segunda-feira, 15 de outubro de 2012
A Pregação Cristocêntrica
A Pregação Cristocêntrica -
Lidar com alguns desafios que estão estreitamente associados com a pregação. A que tipo de desafio seu me refiro? Definindo um sermão O que é um sermão? O que diferencia um sermão de uma série de afirmações?
Para que um sermão seja um sermão, ele precisa ter unidade, propósito e aplicação.
Com unidade querO dizer que um sermão deve ser apenas sobre uma coisa, ter um tema, possuir um conceito unificador. O pregador deve ser capaz de expressar este tema numa única sentença. Com propósito nos apresenta o que chamamos de Foco da Condição Caída ou FCC. Define FCC como a condição humana mútua que os crentes contemporâneos compartilham com aqueles para quem o texto foi escrito, que requer a graça da passagem.
Portanto, os pregadores não devem perguntar apenas o que o texto diz? e que problemas o texto aborda?´, mas também o que meus ouvintes têm em comum com aqueles para quem a mensagem foi originalmente escrita?´
Com aplicação, o autor diz que todo pregador tem que ter uma pergunta no topo da lista. E que pergunta é essa?A pergunta é: E daí? a mensagem permanece crua se não tiver uma aplicação ponderada e fiel ao texto. Uma lição de gramática não é um sermão. Um sermão não é um sumário textual, um discurso sistemático ou uma lição de História. Os pregadores que não podem responder a um E daí?´ pregarão para um Quem se importa? Nós não somos ministros de informação, nós somos ministros da transformação de Cristo.
Examinando o texto corretamente, damos referencia ao título de ³Aprioridade do texto´ e que este é o ponto a partir do qual todo pregador deve começar. O texto em si é a fonte das verdades que nós finalmente apresentamos. Mas o que constitui um texto? Ele precisa ser ³uma unidade expositiva´ que defino como ³um trecho grande ou pequeno das Escrituras a partir do qual o pregador demonstra uma única verdade espiritual, com fatos ou conceitos confirmatórios adequados que emanam do escopo do texto. Ao elaborar sobre uma visão adequada do texto, discorremos sobre a extensão do sermão (não se pode definir regras rígidas), sermões em série (recomendados, mas têm contraindicações), contextos(o que pregar é influenciado pelo calendário, pela situação, pelos acontecimentos, por catecismos e, acima de tudo, pelo Espírito Santo), precauções (não evite os textos muito conhecidos, e nem busque especialmente aqueles obscuros, ou duvidosos), recursos do ofício (Bíblias de estudo, léxicos, concordâncias, dicionários, comentários), princípios de interpretação(considerar o contexto, usar o método gramatical-histórico, levar em conta o contexto histórico, cultural e literário, determinar o contexto redentor).
prosseguimos explicando como o pregador deve considerar a Palavra. faço aqui um forte apelo para a pregação expositiva como sendo a única abordagem que honra as Escrituras. Como diz, a pregação expositiva não obriga meramente os pregadores a explicarem o que a Bíblia diz, ela os obriga a explicar o que a Bíblia significa na vida das pessoas no momento presente. A aplicação do sermão não é meramente um adendo à discussão ou uma parte subordinada dele, mas é a coisa principal a ser feita´.
Em apoio ao meu ponto de vista, cito passagens bíblicas tais como Lucas 24.27-32; Neemias 6.5-8; 1 Timóteo4.13; 2 Timóteo 4.2 para explicar que verdadeira exposição envolve três elementos: apresentação da Palavra, explicação da Palavra e exortação baseada na Palavra. Ou, para usar uma terminologia mais tradicional, a pregação expositiva consiste de três componentes: a explicação, a ilustração e a aplicação. Quanto ao volume de atenção que deve ser dada a cada um dos componentes, variará dependendo de diversos fatores que vão desde o texto até o pregador e a audiência.
Além disso, pregação verdadeira não é apenas questão de método e abordagem, ela envolve também atitude. Quanto a isso, tem algumas palavras sábias para dizer sobre as necessidades do pregador de se enxergar como alguém sujeito à autoridade divina, como alguém que deve pregar de uma maneira bíblica, como alguém que reflete ousadia humilde e como alguém que luta para ser semelhante a Cristo .Dominando o texto Depois de tratar dos princípios subjacentes da pregação expositiva, prosseguimos para falar sobre a preparação. Aqui fornecemos algo da tão necessária direção do que eu chamo de os mecanismos da pregação´.
Enquanto o pregador trabalha o texto ele precisa fazer seis perguntas básicas:
1. O que o texto quer dizer?
2. Como é que eu sei o que o texto quer dizer?
3. Que preocupações levaram a que o texto fosse escrito?
4. O que nós temos em comum com: (a) aqueles para quem (ou sobre os quais) o texto foi escrito e/ou (b) aquele por quem o texto foi escrito?5. Como as pessoas devem reagir atualmente às verdades do texto?
6. Qual é o modo mais eficiente que eu posso usar para comunicar o significado do texto?
Além disso, eles precisam dar quatro passos indispensáveis.
Primeiro, precisam observar... ouvir o texto, absorvê-lo, lutar com ele, digeri-lo, imergir nele, respirá-lo como o hálito de Deus, orar sobre ele
Segundo, eles precisam interrogar, e isso envolve a exegese da passagem (o que ela diz?), esboçar a passagem (como ela se encaixa?), fundamentar o texto (onde ele se encaixa?).
Terceiro, eles precisam relacionar o que significa considerar o impacto que a informação deve ter na congregação.
Quarto, eles precisam organizar a pesquisa de tal modo que tenham uma ideia da sequência e da ordem, de que eles a esgotaram e cobriram por completo, que enfatizaram algumas ideias e subordinaram outras. Passando do texto para o sermão Contudo, se nos ajuda a interagir de uma maneira adequada com o texto, ele também nos ajuda a ir além do texto e passar para o sermão. Como ele faz isso? Enfatizando que um sermão bem planejado começa como um bom esboço ± um caminho lógico para a mente.
Quais são alguns dos princípios que levam a um bom esboço? os seguintes: unidade, concisão, harmonia, simetria, sequência, clareza e clímax.
Mais especificamente, elaborar um pouco sobre a proposição ou o tema de um sermão, Estou convencido de que nenhum sermão está pronto para ser pregado nem tampouco pronto para ser redigido, até que nós possamos expressar seu tema numa sentença curta e significativa, que tenha a clareza de um cristal.
Do tema ou proposição, passamos a descrever como desenvolver os pontos principais e enfatizo que cada ponto principal é uma divisão do pensamento apresentado na proposição. Em seguida tratamos dos subpontos: seus tipos e partes.
Finalmente chega à F-O-R-M(a) básica que significa que cada esboço deve ser fiel ao texto, Óbvio a partir do texto, relacionado ao Foco da Condição Caída, e Movendo-se para o clímax.
Entregando a mensagem Se um dos grandes desafios de pregar tem a ver com sair do texto e ir para o sermão, então certamente que o outro tem a ver com tornar o sermão eficiente. Fiz uma pesquisa com um grande número de pessoas e obtive as seguintes queixas sobre os sermões:
1. Os sermões frequentemente contêm excesso de ideias complexas;
2. Os sermões têm excesso de análise e insuficiência de respostas;
3. Os sermões são demasiado formais e impessoais;
4. Os sermões usam jargões teológicos em demasia;
5. Os sermões têm proposições excessivas mas deficiência de ilustrações;
6. Um número excessivo de sermões simplesmente acaba no vácuo e não fornece nenhuma orientação quanto ao compromisso e à ação.
Então, qual é a solução? acredito que ela resida no uso de ilustrações. Houve um tempo que não pensava assim, mas agora adoto a visão de que elas são essenciais para a exposição eficiente, não meramente porque estimulam o interesse, mas também porque expandem e aprofundam nossa compreensão do texto.Para provar meu ponto de vista, cito uma longa lista de pregadores famosos que usaram ilustrações. Mais importante ainda, cito a pregação do próprio Senhor Jesus Cristo, de quem foi dito, e sem parábolas não lhes falava´(Mc 4.34). Contudo, permanece a diferença entre saber o que deve ser feito e de fato fazer. Percebemos isso e me dou ao trabalho de ensinar a meus leitores a arte da ilustração. Além disso, sabemos que ilustrações podem ser mal empregadas e cito aqui indicações essenciais sobre como usá-las de forma prudente e pastoral.
Fazendo aplicação do sermão Não obstante, estou convicto de que pregação expositiva é mais do que uma questão de ilustrações adequadas, tem a ver também com aplicações convincentes. No início do seu livro ele toca na necessidade de aplicação da pregação. Quando trata da preparação do sermão, ele volta novamente a esse tópico. O que ele diz sobre a prática da aplicação? Para os iniciantes, ele observa que os pregadores cometem um erro fundamental quando assumem que, ao suprir seus fiéis com informação bíblica, as pessoas automaticamente farão a conexão entre a verdade espiritual e a própria vida cotidiana.
Ele cita David Veerman, que diz simplesmente colocada, a aplicação é responder a duas perguntas: E daí? e E agora? A primeira pergunta quer saber, por que essa passagem é importante para mim? A segunda quer saber, O que devo fazer a respeito disso hoje? Ele também cita C.Trimp, que disse, Deus fez com que a Palavra falada naqueles dias fosse escrita visando a nós e a nossa salvação. Um respeito pela natureza verdadeira da Bíblia abre caminho para a explanação aplicada na pregação.
Contudo, novamente ,concordar que deve ser feito, e realmente fazê-lo podem ser duas coisas distintas. Para nos ajudar a colocar uma ponte sobre a lacuna entre o princípio e a prática, Chapell elabora sobre os componentes da aplicação. Eles podem ser resumido sem quatro perguntas chave:
O QUÊ? (O que Deus requer de mim agora?),
ONDE? (Onde Deus requer isso de mim?),
POR QUÊ? (Por que eu devo fazer o que Deus requer de mim?),
COMO? (Como posso fazer o que Deus requer de mim?).
Depois de uma breve explicação sobre cada uma dessas perguntas, o autor passa para a estrutura da aplicação, bem como suas dificuldades. Enquanto faz isso, ele continuamente faz comentários incisivos e importantes. A seguir, um longo: Uma aplicação sólida emerge da abstração hipotética e abre passagem para chegar à prática de negócios, à vida familiar ,aos relacionamentos sociais, às atitudes sociais, aos hábitos pessoais e às prioridades espirituais. A aplicação rompe vidas e, portanto, é o ponto no qual os ouvintes têm mais probabilidade de se sintonizarem com o sermão. Independentemente de gostarmos ou não, o ponto fraco decisivo da maioria dos sermões é a aplicação. Tornando o sermão Cristológico
Na terceira parte principal de seu livro, Chapell desenvolve o que é chamado de uma teologia de mensagens centradas em Cristo. Como é que ele faz isso? Para os iniciantes, ele discute novamente a questão da FCC ± Foco da Condição Caída ± e a desenvolve em grande detalhe. Fazendo referência a 1 Coríntios 9.8-12, ele enfatiza a frase é por nós que está escrito para mostrar que o que Moisés disse há muito tempo se aplicava aos dias de Paulo e, por extensão, deve ser aplicado aos nossos dias também. Repetidas vezes, de um jeito ou de outro, as Escrituras revelam nossa condição caída. Por quê? Para enfatizar a necessidade de redenção e como obtê-la. E, no entanto, nem todo texto é direta ou claramente redentor, então o que o pregador deve fazer com aqueles que não são? Ele tem de entender que todo texto tem um contexto. Todo texto é parte de um todo. De fato, todo texto tem a ver de alguma maneira com Deus e com sua obra redentora por meio de Jesus Cristo.
A Bíblia, afirma Chapell, não é um livro de auto ajuda. As Escrituras apresentam uma mensagem consistente e orgânica. Elas nos dizem como buscar a Cristo que é nosso único Salvador e a fonte de força para sermos e fazermos o que Deus requer.
Ao mesmo tempo, o autor nos adverte de que as mensagens que não são centradas em Cristo ou não têm um enfoque redentor se tornam centradas no homem.
Com mais frequência, elas promovem os fatais: seja sob essa categoria nós temos as Mensagens; seja como que enfatizam que o ouvinte dever lutar para ser como uma personalidade particular da Bíblia. Nós temos também as Mensagens; seja bom que assumem que os crentes podem garantir sua relação com Deus ao adotar um comportamento correto. Nós temos as Mensagens; seja disciplinado, que insistem com o crente para que melhore seu relacionamento com Deus por meio do esforço com mais empenho.
Todas essas mensagens, diz Chapell, são fatais porque elas assumem que nós, por nós mesmos, somos capazes de fazer alguma coisa a respeito da nossa condição caída. Elas ignoram a obra salvífica de Cristo. A pregação bíblica é Cristocêntrica. Ela se torna assim não apenas por citar o nome de Jesus ou algum acontecimento de sua vida. Ela se torna assim pela demonstração da realidade da miséria humana que requer solução divina.
Partindo dessas afirmações gerais, Chapell se torna mais específico e sugere um procedimento para a exposição redentora. Ele também nos apresenta modelos, mensagens e marcos da exposição redentora. Novamente, há muito a aprender a partir desses seus comentários perceptivos sobrea pregação Cristocêntrica. Há muito a aprender também do que ele diz sobre a introdução, a conclusão e as transições de sermões. O mesmo pode ser dito a respeito dos apêndices nos quais Chapell trata do modo de apresentar o sermão, do vestuário, de estilo, das divisões, das proporções, dos métodos de preparação, dos métodos de apresentação, da leitura das Escrituras, das mensagens de casamento, das mensagens de funeral, das mensagens evangelísticas, dos recursos para estudos, bem como dos exemplos de como avaliar um sermão.
Em conclusão, aqui está um livro que deveria ser lido por todo pregador da Palavra. Ele será de grande valor à medida que você busca, com a ajuda de Deus, vencer os desafios da pregação.
Por que Precisamos dos Puritanos ?
Por que Precisamos dos Puritanos -
O hipismo é conhecido como esporte de reis. O esporte do “atiralama”, porém, possui mais ampla adesão. Ridicularizar os Puritanos,em particular, há muito é passatempo popular nos dois lados do Atlântico,e a imagem que a maioria das pessoas tem do Puritanismo ainda contém bastante da deformadora sujeira que necessita ser raspada. “Puritano”, como um nome, era, de fato, lama desde o começo. Cunhado cedo, nos anos 1560, sempre foi um palavra satírica e ofensiva, subentendendo mau humor, censura, presunção e certa medida de hipocrisia, acima e além da sua implicação básica de descontentamento, motivado pela religião, para com aquilo que era visto como a laodicense e comprometedora Igreja da Inglaterra, de Elizabeth. Mais tarde, a palavra ganhou a conotação política adicional de ser contra a monarquia Stuart e a favor de algum tipo de republicanismo; sua primeira referência, no entanto, ainda era ao que se via como um forma estranha, furiosa e feia de religião protestante. Na Inglaterra, o sentimento antipuritano disparou no tempo da Restauração e tem fluído livremente desde então; na América do Norte edificou-se lentamente, após os dias de Jonathan Edwards, para atingir seu zênite há cem anos atrás na Nova Inglaterra pós-Puritana. No último meio século, porém, estudiosos têm limpado a lama meticulosamente.
E, como os afrescos de Michelangelo na Capela Sistina têm cores pouco familiares depois que os restauradores removeram o verniz escuro, assim a imagem convencional dos Puritanos foi radicalmente recuperada, ao menos para os informados. (Aliás, o conhecimento hoje viaja devagar em certas regiões.) Ensinados por Perry Miller, William Haller, Marshall Knappen, Percy Scholes, Edmund Morgan e uma série de pesquisadores mais recentes, pessoas bem informadas agora reconhecem que os Puritanos típicos não eram homens selvagens, ferozes e monstruosos fanáticos religiosos, e extremistas sociais, mas sóbrios, conscienciosos, cidadãos de cultura, pessoas de princípio, decididas e disciplinadas, excepcionais nas virtudes domésticas e sem grandes defeitos, exceto a tendência de usar muitas palavras ao dizer qualquer coisa importante, a Deus ou ao homem. Afinal está sendo consertado o engano.
Mas, mesmo assim, a sugestão de que necessitamos dos Puritanos — nós, ocidentais do final do século vinte, com toda nossa sofisticação e maestria de técnica tanto no campo secular como no sagrado — poderá erguer algumas sobrancelhas. Resiste a crença de que os Puritanos, mesmo se fossem de fato cidadãos responsáveis, eram ao mesmo tempo cômicos e patéticos, sendo ingênuos e supersticiosos, super-escrupulosos, mestres em detalhes e incapazes ou relutantes em relaxarem. Pergunta-se: O que estes zelotes nos poderiam dar do que precisamos? A resposta é, em uma palavra, maturidade.
A maturidade é uma composição de sabedoria, boa vontade, maleabilidade e criatividade. Os Puritanos exemplificavam a maturidade; nós não. Um líder bem viajado, um americano nativo, declarou que o protestantismo norte-americano— centrado no homem, manipulativo, orientado pelo sucesso, auto-indulgente e sentimental como é, patentemente — mede cinco mil quilômetros de largura e um centímetro de profundidade. Somos anões espirituais. Os Puritanos, em contraste, como um corpo eram gigantes. Eram grandes almas servindo a um grande Deus.
Neles, a paixão sóbria e a terna compaixão combinavam. Visionários e práticos, idealistas e também realistas, dirigidos por objetivos e metódicos, eram grandes crentes, grandes esperançosos, grandes realizadores e grandes sofredores. Mas seus sofrimentos, de ambos os lados do oceano (na velha Inglaterra pelas autoridades e na Nova Inglaterra pelo clima), os temperaram e amadureceram até que ganharam uma estatura nada menos do que heróica. Conforto e luxo, tais como nossa afluência hoje nos traz, não levam à maturidade; dureza e luta, sim, e as batalhas dos Puritanos contra os desertos evangélico e climático onde Deus os colocou produziram uma virilidade de caráter, inviolável e invencível, erguendo-se acima de desânimo e temores, para os quais os verdadeiros precedentes e modelos são homens como Moisés e Neemias, Pedro, depois do Pentecoste, e o apóstolo Paulo.
A guerra espiritual fez dos Puritanos o que eles foram. Eles aceitaram o antagonismo como seu chamado, vendo a si mesmos como os soldados peregrinos do seu Senhor, exatamente como na alegoria de Bunyan, sem esperarem poder avançar um só passo sem oposição de uma espécie ou outra. John Geree, no seu folheto “O Caráter de um Velho Puritano Inglês ou Inconformista” (1646), afirma: “Toda sua vida ele a tinha como uma guerra onde Cristo era seu capitão; suas armas: orações e lágrimas. A cruz, seu estandarte; e sua palavra [lema], Vincit qui patitur [o que sofre, conquista]”.
Os Puritanos perderam, em certa medida, toda batalha pública em que lutaram. Aqueles que ficaram na Inglaterra não mudaram a igreja da Inglaterra como esperavam fazer, nem reavivaram mais do que uma minoria dos seus partidários e eventualmente foram conduzidos para fora do anglicanismo por meio de calculada pressão sobre suas consciências. Aqueles que atravessaram o Atlântico falharam em estabelecer Nova Jerusalém na Nova Inglaterra; durante os primeiros cinqüenta anos suas pequenas colônias mal sobreviveram, segurando-se por um fio. Mas a vitória moral e a espiritual que os Puritanos conquistaram permanecendo dóceis, pacíficos, pacientes, obedientes e esperançosos sob contínuas e aparentemente intoleráveis pressões e frustrações, dão-lhes lugar de alta honra no “hall” de fama dos crentes, onde Hebreus 11 é a primeira galeria. Foi desta constante experiência de forno que forjou-se sua maturidade, e sua sabedoria relativa ao discipulado foi refinada. George Whitefield, o evangelista, escreveu sobre eles como se segue:
Ministros nunca escrevem ou pregam tão bem como quando debaixo da cruz; o Espírito de Cristo e de glória paira então sobre eles. Foi isto sem dúvida que fez dos Puritanos... as lâmpadas ardentes e brilhantes. Quando expulsos pelo sombrio Ato Bartolomeu (o Ato de Uniformidade de 1662) e removidos dos seus respectivos cargos para irem pregar em celeiros e nos campos, nas rodovias e sebes, eles escreveram e pregaram como homens de autoridade. Embora mortos, pelos seus escritos eles ainda falam; uma unção peculiar lhes atende nesta mesma hora... Estas palavras vêm do prefácio de uma reedição dos trabalhos de Bunyan que surgiu em 1767; mas a unção continua, a autoridade ainda é sentida, e a amadurecida sabedoria permanece empolgante, como todos os modernos leitores do Puritanismo cedo descobrem por si mesmos. Através do legado desta literatura, os Puritanos podem nos ajudar hoje na direção da maturidade que eles conheceram e que precisamos. De que maneiras podemos fazer isto? Deixe-me sugerir alguns pontos específicos. Primeiro, há lições para nós na integração das suas vidas diárias. Como seu cristianismo era totalmente abrangente, assim o seu viver era uma unidade. Hoje, chamaríamos o seu estilo de vida de “holístico”: toda conscientização, atividade e prazer, todo “emprego das criaturas” e desenvolvimento de poderes pessoais e criatividade, integravam- se na única finalidade de honrar a Deus, apreciando todos os seus dons e tomando tudo em “santidade ao Senhor’’. Para eles não havia disjunção entre o sagrado e o secular; toda a criação, até onde conheciam, era sagrada, e todas as atividades, de qualquer tipo, deviam ser santificadas, ou seja, feitas para a glória de Deus. Assim, no seu ardor elevado aos céus, os Puritanos tornaram- se homens e mulheres de ordem, sóbrios e simples, de oração, decididos, práticos. Viam a vida como um todo, integravam a contemplação com a ação, culto com trabalho, labor com descanso, amor a Deus com amor ao próximo e a si mesmo, a identidade pessoal com a social e um amplo espectro de responsabilidades relacionadas umas com as outras, de forma totalmente consciente e pensada.
Nessa minuciosidade eram extremos, diga-se, muito mais rigorosos do que somos, mas ao misturar toda a variedade de deveres cristãos expostos na Escritura eram extremamente equilibrados. Viviam com “método” (diríamos, com uma regra de vida), planejando e dividindo seu tempo com cuidado, nem tanto para afastar as coisas ruins como para ter certeza de incluir todas as coisas boas e importantes — sabedoria necessária, tanto naquela época como agora, para pessoas ocupadas! Nós hoje que tendemos a viver vidas sem planejamento, ao acaso, em uma série de compartimentos incomunicantes e que, portanto, nos sentimos sufocados e distraídos a maior parte do tempo, poderíamos aprender muito com os Puritanos nesse ponto. Em segundo lugar, há lições para nós na qualidade de sua experiência espiritual. Na comunhão dos Puritanos com Deus, assim como Jesus era central, a Sagrada Escritura era suprema. Pela Escritura, como a Palavra de instrução de Deus sobre relacionamento divino-humano, buscavam viver, e aqui também eram conscienciosamente metódicos. Reconhecendo- se como criaturas de pensamento, afeição e vontade, e sabendo que o caminho de Deus até o coração (a vontade) é via cabeça humana (a mente), os Puritanos praticavam meditação, discursiva e sistemática, em toda a amplitude da verdade bíblica, conforme a viam aplicando- se a eles mesmos. A meditação Puritana na Escritura se modelava pelo sermão Puritano; na meditação o Puritano buscaria sondar e desafiar seu coração, guiar suas afeições para odiar o pecado, amar a justiça e encorajar a si mesmo com as promessas de Deus, assim como pregadores Puritanos o fariam do púlpito.
Esta piedade racional, resoluta e apaixonada era consciente sem tomar- se obsessiva, dirigida pela lei sem cair no legalismo, e expressiva da liberdade cristã sem vergonhosos deslizes para a licenciosidade. Os Puritanos sabiam que a Escritura é a regra inalterada da santidade, e eles nunca se permitiram esquecer disto. Conhecendo também a desonestidade e a falsidade dos corações humanos decaídos, cultivavam humildade e auto-suspeita como atitudes constantes, examinando-se regularmente em busca dos pontos ocultos e males internos furtivos. Por isso não poderiam ser chamados de mórbidos ou introspectivos; pelo contrário, descobriram a disciplina do autoexame pela Escritura (não é o mesmo que introspecção, notemos), seguida da disciplina da confissão e do abandono do pecado e renovação da gratidão a Cristo pela sua misericórdia perdoadora como fonte de grande gozo e paz interiores. Hoje nós que sabemos à nossa custa que temos mentes não esclarecidas, afeições incontroladas e vontades instáveis no que se refere a servir a Deus e que freqüentemente nos vemos subjugados por um romanticismo emocional, irracional, disfarçado de superespiritualidade, nos beneficiaríamos muito do exemplo dos Puritanos neste ponto também. Em terceiro lugar, há lições para nós na sua paixão pela ação eficaz. Embora os Puritanos, como o resto da raça humana, tivessem seus sonhos do que poderiam e deveriam ser, não eram definitivamente o tipo de gente que denominaríamos “sonhadores”! Não tinham tempo para o ócio do preguiçoso ou da pessoa passiva que deixa para os outros o mudar o mundo. Foram homens de ação no modelo puro reformado — ativistas de cruzada sem qualquer autoconfiança; trabalhadores para Deus que dependiam sumamente de que Deus trabalhasse neles e através deles e que sempre davam a Deus a glória por qualquer coisa que faziam, e que em retrospecto lhes parecia correta; homens bem dotados que oravam com afinco para que Deus os capacitasse a usar seus poderes, não para a auto-exibição, mas para a glória dEle. Nenhum deles queria ser revolucionário na igreja ou no Estado, embora alguns relutantemente tenham-se tornado tal; todos eles, entretanto, desejavam ser agentes eficazes de mudança para Deus onde quer que se exigisse mudança. Assim Cromwell e seu exército fizeram longas e fortes orações antes de cada batalha, e pregadores pronunciaram extensas e fortes orações particulares sempre antes de se aventurarem no púlpito, e leigos proferiram longas e fortes orações antes de enfrentarem qualquer assunto de importância (casamento, negócios, investimentos maiores ou qualquer outra coisa).
Hoje, porém, os cristãos ocidentais se vêem em geral sem paixão, passivos, e, teme-se, sem oração. Cultivando um sistema que envolve a piedade pessoal num casulo pietista, deixam os assuntos públicos seguirem seu próprio curso e nem esperam, nem, na maioria, buscam influenciar além do seu próprio círculo cristão. Enquanto os Puritanos oraram e lutaram por uma Inglaterra e uma Nova Inglaterra santas — sentindo que onde o privilégio é negligenciado e a infidelidade reina, o juízo nacional está sob ameaça — os cristãos modernos alegremente se acomodam com a convencional respeitabilidade social e, tendo feito assim, não olham além. Claro, é óbvio que a esta altura também os Puritanos têm muita coisa para nos ensinar. Em quarto lugar, há lições para nós no seu programa para a estabilidade da família. Não seria demais dizer que os Puritanos criaram a família cristã no mundo de língua inglesa. A ética Puritana do casamento consistia em primeiro se procurar um parceiro não por quem se fosse perdidamente apaixonado no momento, mas a quem se pudesse amar continuamente como seu melhor amigo por toda a vida e proceder com a ajuda de Deus a fazer exatamente isso. A ética Puritana de criação de filhos era treinar as crianças no caminho em que deveriam seguir, cuidar dos seus corpos e almas juntos e educá-los para a vida adulta sóbria, santa e socialmente útil. A ética Puritana da vida no lar baseava-se em manter a ordem, a cortesia e o culto em família. Boa vontade, paciência, consistência e uma atitude encorajadora eram vistas como as virtudes domésticas essenciais. Numa era de desconfortos rotineiros, medicina rudimentar sem anestésicos, freqüentes lutos (a maioria das famílias perdia tantos filhos quantos criava), uma média de longevidade um pouco abaixo dos trinta e dificuldade econômica para quase todos, salvo príncipes mercantes e pequenos proprietários fidalgos, a vida familiar era uma escola para o caráter em todos os sentidos.
A fortaleza com que os Puritanos resistiam à bem conhecida tentação de aliviar a pressão do mundo através da violência no lar e lutavam para honrar a Deus apesar de tudo, merece grande elogio. Em casa os Puritanos mostravam-se maduros, aceitando as dificuldades e decepções realisticamente como vindas de Deus e recusando-se a desanimar ou amargurar- se com qualquer uma delas. Também era em casa, em primeira instância, que o leigo Puritano praticava o evangelismo e ministério. “Ele esforçou-se para tornar sua família numa igreja”, escreveu Geree, “.. .lutando para que os que nascessem nela, pudessem nascer novamente em Deus.” Numa era em que a vida em família tornou-se árida mesmo entre os cristãos, com cônjuges covardes tomando o curso da separação em vez do trabalho no seu relacionamento, e pais narcisistas estragando seus filhos materialmente enquanto os negligenciam espiritualmente, há, mais uma vez, muito o que se aprender com os caminhos bem diferentes dos Puritanos.
Em quinto lugar, há lições para se aprender com o seu senso de valor humano. Crendo num grande Deus (o Deus da Escritura, não diminuído nem domesticado), eles ganharam um vívido senso da grandeza das questões morais, da eternidade e da alma humana. O sentimento de Hamlet “Que obra é o homem!” é um sentimento muito Puritano; a maravilha da individualidade humana era algo que sentiam pungentemente. Embora, sob a influência da sua herança medieval, que lhes dizia que o erro não tem direitos, não conseguissem em todos os casos respeitar aqueles que se diferenciavam deles publicamente, sua apreciação pela dignidade humana como criatura feita para ser amiga de Deus era intensa, e também o era seu senso da beleza e nobreza da santidade humana. Atualmente, no formigueiro urbano coletivo onde vive a maioria de nós, o senso da significação eterna individual se acha muito desgastado, e o espírito Puritano é neste ponto um corretivo do qual podemos nos beneficiar imensamente.
Em sexto lugar, há lições para se aprender com o ideal de renovação da igreja com os Puritanos. Na verdade, “renovação” não era uma palavra que eles usavam; eles falavam apenas de “reformação” e “reforma”, palavras que sugerem às nossas mentes do século vinte uma preocupação que se limita ao aspecto exterior da ortodoxia, ordem, formas de culto e códigos disciplinares da igreja. Mas quando os Puritanos pregaram publicaram e oraram pela “reformação”, tinham em mente nada menos do que isso, mas de fato muito mais. Na página de título da edição original de The Reformed Pastor (traduzido para o português sob o título “O Pastor Aprovado” — PES) de Richard Baxter, a palavra “Reformado” foi impressa com um tipo de letra bem maior do que as outras; e não se precisa ler muito para descobrir que, para Baxter, um pastor “Reformado” não era alguém que fazia campanha pelo calvinismo, mas alguém cujo ministério como pregador, professor, catequista e modelo para o seu povo demonstrasse ser ele, como se diria, “reavivado” ou “renovado”.
A essência deste tipo de “reforma” era um enriquecimento da compreensão da verdade de Deus, um despertar das afeições dirigidas a Deus, um aumento do ardor da devoção e mais amor, alegria e firmeza de objetivo cristão no chamado e na vida de cada um. Nesta mesma linha, o ideal para a igreja era que através de clérigos “reformados” cada congregação na sua totalidade viesse a tornar-se “reformada” — trazida, sim, pela graça de Deus a um estado que chamaríamos de reavivamento sem desordem, de forma a tornar-se verdadeira e completamente convertida, teologicamente ortodoxa e saudável, espiritualmente alerta e esperançosa, em termos de caráter, sábia e madura, eticamente empreendedora e obediente, humilde mas alegremente certa de sua salvação. Este era em geral o alvo que o ministério pastoral Puritano visava, tanto em paróquias inglesas quanto nas igrejas “reunidas” do tipo congregacional que se multiplicaram em meados do século dezessete. A preocupação dos Puritanos pelo despertamento espiritual em comunidades se nos escapa até certo ponto por seu institucionalismo. Tendemos a pensar no ardor de reavivamento como sempre impondo-se sobre a ordem estabelecida, enquanto os Puritanos visualizavam a “reforma” a nível congregacional vindo em estilo disciplinado através de pregação, catequismo e fiel trabalho espiritual da parte do pastor. O clericalismo, com sua supressão da iniciativa leiga, era sem dúvida uma limitação Puritana, que voltou-se contra eles quando o ciúme leigo finalmente veio à tona com o exército de Cromwell, no quacrismo e no vasto submundo sectarista dos tempos da Comunidade Britânica. O outro lado da moeda, porém, era a nobreza do perfil do pastor que os Puritanos desenvolveram — pregador do evangelho e professor da Bíblia, pastor e médico de almas, catequista e conselheiro, treinador e disciplinador, tudo em um só. Dos ideais e objetivos Puritanos para a vida da igreja, os quais eram inquestionável e permanentemente certos, e dos seus padrões para o clero, os quais eram desafiadora e inquisitivamente elevados, ainda há muito que os cristãos modernos podem e devem levar a sério. Estas são apenas algumas das maneiras mais óbvias como os Puritanos nos podem ajudar nestes dias. Em conclusão, elogiaria os capítulos do Professor Ryken [autor de Santos no Mundo], que estas observações introduzem, como uma detalhada apresentação da perspectiva Puritana. Tendo lido vastamente a recente erudição Puritana, ele sabe o que está dizendo. Ele sabe, como o sabem a maioria dos estudantes modernos, que o Puritanismo como uma atitude distinguidora começou com William Tyndale, contemporâneo de Lutero, uma geração antes de ser cunhada a palavra “Puritano”, e foi até o final do século dezessete, várias décadas depois que o termo “Puritano” havia caído do uso comum. Ele sabe que na formação do Puritanismo entrou o biblicismo reformador de Tyndale, a piedade de coração que rompeu a superfície com John Bradford, a paixão pela competência pastoral exemplificada por John Hooper, Edward Dering, e Richard Greenham, entre outros, a visão da Escritura como o “princípio regulador” de culto e ordem ministerial que incendiou Thomas Cartwright, o abrangente interesse ético que atingiu seu apogeu na monumental Christian Directory, de Richard Baxter, e a preocupação em popularizar e tomar prático, sem perder a profundidade, tão evidente em William Perkins e que tão poderosamente influenciou seus sucessores. O Dr. Ryken também sabe que, além de ser um movimento pela reforma da igreja, renovação pastoral, e reavivamento espiritual, o Puritanismo era uma visão de mundo, uma filosofia cristã total, em termos intelectuais, um medievalismo protestantizado e atualizado, e em termos de espiritualidade um tipo de monasticismo fora do claustro e dos votos monásticos. Sua apresentação da visão e do estilo de vida Puritanos é perspicaz e exata. Esta obra [Santos no Mundo] deveria conquistar novo respeito pelos Puritanos e criar um novo interesse em explorar a grande massa de literatura teológica e devocional que eles nos deixaram, para descobrir as profundidades da sua percepção bíblica e espiritual. Se tiver este efeito, eu pessoalmente, que devo mais aos escritos Puritanos do que a qualquer outra teologia que tenha lido, ficarei transbordante de alegria.
Pregação Expositiva: Essencial para o Verdadeiro Avivamento
Pregação Expositiva: Essencial para o Verdadeiro Avivamento -
A pregação expositiva ungida é imprescindível para a igreja experimentar o Avivamento verdadeiro.
"Todos vemos no mundo homens, mulheres, garotos e garotas voltando-se para mitos e fábulas,. “Todo dia [na América] um novo culto surge. Talvez um do mais sinistros seja o movimento Nova Era com seus tentáculos em cada área de nossa vida, especialmente na vida corporativa”.
"Nós precisamos ler o nosso tempo, mas nós precisamos prestar atenção as tendências levando em conta tudo isso. Deve haver um retorno à pregação expositiva da Palavra de Deus com unção clamando por um veredicto Divino." Olford, oitenta e quatro anos, é a voz do programa diário de rádio Encontro, que é ouvido em estações cristãs nos Estados Unidos, Canadá, e no estrangeiro. Ele escreveu vários livros, inclusive Pregação Expositiva Ungida, talvez um dos seus melhores trabalhos, co-escrito com seu filho e companheiro de ministério, David. David é presidente de Olford Ministries International. O Olford mais velho disse aos alunos que a pregação expositiva desenvolverá uma ampla cosmovisão cristã nos crentes e os habilitará a confrontar o erro no culto e na doutrina.
A pregação expositiva autêntica incluirá doutrina cristã, é essencial para construir a igreja em ancoragens ortodoxas. a pregação doutrinal não é popular hoje porque não se envolve no errôneo pregar para as "necessidades sentidas." Pregando em 2 Timóteo 3,é compreensivo o pensamento do apóstolo Paulo:
"Em cada período da história de igreja houve heresia e apostasia, e não há nenhuma diferença hoje," ele disse. "Os homens e mulheres não suportarão a sã doutrina. Eu ouvi homens dizerem, 'Se eu pregar assim, o que você chama de pregação expositiva... as pessoas não aceitarão isto.' As pessoas me deixarão.' O que é isto?”
"Paulo disse que aquelas pessoas não suportarão a sã doutrina, significando que alguns irão embora na pregação bíblica," "Isto está naquele contexto que Paulo diz, 'Pregue a Palavra.' .“Todo esse negócio de tentar mudar a Palavra, ajusta-la com nossa época, quando Paulo diz, ‘não ser conformado sobre (nenhuma) circunstância.’ Este é um imperativo poderoso”. Nós não podemos mudar nossa mensagem," "Você não pregou a mensagem se a mesma não encontra uma base confiável na Escritura Sagrada, cuja temática dominante é a doutrina. A igreja é edificada com base na doutrina.”
Vemos as igrejas evangélicas ficarem cheias "pregações absurdas" como também pessoas meramente "brincando de igreja." Um movimento devastador que infiltrou a igreja foi o liberalismo junto com seu derivado, o humanismo, disse. Graças a estes maus gêmeos, doutrinas como a inerrância da Escritura e a deidade de Cristo foram rejeitas e substituídas por um falso evangelho centralizado no homem. Isto penetrou na pregação e na adoração comunitária.
"Quando o apóstolo Paulo disse, 'eles se entregaram às fábulas,' e ' não suportarão a sã doutrina,' eu penso que o Seminário de Jesus está fazendo isto, desacreditando a deidade e soberania de nosso glorioso Senhor," . "Penso que os teólogos estão tentando redefinir o castigo eterno e outras doutrinas essenciais."
"Eu creio que os caçadores de experiência, estão confundindo os crentes jovens, especialmente em relação à Pessoa e trabalho do Espírito Santo, e eu podia ir sem parar. Boa parte de nossa pregação e adoração hoje, são dominadas, por temas tais 'o que eu preciso,' ou 'o que eu devo fazer para me sentir bem.' Deus não cumpre nossos desejos; isto faz parte do humanismo centralizado no homem. A pregação expositiva ungida é o remédio para tal tolice."
terça-feira, 25 de setembro de 2012
A Pregação expositiva governa a Igreja
A Pregação expositiva governa a Igreja -
Nós não podemos permitir que a sociedade dirija nossa pregação.
É irrelevante para mim o que a cultura espera. É irrelevante para mim o que a cultura deseja. A sociedade se transformou muito, e tem se dito que minha mensagem não é relevante hoje. Minha pregação não é formada pela sociedade. É direcionada à sociedade. O que me dirige minha pregação? A Palavra do Deus vivo, eterno me compele para pregar.
Quero destacar aqui três doutrinas que deviam dirigir a pregação cristã.
Primeira, a soberania de Deus dirige a pregação. Por causa da soberania de Deus, os pregadores estão livres para expor as Escrituras e deixarem o efeito de sua pregação para o Senhor.
Pregando em 2 Coríntios 2, “eu prego somente a Palavra de Deus porque é pela Palavra de Deus que pecadores são salvos e os salvos são santificados. Eu só prego a Bíblia e deixo o efeito da verdade para os propósitos de Deus e o trabalho poderoso do Espírito Santo”.
Se formos fieis simplesmente para pregar a Palavra de Deus, o Senhor usará sua pregação como um instrumento para executar Seu plano soberano.
Falando da soberania de Deus, digo, “Esta [soberania] é uma das mais confortantes verdades que eu conheço. Se eu, por um instante, cresse que o destino eterno das pessoas está dependendo da inteligência de minha pregação, eu sairia do ministério. Eu não poderia agüentar o peso daquela responsabilidade”. "Por que eu prego a Palavra de Deus? Porque só ela tem o poder para salvar."
Segundo, a doutrina da substituição dirige a pregação. Explicando a obra substitutiva de Cristo na terra, digo que Jesus morreu na cruz para assumir o castigo merecido pela humanidade pecadora. Assim, os crentes íntegros, podem ficar na frente de Deus. "Quando Deus olhar para Seu Filho, Ele vê você sendo castigado na cruz. Quando Deus olhar para você, Ele vê Seu Filho,". "Você é literalmente coberto na retidão de Cristo. Esta é a grande doutrina da substituição."
Subseqüentemente, eu pergunto, "Se Deus vê meus ouvintes deste modo, como os entendo? Se eu for responsável como ministro para aqueles a quem Deus tem amado na mesma proporção que Seu Filho é amado, qual é minha obrigação para com estas pessoas?
Existe uma sensação em que Jesus está vindo para mim e declarando, 'Sua responsabilidade é amar esta criança do modo que você me ama. Sua responsabilidade é ser um pastor e cevador do rebanho que os guia a uma vida cheia de maturidade e virtude espiritual, consistente com o que eles são na frente de Deus.
A pregação deve ser preciosa para o pastor, porque a igreja que ele prega está identificada com Cristo.
Terceira, a Escritura dirige a pregação. "Todos os nossos ministérios devem ser limitados, e ajustada com, e compelida pelo que a Palavra de Deus.
Fazendo referência ao clima pós-moderno na América hoje, explico que a grande tarefa da pregação é expor o erro e substitui-lo pela verdade da Escritura.
Nós estamos em uma guerra contra os pontos de vista e teorias que são contrários a ao evangelho. Qualquer ponto de vista que é contrário do conhecimento de Deus deve ser destruído, e a arma do pastor para destrui-lo é a verdade. Pregação “é assaltar as mentes das pessoas que estão literalmente encarceradas no engano.
É capturar as mentes das pessoas de forma que elas param de pensar no modo que eles têm pensado e eles começam a pensar os pensamentos de Deus”.
"Não é triste encontrar igrejas débeis, e púlpitos fracos, e pregadores fracos, e sermões fracos que deixam pessoas bloqueadas em fortificações ideológicas que se tornam suas prisões e então suas tumbas?"
Esta não é um hora para homens fracos em púlpitos fracos em igrejas fracas pregando mensagens fracas." A única coisa que pode quebrar o engano do mundo, é a verdade. "Lembre que você é sempre um evangelista e deve cumprir seu ministério,". "Você é um pregador do evangelho, nada mais importa em sua vida.
sábado, 11 de agosto de 2012
Amor na Biblía
AMOR - Vamos entender melhor o significado da palavra “amor” na Bíblia, e compará-la com seu uso habitual. Temos basicamente 4 palavras gregas para se traduzir como amor. São elas: Eros (físico, sexual), Storge (familiar), Philos (amizade) e Ágape (amor incondicional).
1. EROS (físico, sexual):
Chamaremos eros de “amor bolo de morangos”. Eu quero o bolo. Eu o quero tanto, que se o conseguir irei consumí-lo sem ao menos pensar em como o bolo se sente. É exatamente assim que algumas pessoas tratam seus semelhantes.
Eros é um amor que toma.
Expressões que caracterizam o amor eros:
• Você me faz bem;
• Você é meu/minha;
• Você é lindo(a);
• Você me pertence;
• Teu corpo é perfeito;
• Eu amo você porque você me faz feliz.
• “O amor é cego”
Por exemplo, eros está representado no livro de Cantares (onde Salomão deleitava-se com a beleza de sua amada) e na tradução de Provérbios 7:18, onde uma prostituta faz o seguinte apelo: “Vem,embriaguemo-nos com as delícias do amor, até pela manhã”. Nesse versículo, “amor” é uma representação para eros.
Eros é o deus grego do amor, também conhecido como o deus do caos.
A primeira palavra grega é eros. Aparece com freqüência na literatura grega secular, mas não na Bíblia. Eros é o amor totalmente humano, carnal, voltado para o sexo. Daí a nossa palavra ERÓTICO.
Esse tipo de amor pode até incluir algum sentimento verdadeiro, mas é, basicamente, atração física, desejo sexual e expectativa de satisfação pessoal. O eros apresenta-se como amor pelo outro mas é amor por si próprio.
Sua melhor declaração é “Eu amo você porque você me faz feliz”. Ou “Eu me sinto fortemente atraído por sua amabilidade (você me amará), por seu temperamento alegre (você me diverte), por sua beleza e sensualidade (você me dará prazer), por seu talento (eu me orgulho de você)!” Porém, quando uma ou mais destas características desaparecem, o amor morre. Esse tipo de amor só quer receber. O pouco que ele dá, é com o intuito de receber algo em troca.
Infelizmente, muitos jovens escolhem o namorado ou a namorada, que poderá ser o companheiro ou companheira para toda a vida, com base apenas no eros. As relações físicas são antecipadas; a intensidade do eros prejudica o amor genuíno. Os namorados, mesmo não sabendo quase nada um do outro, pensam que esse tipo de amor os manterá juntos. Mas isto geralmente não acontece. Seu amor não é o verdadeiro amor.
A ênfase exagerada no eros é alimentada por uma filosofia playboy. Esta filosofia estimula em extremo a sensualidade, tanto da mulher como do homem; a mulher desnuda-se e exibe-se pelo prazer da sedução e do sexo; o homem cobiça e apropria-se pelo prazer do machismo e do sexo; a mulher é mero objeto sexual, um brinquedo (perigoso) para o homem (criança) egoísta. Nessa filosofia, relação sexual é sinônimo de “fazer amor”.
Casamentos construídos apenas sobre bases físicas e eróticas não duram muito... Antes do pleno envolvimento físico, os pretendentes precisam se conhecer nas áreas mais importantes da alma e do espírito. Para tanto, têm que namorar e noivar, por algum tempo, antes de se entregarem um ao outro, definitivamente, no casamento. O relacionamento sexual após o casamento será a coroação de um relacionamento:
• consolidado,
• comprometido e
• crescente.
Se você cometeu o erro de se casar (formal ou informalmente) na base do eros, apenas, aqui está uma boa notícia para você: O AMOR PODE CRESCER. Não crescerá automaticamente, mas na medida em que você o cultivar. Portanto, a única esperança para o seu casamento é ascensão aos níveis mais altos do amor.
2. PHILOS (amizade):
Chamaremos esse tipo de amor de “amor time de boliche”. Ele usa essa designação porque há uma troca mútua, um compartilhar. Em geral, baseia-se numa apreciação recíproca que pode ser destruída se um ou outro não for recíproco. Por exemplo: digamos que você é um bom jogador de boliche, eu sou um bom jogador de boliche e nós dois somos ótimos jogadores. Gostamos de estar no mesmo time de boliche. Mas você começa a beber demais e só lança bolas na canaleta. Resultado: você é tirado do time de boliche. Por mais caloroso que seja o amor philos, ele tem suas deficiências.
Relaciona-se com a alma, mais do que com o corpo. Lida com a personalidade humana – o intelecto, as emoções e a vontade. Envolve compartilhamento mútuo. Em português, a palavra mais próxima é amizade. A forma nominal é usada apenas uma vez no Novo Testamento (Tg 4.4), mas o verbo “amar”, no sentido de “gostar”, e o adjetivo “amável” são usados muitas vezes. Este é o grau de afeição que Pedro disse ter por Jesus quando este lhe perguntou, “Simão, filho de João, tu me amas?”. O pescador respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que te amo”. No original grego, o sentido é: “Sim, Senhor, tu sabes que gosto de ti, que sou teu amigo” (Jo 21. 15,16).
Grandes amigos são embriagados do amor do tipo philos
Neste nível, o amor é menos egoísta, mas ainda contempla o prazer, a realização e os interesses pessoais. Não deveria, mas... Normalmente, desenvolvemos amizades com pessoas cujas características nos agradam, cujos interesses intelectuais e gostos compartilhamos. Desejamos e esperamos que estes relacionamentos sejam agradáveis e nos beneficiem de algum modo. Damos, sim, amizade, atenção e ajuda, mas com alguma motivação egoísta. Mesmo assim, philos é um nível de amor mais elevado do que eros. Nesse nível, “nossa” felicidade é mais importante do que “minha” felicidade.
Muitos casamentos comparativamente felizes são construídos nesse nível. É muito bom quando marido e mulher são amigos. Alguns maridos e esposas dizem que se amam, mas, no dia a dia, nem amigos eles são. Prova disto é que não têm sequer prazer e empolgação com a companhia, os interesses e assuntos um do outro.
Um casamento não pode sobreviver a menos que cresça pelo menos até ao nível do philos. Se você é jovem e está pensando em se casar, você deve tomar tempo para verificar se gosta realmente da pessoa com quem você pretende se unir para o resto da vida. Seguramente, essa pessoa tem defeitos, características e hábitos que poderão irritá-lo ou mesmo exaspera-lo no dia a dia da vida conjugal. Você vê mais virtudes do que defeitos e gosta dessa pessoa o bastante para perdoá-la, ajudá-la e fazê-la feliz?
Provavelmente você já ouviu esta frase romântica: “O amor é cego!” Cuidado! O único amor cego é o eros. Esse tipo de amor realmente fecha os olhos para as faltas, ri dos defeitos e racionaliza os problemas potenciais (a menos que a pessoa amada não seja interessante em seu aspecto físico). Philos, por outro lado, honestamente encara os defeitos e decide se eles podem ser superados pelas virtudes.
Philos é o meio caminho do amor verdadeiro – dá um pouco para receber um pouco, numa proporção de 50% a 50%. Um casal pode viver razoavelmente bem com esse tipo de amor, enquanto cada um fizer a sua parte e as circunstâncias forem favoráveis. Porém, se um deles deixa de fazer a sua parte, ou se ocorrem circunstâncias adversas (crise financeira, enfermidade grave, tensões com parentes, problemas sexuais, problemas com os filhos etc), a amizade sofre. Philos não agüenta muita pressão. No fim, torna-se egoísta e exigente. Vêm os conflitos. A amizade vira inimizade. A única esperança para um casamento estável, bem-sucedido e feliz é o crescimento para o nível mais alto do amor.
Philos é um amor que troca.
Entenda a seguinte comparação:
Você têm um amigo, aqui chamado Manoel. Você, Manoel e outros amigos em comum sempre saem juntos. Vão a uma lancheria, por exemplo. Vocês sempre dividem a conta. Mas Manoel nunca participa desta divisão. Não “colabora” com nenhum real. Exemplo do amor 50% dado – 50% recebido. Você divide a conta porque isto te beneficia também. Porém, você se sente incomodado com o fato de Manoel nunca participar da divisão. Você começa a não convida-lo mais para sair. Afinal, ele não dá retorno algum pra ti. Resumindo... um “amor” um tanto quanto egoísta. O amor do tipo Philos não é um amor que doa; sempre espera algo em troca.
Expressões que caracterizam o amor philos:
• metade da laranja;
• ele/ela me completa;
• ele/ela pensa como eu;
• ele/ela me ajuda em casa;
• ele/ela me dá presentes;
• Gostamos da mesmas coisas;
• Fazemos muitas coisas juntos;
3. STORGE (familiar):
Chamaremos esse amor de “amor da tia Maria”. Amamos tia Maria e tentamos ajudá-la, não com base na atração física (eros) dela, mas porque ela é a nossa tia Maria. Ela pode ficar velha, surda e meio-cega, mas ainda é a nossa tia Maria.
Um excelente exemplo desse tipo de lealdade encontra-se em 2 Samuel 21:10 e 11, onde “Rispa montou guarda ao lado dos corpos de seus dois filhos e outros parentes, espantando dali aves de dia e animais do campo à noite”.
É o amor mais relacionado à família – Rm 12.10 – Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. O desaparecimento desse amor é mencionado em Rm 1.31 – insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia e 2 Tm 3.3 – sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons.
Relacionamentos familiares foram instituídos por Deus porque são bons
O AMOR FAMILIAR – num certo sentido todos somos filhos de Adão, porém nem todos somos filhos de DEUS, somente os nascidos de novo, regenerados pelo poder da Palavra de DEUS, assim a família de DEUS só é formada por salvos em CRISTO.
A família moderna estrutura-se basicamente em torno do casamento, e nesse sentido, é uma família conjugal – sei que há a “família pós-moderna” e seus novos arranjos sociais, aos quais não vou tecer considerações nesse momento (pais separados, casais homoafetivos, adoção pelos avós e outros).
A relação familiar é algo extremamente COMPLEXA e DINÂMICA. Daí o amor se constituir em um desafio de escolha à cada dia: escolher amar o outro apesar das diferenças e do desgaste que muitas vezes a relação apresenta diante do fator tempo.
Você pode estar pensando que isso não é fácil, mas com a sua escolha adicionada à graça de Deus torna-se possível. Porque família é projeto de Deus em primeiro lugar; Ele é o maior interessado. Mas família também tem que ser projeto de homens e mulheres; ou seja, É PRECISO IMPLICAÇÃO DE CADA MEMBRO FAMILIAR.
4. ÁGAPE (amor incondicional):
Chamaremos portanto, o amor ágape de “amor chuva-sobre-justos-e-injustos”. Deus não isola pequenas áreas onde estão as pessoas boas e faz chover somente ali. Ele deixa a chuva cair sobre os maus também. A ilustração clássica desse tipo de amor encontra-se na história do bom samaritano (Lucas 10:29–37), que é contada para ilustrar o amor (agape) ao próximo (v. 27). Quando o samaritano olhou para o homem ferido e sangrando, não houve atração física (eros). O homem que havia sido açoitado não era um ente ou conhecido querido; os judeus e os samaritanos se odiavam(não tinham amor storge). O homem deixado à beira da estrada não era um amigo; ele não tinha nada para oferecer; não havia possibilidade de ação recíproca (philos). Qual seria a única motivação possível para o viajante ajudá-lo? Ele era um semelhante, um ser humano e o bom samaritano disse, em outras palavras: “Por isso eu vou ajudá-lo”. Isto é amor agape.
Não existe amor maior do que entregar sua própria vida por alguém
Esse tipo de amor não é alimentado pelo mérito ou valor da pessoa amada, mas por Deus. Ágape ama até mesmo quando a pessoa amada não é amável, não tem muito valor, não corresponde. Esse amor não é egoísta, não busca a própria felicidade, mas a do outro, a qualquer preço. Não dá 50% para receber 50%; dá 100% e não espera nada em troca.
Há quem diga: “Mas isto não é possível, não é humano!” Tem razão. Ninguém pode amar desse jeito... a menos que Deus lhe dê esse tipo de amor. Ágape é amor divino! Jesus e os apóstolos usaram este substantivo (e o verbo correspondente) quando se referiram ao amor de Deus. Veja estas passagens: Jo 3.13; Rm 5.8; I Jo 4.8-10. O Novo Testamento nos ensina também que quando nós nos arrependemos dos nossos pecados e cremos em Cristo, recebendo-o como nosso Salvador e Senhor, Deus derrama seu amor em nosso coração (Rm 5.5). A partir daí, espera-se que o amor de Deus se manifeste através de nós, nos nossos relacionamentos, principalmente com o cônjuge. Veja Ef 5.25 e Tt 2.3-4.
Isto não é fácil... Todos queremos ser amados... Fazemos de tudo para conseguir um pouco de amor... E o que acontece? Nossos esforços neste sentido acabam dificultando ainda mais as coisas; talvez até afastem de nós a pessoa cujo amor tanto almejamos. A duras provas, descobrimos que é preciso amar primeiro... com amor ágape!
Em I Jo 4, há várias referências ao amor de Deus por nós e recomendações para nos amarmos também uns aos outros. Nesse contexto, o apóstolo explica porque ou como isto é possível: “Nós amamos porque Deus nos amou primeiro” ( I Jo 4.19). O amor de Deus por nós ensina-nos a amar ou gera amor em nosso coração.
Deus nos ama como somos, a despeito da nossa pecaminosidade, das nossas atitudes e atos egoístas. Refletindo sobre isto, observando e agradecendo as manifestações diárias do seu amor, aprenderemos a amar de verdade. Além disso, o Espírito Santo faz alguma coisa sobrenatural em nosso coração... “O fruto do Espírito é amor...” (Gl 5.22). Só assim, seremos capazes de amar, no sentido mais elevado e nobre do termo.
Note que esse amor não é um esforço que fazemos porque é a única maneira de conseguirmos que uma certa pessoa nos ame.
Esse amor, o amor de verdade:
• É ordenado por Deus... para nos induzir.
• É exemplificado por Deus... para nos ensinar.
• É produzido por Deus... para nos capacitar.
O marido ou esposa que ama assim não tenta mudar o cônjuge, não cobra dele o amor desejado. Simplesmente ama, sem cobrar nada em troca. Entretanto, assim como “nós amamos porque Deus nos amou primeiro”, o cônjuge amado, mais cedo ou mais tarde, responderá com amor. O princípio é simples: amor gera amor! Outras passagens ensinam esta mesma verdade. Lc 6.38; Gl 6.7.
Ágape é o amor que dá, de graça; dá 100% e não espera nada em troca.
Frases típicas:
• Eu te amo (sem um porquê).
• Você precisa ficar internado algum tempo, porque eu te amo (numa clínica de drogas, ou até mesmo preso) – chamados por uns de “amor firme”;
• Eu te amo e por isso você precisa de correção (lembra de Hb 12:6?);
• “Vai doer mais em mim do que em você” – sem o sentido pejorativo.
Conclusão :
Não amamos porque somos naturalmente bons, mas porque nascemos da graça. Não cumpriremos a lei para fazer-nos “justos”, mas porque ele nos justificou com sua justiça. Não brilharemos porque temos luz própria, mas porque refletimos o sol da justiça.
Ora, o mandamento é este:
1 – que creiamos em o nome de seu Filho Jesus Cristo
2 – e que amemo-nos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou.
E aquele que guarda os Seus mandamentos, permanece nele e Ele naquele.
O AMOR CRISTÃO precisa ser demonstrado no dia-a-dia por todos os crentes, para que possamos alcançar os perdidos para Deus. Sem amor, não se evangeliza, não se discipula.
O amor leva-nos a realizar a obra missionária e a evangelizar. Através dele, podemos louvar e adorar a Deus em “espírito e em verdade”.
domingo, 15 de julho de 2012
Sentimento de Cristo
Sentimento de Cristo - "De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz." Filipenses 2:5-8
A Ostra, quando é ferida, ela produz a pérola.
A perola é tão importante, que Jesus a comparou com sua Palavra (Mateus 07:06). A perola pode ser lançada em mais altas temperaturas, mas não é destruída.
A Palavra de Deus, mesmo depois de ser queimada, caluniada e rasgada, permanece e continua viva, assim com uma perola que é lançada no fogo: Fica em brasas vivas. A perola também pode simbolizar a salvação, assim como a ostra é ferida, Jesus foi ferido (Isaías 53), e pelas feridas de Jesus nos temos a salvação.
A Árvore (o sândalo), quando é ferida, ela expele de seu interior um perfume, e aquele machado que a feriu fica com o bom cheiro. ]
A árvore tal como a ostra, não reclama, pelo contrário, no sofrimento ela exala o bom cheiro, e nós somos o bom perfume de Cristo (II Coríntios 02:15).
Esta árvore chamada sândalo, além de perfumar o machado que o fere, ainda é usada na medicina, para fazer remédios.
Jesus, quando foi ferido, nos deu a salvação e nos curou (Isaías 53:04) "Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.')
O Vaso de barro, quando ele é colocado numa fornalha muito aquecida, ele não trinca ou desmancha, pelo contrário, ele quando sai do fogo, sai mais resistente e mais valioso.
O Grão de trigo, se ele não cair na terra, ele apodrece e vira pó, mas se ele cair no chão e for pisado pelos homens, dentro desse grão sai a semente, e essa semente dentro da terra, começa a florescer, e nasce e dá muito fruto, e lá embaixo, na terra, ela cria raiz, e aquela raiz rasga a terra e quando chega a um lugar e encontra água, ela floresce novamente.
Jesus é o grão de trigo (João 12:24 ' Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto.')
Gálbano, planta seca, sem cheiro, até sem valor para quem a desconhece, mas quando o gálbano é triturado e amassado e pisado, então começa a exalar a sua essência.
Jesus se esvaziou a si mesmo, se aniquilou, e a Palavra de Deus diz: "De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus".
Assim como a ostra não reclama, pois ela sabe que aquele sofrimento será temporário, e depois daquele sofrimento, ela vai produzir a perola;
O sândalo não deixa o machado mal cheiroso, mas quando o machado fere o sândalo, o machado fica com o bom cheiro;
O vaso fica a uma temperatura que parece que ele não vai suportar, todos pensam que ele vai rachar, ou até explodir, mas quando ele é retirado do forno, ele sai muito mais resistente e valioso, vaso de honra (Romanos 09:21);
E o grão de trigo nada é se não cair e não for pisado, necessário é que ele caia para florescer.
Se você está recebendo machadadas, ferimentos, sendo pisado, de sorte que exista em você o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que se esvaziou e teve uma queda tremenda, mas a segunda parte do capítulo 02 de Filipenses nos diz: "Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai."
terça-feira, 10 de julho de 2012
40º Poder sobre Satanás e os demônios
Poder sobre Satanás e os demônios - "Ninguém pode roubar os bens do valente, entrando-lhe em sua casa, se primeiro não maniatar o valente; e então roubará a sua casa." (Marcos 3:27)
Um dos destaques principais do Evangelho segundo Marcos é o propósito firme de Jesus: derrotar Satanás e suas hostes demoníacas. Em (Marcos 3:27) , isto é descrito como "manietar o valente" (i.e., Satanás) e, "roubará a sua casa" (i.e., libertar os escravos de Satanás) . O poder de Jesus sobre Satanás fica claramente demonstrado na expulsão de demônios (gr. daiamonion) ou espíritos malignos.
OS DEMÔNIOS - (1) O NT menciona muitas vezes pessoas sofrendo de opressão ou influência maligna de Satanás, devido a um espírito maligno que neles habita; menciona também o conflito de Jesus com os demônios . O Evangelho segundo Marcos, descreve muitos desses casos: "E estava na sinagoga deles um homem com um espírito imundo, o qual exclamou, Dizendo: Ah! que temos contigo, Jesus Nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus. E repreendeu-o Jesus, dizendo: Cala-te, e sai dele. Então o espírito imundo, convulsionando-o, e clamando com grande voz, saiu dele. E todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Que nova doutrina é esta? Pois com autoridade ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem! " ; "E, tendo chegado a tarde, quando já se estava pondo o sol, trouxeram-lhe todos os que se achavam enfermos, e os endemoninhados. " ; "E curou muitos que se achavam enfermos de diversas enfermidades, e expulsou muitos demônios, porém não deixava falar os demônios, porque o conheciam. " ; "E pregava nas sinagogas deles, por toda a Galiléia, e expulsava os demônios." (Mc 1:23-27,32,34,39) ; "Porque tinha curado a muitos, de tal maneira que todos quantos tinham algum mal se arrojavam sobre ele, para lhe tocarem. E os espíritos imundos vendo-o, prostravam-se diante dele, e clamavam, dizendo: Tu és o Filho de Deus. E ele os ameaçava muito, para que não o manifestassem. " ; "E para que tivessem o poder de curar as enfermidades e expulsar os demônios: " (Marcos 3:10-12,15) ; "E chegaram ao outro lado do mar, à província dos gadarenos. E, saindo ele do barco, lhe saiu logo ao seu encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo; O qual tinha a sua morada nos sepulcros, e nem ainda com cadeias o podia alguém prender; Porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram por ele feitas em pedaços, e os grilhões em migalhas, e ninguém o podia amansar. E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes, e pelos sepulcros, e ferindo-se com pedras. E, quando viu Jesus ao longe, correu e adorou-o. E, clamando com grande voz, disse: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? conjuro-te por Deus que não me atormentes. (Porque lhe dizia: Sai deste homem, espírito imundo.) E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? E lhe respondeu, dizendo: Legião é o meu nome, porque somos muitos. E rogava-lhe muito que os não enviasse para fora daquela província. E andava ali pastando no monte uma grande manada de porcos. E todos aqueles demônios lhe rogaram, dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles. E Jesus logo lho permitiu. E, saindo aqueles espíritos imundos, entraram nos porcos; e a manada se precipitou por um despenhadeiro no mar (eram quase dois mil), e afogaram-se no mar. E os que apascentavam os porcos fugiram, e o anunciaram na cidade e nos campos; e saíram muitos a ver o que era aquilo que tinha acontecido. E foram ter com Jesus, e viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido e em perfeito juízo, e temeram. E os que aquilo tinham visto contaram-lhes o que acontecera ao endemoninhado, e acerca dos porcos. E começaram a rogar-lhe que saísse dos seus termos. E, entrando ele no barco, rogava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele. Jesus, porém, não lho permitiu, mas disse-lhe: Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez, e como teve misericórdia de ti. E ele foi, e começou a anunciar em Decápolis quão grandes coisas Jesus lhe fizera; e todos se maravilharam. " (Marcos 5:1-20) ; "Chamou a si os doze, e começou a enviá-los a dois e dois, e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos; " ; "E expulsavam muitos demônios, e ungiam muitos enfermos com óleo, e os curavam. " (Marcos 6:7,13) ; "Porque uma mulher, cuja filha tinha um espírito imundo, ouvindo falar dele, foi e lançou-se aos seus pés. E esta mulher era grega, sirofenícia de nação, e rogava-lhe que expulsasse de sua filha o demônio. Mas Jesus disse-lhe: Deixa primeiro saciar os filhos; porque não convém tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos. Ela, porém, respondeu, e disse-lhe: Sim, Senhor; mas também os cachorrinhos comem, debaixo da mesa, as migalhas dos filhos. Então ele disse-lhe: Por essa palavra, vai; o demônio já saiu de tua filha. E, indo ela para sua casa, achou a filha deitada sobre a cama, e que o demônio já tinha saído." (Marcos 7:25-30) ; "E um da multidão, respondendo, disse: Mestre, trouxe-te o meu filho, que tem um espírito mudo; E este, onde quer que o apanha, despedaça-o, e ele espuma, e range os dentes, e vai definhando; e eu disse aos teus discípulos que o expulsassem, e não puderam. E ele, respondendo-lhes, disse: O geração incrédula! até quando estarei convosco? até quando vos sofrerei ainda? Trazei-mo. E trouxeram-lho; e quando ele o viu, logo o espírito o agitou com violência, e, caindo o endemoninhado por terra, revolvia-se, escumando. E perguntou ao pai dele: Quanto tempo há que lhe sucede isto? E ele disse-lhe: Desde a infância. E muitas vezes o tem lançado no fogo, e na água, para o destruir; mas, se tu podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós, e ajuda-nos. E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê. E logo o pai do menino, clamando, com lágrimas, disse: Eu creio, Senhor! ajuda a minha incredulidade. E Jesus, vendo que a multidão concorria, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele, e não entres mais nele. E ele, clamando, e agitando-o com violência, saiu; e ficou o menino como morto, de tal maneira que muitos diziam que estava morto. Mas Jesus, tomando-o pela mão, o ergueu, e ele se levantou. E, quando entrou em casa, os seus discípulos lhe perguntaram à parte: Por que o não pudemos nós expulsar? E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum. " (Marcos 9:17-29) ; "E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; " (Marcos 16:17) .
(2) Os demônios são seres espirituais com personalidade e inteligência. Como súditos de Satanás, inimigos de Deus e dos seres humanos "E, quando o espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra. Então diz: Voltarei para a minha casa, de onde saí. E, voltando, acha-a desocupada, varrida e adornada. Então vai, e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entrando, habitam ali; e são os últimos atos desse homem piores do que os primeiros. Assim acontecerá também a esta geração má. " (Mateus 12:43-45) , são malignos, destrutivos e estão sob a autoridade de Satanás .
(3) Os demônios são a força motriz que está por trás da idolatria, de modo que adorar falsos deuses é praticamente o mesmo que adorar demônios "Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios." (1 Coríntios 10:20).
(4) O NT mostra que o mundo está alienado de Deus e controlado por Satanás "Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo." (João 12:31) ; "Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus." (2 Coríntios 4:4) ; "No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais." (Efésios 6:10-12) . Os demônios são parte das potestades malignas; o cristão tem de lutar continuamente contra eles.
(5) Os demônios podem habitar no corpo dos incrédulos, e, constantemente, o fazem "E foram ter com Jesus, e viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido e em perfeito juízo, e temeram." (Marcos 5:15) ; "E também de muitos saíam demônios, clamando e dizendo: Tu és o Cristo, o Filho de Deus. E ele, repreendendo-os, não os deixava falar, pois sabiam que ele era o Cristo." (Lucas 4:41); "E, quando desceu para terra, saiu-lhe ao encontro, vindo da cidade, um homem que desde muito tempo estava possesso de demônios, e não andava vestido, nem habitava em qualquer casa, mas nos sepulcros. E, quando viu a Jesus, prostrou-se diante dele, exclamando, e dizendo com grande voz: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Peço-te que não me atormentes." (Lucas 8:27-28) ; "E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E na mesma hora saiu." (Atos 16:18) e falam através das vozes dessas pessoas. Escravizam tais indivíduos e os induzem à iniqüidade, à imoralidade e à destruição.
(6) Os demônios podem causar doenças físicas "E, havendo-se eles retirado, trouxeram-lhe um homem mudo e endemoninhado. E, expulso o demônio, falou o mudo; e a multidão se maravilhou, dizendo: Nunca tal se viu em Israel." (Mateus 9:32-33) ; "Trouxeram-lhe, então, um endemoninhado cego e mudo; e, de tal modo o curou, que o cego e mudo falava e via." (Mateus 12:22) ; "E, quando chegaram à multidão, aproximou-se-lhe um homem, pondo-se de joelhos diante dele, e dizendo: Senhor, tem misericórdia de meu filho, que é lunático e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo, e muitas vezes na água; E trouxe-o aos teus discípulos; e não puderam curá-lo. E Jesus, respondendo, disse: O geração incrédula e perversa! até quando estarei eu convosco, e até quando vos sofrerei? Trazei-mo aqui. E, repreendeu Jesus o demônio, que saiu dele, e desde aquela hora o menino sarou." (Mateus 17:14-18) ; "E um da multidão, respondendo, disse: Mestre, trouxe-te o meu filho, que tem um espírito mudo; E este, onde quer que o apanha, despedaça-o, e ele espuma, e range os dentes, e vai definhando; e eu disse aos teus discípulos que o expulsassem, e não puderam. E ele, respondendo-lhes, disse: O geração incrédula! até quando estarei convosco? até quando vos sofrerei ainda? Trazei-mo. E trouxeram-lho; e quando ele o viu, logo o espírito o agitou com violência, e, caindo o endemoninhado por terra, revolvia-se, escumando. E perguntou ao pai dele: Quanto tempo há que lhe sucede isto? E ele disse-lhe: Desde a infância. E muitas vezes o tem lançado no fogo, e na água, para o destruir; mas, se tu podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós, e ajuda-nos. E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê. E logo o pai do menino, clamando, com lágrimas, disse: Eu creio, Senhor! ajuda a minha incredulidade. E Jesus, vendo que a multidão concorria, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele, e não entres mais nele. E ele, clamando, e agitando-o com violência, saiu; e ficou o menino como morto, de tal maneira que muitos diziam que estava morto. Mas Jesus, tomando-o pela mão, o ergueu, e ele se levantou." (Marcos 9:17-27) ; "E eis que estava ali uma mulher que tinha um espírito de enfermidade, havia já dezoito anos; e andava curvada, e não podia de modo algum endireitar-se. " ; "E não convinha soltar desta prisão, no dia de sábado, esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás tinha presa? " (Lucas 13:11,16) , embora nem todas as doenças e enfermidades procedam de espíritos maus "E a sua fama correu por toda a Síria, e traziam-lhe todos os que padeciam, acometidos de várias enfermidades e tormentos, os endemoninhados, os lunáticos, e os paralíticos, e ele os curava." (Mateus 4:24) ; "E aconteceu que, quando estava numa daquelas cidades, eis que um homem cheio de lepra, vendo a Jesus, prostrou-se sobre o rosto, e rogou-lhe, dizendo: Senhor, se quiseres, bem podes limpar-me. E ele, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, sê limpo. E logo a lepra desapareceu dele." (Lucas 5:12-13).
(7) Aqueles que se envolvem com espiritismo e magia (i.e., feitiçaria) estão lidando com espíritos malignos, o que facilmente leva à possessão demoníaca "Mas resistia-lhes Elimas, o encantador (porque assim se interpreta o seu nome), procurando apartar da fé o procônsul. Todavia Saulo, que também se chama Paulo, cheio do Espírito Santo, e fixando os olhos nele, Disse: O filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perturbar os retos caminhos do Senhor?" (Atos 13:8-10) ; "Também muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos e, feita a conta do seu preço, acharam que montava a cinqüenta mil peças de prata." (Atos 19:19) ; "Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias," (Gálatas 5:20) ; "E os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras de suas mãos, para não adorarem os demônios, e os ídolos de ouro, e de prata, e de bronze, e de pedra, e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar. E não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos." (Apocalipse 9:20-21) .
(8) Os espíritos malignos estarão grandemente ativos nos últimos dias desta era, na difusão do ocultismo, imoralidade, violência e crueldade; atacarão a Palavra de Deus e a sã doutrina "Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos." (Mateus 24:24) ; "E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras." (2 Coríntios 11:14-15) ; "Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;" (1 Timóteo 4:1) . O maior surto de atividade demoníaca ocorrerá através do Anticristo e seus seguidores "A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira," (2 Tessalonicenses 2:9) ; "E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio. E vi uma das suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta. E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela? E foi-lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para agir por quarenta e dois meses. E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu. E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação. E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo." (Apocalipse 13:2-8) ; "E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi sair três espíritos imundos, semelhantes a rãs. Porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis da terra e de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-Poderoso." (Apocalipse 16:13-14) .
JESUS E OS DEMÔNIOS - (1) Nos seus milagres, Jesus freqüentemente ataca o poder de Satanás e o demonismo "E repreendeu-o Jesus, dizendo: Cala-te, e sai dele. Então o espírito imundo, convulsionando-o, e clamando com grande voz, saiu dele." ; "E curou muitos que se achavam enfermos de diversas enfermidades, e expulsou muitos demônios, porém não deixava falar os demônios, porque o conheciam." "E pregava nas sinagogas deles, por toda a Galiléia, e expulsava os demônios." (Marcos 1:25,26,34,39) ; "Porque tinha curado a muitos, de tal maneira que todos quantos tinham algum mal se arrojavam sobre ele, para lhe tocarem. E os espíritos imundos vendo-o, prostravam-se diante dele, e clamavam, dizendo: Tu és o Filho de Deus." (Marcos 3:10-11) ; (Mc 5:1-20) ; (Mc 9:17-29) . Um dos seus propósitos ao vir à terra foi subjugar Satanás e libertar seus escravos "Ou, como pode alguém entrar em casa do homem valente, e furtar os seus bens, se primeiro não maniatar o valente, saqueando então a sua casa? " (Mateus 12:29) ; "E todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Que nova doutrina é esta? Pois com autoridade ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!" (Marcos 1:27) ; "O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração," (Lucas 4:18) .
(2) Jesus derrotou Satanás, em parte pela expulsão de demônios e, de modo pleno, através da sua morte e ressurreição "Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo." (João 12:31) ; "Então alguns dos seus discípulos disseram uns aos outros: Que é isto que nos diz? Um pouco, e não me vereis; e outra vez um pouco, e ver-me-eis; e: Porquanto vou para o Pai?" (João 16:17) ; "E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo." (Colossenses 2:15) ; "E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; " (Hebreus 2:14) . Deste modo, Ele aniquilou o domínio de Satanás e restaurou o poder do reino de Deus .
(3) O inferno (gr. Gehenna) , o lugar de tormento, está preparado para o diabo e seus demônios "E eis que clamaram, dizendo: Que temos nós contigo, Jesus, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo? " (Mateus 8:29) ; "Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; " (Mateus 25:41) . Exemplos do termo Gehenna no grego : "E, se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor é para ti entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga," ; "E, se o teu pé te escandalizar, corta-o; melhor é para ti entrares coxo na vida do que, tendo dois pés, seres lançado no inferno, no fogo que nunca se apaga," ; "E, se o teu olho te escandalizar, lança-o fora; melhor é para ti entrares no reino de Deus com um só olho do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno," (Marcos 9:43,45,47) ; "E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo." (Mateus 10:28) ; "E, se o teu olho te escandalizar, arranca-o, e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida com um só olho, do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno." (Mateus 18:9) .
O CRENTE E OS DEMÔNIOS - (1) As Escrituras ensinam que nenhum verdadeiro crente, em quem habita o Espírito Santo, pode ficar endemoninhado : o Espírito e os demônios nunca poderão habitar no mesmo corpo "E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo." (2 Coríntios 6:15-16) . Os demônios podem, no entanto, influenciar os pensamentos, emoções e atos dos crentes que não obedecem aos ditames do Espírito Santo "Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens." (Mateus 16:23) ; "Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo." ; "E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz." (2 Coríntios 11:3,14) .
(2) Jesus prometeu aos genuínos crentes autoridade sobre o poder de Satanás e das suas hostes. Ao nos depararmos com eles, devemos aniquilar o poder que querem exercer sobre nós e sobre outras pessoas, confrontando-os sem trégua pelo poder do Espírito Santo . Desta maneira, podemos nos livrar dos poderes das trevas.
(3) Segundo a parábola "Ninguém pode roubar os bens do valente, entrando-lhe em sua casa, se primeiro não maniatar o valente; e então roubará a sua casa." (Marcos 3:27) , o conflito espiritual contra Satanás envolve três aspectos: (a) declarar guerra contra Satanás segundo o propósito de Deus "Então, pela virtude do Espírito, voltou Jesus para a Galiléia, e a sua fama correu por todas as terras em derredor. E ensinava nas suas sinagogas, e por todos era louvado. E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler. E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito: O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração, A pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do Senhor." (Lucas 4:14-19) ; (b) ir onde Satanás está (qualquer lugar onde ele tem uma fortaleza) , atacá-lo e vencê-lo pela oração e pela proclamação da Palavra, e destruir suas armas de engano e tentação demoníacos "Mas, se eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente a vós é chegado o reino de Deus. Quando o valente guarda, armado, a sua casa, em segurança está tudo quanto tem; Mas, sobrevindo outro mais valente do que ele, e vencendo-o, tira-lhe toda a sua armadura em que confiava, e reparte os seus despojos." (Lucas 11:20-22) ; (c) apoderar-se de bens ou posses, libertando os cativos do inimigo entregando-os a Deus para que recebam perdão e santificação mediante a fé em Cristo "Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados, e herança entre os que são santificados pela fé em mim." (Atos 26:18) .
(4) Seguem-se os passos que cada um deve observar nesta luta contra o mal: (a) Reconhecer que não estamos num conflito contra a carne e o sangue, mas contra forças espirituais do mal "Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais." (Efésios 6:12) . (b) Viver diante de Deus uma vida fervorosamente dedicada à sua verdade e justiça "Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12:1-2) ; "Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça;" (Efésios 6:14) . (c) Crer que o poder de Satanás pode ser aniquilado seja onde for o seu domínio "Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados, e herança entre os que são santificados pela fé em mim." (Atos 26:18) ; "Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno." (Efésios 6:16) ; "Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação;" (1 Tessalonicenses 5:8) e reconhecer que o crente tem armas espirituais poderosas dadas por Deus para a destruição das fortalezas de Satanás "Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo;" (2 Coríntios 10:3-5) . (d) Proclamar o evangelho do reino, na plenitude do Espírito Santo "E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo." (Mateus 4:23) ; "Porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe. E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus, E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto." (Lucas 1:15-17) ; "Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra." (Atos 1:8) ; "E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem." (Atos 2:4) ; "Mas, como cressem em Filipe, que lhes pregava acerca do reino de Deus, e do nome de Jesus Cristo, se batizavam, tanto homens como mulheres." (Atos 8:12) ; "Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego." (Romanos 1:16) ; "E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; " (Efésios 6:15) . (e) Confrontar Satanás e o seu poder de modo direto, pela fé no nome de Jesus "E aconteceu que, indo nós à oração, nos saiu ao encontro uma jovem, que tinha espírito de adivinhação, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores. Esta, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo. E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E na mesma hora saiu." (Atos 16:16-18) , ao usar a Palavra de Deus "Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;" (Efésios 6:17) , ao orar no Espírito "Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra." (Atos 6:4) ; "Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos," (Efésios 6:18) , ao jejuar "E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão." (Mateus 6:16) ; "E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum." (Marcos 9:29) e ao expulsar demônios "E, chamando os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal." (Mateus 10:1) ; "Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, logo é chegado a vós o reino de Deus." (Mateus 12:28) ; "E Jesus, respondendo, disse: O geração incrédula e perversa! até quando estarei eu convosco, e até quando vos sofrerei? Trazei-mo aqui. E, repreendeu Jesus o demônio, que saiu dele, e desde aquela hora o menino sarou. Então os discípulos, aproximando-se de Jesus em particular, disseram: Por que não pudemos nós expulsá-lo? E Jesus lhes disse: Por causa de vossa pouca fé; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível. Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum." (Mateus 17:17-21) ; "E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas;" (Marcos 16:17) ; "E voltaram os setenta com alegria, dizendo: Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam." (Lucas 10:17) ; "E até das cidades circunvizinhas concorria muita gente a Jerusalém, conduzindo enfermos e atormentados de espíritos imundos; os quais eram todos curados." (Atos 5:16) ; "Pois que os espíritos imundos saíam de muitos que os tinham, clamando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos eram curados." (Atos 8:7) ; "E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E na mesma hora saiu." (Atos 16:18) ; "De sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos saíam." (Atos 19:12) . (f) Orar, principalmente , para que o Espírito Santo convença os perdidos, no tocante ao pecado, à justiça e ao juízo vindouro "Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do pecado, porque não crêem em mim; Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado." (João 16:7-11) . (g) Orar, com desejo sincero, pelas manifestações do Espírito, mediante os dons de curar, de línguas, de milagres e de maravilhas "Agora, pois, ó Senhor, olha para as suas ameaças, e concede aos teus servos que falem com toda a ousadia a tua palavra; Enquanto estendes a tua mão para curar, e para que se façam sinais e prodígios pelo nome de teu santo Filho Jesus. E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus. E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça." (Atos 4:29-33) ; "Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele." (Atos 10:38) ; "Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.(1 Coríntios 12:7-11).
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