes há cinco, dez, vinte anos ou mais. Desconhecem todo o seu passado como cristãos (entendemos que não o eram uma vez que somente ‘agora’ é que dizem ter encontrado a verdade, estarem na verdade). Em pesquisa recente que fizemos, os templos da Missão Carismática Internacional, do pastor César Castellanos, são comuns à Igreja Católica da Colômbia, ou seja, os locais que são utilizados pela igreja daquele pastor, também são usados pelos padres daquele país. Assim, num determinado dia pode haver uma celebração do G-12 e num outro uma missa da igreja católica. Puro ecumenismo, portanto.
Concluindo, dizemos que os defensores das doutrinas e práticas antibíblicas do G-12 andam ensinando doutrinas que são mandamentos de homens (Mc7.7). Fiquemos com o que a Palavra de Deus nos diz: "Mas ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já anunciamos, seja anátema - maldito" (Gl 1.8). Vejamos ainda o que o Apóstolo Paulo nos diz em II Co 11.3-4: "Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo. Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis".
Deixamos o julgamento a cargo do leitor. Que Deus nos abençoe e nos guarde pelo seu poder, preservados pelo precioso Sangue de Jesus Cristo, protegidos pelo Seu Santo Espírito.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
A Pregação Cristocêntrica
A Pregação Cristocêntrica -
Lidar com alguns desafios que estão estreitamente associados com a pregação. A que tipo de desafio seu me refiro? Definindo um sermão O que é um sermão? O que diferencia um sermão de uma série de afirmações?
Para que um sermão seja um sermão, ele precisa ter unidade, propósito e aplicação.
Com unidade querO dizer que um sermão deve ser apenas sobre uma coisa, ter um tema, possuir um conceito unificador. O pregador deve ser capaz de expressar este tema numa única sentença. Com propósito nos apresenta o que chamamos de Foco da Condição Caída ou FCC. Define FCC como a condição humana mútua que os crentes contemporâneos compartilham com aqueles para quem o texto foi escrito, que requer a graça da passagem.
Portanto, os pregadores não devem perguntar apenas o que o texto diz? e que problemas o texto aborda?´, mas também o que meus ouvintes têm em comum com aqueles para quem a mensagem foi originalmente escrita?´
Com aplicação, o autor diz que todo pregador tem que ter uma pergunta no topo da lista. E que pergunta é essa?A pergunta é: E daí? a mensagem permanece crua se não tiver uma aplicação ponderada e fiel ao texto. Uma lição de gramática não é um sermão. Um sermão não é um sumário textual, um discurso sistemático ou uma lição de História. Os pregadores que não podem responder a um E daí?´ pregarão para um Quem se importa? Nós não somos ministros de informação, nós somos ministros da transformação de Cristo.
Examinando o texto corretamente, damos referencia ao título de ³Aprioridade do texto´ e que este é o ponto a partir do qual todo pregador deve começar. O texto em si é a fonte das verdades que nós finalmente apresentamos. Mas o que constitui um texto? Ele precisa ser ³uma unidade expositiva´ que defino como ³um trecho grande ou pequeno das Escrituras a partir do qual o pregador demonstra uma única verdade espiritual, com fatos ou conceitos confirmatórios adequados que emanam do escopo do texto. Ao elaborar sobre uma visão adequada do texto, discorremos sobre a extensão do sermão (não se pode definir regras rígidas), sermões em série (recomendados, mas têm contraindicações), contextos(o que pregar é influenciado pelo calendário, pela situação, pelos acontecimentos, por catecismos e, acima de tudo, pelo Espírito Santo), precauções (não evite os textos muito conhecidos, e nem busque especialmente aqueles obscuros, ou duvidosos), recursos do ofício (Bíblias de estudo, léxicos, concordâncias, dicionários, comentários), princípios de interpretação(considerar o contexto, usar o método gramatical-histórico, levar em conta o contexto histórico, cultural e literário, determinar o contexto redentor).
prosseguimos explicando como o pregador deve considerar a Palavra. faço aqui um forte apelo para a pregação expositiva como sendo a única abordagem que honra as Escrituras. Como diz, a pregação expositiva não obriga meramente os pregadores a explicarem o que a Bíblia diz, ela os obriga a explicar o que a Bíblia significa na vida das pessoas no momento presente. A aplicação do sermão não é meramente um adendo à discussão ou uma parte subordinada dele, mas é a coisa principal a ser feita´.
Em apoio ao meu ponto de vista, cito passagens bíblicas tais como Lucas 24.27-32; Neemias 6.5-8; 1 Timóteo4.13; 2 Timóteo 4.2 para explicar que verdadeira exposição envolve três elementos: apresentação da Palavra, explicação da Palavra e exortação baseada na Palavra. Ou, para usar uma terminologia mais tradicional, a pregação expositiva consiste de três componentes: a explicação, a ilustração e a aplicação. Quanto ao volume de atenção que deve ser dada a cada um dos componentes, variará dependendo de diversos fatores que vão desde o texto até o pregador e a audiência.
Além disso, pregação verdadeira não é apenas questão de método e abordagem, ela envolve também atitude. Quanto a isso, tem algumas palavras sábias para dizer sobre as necessidades do pregador de se enxergar como alguém sujeito à autoridade divina, como alguém que deve pregar de uma maneira bíblica, como alguém que reflete ousadia humilde e como alguém que luta para ser semelhante a Cristo .Dominando o texto Depois de tratar dos princípios subjacentes da pregação expositiva, prosseguimos para falar sobre a preparação. Aqui fornecemos algo da tão necessária direção do que eu chamo de os mecanismos da pregação´.
Enquanto o pregador trabalha o texto ele precisa fazer seis perguntas básicas:
1. O que o texto quer dizer?
2. Como é que eu sei o que o texto quer dizer?
3. Que preocupações levaram a que o texto fosse escrito?
4. O que nós temos em comum com: (a) aqueles para quem (ou sobre os quais) o texto foi escrito e/ou (b) aquele por quem o texto foi escrito?5. Como as pessoas devem reagir atualmente às verdades do texto?
6. Qual é o modo mais eficiente que eu posso usar para comunicar o significado do texto?
Além disso, eles precisam dar quatro passos indispensáveis.
Primeiro, precisam observar... ouvir o texto, absorvê-lo, lutar com ele, digeri-lo, imergir nele, respirá-lo como o hálito de Deus, orar sobre ele
Segundo, eles precisam interrogar, e isso envolve a exegese da passagem (o que ela diz?), esboçar a passagem (como ela se encaixa?), fundamentar o texto (onde ele se encaixa?).
Terceiro, eles precisam relacionar o que significa considerar o impacto que a informação deve ter na congregação.
Quarto, eles precisam organizar a pesquisa de tal modo que tenham uma ideia da sequência e da ordem, de que eles a esgotaram e cobriram por completo, que enfatizaram algumas ideias e subordinaram outras. Passando do texto para o sermão Contudo, se nos ajuda a interagir de uma maneira adequada com o texto, ele também nos ajuda a ir além do texto e passar para o sermão. Como ele faz isso? Enfatizando que um sermão bem planejado começa como um bom esboço ± um caminho lógico para a mente.
Quais são alguns dos princípios que levam a um bom esboço? os seguintes: unidade, concisão, harmonia, simetria, sequência, clareza e clímax.
Mais especificamente, elaborar um pouco sobre a proposição ou o tema de um sermão, Estou convencido de que nenhum sermão está pronto para ser pregado nem tampouco pronto para ser redigido, até que nós possamos expressar seu tema numa sentença curta e significativa, que tenha a clareza de um cristal.
Do tema ou proposição, passamos a descrever como desenvolver os pontos principais e enfatizo que cada ponto principal é uma divisão do pensamento apresentado na proposição. Em seguida tratamos dos subpontos: seus tipos e partes.
Finalmente chega à F-O-R-M(a) básica que significa que cada esboço deve ser fiel ao texto, Óbvio a partir do texto, relacionado ao Foco da Condição Caída, e Movendo-se para o clímax.
Entregando a mensagem Se um dos grandes desafios de pregar tem a ver com sair do texto e ir para o sermão, então certamente que o outro tem a ver com tornar o sermão eficiente. Fiz uma pesquisa com um grande número de pessoas e obtive as seguintes queixas sobre os sermões:
1. Os sermões frequentemente contêm excesso de ideias complexas;
2. Os sermões têm excesso de análise e insuficiência de respostas;
3. Os sermões são demasiado formais e impessoais;
4. Os sermões usam jargões teológicos em demasia;
5. Os sermões têm proposições excessivas mas deficiência de ilustrações;
6. Um número excessivo de sermões simplesmente acaba no vácuo e não fornece nenhuma orientação quanto ao compromisso e à ação.
Então, qual é a solução? acredito que ela resida no uso de ilustrações. Houve um tempo que não pensava assim, mas agora adoto a visão de que elas são essenciais para a exposição eficiente, não meramente porque estimulam o interesse, mas também porque expandem e aprofundam nossa compreensão do texto.Para provar meu ponto de vista, cito uma longa lista de pregadores famosos que usaram ilustrações. Mais importante ainda, cito a pregação do próprio Senhor Jesus Cristo, de quem foi dito, e sem parábolas não lhes falava´(Mc 4.34). Contudo, permanece a diferença entre saber o que deve ser feito e de fato fazer. Percebemos isso e me dou ao trabalho de ensinar a meus leitores a arte da ilustração. Além disso, sabemos que ilustrações podem ser mal empregadas e cito aqui indicações essenciais sobre como usá-las de forma prudente e pastoral.
Fazendo aplicação do sermão Não obstante, estou convicto de que pregação expositiva é mais do que uma questão de ilustrações adequadas, tem a ver também com aplicações convincentes. No início do seu livro ele toca na necessidade de aplicação da pregação. Quando trata da preparação do sermão, ele volta novamente a esse tópico. O que ele diz sobre a prática da aplicação? Para os iniciantes, ele observa que os pregadores cometem um erro fundamental quando assumem que, ao suprir seus fiéis com informação bíblica, as pessoas automaticamente farão a conexão entre a verdade espiritual e a própria vida cotidiana.
Ele cita David Veerman, que diz simplesmente colocada, a aplicação é responder a duas perguntas: E daí? e E agora? A primeira pergunta quer saber, por que essa passagem é importante para mim? A segunda quer saber, O que devo fazer a respeito disso hoje? Ele também cita C.Trimp, que disse, Deus fez com que a Palavra falada naqueles dias fosse escrita visando a nós e a nossa salvação. Um respeito pela natureza verdadeira da Bíblia abre caminho para a explanação aplicada na pregação.
Contudo, novamente ,concordar que deve ser feito, e realmente fazê-lo podem ser duas coisas distintas. Para nos ajudar a colocar uma ponte sobre a lacuna entre o princípio e a prática, Chapell elabora sobre os componentes da aplicação. Eles podem ser resumido sem quatro perguntas chave:
O QUÊ? (O que Deus requer de mim agora?),
ONDE? (Onde Deus requer isso de mim?),
POR QUÊ? (Por que eu devo fazer o que Deus requer de mim?),
COMO? (Como posso fazer o que Deus requer de mim?).
Depois de uma breve explicação sobre cada uma dessas perguntas, o autor passa para a estrutura da aplicação, bem como suas dificuldades. Enquanto faz isso, ele continuamente faz comentários incisivos e importantes. A seguir, um longo: Uma aplicação sólida emerge da abstração hipotética e abre passagem para chegar à prática de negócios, à vida familiar ,aos relacionamentos sociais, às atitudes sociais, aos hábitos pessoais e às prioridades espirituais. A aplicação rompe vidas e, portanto, é o ponto no qual os ouvintes têm mais probabilidade de se sintonizarem com o sermão. Independentemente de gostarmos ou não, o ponto fraco decisivo da maioria dos sermões é a aplicação. Tornando o sermão Cristológico
Na terceira parte principal de seu livro, Chapell desenvolve o que é chamado de uma teologia de mensagens centradas em Cristo. Como é que ele faz isso? Para os iniciantes, ele discute novamente a questão da FCC ± Foco da Condição Caída ± e a desenvolve em grande detalhe. Fazendo referência a 1 Coríntios 9.8-12, ele enfatiza a frase é por nós que está escrito para mostrar que o que Moisés disse há muito tempo se aplicava aos dias de Paulo e, por extensão, deve ser aplicado aos nossos dias também. Repetidas vezes, de um jeito ou de outro, as Escrituras revelam nossa condição caída. Por quê? Para enfatizar a necessidade de redenção e como obtê-la. E, no entanto, nem todo texto é direta ou claramente redentor, então o que o pregador deve fazer com aqueles que não são? Ele tem de entender que todo texto tem um contexto. Todo texto é parte de um todo. De fato, todo texto tem a ver de alguma maneira com Deus e com sua obra redentora por meio de Jesus Cristo.
A Bíblia, afirma Chapell, não é um livro de auto ajuda. As Escrituras apresentam uma mensagem consistente e orgânica. Elas nos dizem como buscar a Cristo que é nosso único Salvador e a fonte de força para sermos e fazermos o que Deus requer.
Ao mesmo tempo, o autor nos adverte de que as mensagens que não são centradas em Cristo ou não têm um enfoque redentor se tornam centradas no homem.
Com mais frequência, elas promovem os fatais: seja sob essa categoria nós temos as Mensagens; seja como que enfatizam que o ouvinte dever lutar para ser como uma personalidade particular da Bíblia. Nós temos também as Mensagens; seja bom que assumem que os crentes podem garantir sua relação com Deus ao adotar um comportamento correto. Nós temos as Mensagens; seja disciplinado, que insistem com o crente para que melhore seu relacionamento com Deus por meio do esforço com mais empenho.
Todas essas mensagens, diz Chapell, são fatais porque elas assumem que nós, por nós mesmos, somos capazes de fazer alguma coisa a respeito da nossa condição caída. Elas ignoram a obra salvífica de Cristo. A pregação bíblica é Cristocêntrica. Ela se torna assim não apenas por citar o nome de Jesus ou algum acontecimento de sua vida. Ela se torna assim pela demonstração da realidade da miséria humana que requer solução divina.
Partindo dessas afirmações gerais, Chapell se torna mais específico e sugere um procedimento para a exposição redentora. Ele também nos apresenta modelos, mensagens e marcos da exposição redentora. Novamente, há muito a aprender a partir desses seus comentários perceptivos sobrea pregação Cristocêntrica. Há muito a aprender também do que ele diz sobre a introdução, a conclusão e as transições de sermões. O mesmo pode ser dito a respeito dos apêndices nos quais Chapell trata do modo de apresentar o sermão, do vestuário, de estilo, das divisões, das proporções, dos métodos de preparação, dos métodos de apresentação, da leitura das Escrituras, das mensagens de casamento, das mensagens de funeral, das mensagens evangelísticas, dos recursos para estudos, bem como dos exemplos de como avaliar um sermão.
Em conclusão, aqui está um livro que deveria ser lido por todo pregador da Palavra. Ele será de grande valor à medida que você busca, com a ajuda de Deus, vencer os desafios da pregação.
Por que Precisamos dos Puritanos ?
Por que Precisamos dos Puritanos -
O hipismo é conhecido como esporte de reis. O esporte do “atiralama”, porém, possui mais ampla adesão. Ridicularizar os Puritanos,em particular, há muito é passatempo popular nos dois lados do Atlântico,e a imagem que a maioria das pessoas tem do Puritanismo ainda contém bastante da deformadora sujeira que necessita ser raspada. “Puritano”, como um nome, era, de fato, lama desde o começo. Cunhado cedo, nos anos 1560, sempre foi um palavra satírica e ofensiva, subentendendo mau humor, censura, presunção e certa medida de hipocrisia, acima e além da sua implicação básica de descontentamento, motivado pela religião, para com aquilo que era visto como a laodicense e comprometedora Igreja da Inglaterra, de Elizabeth. Mais tarde, a palavra ganhou a conotação política adicional de ser contra a monarquia Stuart e a favor de algum tipo de republicanismo; sua primeira referência, no entanto, ainda era ao que se via como um forma estranha, furiosa e feia de religião protestante. Na Inglaterra, o sentimento antipuritano disparou no tempo da Restauração e tem fluído livremente desde então; na América do Norte edificou-se lentamente, após os dias de Jonathan Edwards, para atingir seu zênite há cem anos atrás na Nova Inglaterra pós-Puritana. No último meio século, porém, estudiosos têm limpado a lama meticulosamente.
E, como os afrescos de Michelangelo na Capela Sistina têm cores pouco familiares depois que os restauradores removeram o verniz escuro, assim a imagem convencional dos Puritanos foi radicalmente recuperada, ao menos para os informados. (Aliás, o conhecimento hoje viaja devagar em certas regiões.) Ensinados por Perry Miller, William Haller, Marshall Knappen, Percy Scholes, Edmund Morgan e uma série de pesquisadores mais recentes, pessoas bem informadas agora reconhecem que os Puritanos típicos não eram homens selvagens, ferozes e monstruosos fanáticos religiosos, e extremistas sociais, mas sóbrios, conscienciosos, cidadãos de cultura, pessoas de princípio, decididas e disciplinadas, excepcionais nas virtudes domésticas e sem grandes defeitos, exceto a tendência de usar muitas palavras ao dizer qualquer coisa importante, a Deus ou ao homem. Afinal está sendo consertado o engano.
Mas, mesmo assim, a sugestão de que necessitamos dos Puritanos — nós, ocidentais do final do século vinte, com toda nossa sofisticação e maestria de técnica tanto no campo secular como no sagrado — poderá erguer algumas sobrancelhas. Resiste a crença de que os Puritanos, mesmo se fossem de fato cidadãos responsáveis, eram ao mesmo tempo cômicos e patéticos, sendo ingênuos e supersticiosos, super-escrupulosos, mestres em detalhes e incapazes ou relutantes em relaxarem. Pergunta-se: O que estes zelotes nos poderiam dar do que precisamos? A resposta é, em uma palavra, maturidade.
A maturidade é uma composição de sabedoria, boa vontade, maleabilidade e criatividade. Os Puritanos exemplificavam a maturidade; nós não. Um líder bem viajado, um americano nativo, declarou que o protestantismo norte-americano— centrado no homem, manipulativo, orientado pelo sucesso, auto-indulgente e sentimental como é, patentemente — mede cinco mil quilômetros de largura e um centímetro de profundidade. Somos anões espirituais. Os Puritanos, em contraste, como um corpo eram gigantes. Eram grandes almas servindo a um grande Deus.
Neles, a paixão sóbria e a terna compaixão combinavam. Visionários e práticos, idealistas e também realistas, dirigidos por objetivos e metódicos, eram grandes crentes, grandes esperançosos, grandes realizadores e grandes sofredores. Mas seus sofrimentos, de ambos os lados do oceano (na velha Inglaterra pelas autoridades e na Nova Inglaterra pelo clima), os temperaram e amadureceram até que ganharam uma estatura nada menos do que heróica. Conforto e luxo, tais como nossa afluência hoje nos traz, não levam à maturidade; dureza e luta, sim, e as batalhas dos Puritanos contra os desertos evangélico e climático onde Deus os colocou produziram uma virilidade de caráter, inviolável e invencível, erguendo-se acima de desânimo e temores, para os quais os verdadeiros precedentes e modelos são homens como Moisés e Neemias, Pedro, depois do Pentecoste, e o apóstolo Paulo.
A guerra espiritual fez dos Puritanos o que eles foram. Eles aceitaram o antagonismo como seu chamado, vendo a si mesmos como os soldados peregrinos do seu Senhor, exatamente como na alegoria de Bunyan, sem esperarem poder avançar um só passo sem oposição de uma espécie ou outra. John Geree, no seu folheto “O Caráter de um Velho Puritano Inglês ou Inconformista” (1646), afirma: “Toda sua vida ele a tinha como uma guerra onde Cristo era seu capitão; suas armas: orações e lágrimas. A cruz, seu estandarte; e sua palavra [lema], Vincit qui patitur [o que sofre, conquista]”.
Os Puritanos perderam, em certa medida, toda batalha pública em que lutaram. Aqueles que ficaram na Inglaterra não mudaram a igreja da Inglaterra como esperavam fazer, nem reavivaram mais do que uma minoria dos seus partidários e eventualmente foram conduzidos para fora do anglicanismo por meio de calculada pressão sobre suas consciências. Aqueles que atravessaram o Atlântico falharam em estabelecer Nova Jerusalém na Nova Inglaterra; durante os primeiros cinqüenta anos suas pequenas colônias mal sobreviveram, segurando-se por um fio. Mas a vitória moral e a espiritual que os Puritanos conquistaram permanecendo dóceis, pacíficos, pacientes, obedientes e esperançosos sob contínuas e aparentemente intoleráveis pressões e frustrações, dão-lhes lugar de alta honra no “hall” de fama dos crentes, onde Hebreus 11 é a primeira galeria. Foi desta constante experiência de forno que forjou-se sua maturidade, e sua sabedoria relativa ao discipulado foi refinada. George Whitefield, o evangelista, escreveu sobre eles como se segue:
Ministros nunca escrevem ou pregam tão bem como quando debaixo da cruz; o Espírito de Cristo e de glória paira então sobre eles. Foi isto sem dúvida que fez dos Puritanos... as lâmpadas ardentes e brilhantes. Quando expulsos pelo sombrio Ato Bartolomeu (o Ato de Uniformidade de 1662) e removidos dos seus respectivos cargos para irem pregar em celeiros e nos campos, nas rodovias e sebes, eles escreveram e pregaram como homens de autoridade. Embora mortos, pelos seus escritos eles ainda falam; uma unção peculiar lhes atende nesta mesma hora... Estas palavras vêm do prefácio de uma reedição dos trabalhos de Bunyan que surgiu em 1767; mas a unção continua, a autoridade ainda é sentida, e a amadurecida sabedoria permanece empolgante, como todos os modernos leitores do Puritanismo cedo descobrem por si mesmos. Através do legado desta literatura, os Puritanos podem nos ajudar hoje na direção da maturidade que eles conheceram e que precisamos. De que maneiras podemos fazer isto? Deixe-me sugerir alguns pontos específicos. Primeiro, há lições para nós na integração das suas vidas diárias. Como seu cristianismo era totalmente abrangente, assim o seu viver era uma unidade. Hoje, chamaríamos o seu estilo de vida de “holístico”: toda conscientização, atividade e prazer, todo “emprego das criaturas” e desenvolvimento de poderes pessoais e criatividade, integravam- se na única finalidade de honrar a Deus, apreciando todos os seus dons e tomando tudo em “santidade ao Senhor’’. Para eles não havia disjunção entre o sagrado e o secular; toda a criação, até onde conheciam, era sagrada, e todas as atividades, de qualquer tipo, deviam ser santificadas, ou seja, feitas para a glória de Deus. Assim, no seu ardor elevado aos céus, os Puritanos tornaram- se homens e mulheres de ordem, sóbrios e simples, de oração, decididos, práticos. Viam a vida como um todo, integravam a contemplação com a ação, culto com trabalho, labor com descanso, amor a Deus com amor ao próximo e a si mesmo, a identidade pessoal com a social e um amplo espectro de responsabilidades relacionadas umas com as outras, de forma totalmente consciente e pensada.
Nessa minuciosidade eram extremos, diga-se, muito mais rigorosos do que somos, mas ao misturar toda a variedade de deveres cristãos expostos na Escritura eram extremamente equilibrados. Viviam com “método” (diríamos, com uma regra de vida), planejando e dividindo seu tempo com cuidado, nem tanto para afastar as coisas ruins como para ter certeza de incluir todas as coisas boas e importantes — sabedoria necessária, tanto naquela época como agora, para pessoas ocupadas! Nós hoje que tendemos a viver vidas sem planejamento, ao acaso, em uma série de compartimentos incomunicantes e que, portanto, nos sentimos sufocados e distraídos a maior parte do tempo, poderíamos aprender muito com os Puritanos nesse ponto. Em segundo lugar, há lições para nós na qualidade de sua experiência espiritual. Na comunhão dos Puritanos com Deus, assim como Jesus era central, a Sagrada Escritura era suprema. Pela Escritura, como a Palavra de instrução de Deus sobre relacionamento divino-humano, buscavam viver, e aqui também eram conscienciosamente metódicos. Reconhecendo- se como criaturas de pensamento, afeição e vontade, e sabendo que o caminho de Deus até o coração (a vontade) é via cabeça humana (a mente), os Puritanos praticavam meditação, discursiva e sistemática, em toda a amplitude da verdade bíblica, conforme a viam aplicando- se a eles mesmos. A meditação Puritana na Escritura se modelava pelo sermão Puritano; na meditação o Puritano buscaria sondar e desafiar seu coração, guiar suas afeições para odiar o pecado, amar a justiça e encorajar a si mesmo com as promessas de Deus, assim como pregadores Puritanos o fariam do púlpito.
Esta piedade racional, resoluta e apaixonada era consciente sem tomar- se obsessiva, dirigida pela lei sem cair no legalismo, e expressiva da liberdade cristã sem vergonhosos deslizes para a licenciosidade. Os Puritanos sabiam que a Escritura é a regra inalterada da santidade, e eles nunca se permitiram esquecer disto. Conhecendo também a desonestidade e a falsidade dos corações humanos decaídos, cultivavam humildade e auto-suspeita como atitudes constantes, examinando-se regularmente em busca dos pontos ocultos e males internos furtivos. Por isso não poderiam ser chamados de mórbidos ou introspectivos; pelo contrário, descobriram a disciplina do autoexame pela Escritura (não é o mesmo que introspecção, notemos), seguida da disciplina da confissão e do abandono do pecado e renovação da gratidão a Cristo pela sua misericórdia perdoadora como fonte de grande gozo e paz interiores. Hoje nós que sabemos à nossa custa que temos mentes não esclarecidas, afeições incontroladas e vontades instáveis no que se refere a servir a Deus e que freqüentemente nos vemos subjugados por um romanticismo emocional, irracional, disfarçado de superespiritualidade, nos beneficiaríamos muito do exemplo dos Puritanos neste ponto também. Em terceiro lugar, há lições para nós na sua paixão pela ação eficaz. Embora os Puritanos, como o resto da raça humana, tivessem seus sonhos do que poderiam e deveriam ser, não eram definitivamente o tipo de gente que denominaríamos “sonhadores”! Não tinham tempo para o ócio do preguiçoso ou da pessoa passiva que deixa para os outros o mudar o mundo. Foram homens de ação no modelo puro reformado — ativistas de cruzada sem qualquer autoconfiança; trabalhadores para Deus que dependiam sumamente de que Deus trabalhasse neles e através deles e que sempre davam a Deus a glória por qualquer coisa que faziam, e que em retrospecto lhes parecia correta; homens bem dotados que oravam com afinco para que Deus os capacitasse a usar seus poderes, não para a auto-exibição, mas para a glória dEle. Nenhum deles queria ser revolucionário na igreja ou no Estado, embora alguns relutantemente tenham-se tornado tal; todos eles, entretanto, desejavam ser agentes eficazes de mudança para Deus onde quer que se exigisse mudança. Assim Cromwell e seu exército fizeram longas e fortes orações antes de cada batalha, e pregadores pronunciaram extensas e fortes orações particulares sempre antes de se aventurarem no púlpito, e leigos proferiram longas e fortes orações antes de enfrentarem qualquer assunto de importância (casamento, negócios, investimentos maiores ou qualquer outra coisa).
Hoje, porém, os cristãos ocidentais se vêem em geral sem paixão, passivos, e, teme-se, sem oração. Cultivando um sistema que envolve a piedade pessoal num casulo pietista, deixam os assuntos públicos seguirem seu próprio curso e nem esperam, nem, na maioria, buscam influenciar além do seu próprio círculo cristão. Enquanto os Puritanos oraram e lutaram por uma Inglaterra e uma Nova Inglaterra santas — sentindo que onde o privilégio é negligenciado e a infidelidade reina, o juízo nacional está sob ameaça — os cristãos modernos alegremente se acomodam com a convencional respeitabilidade social e, tendo feito assim, não olham além. Claro, é óbvio que a esta altura também os Puritanos têm muita coisa para nos ensinar. Em quarto lugar, há lições para nós no seu programa para a estabilidade da família. Não seria demais dizer que os Puritanos criaram a família cristã no mundo de língua inglesa. A ética Puritana do casamento consistia em primeiro se procurar um parceiro não por quem se fosse perdidamente apaixonado no momento, mas a quem se pudesse amar continuamente como seu melhor amigo por toda a vida e proceder com a ajuda de Deus a fazer exatamente isso. A ética Puritana de criação de filhos era treinar as crianças no caminho em que deveriam seguir, cuidar dos seus corpos e almas juntos e educá-los para a vida adulta sóbria, santa e socialmente útil. A ética Puritana da vida no lar baseava-se em manter a ordem, a cortesia e o culto em família. Boa vontade, paciência, consistência e uma atitude encorajadora eram vistas como as virtudes domésticas essenciais. Numa era de desconfortos rotineiros, medicina rudimentar sem anestésicos, freqüentes lutos (a maioria das famílias perdia tantos filhos quantos criava), uma média de longevidade um pouco abaixo dos trinta e dificuldade econômica para quase todos, salvo príncipes mercantes e pequenos proprietários fidalgos, a vida familiar era uma escola para o caráter em todos os sentidos.
A fortaleza com que os Puritanos resistiam à bem conhecida tentação de aliviar a pressão do mundo através da violência no lar e lutavam para honrar a Deus apesar de tudo, merece grande elogio. Em casa os Puritanos mostravam-se maduros, aceitando as dificuldades e decepções realisticamente como vindas de Deus e recusando-se a desanimar ou amargurar- se com qualquer uma delas. Também era em casa, em primeira instância, que o leigo Puritano praticava o evangelismo e ministério. “Ele esforçou-se para tornar sua família numa igreja”, escreveu Geree, “.. .lutando para que os que nascessem nela, pudessem nascer novamente em Deus.” Numa era em que a vida em família tornou-se árida mesmo entre os cristãos, com cônjuges covardes tomando o curso da separação em vez do trabalho no seu relacionamento, e pais narcisistas estragando seus filhos materialmente enquanto os negligenciam espiritualmente, há, mais uma vez, muito o que se aprender com os caminhos bem diferentes dos Puritanos.
Em quinto lugar, há lições para se aprender com o seu senso de valor humano. Crendo num grande Deus (o Deus da Escritura, não diminuído nem domesticado), eles ganharam um vívido senso da grandeza das questões morais, da eternidade e da alma humana. O sentimento de Hamlet “Que obra é o homem!” é um sentimento muito Puritano; a maravilha da individualidade humana era algo que sentiam pungentemente. Embora, sob a influência da sua herança medieval, que lhes dizia que o erro não tem direitos, não conseguissem em todos os casos respeitar aqueles que se diferenciavam deles publicamente, sua apreciação pela dignidade humana como criatura feita para ser amiga de Deus era intensa, e também o era seu senso da beleza e nobreza da santidade humana. Atualmente, no formigueiro urbano coletivo onde vive a maioria de nós, o senso da significação eterna individual se acha muito desgastado, e o espírito Puritano é neste ponto um corretivo do qual podemos nos beneficiar imensamente.
Em sexto lugar, há lições para se aprender com o ideal de renovação da igreja com os Puritanos. Na verdade, “renovação” não era uma palavra que eles usavam; eles falavam apenas de “reformação” e “reforma”, palavras que sugerem às nossas mentes do século vinte uma preocupação que se limita ao aspecto exterior da ortodoxia, ordem, formas de culto e códigos disciplinares da igreja. Mas quando os Puritanos pregaram publicaram e oraram pela “reformação”, tinham em mente nada menos do que isso, mas de fato muito mais. Na página de título da edição original de The Reformed Pastor (traduzido para o português sob o título “O Pastor Aprovado” — PES) de Richard Baxter, a palavra “Reformado” foi impressa com um tipo de letra bem maior do que as outras; e não se precisa ler muito para descobrir que, para Baxter, um pastor “Reformado” não era alguém que fazia campanha pelo calvinismo, mas alguém cujo ministério como pregador, professor, catequista e modelo para o seu povo demonstrasse ser ele, como se diria, “reavivado” ou “renovado”.
A essência deste tipo de “reforma” era um enriquecimento da compreensão da verdade de Deus, um despertar das afeições dirigidas a Deus, um aumento do ardor da devoção e mais amor, alegria e firmeza de objetivo cristão no chamado e na vida de cada um. Nesta mesma linha, o ideal para a igreja era que através de clérigos “reformados” cada congregação na sua totalidade viesse a tornar-se “reformada” — trazida, sim, pela graça de Deus a um estado que chamaríamos de reavivamento sem desordem, de forma a tornar-se verdadeira e completamente convertida, teologicamente ortodoxa e saudável, espiritualmente alerta e esperançosa, em termos de caráter, sábia e madura, eticamente empreendedora e obediente, humilde mas alegremente certa de sua salvação. Este era em geral o alvo que o ministério pastoral Puritano visava, tanto em paróquias inglesas quanto nas igrejas “reunidas” do tipo congregacional que se multiplicaram em meados do século dezessete. A preocupação dos Puritanos pelo despertamento espiritual em comunidades se nos escapa até certo ponto por seu institucionalismo. Tendemos a pensar no ardor de reavivamento como sempre impondo-se sobre a ordem estabelecida, enquanto os Puritanos visualizavam a “reforma” a nível congregacional vindo em estilo disciplinado através de pregação, catequismo e fiel trabalho espiritual da parte do pastor. O clericalismo, com sua supressão da iniciativa leiga, era sem dúvida uma limitação Puritana, que voltou-se contra eles quando o ciúme leigo finalmente veio à tona com o exército de Cromwell, no quacrismo e no vasto submundo sectarista dos tempos da Comunidade Britânica. O outro lado da moeda, porém, era a nobreza do perfil do pastor que os Puritanos desenvolveram — pregador do evangelho e professor da Bíblia, pastor e médico de almas, catequista e conselheiro, treinador e disciplinador, tudo em um só. Dos ideais e objetivos Puritanos para a vida da igreja, os quais eram inquestionável e permanentemente certos, e dos seus padrões para o clero, os quais eram desafiadora e inquisitivamente elevados, ainda há muito que os cristãos modernos podem e devem levar a sério. Estas são apenas algumas das maneiras mais óbvias como os Puritanos nos podem ajudar nestes dias. Em conclusão, elogiaria os capítulos do Professor Ryken [autor de Santos no Mundo], que estas observações introduzem, como uma detalhada apresentação da perspectiva Puritana. Tendo lido vastamente a recente erudição Puritana, ele sabe o que está dizendo. Ele sabe, como o sabem a maioria dos estudantes modernos, que o Puritanismo como uma atitude distinguidora começou com William Tyndale, contemporâneo de Lutero, uma geração antes de ser cunhada a palavra “Puritano”, e foi até o final do século dezessete, várias décadas depois que o termo “Puritano” havia caído do uso comum. Ele sabe que na formação do Puritanismo entrou o biblicismo reformador de Tyndale, a piedade de coração que rompeu a superfície com John Bradford, a paixão pela competência pastoral exemplificada por John Hooper, Edward Dering, e Richard Greenham, entre outros, a visão da Escritura como o “princípio regulador” de culto e ordem ministerial que incendiou Thomas Cartwright, o abrangente interesse ético que atingiu seu apogeu na monumental Christian Directory, de Richard Baxter, e a preocupação em popularizar e tomar prático, sem perder a profundidade, tão evidente em William Perkins e que tão poderosamente influenciou seus sucessores. O Dr. Ryken também sabe que, além de ser um movimento pela reforma da igreja, renovação pastoral, e reavivamento espiritual, o Puritanismo era uma visão de mundo, uma filosofia cristã total, em termos intelectuais, um medievalismo protestantizado e atualizado, e em termos de espiritualidade um tipo de monasticismo fora do claustro e dos votos monásticos. Sua apresentação da visão e do estilo de vida Puritanos é perspicaz e exata. Esta obra [Santos no Mundo] deveria conquistar novo respeito pelos Puritanos e criar um novo interesse em explorar a grande massa de literatura teológica e devocional que eles nos deixaram, para descobrir as profundidades da sua percepção bíblica e espiritual. Se tiver este efeito, eu pessoalmente, que devo mais aos escritos Puritanos do que a qualquer outra teologia que tenha lido, ficarei transbordante de alegria.
Pregação Expositiva: Essencial para o Verdadeiro Avivamento
Pregação Expositiva: Essencial para o Verdadeiro Avivamento -
A pregação expositiva ungida é imprescindível para a igreja experimentar o Avivamento verdadeiro.
"Todos vemos no mundo homens, mulheres, garotos e garotas voltando-se para mitos e fábulas,. “Todo dia [na América] um novo culto surge. Talvez um do mais sinistros seja o movimento Nova Era com seus tentáculos em cada área de nossa vida, especialmente na vida corporativa”.
"Nós precisamos ler o nosso tempo, mas nós precisamos prestar atenção as tendências levando em conta tudo isso. Deve haver um retorno à pregação expositiva da Palavra de Deus com unção clamando por um veredicto Divino." Olford, oitenta e quatro anos, é a voz do programa diário de rádio Encontro, que é ouvido em estações cristãs nos Estados Unidos, Canadá, e no estrangeiro. Ele escreveu vários livros, inclusive Pregação Expositiva Ungida, talvez um dos seus melhores trabalhos, co-escrito com seu filho e companheiro de ministério, David. David é presidente de Olford Ministries International. O Olford mais velho disse aos alunos que a pregação expositiva desenvolverá uma ampla cosmovisão cristã nos crentes e os habilitará a confrontar o erro no culto e na doutrina.
A pregação expositiva autêntica incluirá doutrina cristã, é essencial para construir a igreja em ancoragens ortodoxas. a pregação doutrinal não é popular hoje porque não se envolve no errôneo pregar para as "necessidades sentidas." Pregando em 2 Timóteo 3,é compreensivo o pensamento do apóstolo Paulo:
"Em cada período da história de igreja houve heresia e apostasia, e não há nenhuma diferença hoje," ele disse. "Os homens e mulheres não suportarão a sã doutrina. Eu ouvi homens dizerem, 'Se eu pregar assim, o que você chama de pregação expositiva... as pessoas não aceitarão isto.' As pessoas me deixarão.' O que é isto?”
"Paulo disse que aquelas pessoas não suportarão a sã doutrina, significando que alguns irão embora na pregação bíblica," "Isto está naquele contexto que Paulo diz, 'Pregue a Palavra.' .“Todo esse negócio de tentar mudar a Palavra, ajusta-la com nossa época, quando Paulo diz, ‘não ser conformado sobre (nenhuma) circunstância.’ Este é um imperativo poderoso”. Nós não podemos mudar nossa mensagem," "Você não pregou a mensagem se a mesma não encontra uma base confiável na Escritura Sagrada, cuja temática dominante é a doutrina. A igreja é edificada com base na doutrina.”
Vemos as igrejas evangélicas ficarem cheias "pregações absurdas" como também pessoas meramente "brincando de igreja." Um movimento devastador que infiltrou a igreja foi o liberalismo junto com seu derivado, o humanismo, disse. Graças a estes maus gêmeos, doutrinas como a inerrância da Escritura e a deidade de Cristo foram rejeitas e substituídas por um falso evangelho centralizado no homem. Isto penetrou na pregação e na adoração comunitária.
"Quando o apóstolo Paulo disse, 'eles se entregaram às fábulas,' e ' não suportarão a sã doutrina,' eu penso que o Seminário de Jesus está fazendo isto, desacreditando a deidade e soberania de nosso glorioso Senhor," . "Penso que os teólogos estão tentando redefinir o castigo eterno e outras doutrinas essenciais."
"Eu creio que os caçadores de experiência, estão confundindo os crentes jovens, especialmente em relação à Pessoa e trabalho do Espírito Santo, e eu podia ir sem parar. Boa parte de nossa pregação e adoração hoje, são dominadas, por temas tais 'o que eu preciso,' ou 'o que eu devo fazer para me sentir bem.' Deus não cumpre nossos desejos; isto faz parte do humanismo centralizado no homem. A pregação expositiva ungida é o remédio para tal tolice."
terça-feira, 25 de setembro de 2012
A Pregação expositiva governa a Igreja
A Pregação expositiva governa a Igreja -
Nós não podemos permitir que a sociedade dirija nossa pregação.
É irrelevante para mim o que a cultura espera. É irrelevante para mim o que a cultura deseja. A sociedade se transformou muito, e tem se dito que minha mensagem não é relevante hoje. Minha pregação não é formada pela sociedade. É direcionada à sociedade. O que me dirige minha pregação? A Palavra do Deus vivo, eterno me compele para pregar.
Quero destacar aqui três doutrinas que deviam dirigir a pregação cristã.
Primeira, a soberania de Deus dirige a pregação. Por causa da soberania de Deus, os pregadores estão livres para expor as Escrituras e deixarem o efeito de sua pregação para o Senhor.
Pregando em 2 Coríntios 2, “eu prego somente a Palavra de Deus porque é pela Palavra de Deus que pecadores são salvos e os salvos são santificados. Eu só prego a Bíblia e deixo o efeito da verdade para os propósitos de Deus e o trabalho poderoso do Espírito Santo”.
Se formos fieis simplesmente para pregar a Palavra de Deus, o Senhor usará sua pregação como um instrumento para executar Seu plano soberano.
Falando da soberania de Deus, digo, “Esta [soberania] é uma das mais confortantes verdades que eu conheço. Se eu, por um instante, cresse que o destino eterno das pessoas está dependendo da inteligência de minha pregação, eu sairia do ministério. Eu não poderia agüentar o peso daquela responsabilidade”. "Por que eu prego a Palavra de Deus? Porque só ela tem o poder para salvar."
Segundo, a doutrina da substituição dirige a pregação. Explicando a obra substitutiva de Cristo na terra, digo que Jesus morreu na cruz para assumir o castigo merecido pela humanidade pecadora. Assim, os crentes íntegros, podem ficar na frente de Deus. "Quando Deus olhar para Seu Filho, Ele vê você sendo castigado na cruz. Quando Deus olhar para você, Ele vê Seu Filho,". "Você é literalmente coberto na retidão de Cristo. Esta é a grande doutrina da substituição."
Subseqüentemente, eu pergunto, "Se Deus vê meus ouvintes deste modo, como os entendo? Se eu for responsável como ministro para aqueles a quem Deus tem amado na mesma proporção que Seu Filho é amado, qual é minha obrigação para com estas pessoas?
Existe uma sensação em que Jesus está vindo para mim e declarando, 'Sua responsabilidade é amar esta criança do modo que você me ama. Sua responsabilidade é ser um pastor e cevador do rebanho que os guia a uma vida cheia de maturidade e virtude espiritual, consistente com o que eles são na frente de Deus.
A pregação deve ser preciosa para o pastor, porque a igreja que ele prega está identificada com Cristo.
Terceira, a Escritura dirige a pregação. "Todos os nossos ministérios devem ser limitados, e ajustada com, e compelida pelo que a Palavra de Deus.
Fazendo referência ao clima pós-moderno na América hoje, explico que a grande tarefa da pregação é expor o erro e substitui-lo pela verdade da Escritura.
Nós estamos em uma guerra contra os pontos de vista e teorias que são contrários a ao evangelho. Qualquer ponto de vista que é contrário do conhecimento de Deus deve ser destruído, e a arma do pastor para destrui-lo é a verdade. Pregação “é assaltar as mentes das pessoas que estão literalmente encarceradas no engano.
É capturar as mentes das pessoas de forma que elas param de pensar no modo que eles têm pensado e eles começam a pensar os pensamentos de Deus”.
"Não é triste encontrar igrejas débeis, e púlpitos fracos, e pregadores fracos, e sermões fracos que deixam pessoas bloqueadas em fortificações ideológicas que se tornam suas prisões e então suas tumbas?"
Esta não é um hora para homens fracos em púlpitos fracos em igrejas fracas pregando mensagens fracas." A única coisa que pode quebrar o engano do mundo, é a verdade. "Lembre que você é sempre um evangelista e deve cumprir seu ministério,". "Você é um pregador do evangelho, nada mais importa em sua vida.
sábado, 11 de agosto de 2012
Amor na Biblía
AMOR - Vamos entender melhor o significado da palavra “amor” na Bíblia, e compará-la com seu uso habitual. Temos basicamente 4 palavras gregas para se traduzir como amor. São elas: Eros (físico, sexual), Storge (familiar), Philos (amizade) e Ágape (amor incondicional).
1. EROS (físico, sexual):
Chamaremos eros de “amor bolo de morangos”. Eu quero o bolo. Eu o quero tanto, que se o conseguir irei consumí-lo sem ao menos pensar em como o bolo se sente. É exatamente assim que algumas pessoas tratam seus semelhantes.
Eros é um amor que toma.
Expressões que caracterizam o amor eros:
• Você me faz bem;
• Você é meu/minha;
• Você é lindo(a);
• Você me pertence;
• Teu corpo é perfeito;
• Eu amo você porque você me faz feliz.
• “O amor é cego”
Por exemplo, eros está representado no livro de Cantares (onde Salomão deleitava-se com a beleza de sua amada) e na tradução de Provérbios 7:18, onde uma prostituta faz o seguinte apelo: “Vem,embriaguemo-nos com as delícias do amor, até pela manhã”. Nesse versículo, “amor” é uma representação para eros.
Eros é o deus grego do amor, também conhecido como o deus do caos.
A primeira palavra grega é eros. Aparece com freqüência na literatura grega secular, mas não na Bíblia. Eros é o amor totalmente humano, carnal, voltado para o sexo. Daí a nossa palavra ERÓTICO.
Esse tipo de amor pode até incluir algum sentimento verdadeiro, mas é, basicamente, atração física, desejo sexual e expectativa de satisfação pessoal. O eros apresenta-se como amor pelo outro mas é amor por si próprio.
Sua melhor declaração é “Eu amo você porque você me faz feliz”. Ou “Eu me sinto fortemente atraído por sua amabilidade (você me amará), por seu temperamento alegre (você me diverte), por sua beleza e sensualidade (você me dará prazer), por seu talento (eu me orgulho de você)!” Porém, quando uma ou mais destas características desaparecem, o amor morre. Esse tipo de amor só quer receber. O pouco que ele dá, é com o intuito de receber algo em troca.
Infelizmente, muitos jovens escolhem o namorado ou a namorada, que poderá ser o companheiro ou companheira para toda a vida, com base apenas no eros. As relações físicas são antecipadas; a intensidade do eros prejudica o amor genuíno. Os namorados, mesmo não sabendo quase nada um do outro, pensam que esse tipo de amor os manterá juntos. Mas isto geralmente não acontece. Seu amor não é o verdadeiro amor.
A ênfase exagerada no eros é alimentada por uma filosofia playboy. Esta filosofia estimula em extremo a sensualidade, tanto da mulher como do homem; a mulher desnuda-se e exibe-se pelo prazer da sedução e do sexo; o homem cobiça e apropria-se pelo prazer do machismo e do sexo; a mulher é mero objeto sexual, um brinquedo (perigoso) para o homem (criança) egoísta. Nessa filosofia, relação sexual é sinônimo de “fazer amor”.
Casamentos construídos apenas sobre bases físicas e eróticas não duram muito... Antes do pleno envolvimento físico, os pretendentes precisam se conhecer nas áreas mais importantes da alma e do espírito. Para tanto, têm que namorar e noivar, por algum tempo, antes de se entregarem um ao outro, definitivamente, no casamento. O relacionamento sexual após o casamento será a coroação de um relacionamento:
• consolidado,
• comprometido e
• crescente.
Se você cometeu o erro de se casar (formal ou informalmente) na base do eros, apenas, aqui está uma boa notícia para você: O AMOR PODE CRESCER. Não crescerá automaticamente, mas na medida em que você o cultivar. Portanto, a única esperança para o seu casamento é ascensão aos níveis mais altos do amor.
2. PHILOS (amizade):
Chamaremos esse tipo de amor de “amor time de boliche”. Ele usa essa designação porque há uma troca mútua, um compartilhar. Em geral, baseia-se numa apreciação recíproca que pode ser destruída se um ou outro não for recíproco. Por exemplo: digamos que você é um bom jogador de boliche, eu sou um bom jogador de boliche e nós dois somos ótimos jogadores. Gostamos de estar no mesmo time de boliche. Mas você começa a beber demais e só lança bolas na canaleta. Resultado: você é tirado do time de boliche. Por mais caloroso que seja o amor philos, ele tem suas deficiências.
Relaciona-se com a alma, mais do que com o corpo. Lida com a personalidade humana – o intelecto, as emoções e a vontade. Envolve compartilhamento mútuo. Em português, a palavra mais próxima é amizade. A forma nominal é usada apenas uma vez no Novo Testamento (Tg 4.4), mas o verbo “amar”, no sentido de “gostar”, e o adjetivo “amável” são usados muitas vezes. Este é o grau de afeição que Pedro disse ter por Jesus quando este lhe perguntou, “Simão, filho de João, tu me amas?”. O pescador respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que te amo”. No original grego, o sentido é: “Sim, Senhor, tu sabes que gosto de ti, que sou teu amigo” (Jo 21. 15,16).
Grandes amigos são embriagados do amor do tipo philos
Neste nível, o amor é menos egoísta, mas ainda contempla o prazer, a realização e os interesses pessoais. Não deveria, mas... Normalmente, desenvolvemos amizades com pessoas cujas características nos agradam, cujos interesses intelectuais e gostos compartilhamos. Desejamos e esperamos que estes relacionamentos sejam agradáveis e nos beneficiem de algum modo. Damos, sim, amizade, atenção e ajuda, mas com alguma motivação egoísta. Mesmo assim, philos é um nível de amor mais elevado do que eros. Nesse nível, “nossa” felicidade é mais importante do que “minha” felicidade.
Muitos casamentos comparativamente felizes são construídos nesse nível. É muito bom quando marido e mulher são amigos. Alguns maridos e esposas dizem que se amam, mas, no dia a dia, nem amigos eles são. Prova disto é que não têm sequer prazer e empolgação com a companhia, os interesses e assuntos um do outro.
Um casamento não pode sobreviver a menos que cresça pelo menos até ao nível do philos. Se você é jovem e está pensando em se casar, você deve tomar tempo para verificar se gosta realmente da pessoa com quem você pretende se unir para o resto da vida. Seguramente, essa pessoa tem defeitos, características e hábitos que poderão irritá-lo ou mesmo exaspera-lo no dia a dia da vida conjugal. Você vê mais virtudes do que defeitos e gosta dessa pessoa o bastante para perdoá-la, ajudá-la e fazê-la feliz?
Provavelmente você já ouviu esta frase romântica: “O amor é cego!” Cuidado! O único amor cego é o eros. Esse tipo de amor realmente fecha os olhos para as faltas, ri dos defeitos e racionaliza os problemas potenciais (a menos que a pessoa amada não seja interessante em seu aspecto físico). Philos, por outro lado, honestamente encara os defeitos e decide se eles podem ser superados pelas virtudes.
Philos é o meio caminho do amor verdadeiro – dá um pouco para receber um pouco, numa proporção de 50% a 50%. Um casal pode viver razoavelmente bem com esse tipo de amor, enquanto cada um fizer a sua parte e as circunstâncias forem favoráveis. Porém, se um deles deixa de fazer a sua parte, ou se ocorrem circunstâncias adversas (crise financeira, enfermidade grave, tensões com parentes, problemas sexuais, problemas com os filhos etc), a amizade sofre. Philos não agüenta muita pressão. No fim, torna-se egoísta e exigente. Vêm os conflitos. A amizade vira inimizade. A única esperança para um casamento estável, bem-sucedido e feliz é o crescimento para o nível mais alto do amor.
Philos é um amor que troca.
Entenda a seguinte comparação:
Você têm um amigo, aqui chamado Manoel. Você, Manoel e outros amigos em comum sempre saem juntos. Vão a uma lancheria, por exemplo. Vocês sempre dividem a conta. Mas Manoel nunca participa desta divisão. Não “colabora” com nenhum real. Exemplo do amor 50% dado – 50% recebido. Você divide a conta porque isto te beneficia também. Porém, você se sente incomodado com o fato de Manoel nunca participar da divisão. Você começa a não convida-lo mais para sair. Afinal, ele não dá retorno algum pra ti. Resumindo... um “amor” um tanto quanto egoísta. O amor do tipo Philos não é um amor que doa; sempre espera algo em troca.
Expressões que caracterizam o amor philos:
• metade da laranja;
• ele/ela me completa;
• ele/ela pensa como eu;
• ele/ela me ajuda em casa;
• ele/ela me dá presentes;
• Gostamos da mesmas coisas;
• Fazemos muitas coisas juntos;
3. STORGE (familiar):
Chamaremos esse amor de “amor da tia Maria”. Amamos tia Maria e tentamos ajudá-la, não com base na atração física (eros) dela, mas porque ela é a nossa tia Maria. Ela pode ficar velha, surda e meio-cega, mas ainda é a nossa tia Maria.
Um excelente exemplo desse tipo de lealdade encontra-se em 2 Samuel 21:10 e 11, onde “Rispa montou guarda ao lado dos corpos de seus dois filhos e outros parentes, espantando dali aves de dia e animais do campo à noite”.
É o amor mais relacionado à família – Rm 12.10 – Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. O desaparecimento desse amor é mencionado em Rm 1.31 – insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia e 2 Tm 3.3 – sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons.
Relacionamentos familiares foram instituídos por Deus porque são bons
O AMOR FAMILIAR – num certo sentido todos somos filhos de Adão, porém nem todos somos filhos de DEUS, somente os nascidos de novo, regenerados pelo poder da Palavra de DEUS, assim a família de DEUS só é formada por salvos em CRISTO.
A família moderna estrutura-se basicamente em torno do casamento, e nesse sentido, é uma família conjugal – sei que há a “família pós-moderna” e seus novos arranjos sociais, aos quais não vou tecer considerações nesse momento (pais separados, casais homoafetivos, adoção pelos avós e outros).
A relação familiar é algo extremamente COMPLEXA e DINÂMICA. Daí o amor se constituir em um desafio de escolha à cada dia: escolher amar o outro apesar das diferenças e do desgaste que muitas vezes a relação apresenta diante do fator tempo.
Você pode estar pensando que isso não é fácil, mas com a sua escolha adicionada à graça de Deus torna-se possível. Porque família é projeto de Deus em primeiro lugar; Ele é o maior interessado. Mas família também tem que ser projeto de homens e mulheres; ou seja, É PRECISO IMPLICAÇÃO DE CADA MEMBRO FAMILIAR.
4. ÁGAPE (amor incondicional):
Chamaremos portanto, o amor ágape de “amor chuva-sobre-justos-e-injustos”. Deus não isola pequenas áreas onde estão as pessoas boas e faz chover somente ali. Ele deixa a chuva cair sobre os maus também. A ilustração clássica desse tipo de amor encontra-se na história do bom samaritano (Lucas 10:29–37), que é contada para ilustrar o amor (agape) ao próximo (v. 27). Quando o samaritano olhou para o homem ferido e sangrando, não houve atração física (eros). O homem que havia sido açoitado não era um ente ou conhecido querido; os judeus e os samaritanos se odiavam(não tinham amor storge). O homem deixado à beira da estrada não era um amigo; ele não tinha nada para oferecer; não havia possibilidade de ação recíproca (philos). Qual seria a única motivação possível para o viajante ajudá-lo? Ele era um semelhante, um ser humano e o bom samaritano disse, em outras palavras: “Por isso eu vou ajudá-lo”. Isto é amor agape.
Não existe amor maior do que entregar sua própria vida por alguém
Esse tipo de amor não é alimentado pelo mérito ou valor da pessoa amada, mas por Deus. Ágape ama até mesmo quando a pessoa amada não é amável, não tem muito valor, não corresponde. Esse amor não é egoísta, não busca a própria felicidade, mas a do outro, a qualquer preço. Não dá 50% para receber 50%; dá 100% e não espera nada em troca.
Há quem diga: “Mas isto não é possível, não é humano!” Tem razão. Ninguém pode amar desse jeito... a menos que Deus lhe dê esse tipo de amor. Ágape é amor divino! Jesus e os apóstolos usaram este substantivo (e o verbo correspondente) quando se referiram ao amor de Deus. Veja estas passagens: Jo 3.13; Rm 5.8; I Jo 4.8-10. O Novo Testamento nos ensina também que quando nós nos arrependemos dos nossos pecados e cremos em Cristo, recebendo-o como nosso Salvador e Senhor, Deus derrama seu amor em nosso coração (Rm 5.5). A partir daí, espera-se que o amor de Deus se manifeste através de nós, nos nossos relacionamentos, principalmente com o cônjuge. Veja Ef 5.25 e Tt 2.3-4.
Isto não é fácil... Todos queremos ser amados... Fazemos de tudo para conseguir um pouco de amor... E o que acontece? Nossos esforços neste sentido acabam dificultando ainda mais as coisas; talvez até afastem de nós a pessoa cujo amor tanto almejamos. A duras provas, descobrimos que é preciso amar primeiro... com amor ágape!
Em I Jo 4, há várias referências ao amor de Deus por nós e recomendações para nos amarmos também uns aos outros. Nesse contexto, o apóstolo explica porque ou como isto é possível: “Nós amamos porque Deus nos amou primeiro” ( I Jo 4.19). O amor de Deus por nós ensina-nos a amar ou gera amor em nosso coração.
Deus nos ama como somos, a despeito da nossa pecaminosidade, das nossas atitudes e atos egoístas. Refletindo sobre isto, observando e agradecendo as manifestações diárias do seu amor, aprenderemos a amar de verdade. Além disso, o Espírito Santo faz alguma coisa sobrenatural em nosso coração... “O fruto do Espírito é amor...” (Gl 5.22). Só assim, seremos capazes de amar, no sentido mais elevado e nobre do termo.
Note que esse amor não é um esforço que fazemos porque é a única maneira de conseguirmos que uma certa pessoa nos ame.
Esse amor, o amor de verdade:
• É ordenado por Deus... para nos induzir.
• É exemplificado por Deus... para nos ensinar.
• É produzido por Deus... para nos capacitar.
O marido ou esposa que ama assim não tenta mudar o cônjuge, não cobra dele o amor desejado. Simplesmente ama, sem cobrar nada em troca. Entretanto, assim como “nós amamos porque Deus nos amou primeiro”, o cônjuge amado, mais cedo ou mais tarde, responderá com amor. O princípio é simples: amor gera amor! Outras passagens ensinam esta mesma verdade. Lc 6.38; Gl 6.7.
Ágape é o amor que dá, de graça; dá 100% e não espera nada em troca.
Frases típicas:
• Eu te amo (sem um porquê).
• Você precisa ficar internado algum tempo, porque eu te amo (numa clínica de drogas, ou até mesmo preso) – chamados por uns de “amor firme”;
• Eu te amo e por isso você precisa de correção (lembra de Hb 12:6?);
• “Vai doer mais em mim do que em você” – sem o sentido pejorativo.
Conclusão :
Não amamos porque somos naturalmente bons, mas porque nascemos da graça. Não cumpriremos a lei para fazer-nos “justos”, mas porque ele nos justificou com sua justiça. Não brilharemos porque temos luz própria, mas porque refletimos o sol da justiça.
Ora, o mandamento é este:
1 – que creiamos em o nome de seu Filho Jesus Cristo
2 – e que amemo-nos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou.
E aquele que guarda os Seus mandamentos, permanece nele e Ele naquele.
O AMOR CRISTÃO precisa ser demonstrado no dia-a-dia por todos os crentes, para que possamos alcançar os perdidos para Deus. Sem amor, não se evangeliza, não se discipula.
O amor leva-nos a realizar a obra missionária e a evangelizar. Através dele, podemos louvar e adorar a Deus em “espírito e em verdade”.
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